No Hope-Interativa
7 Capítulo 5- A ultima nota
Notas iniciais
Jibril Akiyama
Enfermeira de Nível Super Colegial
“Você não enxerga porque não quer ver, então nós deveríamos arrancar os seus olhos”
Eu e Eva acordamos excepcionalmente cedo, nosso quarto estava uma bagunça, minhas roupas jogadas no chão, a cama improvisada da Eva estava cheia de roupas em cima, eu fui pega-las e descobri que Eva estava usando-as de cobertor, aquela parede amarelada dos quartos combinava com ela dormindo, alguma coisa realçava a outra, eu só não sabia dizer o que era aquela coisa, ela realmente parecia um anjo dormindo você até esquecia como ela era inteligente, e como ela te ensina tantas coisas das mais diversas.
–Deve ser difícil pra ela estar crescendo tanto e se acostumando ao mundo sem uma família- Eu falei para mim mesma enquanto passava a mão pelo cabelo dela.
–Jibril me tira daqui- A voz do Monokuma, me fez perceber um detalhe, que chegava a ser fofo, Eva dormia abraçada com Monokuma.
–Ei pestinha, acorde, não foi você que disse que tínhamos que investigar o segundo andar- Eu falei tentando acordar a Eva.
–B-bom dia- Ela disse com a voz calma esfregando os olhos e depois sorrindo.
–Larga o Monokuma e vai separar uma roupa para você tomar banho.
–Eu não posso ficar de vestido, ele é tão confortável.
–Pode vai só hoje.
Eu admito que eu estava até gostando da situação deu ser mãe, eu lembro de ver a Eva chorando escondida, depois de ver o vídeo, dos assassinatos dos pais dos alunos, foi ai que eu vi, que ela precisava de alguém numa hora de tanto desespero.
Alguns minuto depois eu e Eva estávamos no segundo andar.
–O que nós estamos procurando exatamente?
–Algo que explique o que esta acontecendo aqui, algo que explique porque nós estamos aqui e quem quer que nós estejamos aqui.
–Você realmente acha que tem alguém por traz disso tudo?- Eu falei enquanto olhava em baixo de uma mesa e Eva olhava na lixeira.
–Sim você realmente acredita que aquele bichinho de pelúcia fez tudo sozinho, pra mim ele é só um robô ou algo do tipo, e robôs são controlados por pessoas, o que nos leva a crer que tem algum ser vivo por de traz disso.
–Mas isso também nos indicaria de que o Monokuma, esta sendo controlado.
–Possivelmente, mas possivelmente por outra pessoa, ou talvez ele tenha uma programação diferente, nós não podemos descartar que mesmo eles tenham uma pessoa por traz, um líder um manda chuva ou coisa do tipo, eles tem alguma inteligência artificial.
–Então tem alguém querendo que nos competimos pela nossas vidas, e tem alguém que quer nos salvar?!
–Sim, pelo menos eu espero que sim, porque se o Monokuma tivesse de fazer o mesmo serviço do Foku não existiria motivo para ele estar aqui.
–Onde está o Monokuma por falar nisso?
–Eu deixei ele no quarto.
–Isso é seguro?
–Sim ele tem que se esconder já que o Foku não quer ele aqui, então já que não tem câmeras nos banheiros ele se esconde lá.
–Entendi.
–E aquele tal de Noah porque ele fica te indo atrás de você e tentando aarranjar algum assunto?
–Bem, ele diz que ele está apaixonado, segundo ele eu sou a mistura perfeita de beleza e inteligência, e por isso ele esta perdidamente apaixonado por mim.
–Ele é insistente.
–Até que eu acho ele um pouco fofo.
Eva não parecia reagir bem a parte do fofo, ela fez uma cara de quem discordou e saímos daquela sala que não nos ofereceu nada.
Nós passamos por outras salas, olhamos nas mesas, mas não achamos nada, fomos para aquelas piscinas na área de natação com o azulejo preto e branco que estavam um pouquinho mais limpos, já os armários de metal para guardar roupa estavam no geral trancados, na sorte abrimos um que não estava, mas só achamos matérias de natação, entramos na academia feminina, onde não achamos nada além de equipamentos de exercício e posters de boy bands populares, tentamos checar a academia masculina, mas nossos cartões eletrônicos não abriram.
–Jibril você ouviu isso?- Eva disse quebrando o silêncio que se permanecera por muito tempo.
–Me parecem passos?!
–Tem mais alguém aqui, e eu acho que estava nos observando.
O leve barulho de passos se cessou e nós perdemos a referência de onde estava aquele que nos observava, eu e Eva começamos a ir em direção a escada, de certa forma tentando fugir dos passos para fugir do possível perigo.
–Jibril porque este lugar está tão sujo?
–O que você quer dizer com isso?
–Olhe para a suas mãos- Eu olhei minhas mãos que estavam marrons de sujeira.
–Sabe se você olha os detalhes que parecem simples erros ou coisas para alimentar o relógio e nos manter mais tempo, você acha as verdadeiras pistas.
–O que você quer dizer com isso?
–Bem não sou só eu que passou para academia pico da esperança, mas então porque eu estou aqui, quer dizer aqui é uma filial, mas a academia que eu estava entrando quando eu apaguei era na terra e não em uma ilha no meio do nada.
–Aconteceu o mesmo comigo.
–E porque eu dormi mais tempo que todos, porque aqui é sujo e empoeirado, quer dizer aqui é suposto ser uma escola, e não um lugar abandonado, o único lugar que é totalmente limpo e o único cômodo livre desta poeira e sujeira de poeira é a sala de julgamento do Foku.
–Não se não é como se pudéssemos perguntar para o Foku isso.
Ao falar isso o urso pulou do corredor e direção as escadas como quem quer no surpreender.
–Ouvi meu nome?!
–F-foku?!
–Quem mais, vocês não estão escondendo ninguém de mim, estão.
–Não ela só ficou surpresa-Eu dei um empurrãozinho para manter a Eva protegida atrás de mim.
–Bem...
–Ande pode falar eu sou seu diretor, eu estou aqui para ajudar.
Em meio a tudo isso eu chegava a esquecer do Foku e de como ele sempre nos observava e achava que era nosso diretor, e mesmo que ele fizesse tudo de ruim ele ainda se considerava o anjo da história.
–Eu fui aceita no Colégio Pico da Esperança, mas não neste foi em outro um que ficava na terra.
–Bem uma catástrofe ouve e tivemos que resgatar vocês, esse foi o meio de salvar a vida de vocês, ou vocês queriam morrer?
–Não, não nós estamos bem era só isso.
Eu e Eva fomos o mais rápido possível para nosso quarto lavamos a mão e fomos para a sala do café da manhã.
–Você reparou que ele estava se esquivando do assunto quando nos ameaçou.
–Nós não temos tempo pra isso Eva coloque o Monokuma na bolsa, nós estamos atrasadas, daqui a pouco eles acham que nós morremos.
Nós conseguimos chegar a tempo, mas se formos procurar pistas outra vez eu acho que devemos acordar mais cedo, vou discutir isso depois com a Eva.
°°°
Kazumi Matsumoto
Fabricante de Marionetes de Nível Super Colegial
“Eu não preciso falar e muito menos olhar pra você, para te escutar”
Eu estava com minha roupa habitual, meu boné minha regata por cima de outra peça de roupa, eu estava tentando não chamar muita atenção como sempre, o chão estava normal, assim como as paredes, mas algo não fazia disso um dia habitual aquelas duas garotas eu ainda não sei exatamente o que elas iam fazer lá em cima, mas amizades e namoros em um lugar desse só podem acabar em desastre, eu estava um pouco adiantada, eu tinha acordado e me arrumado, eu ouvi os passos vindo do andar de cima e vi elas, eu segui elas, mas me dei conta que ia me atrasar e desci as escadas correndo e agora eu estou aqui sentada no refeitório como se nada tivesse acontecido. Eu até quero contar, mas quem, em quem confiar.
–Jibril e Eva chegaram atrasadas- Eu sussurrei para o garoto perto de mim, que na realidade eu não fazia a mínima ideia de quem era.
Ele não me respondeu verbalmente, só me olhou e balançou a cabeça, fazendo o cabelo ruivo dele balançar para cima e para baixo, como quem diz sim, eu acho que ele não deu muito valor para informação, mas ele ficou olhando para mim as vezes, jogando olhares e como quem me analisa, eu estava checando as pessoas, acho que as ultimas a chegarem foram Eva e Jibril, esperei um pouco, e decidi sair e ir atrás dele.
–Onde você vai Kazumi- Hisoka disse notando que eu havia saído.
–Alan não apareceu até agora se nenhum de vocês reparou.
Foi só eu falar isso que eles se entreolharam, e começaram a correr em direção ao quarto do Alan, o que fez com que a maioria das pessoas chegassem lá primeiro que eu já que eu não estava muito afim de correr, que nem eles, quer dizer se o Alan estiver morto chegar lá mais rápido não fara diferença, e se ele estiver vivo eu ainda volver ele saindo do quarto saber que ele está bem e vou voltar mais rápido para cozinha para comer alguma coisa.
Eu cheguei no quarto um pouco vazio onde todos estavam revirando as coisas e olhando debaixo da cama e coisa do tipo, já que o Alan aparentemente não estava no quarto, eu olhei a cama estava arrumada.
–O que eles estão fazendo?- Eu perguntei para o Mark que havia aberto o guarda-roupa vazio e passado por mim.
–Estão procurando algo que indique onde o Alan foi, ou oque aconteceu com ele.
–Mas é um pouco óbvio.
–Como assim?- Mark indagou com minha afirmação de que a resposta era óbvia.
–Olhe ao redor você não vê esta imensidão de detalhes, a cama arrumada, o guarda-roupa vazio e principalmente a falta de qualquer instrumento isso indica que o Alan não dormiu aqui.
Todos estavam olhando para mim, acho que até agora eu não tinha me mostrado muito até então, mas se eu não fizesse nada eles iam demorar muito mais para achar uma resposta.
–Você sabe onde ele está?- Rick me indagou levantando do chão e olhando em minha direção.
–Bem o lugar mais óbvio é o quarto original dele, aquele com isolamento sonoro e maior onde cabem os instrumentos musicais e toda aquela história.
Eu, Mark, Rick e os outros que estavam no quarto saímos e fomos até a porta do quarto dele Mark girou algumas vezes a maçaneta do quarto.
–Está trancado- Mark falou se afastando.
–Temos que achar a chave- Disse Yuno.
–Fiquem longe- Rick falou.
Nós abrimos espaço, Rick se afastou tomou impulso e no pequeno espaço entre uma parede e a porta que formava aquele corredor, ele pegou uma aceleração para correr um pouco e jogou seu ombro contra a porta arrombando ela
Nós então nos deparamos com a verdade irrefutável um piano na onde Alan estava, mas ele não estava tocando ou coisa do tipo, ele estava com a cabeça repousando em cima das teclas e os braços estirados em rumo ao chão quando me aproximei eu notei que a cabeça dele estava totalmente perfurada e exposta, parte do sangue dele havia voado nas teclas do piano, e parecia que ele estava lá a muito tempo.
–Upupu Corpo encontrado!! Corpo encontrado!! Todos os alunos comecem a investigação vocês encontraram dados do assassinato em seus cartões.
Eu olhei meu cartão, lá nós nos informávamos que Alan foi golpeado diversas vezes na cabeça por um objeto arredondado, o horário da morte não era especificado.
Bem era hora de começarmos a investigação, eu me aproximei de Jibril que analisava o corpo.
–Essa pancada na cabeça dele, o formato, isso indica que ele foi golpeado por um objeto arredondado, a cara dele se esmagou contra as teclas do piano, o nariz dele está quebrado, quem fez isso não bateu só uma vez, e com certeza queria matar ele.
(Evidência N° 1- Pancadas Repetidas Na Cabeça em Formato Arredondado)
Eu não achei nada demais naquela sala, então eu fui procurar lá fora, quer dizer a porta do quarto do Alan estava trancada, mas ele estava lá dentro, o assassino teria que entrar no quarto do Alan matar ele e roubar a chave, então a chave deveria estar em algum lugar lá fora.
Eu perguntei se as pessoas tinham visto, mas aparentemente ninguém tinha achado uma chave, eu olhei no segundo andar, mas isso só sujou minha mãos de poeira, então eu fui lava-las na pia da cozinha, eu reparei algo de estranho, a agua demorou muito para descer pelo ralo, eu sabia que era perigoso, mas eu enfiei minha mão dentro do triturador de lixo para tirar o que esta obstruindo a água de descer, e então eu a achei.
(Evidência N° 2- Chave do Quarto)
Eu voltei para a cena do crime, para ver se tínhamos alguma informação nova.
–Kazumi, você encontrou alguma coisa.
–Sim Cho eu achei essa chave presa no triturador de lixo da pia, eu acho que é a chave da porta do quarto.
Eu por algum motivo confiava na Yoshida, mas ela não fez a melhor da caras quando soube da chave.
–Jibril, algo de novo sobre o corpo
–Nada demais, parece que o assassino não se preocupou com o corpo, não tem sinal de que o corpo foi movido, a pessoa não limpou a bagunça com o sangue, ela só matou e foi embora.
Eu suspirei, parecia que nós não tínhamos mais nenhuma prova, não dava de nós tirarmos uma conclusão precisa com o que nós tínhamos, e estava de pé olhando para aquela cena e eu vi aquela peculiaridade.
–Ei Jibril, o sangue se espalhou bastante por causa das pancadas, está no chão no piano nas paredes, certo?!
–Sim- Ela voltou a olha para o corpo- Por quê?- Ela me olhou com uma cara confusa.
–Olha aqui em cima do piano- Eu mostrei para ela marcas de sangue pelas beiradas do piano- Você não acha estranho que não tenha nem um pouquinho de sangue aqui no meio, mas tenha nas beiradas.
–Rick ajude a Kazumi a mover o piano- Jibril ordenou enquanto ela levantava o cadáver e movia ele para cama, para facilitar mover o piano.
Atrás do piano nós achamos uma espécie de diário, a letra estava tremida e manchada de sangue, mas ainda dava de nós lermos um pouco
“Se ______ ach__ este diário __ estou _____ el_ entrou no ______ eu sabia que ___ tinha roubado minha chave, me _______ matem _ ____”
(Evidência N° 3- Diário)
Nas outras paginas do diário achávamos compassos musicais com diversas notas musicais.
–Nada muito inesperado, afinal ele amava musica- Disse Cho.
–Quem eram as pessoas mais amigas do Alan- Yuno questionou.
–Ele não era muito amigável, ele quase nunca falava com ninguém- Disse Mark.
–Bem acho que não vamos encontrar mais muita coisa por aqui, vamos ver o que os outros acharam lá fora.
Eu sai do quarto eu fui apagar a luz, mas quando me virei eu reparei bem no banheiro, e vi que colado ao rodapé estava alguma coisa, eu fui lá e vi que era um fone de ouvido desses de celular, sem os fones, só o cordão.
(Evidência N° 4- Cabo de Fones de Ouvido)
Eu estava usando o meu resto de tempo para checar todos os lugares novamente.
–Mark pode colocar um fone se você for jogar aqui- Eu falei para Mark que jogava o jogo com o volume máximo em seu psp.
–Não dá eu perdi o meu fone, mas se é assim eu tiro o som.
–Obrigado- Hisoka entrou na sala- Ah Hisoka você achou alguma coisa?
–Mais ou menos eu achei esses fios de cabelo na pia- Hisoka me estendeu alguns fios de cabelo castanho.
–Onde você achou isso?
–Na pia da cozinha, mas isso não significa muita coisa.
–Talvez, sim!
(Evidência N° 5- Fios de Cabelo Castanho)
–Pupupu todos os alunos se se dirijam até o elevador está na hora do julgamento.
°°°
Fale com o autor