No Lie

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Ah, as fotos da casa, do quarto e etc, eu posto depois, ok? Espero que gostem!
P.S.: O cabelo de alguns looks que ela usa, não estão da mesma cor do dela, mas lembrem, ela tem olhos verdes e cabelos castanhos claros.

Sentada naquele táxi, vi as gotas da chuva escorrerem pela janela. Elas escorriam como as minhas mentiras. E agora, eu não podia dizer a verdade mesmo!

Cheguei a uma casa de Nova York, no mesmo endereço que meu pai me entregara. Ele se separou da minha mãe pouco depois de eu ter feito 8 anos, agora, estou com 15.

A casa era bem moderna, eu adorei. Pelo que me lembrava, minha mãe adorava esse estilo de casa. Talvez fosse essa casa o projeto que eu estraguei.

FLASHBACK

– Ella Caterine Greenwald Hussain! Quem foi que estragou o projeto da mamãe? – Esse projeto era importante. Ela falava nele o tempo inteiro e eu havia derramado tinta rosa em cima.

– Acho que foi o Gold, mamãe. – Falei, limpando as mãos sujas de tinta rosa no meu vestido branco.

– Eu sei que foi você, Ella.

– Desculpe, mamãe.

– Ella...eu sou sua mãe. Não vou dizer que você não pode mentir para mim, porque todos mentimos, mesmo que sem querer. Só vou te pedir, minha lindinha, para que se esforce para não mentir mais, tudo bem?

E eu, com a minha voz infantil de criança de 6 anos, lhe respondi:

– Nunca mais irei mentir para a senhora, mamãe.

FLASHBACK OFF

Minha mãe era arquiteta. O projeto era realmente muito importante, mas eu nunca soube o que era. Será que ela me reconheceria?

Andei lentamente até a porta, carregando as minhas malas. Deixei-as encostadas na parede, respirei fundo e toquei a campainha.

Uma moça de cabelos negros e olhos castanhos alaranjados atendeu. Aquela não era minha mãe.

– Olá, aqui é a Residência de Rosalie Greenwald. O que deseja?

– Sou Ella Caterine Greenwald. Filha de Rosalie. – Falei, tentando parecer calma. Minha mãe tinha uma empregada?

– Oh, então você é a Ella! Pode entrar, eu levo suas malas. – Ela disse, segurando a porta para que eu entrasse.

– Olha...eu agradeço, mas não precisa levar nada, não.

– Eu insisto. Sua mãe está no escritório, provavelmente a sua espera.

Ela disse eu sai da vista dela. Como eu saberia onde é o escritório? Resolvi subir as escadas, os escritórios ficam na parte de cima, na maioria das vezes.

Ouvi barulhos de lápis em papel, então, abri a porta de onde vinham os barulhos:

– Mãe? – Consegui dizer, ao ver a mulher de cabelos castanhos claros e olhos verdes se virando para mim.

– Ella! Minha princesinha! – Falou, dando um abraço de urso que quase me matou. Literalmente.

– Mãe! Você tá me sufocando. – Falei, tentando me separar de seus braços.

– Eu estava morrendo de saudades.

– Eu também! Eu não te vejo faz o quê? Sete anos?

– Vamos, eu arrumei o seu quarto do jeito que você sempre quis.

– Você ainda lembra do desenho que eu fiz do meu quarto, mãe? – Perguntei, os olhos brilhando.

– Claro! Eu até emoldurei.

Seguimos conversando até o fim do corredor, onde tinha uma porta branca e escritos assim:

“Quarto de Ella Caterine Greenwald”

Entrei no quarto e me encantei. Ele era realmente igual ao desenho que fiz quando tinha 7 anos e meio. Minha mãe me ensinara a desenhar, e eu fiz a planta de um quarto que sempre quis. E agora o tenho.

Coloquei a minha mochila com os pertences pessoais em cima da cama e fui tomar um banho. A viagem tinha me esgotado.

Depois de tomar meu banho quente, pus o pijama (já eram 19 horas e 30), fiz uma trança malfeita e desci as escadas para ver o que minha mãe estava fazendo.

– Oi mãe! – Falei, sentando-me ao seu lado no sofá.

– Oi, anjo! Tudo bem?

– Sim, está. Você já me matriculou naquela escola de que falava no telefone? – Pedi. Minha mãe sempre falava sobre um tal de “Goode High School” quando falava comigo pelo telefone.

– Sim. Amanhã suas aulas começam. Vamos jantar? – Ela se levantou e foi em direção a cozinha. Eu estava realmente morrendo de fome.

Nós comemos enquanto ela me contava histórias de quando eu era criança. Nós rimos e nos divertimos muito, ficamos olhando filmes na TV e ás 22 horas ela me mandou dormir. E eu fui, estava quase dormindo no sofá.

XX

Na manhã seguinte, acordei com um despertador tocando. Olhei para o visor, que indicava 7 horas. Vi umas roupas em cima da minha cadeira e lembrei que hoje eu começaria na escola nova. Uma onda de arrepios percorreu meu corpo. Isso acontecia quando eu ficava nervosa, mas não liguei, apenas fui tomar um banho quente e fazer minhas higienes.

Senti um cheiro muito bom de waffles. Os waffles que a minha mãe fazia quando eu era criança. Desci correndo as escadas, com a minha mochila pendurada em um ombro só.

– Ella, você vai acabar caindo! – Minha mãe falou, lá da cozinha, usando um roupão, bobs no cabelo e olheiras enormes. Ela tinha o péssimo costume de trabalhar até tarde.

– Ah, mãe! Eu só estou com pressa para o primeiro dia! – Falei, dando uma garfada nos waffles que já estavam no meu prato.

– Ah...esqueci de avisar! A sua prima Thalia Grace está estudando na Goode!

– Thalia? Nossa, faz tanto tempo que eu não a vejo!

– Sabia que você ficaria feliz. Mas, vá logo. Não quero que se atrase.

– Eu nem sei onde é a escola, mãe!

– A duas quadras daqui, dá pra ir a pé.

– Tá! Beijo e Tchau. – Falei, dando um beijo em sua bochecha.

– Ah! Eu não vou almoçar em casa, hoje, anjo! Pegue o dinheiro na mesinha de centro da sala!

– Tá! – Fui em direção a mesinha de centro, peguei minha carteira cor-de-rosa e saí, me despedindo de Marie ( a empregada/secretária) e de Toy (meu mini-yorkshire).

Com certa incerteza (?), andei lentamente pelas ruas do nosso bairro, observando tudo e notando que era tão lindo quanto minha mãe dissera. Muitas coisas me aguardavam no primeiro dia.

Notas finais
Aproveitem para deixar reviews, ok? Beijos