No Limite da Tentação
9 Desejo
Notas iniciais
Continuo olhando estática para o Ethan. Ele mudou. Está mais musculoso, seu cabelo mais curto, seus olhos quentes olhos verdes, seu cabelo loiro meio bagunçado, sua barba por fazer. Ele parece ainda mais bonito que antes.
–Você tá morando aqui? – Pergunto.
–Apartamento ao lado – ele enfia a mão nos bolsos. – É bom te ver de novo. Nunca pensei que fosse ter a chance.
–É bom te ver também, Ethan – sorrio.
–Eu ia falar com você ontem, mas você estava aparentemente ocupada demais com o Cross – ele diz. – Você sumiu.
Sinto meu rosto corar, lembrando de ontem à noite. Havia acordado me sentindo dolorida hoje de manhã. Tenho algumas marcas bem vermelhas no pescoço e nos seios e um hematoma na parte inferior da minha coxa. Eu me envergonho só das coisas que eu fiz ontem. Foi mais do que eu fiz com o Ethan em todo tempo que nós namoramos.
–Pois é – sorrio sem graça.
–Phoebe! Jason e Maxon estão quase indo embora! Dá pra você vir pegar suas coisas pra descermos? – Júlia grita.
–Já vou! – Grito para ela e volto a olhar para o Ethan. – Eu te convidaria para entrar, mas eu e a Júlia já estamos descendo. Vamos passar o final de semana fora.
–Tá, tudo bem – ele assente. – A gente se vê por ai, coelhinha.
Rio com apelido.
–Faz algum tempo desde que alguém me chamou assim – digo.
–Porque só eu te chamava assim – ele me dá outro sorriso deixando a sua covinha aparecer. – Até mais, Phoebe.
–Até mais, Eth – sorrio.
Ele sai e eu fecho a porta. Me encosto nela tentando me recuperar. Nossa conversa pareceu tão natural que nunca pareceu que a gente terminou. Ele ainda era o cara legal de quem eu lembrava.
...
A viagem até os Hamptons não havia sido tão longa. Ainda estava exausta de ontem à noite então apenas fechei os olhos e dormi o caminho inteiro. Quem estava dirigindo era o Maxon então tive que ir na frente com ele enquanto Júlia e Jason se pegavam no banco de trás.
Não percebi que havíamos parado até a porta do meu lado ser aberta. Maxon estava em todo seu esplendor com óculos aviador e o cabelo todo bagunçado. Ele abre aquele maldito sorriso sexy para mim e estende a mão para mim.
–Acorda, Bela Adormecida – ele fala. – Ou preciso te beijar para acordar?
–Não acho que um beijo seu seria suficiente. – Provoco. Aceito sua mão e ele ma ajuda a sair, mas quando estou com os dois pés firmes no chão, ele me puxa contra seu peito, não deixando um mínimo espaço entre nós. Ele abaixa seu rosto no meu e coloca uma mexa do meu cabelo atrás da orelha.
–Tem certeza, Srta. Grey? – Ele sussurra no meu ouvido.
O ar fica preso nos meus pulmões. Pensei que depois de ontem o efeito dele em mim, não seria tão devastador, mas era.
–Absoluta – gaguejo.
Seus lábios quentes encostam nos meus e ele me imprensa na porta do carro. Ele me agarra mais forte pela cintura e sua língua se encontra com a minha. O beijo é quente e intenso. Logo ele me coloca sentada no capô do carro. Entrelaço minhas pernas na sua cintura e me colo a ele. Suas mãos passeiam pela lateral do meu corpo e seus dedos roçam levemente nos meus seios.
–Wow, calma gente! Arrumem um quarto! – Jason grita.
Envergonhada, empurro Maxon para longe e pulo do capô. Havia esquecido deles ali. Arrumo meu shorts e começo a ir até eles, ouvindo a risada do Maxon atrás de mim. Júlia está me olhando com um sorriso malicioso olhando para nós dois. Ignoro o olhar dela e observo a casa na beira da praia. É enorme. Vidro parece ser a única coisa que a compõe, pelo menos por fora. É linda.
–Não sei se todos os quartos estão em condições de ser usados, mas acho que ao menos três estão. – Jason fala.
–Acho que só vamos precisar de dois – Júlia ri.
Ignoro o comentário enquanto entro na casa, atrás do Jason. O lugar é enorme e cheio de cores vivas. O sofá vermelho, quadros coloridos espalhados pelas paredes azuis e uma escada em espiral espelhada que leva até lá em cima. A casa é moderna e muito legal.
–Quartos lá em cima, piscina no segundo andar, cozinha na esquerda, deck pela porta da direita, banheiros aqui embaixo e lá em cima. – Jason fala. – Podem escolher os quartos.
Nós três seguimos logo atrás do Jason para os quartos. Quando chegamos no primeiro andar, tem um corredor de seis portas, três em cada lado e no final do corredor, outra escada para o segundo andar.
–Os quartos são cinco dessas seis portas. O banheiro é a última porta da esquerda – Maxon fala dessa vez.
Arqueio uma sobrancelha pra ele.
–Já vim aqui vezes demais pra saber o que ele diria – Maxon sorri.
–Phoebe, só pra você saber, eu e o Maxon já temos quartos marcados, mas pra você vê como somos caras legais, a gente deixa você escolher – Jason fala. Ele abraça a cintura da Júlia.
–E se eu escolher o quarto de um de vocês? – Pergunto.
–A gente vai pra outro – Júlia diz.
Abro a porta de todos os quartos e escolhe o segundo da direita. Tem uma vista incrível para o mar e uma varanda larga com uma espreguiçadeira muito confortável.
–E então, o quarto era de algum de vocês? – Sorrio.
–Meu – Maxon fala.
Olho para ele. Maxon me dá um sorriso que eu não consigo identificar o que tem por trás dele. Desvio o olhar para o chão e mordo o lábio.
–Vamos buscar as malas – Júlia diz, sorrindo pra mim.
Jason e Maxon vão na frente e Júlia me puxa pelo braço, entrelaçando o meu no dela.
–Então, Ethan e Maxon no mesmo espaço de tempo? – Júlia arqueia uma sobrancelha.
–Não tenho nada com nenhum deles, Jú – encolho os ombros.
Júlia havia ficado eufórica quando eu falei sobre o Ethan ser o nosso vizinho. Ela adorava o Ethan quando namorávamos, mas quando ele terminou comigo por causa do seu sonho de sair de Seattle e seguir a carreira de fotografo – que agora estava mais que decolando – ele perdeu pontos com ela.
–Bom, como você e o Maxon ficaram? – Ela pergunta.
–Não ficamos. Não temos nada – dou de ombros.
–Nada? – Ela ri. – E o beijo em cima do capô foi nada? Se o Jason não tivesse dito nada, vocês teriam se comido lá em cima.
–Ok, ele mexe comigo, mas e daí? – Balanço a cabeça.
–Você tem o final de semana pra descobrir – ela pisca.
Paro na porta enquanto Júlia e Jason arrastam as malas para dentro. Maxon estava escorado no carro com os braços cruzados observando o mar. Ele estava lindo tão concentrado assim. Balanço a cabeça e vou até o porta-malas aberto. Minha mala é a única lá dentro. Puxo ela pra fora e me desequilibro. Prevejo a queda e a minha bunda já dolorida, batendo no chão, mas sinto um braço na minha cintura, me segurando e um arrepio percorre o meu corpo quando sinto o seu cheiro.
–Você tem alguma tendência por quedas? – Ele pergunta no meu ouvido. Sei que ele está sorrindo.
–Um pouco... – Digo, envergonhada.
Não sei como agir perto dele. Eu estive pelada embaixo dele e gritando seu nome, a menos de 12 horas. Ele não parece nenhum pouco envergonhado. Maxon me vira devagar para ele. Seus olhos azuis estão faiscando. Meu Deus, ele não pode ser sempre assim, né?!
–Você tem uma marca vermelha bem aqui... – ele diz passando o dedo pela parte vermelha no meu pescoço. Seu dedo desliza mais para baixo do meu pescoço e roça na parte de cima dos meus seios que estão um pouco a amostra por causa do decote da blusa. Ele a puxa um pouco para baixo, apenas o suficiente para ver outra marca vermelha. – E outra aqui. Como pretende explica-las quando usar biquíni?
Engulo em seco. Meu coração está quase saindo pela boca. Sua outra mão vai para a minha cintura de novo e ele me puxa para ele.
–Elas não vão aparecer quando eu estiver com biquíni – digo.
–Ah, não? Que pena! – Ele sorri malicioso. – Gosto delas em você.
–Você me deixou mais que duas marcas.
–Espero vê-las em algum momento hoje – Maxon aproxima seus lábios do meu e segura minha nuca.
–Não acho que vá acontecer – murmuro.
Ah, vai. Se ele continuar me olhando desse jeito, com certeza vai.
–Eu sei que vai – ele sorri.
Maxon me beija profundamente. Ele me aperta contra seu corpo e segura minha nuca. Ele coloca uma das suas pernas entre a minha e me prende mais ainda a ele. Seguro seus cabelos e puxo seus fios escuros. Sua língua procura ávida pela minha. Ele me encosta na lateral do carro e prende meus braços em cima da minha cabeça enquanto me beija. Seus lábios deixam os meus e escorregam pelo meu pescoço, beijando a marca vermelha que já tem lá.
–A propósito, não vou mudar de quarto – ele fala contra o meu pescoço. – E você também não. Facilita o trabalho para nós dois.
Maxon me beija mais uma vez antes de me soltar. Ele pega nossas malas e vai em direção a casa, enquanto eu fico tentando me recuperar do beijo.
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