No, I Wouldn't

1 Capítulo Único


Notas iniciais
Primeira fanfic de The Walkind Dead, primeira fanfic hétero, primeira fanfic livre o/
Referente ao episódio 3x09 - The Suicide King. Não ficou perfeitamente igual na série, mudei algumas falas...
Reviews não custam nada! Vocês demoram mais tempo lendo do que comentando, tomem vergonha na cara (:

Todos voltaram os olhos para Daryl. Glenn mal conseguia encará-lo, estava lívido, a palidez contrastando drasticamente com o roxo do olho. Maggie desviou os olhos pro chão quando Daryl a encarou. Rick pensou em mais alguma coisa para dizer:

— O que diremos à Carol? — foi o que saiu.

— Ela vai entender. — Daryl respondeu, resoluto, caminhando em direção ao irmão.

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O som dos pneus se arrastando pela estrada encheu seu peito. “Que sejam eles.” A voz de Carl disse, e Carol pensou a mesma coisa. E eram. Reconheceu o rosto cansado de Rick através do vidro do carro.

Correu até o portão, Carl o destrancou e ela o puxou, dando espaço pro carro entrar na prisão antes dos zumbis, que se atreviam pelo terreno, atraídos pelo som.

Rick, abrindo a porta do carro, correu pra abraçar o filho. Carol percorreu os olhos pelo vidro à procura de Daryl, mas o negror do filme a cegava.



— Onde está Daryl? — a pergunta saiu desesperada pela sua boca.

Rick lhe lançou um sorriso cansado e indicou com a cabeça um ponto atrás dela. Carol se virou, vendo a porta do carro se abrir, revelando o homem, ainda com a arma pendurada as costas.

Antes que a mulher pudesse esboçar reação, Daryl a envolveu com os braços, apertando seu corpo junto ao peito. Carol respirou aliviada e não pôde deixar de sorrir.

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Judith se remexeu incomodada em seus braços. O bebezinho esfregou os próprios olhos e Carol supôs que estivesse com sono. No mesmo momento, Daryl subiu a escada trazendo consigo uma caixa, forrada com um tecido confortável, e decorada por Beth, pintada em caneta o apelido “Pequenininha Durona”.

O homem estendeu a caixa pra ela e Carol pôs a criança dentro. Judith abriu a pequena boca em um bocejo e os dois sorriram, observando-a.

— Ela coube direitinho. — a mulher comentou. Levando o bebê até o pé da escada, onde Beth esperava.



Voltou-se ao andar de cima, Daryl estava encostado à parede, absorto em limpar as flechas de sua arma. Parecia cansado como Carol nunca o tinha visto.

— Você parece precisar de algumas horas de sono. — disse distraída, voltando a atenção à bolsa de pertences de Judith, dobrando as roupinhas. Daryl não respondeu de imediato, então ela continuou: — Axel está vigiando, pode ir dormir.

Eu vi Merle. — ele disse de súbito, a voz saindo como um mero murmúrio.

Carol se virou para ele. Passou a mão no próprio pescoço preocupada, imaginou que a visita a Woodbury fora pior para Daryl do que tinha imaginado.

— O Governador... — ele começou, limpando uma flecha e a fitando mais atentamente do que necessário. — Nos pôs para lutar um contra o outro. Irmão contra irmão. — fez uma expressão de desgosto. Se não tivesse com a cabeça baixa, Carol podia ter lido mágoa em seus olhos azuis. — Parece que a lealdade dele mudou.

Ela se aproximou hesitante, tocou o ombro dele. Ouviu-o fungar baixinho.

— Pela primeira vez em meses, — ele hesitou, largando a flecha de lado. — achei que pudesse ter meu irmão de volta.

Carol tocou o rosto do homem, levantando para fitar seu rosto e pôde ler, com clareza, o amargo da sua voz estampado em seus olhos. Abraçou-o, hesitante, sem ter muito que dizer.

Sentiu os braços dele a envolverem, Daryl parecia não ter muito onde se segurar, e Carol se aconchegou em seu peito, tentando ser seu ponto de apoio. Ouviu-o suspirar, sentiu-o se aliviar, desabafar sem dizer muita coisa realmente.

Se assustou, ao sentir a mão dele em sua nuca, puxando seu rosto na direção do dele. A expressão nele não estava mais decifrável e ela hesitou. A boca dele avançou alguns centímetros, e seus olhos buscaram no dela a certeza de que podia fazer o que estava prestes a fazer, mas ela os já tinha fechado, entregue.

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O choro de Judith a acordou, ecoando pelas paredes da prisão. A mente de Carol não despertara totalmente, parte dela ainda estava no sonho vívido que acabara de ter. Procurou pelo cheiro do homem nos lençóis, pela sua presença, pelo seu abraço, mas só ouvia aquele choro. Chegou a passar os dedos nos próprios lábios, na estúpida esperança de encontrar vestígios dos dele.

Então a realidade lhe acometeu de forma cruel, lembrando do que realmente tinha acontecido. Daryl não estava ali. Daryl se fora com seu irmão, e esperava que ela entendesse sua escolha.

Ela correu para o bebê, tentando absorver a realidade do seu jeito, engolindo-a aos poucos, deixando que o fato tomasse sua cabeça sem afetar seu coração. Daryl não voltara. Daryl teve que ir com Merle. Ele teve. Foi a escolha dele e ela precisava entender.



Mas o peso em seu coração era forte demais pra que abraçasse a idéia de bom grado. Ela não iria entender, não iria. A mulher de Ed entenderia. A mãe de Sophia, talvez... mas Carol não era mais nenhuma dessas pessoas.

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A visão do carro vindo pelos terrenos a aliviou. O rosto cansado de Rick por trás do vidro, e os passos apressados de Carl em direção ao portão. Seu coração se apertou na ansiedade de saber se estavam vivos, se estavam bem. Conseguiu enxergar, na pressa de dar passagem ao carro pelo terreno, o rosto de Maggie no banco de trás.

Rick abriu a porta da frente e correu pra abraçar o filho. Carol rodeou o carro, à procura da silhueta de Daryl, não encontrando, olhou em volta.

— Onde está Daryl? — podia ouvir o timbre de pânico claro em sua própria voz.



— Não se preocupe, ele está vivo. — Rick disse, vindo em sua direção. O homem pôr a mão em seu ombro, parecia escolher as palavras certas. — Ele foi embora. Com Merle.

— C-como...? Como assim?

— Ele foi embora, disse que você entenderia.

— Daryl... foi embora? — a última palavra da frase ecoou pelos seus ouvidos de forma dolorosamente forte.

— Era o Merle... — Rick disse, tentando soar pesaroso, mas o desgosto em sua voz era claro. — É o irmão dele, ele esperou que você entendesse.

Não, não entenderia.” Seu cérebro torpe em mágoa reverberou, mas não disse nada. Como poderia? Como poderia entender?

Deixou o carro passar em direção ao lar deles, acompanhando Rick e Carl pelo terreno em passos cansados, esperando inutilmente, ouvir os passos conhecidos de Daryl atrás de si.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!