No Hope-Interativa
9 Capítulo 7- Festas e Caos
Notas iniciais
Rust Fear
Pessimista de Nível Super Colegial
“De repente, eu não estou mais tão sozinho”
Eu estava me arrumando, parece que para Foku dar uma festa após um caso é uma espécie de tradição, como o natal ou páscoa.
Eu estava andando em direção a o Ginásio, quando eu escutei uma voz me chamando, ao me virar vi Michiko correndo em minha direção.
–Rust, você está indo para o Ginásio certo? Vou te acompanhar, por motivos de segurança claro- Ela esta querendo andar comigo e ainda por cima usando uma desculpa forçada, eu achava que ela não gostava de mim, isso não me parece normal, esse resto de dia que teremos já está provando que será estranho.
–Tudo bem.
Nós caminhamos um pouco sem realmente falar um com o outro e isso era um pouco desconfortável, mas ela estava tentando algo no mínimo, mesmo que em pouco tempo chegamos ao Ginásio.
Estavam todos lá devido ao fato de mim estar atrasado.
–Então o que você vai fazer?- Ela devia estar de brincadeira, esse não era o jeito normal dela agir.
–Bem eu não estou confortável com essa musica alta e essa dança, muito menos a bebida, então eu vou me sentar em um canto.
–Rust, eu sei que eu estou agindo de modo estranho, mas é porque eu tenho que falar isso com alguém, e você é uma das únicas pessoas que eu tenho contato.
Bem a atitude dela estava explicada, então eu acenei com a cabeça a deixando falar enquanto me sentava.
–Bem você esta vendo tudo isso, essas pessoas dançando bebendo.
–Claro!- Sera que ela pensava o mesmo que eu?!
–Isso não era o que devia acontecer depois que alguém morre, você também vê isso não é?!
–Sim eu vejo!
–Eu estava certa você pensa do mesmo jeito, você também não é só esse clichê, nós devíamos chorar e estar triste, para que nossas lagrimas purificassem as almas daqueles que morreram, mas nós estamos festejando, como se tudo isso fosse bom...
–Exatamente, isso tudo está tão errado, e nós somos obrigados a participar disso- Eu acabei por me empolgar um pouco e aumentar o volume de minha voz.
–Sabe, eu vou morrer aqui, ou eu vou ser assassinada, ou corrompida, eu já aceitei está história de terror- Ela falou com uma naturalidade poética- Então como eu vi que você enxerga as coisas do mesmo jeito, eu proponho, uma fuga- Fuga? O que ela quer dizer com isso- Quebrar regras pode nos matar, mas sabe se vamos morrer de todo o jeito, vamos curtir as coisas do jeito certo até o ultimo momento, vamos abandonar esta festa, e fazer a coisa certa! O que você me diz?
–A minha vida já está na merda, porque não?!
Nós nos direcionamos para porta.
–Ei vocês não deviam sair- Noah nos falou a distancia, mas Michiko sem nem olhar para ele mostrou o dedo e saiu pela porta.
Nós acelerávamos nossos passos e fazíamos justo ao nome corredor, ela parecia estar sorrindo, a posição em que eu estava a ela bloqueava parte da cara dela.
–Aonde nós vamos?- Eu perguntei.
–Qualquer lugar, nós vamos correr e transcender e passar a um novo lado, um onde às regras do mesmo não nos manterá enjaulados como os animais que eles pretendem que nós sejamos, sabe matando os mais fracos e outras coisas terríveis!
Ela esta tão empolgada, eu nunca pensei que ela pudesse ficar desse jeito, era tão diferente da Michiko que eu estava acostumado, parecia uma nova pessoa, acho que ela não se sentia mais sozinha, e para fala a verdade eu estava começando a me sentir menos sozinho também.
Nós fomos à cozinha e pegamos todas as melhores coisas que havia na geladeira, sorvetes, chocolates, iogurtes e outros lanches triviais.
–Onde eu coloco tudo isso Michiko?
–Vamos levar para o seu quarto, você está com a chave, certo?
–Sim, mas por que o meu quarto?
–Porque não?!
Nós pegamos a comida e nos mandamos da cozinha, parece que o Foku não estava com planos de nos matar ou coisa do tipo então eu só relaxei e destranquei a porta do meu quarto.
Eu e ela estávamos deitados em minha cama dividindo um pacote de salgadinho, falávamos sobre nossas vidas e o que tentaríamos fazer se saíssemos deste lugar, ela me contou sobre suas baixas expectativas do mundo lá fora e eu das minhas baixas expectativas, éramos realmente parecidos.
–Sabe, esses casais que estão se formando são realmente tão estúpidos- Ela falou antes de enfiar um punhado de salgadinhos goela abaixo- Assim eles só estão se tornando espécimes mais frágeis, todos esses relacionamentos se quebrariam tão facilmente, aqui depositar sua confiança a uma pessoa é depositar sua vida, isso ficou bem claro no ultimo julgamento- Ela fez uma pausa e puxou sua blusa como que para refrescar-se e continuou- Eu só confio em você mesmo porque você não parece ter muitos músculos, então seria mais fácil eu te trair do que você me trair.
–Eu admito que não sou o cara mais esportivo desse universo, mas eu venho de um pais muito frio, como você pretende que eu me exercite em graus negativos?
–De onde você é?- Com essa pergunta eu me dei conta de como coisas são esquecidas aqui, sabe todos nós estamos tão preocupados com esses assassinatos que nos esquecemos de coisas tão simples.
–Eu sou Russo.
Ela soltou um sorriso bobo, e fez a mesma coisa com a blusa.
–Qual a razão do seu sorriso?
–Eu gosto da Rússia, daria tudo para o frio de lá em momentos que nem esse, fora as outras coisas maravilhosas de lá como a vodca, e afinal de contas você não está com calor com essa roupa?
–Eu vivi minha vida na Rússia então eu normalmente gosto de passar calor.
–Pois eu não, se importa se eu for ao banheiro e tirar essa roupa e ficar só com minha camisola?
Eu balancei a cabeça como sim, e ela arrancou o pacote de salgadinhos de minha mão e se direcionou ao banheiro.
Eu tirei meu, sobretudo e o amarrei em minha cintura o dobrando, porque realmente estava quente, e eu que sou um fã de calor já não estava aguentando.
Sabe mesmo eu concordando com a opinião dela sobre relacionamentos, eu admito que o que nós estávamos construindo se mostrava de certa forma bom, mesmo com o humor negro que ela falava as vezes, sobre a morte e como seria fácil ela me trair eu gostava do que parecia nascer, mas eu me pergunto se ela pensa o mesmo.
–Onde eu vou dormir?- A voz da Michiko veio de traz de mim e me causou um arrepio, como se ela tivesse ouvido a conversa que eu tinha em meus pensamentos.
–Bem eu estava arrumando o divã para você dormir, não é como uma cama mas é alguma coisa- Eu sorri e ela me respondeu com outro sorriso.
°°°
Jibril Akiyama
Enfermeira de Nível Super Colegial
“Eu sou aquilo que não tive”
Eu estava na cozinha tomando café da manhã, Eva sentava ao meu lado com um sorriso no rosto, mas infelizmente não podíamos ignorar nossa reunião, eu olhei para porta e vi Michiko e Rust entrando.
–Eles podem ferrar com tudo- Eu soltei um suspiro em seguida de minha frase- Se eles não tivessem saído da festa ontem nós poderíamos ter fechado o acordo com eles.
–Bem isso é verdade, mas não podemos deixar isso colocar nossos planos em risco, vamos os executar de mesma forma.
Eva estava certa tínhamos que esperar um pouco mais para termos o momento perfeito.
–Finalmente vamos tirar a história sobre esse suposto Monokuma à limpo- Eu disse em baixo tom lançando um olhar a bolsa de Eva.
Sabe nós andamos tão ocupados nestes últimos dias que nos esquecemos do segundo urso, ele com certeza tinha algum envolvimento e eu não deixaria esse assunto simplesmente para traz e eu sei que os outros alunos também não.
Bem o nosso plano já está armado, recentemente Rick descobriu que não há câmeras de vigilância nas saunas compartilhadas, íamos usar aquele lugar para interrogar o urso, e descobrir qual era o envolvimento dele com toda essa trama.
–Então está tudo pronto?- Hisoka sussurrou por cima de meu braço.
–Sim iremos depois do almoço, e nós estamos só tomando um café da manhã por agora.
–Claro só estou me certificando das coisas, mas mudando de assunto o que você vai fazer depois de acabar sua comida- Ele parou de sussurrar e voltou a sua voz normal do nada, Hisoka está confirmando a teoria de Eva que ele é um cara estranho.
–Bem eu ia andar um pouco para matar o tempo.
–Ótimo, eu vou ir com você!
Eva me lançou um olhar, aparentemente eu tinha outro garoto atrás de mim, ela odiava essa ideia, acho que ela tem ciúme de mim, isso é até que bem fofo.
Eu terminei meu sanduíche e saímos pela porta, ele sorria e falava alguma coisa, mas para falar a verdade eu estava apenas pensando em como dar um fora nele.
–Porque eu tenho que passar minha vida cercada de homens tão, péssimos- Eu disse baixinho a mim mesma, mas acabei chamando a atenção dele.
–Porque eu seria péssimo- Hisoka me olhou com uma cara triste.
Eu não esperava que ele ouvisse isso, ele estava tentando se mostrar não era pra ele prestar atenção no que eu digo.
–Bem...
–Eu só estou tentando se simpático com você.
–Não você não está, você está dando em cima de mim, e eu odeio isso, eu odeio muito primeiro o Noah e agora você- Eu não tenho culpa da verdade, eu posso estar sendo dura com ele mas essa é a verdade.
–Você está sendo egocêntrica, porque tudo gira entorno de você porque você se acha tão importante, talvez, é só uma possibilidade, que eu não queira nada com você e só esteja querendo matar tempo.
–Eu cresci minha vida inteira de modo solitário, sem muitos amigos, ou qualquer contato social, então eu aprendi a me virar, e com certeza eu aprendi quando um garoto tem interesse em mim, todos começam com essa sua fala mansa, isso tudo só me irrita.
–Cara você está brigando comigo e eu só estava tendo uma conversa com você, eu sentia que nós estávamos virando verdadeiros amigos então eu queria dizer algo para você, mas vejo que me enganei.
Ele me deu as costas e saiu andando, e eu fiquei lá parada, por algum tempo, ele só queria me dizer algo e eu transformei isso em uma briga, eu sou um desastre.
–Bem é melhor eu procurar a Eva está quase na hora de nossa reunião- Eu disse para mim mesma e fui procura-la.
Estávamos subindo para a área da sauna, para não levantarmos suspeitas decidimos que nem todos deviam ir à sauna então nosso grupo era comporto por mim, Eva, Hisoka, Yuno, Rick, Kazumi, Yoshida e Drako.
Finalmente íamos conseguir alguma explicação para o que estava acontecendo, eu estava ansiosa por esse aumento em meu conhecimento, então Eva o tirou da bolsa de colo.
–O que vocês querem?- Monokuma começou a falar.
–Queremos respostas!- Rick foi o primeiro a falar algo.
–Vamos começar com o básico, onde nós estamos?- Eva fez a primeira pergunta.
–Bem vocês estão na escola que vocês se inscreverão, Academia Topo da Esperança, mas o mundo lá fora de vocês já não é o mesmo.
–O que você quer dizer com isso?- Yuno falou baixinho.
–A algum tempo, o mundo que vocês conheciam acabou, um terrível evento ocorreu e vocês são o que restou do mundo.
A sala se silenciou, como assim nós éramos as ultimas pessoas no mundo, isso quer dizer que não só Foku assassinou nossas famílias como ele também destruí o mundo inteiro.
–Isso quer dizer que Foku causou um apocalipse?- Eva perguntou.
–Sim, exatamente.
–Mas como?
–Bem, eu e ele somos robôs e nós temos programações, e elas me impedem de explicar exatamente o que ouve, pupupu.
–E admito que as mesmas programações não o permitem dizer quem criou vocês, correto?
–Sim parece que você é inteligente pequenininha.
Acho que todos nós estávamos tendo um ataque de excesso de informação, nosso mundo tinha sido destruído e nós éramos os últimos no planeta.
–Mas porque ele não nos matou, quer dizer isso só pode ter sido obra de um sociopata e alguém nesse nível não tem motivo para nos torturar- Kazumi indagou.
–Bem o Foku está fazendo isso por que ele quer, ele é alguém ruim e sem limites.
–E você não?- Questionou Drako.
–Não, eu sou alguém bom...
O toque de recolher foi soado e descemos o mais rápido possível para não levantar suspeita, eu admito que queria mais respostas, mas não podíamos confiar tanto na sorte com eles.
–Ei, você não vai tomar banho- A voz de Eva me acordou, do meu breve minuto de descanso- Você vai ficar fedendo.
Sabe eu estou tendo essa ideia que vem em sua cabeça antes de dormir, e se o Monokuma estiver mentindo, quer dizer eu acho que eu já estou a mais de um dia sem tomar banho e eu não estou fedendo nem nada, isso não é normal.
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