No Amor e Na Guerra

1 Capítulo Único: O jeito que você está essa noite


Notas iniciais
É apenas uma one que está em minha mente há tempos, que comecei a escrever e parei, retornando hoje para terminá-la. Talvez ninguém leia, mas estou feliz de compartilhá-la.
Cenário: Segunda Guerra Mundial, Nova Iorque, 1944.
Personagens: Willian e Amberly (sobrenomes não escolhidos ainda)
Idade: 24 e 17 anos, respectivamente.
Aparência: Will: alto, branco e de olhos azuis e cabelos pretos.
Amberly: baixa, morena jambo, olhos e cabelos negros.

1º de setembro de 1944, Cidade de Nova Iorque.

A noite está fresca e confortável. Sinto falta do clima daqui, e estou mais do que acostumado a ele e suas variações esperadas. Nos lugares em que sou recrutado, quase sempre é imprevisível saber o que irá acontecer. Você pode ter certeza absoluta que, quando isso tudo acabar, não colocarei meus pés num navio ou avião durante anos. Não colocarei minhas mãos em uma arma nunca mais.

Tão como não conseguirei dormir em paz durante décadas depois de tudo o que passei, e certamente do que ainda terei de passar. Mas não quero pôr em detalhes este tipo de coisa aqui.

Não hoje.

Me restam poucas horas nos Estados Unidos, e tudo o que mais quero é afastar meus pensamentos daquele maldito navio que me aguarda mais adiante no porto. Ele flutua em águas calmas e sem ondas, numa noite clara e cheia de estrelas na magnífica cidade de Nova Iorque, onde nasci e cresci, fui criado e espero morrer um dia.

O baile de despedida está, mais uma vez, repleto de soldados que guardam seus últimos momentos ao lado das pessoas que amam. É tão triste de ver, que meus olhos marejam diante às cenas de beijos e abraços que presencio. Não convidei minha mãe para esse momento. Ela é a única pessoa que poderia estar aqui comigo, sentada, melancólica e triste com a minha partida. Pedi à ela que cuidasse de meu irmão, que graças à infelicidade de ter nascido com síndrome de down, não foi recrutado para esta que é uma das piores armadilhas que o homem pode cair. Fico feliz por ele mal entender o que se passa comigo neste momento. Ele apenas diz que sente minha falta, que devo voltar logo.

Sento no banco perto do bar e suspiro. Meio copo de vinho branco em minhas mãos, ao qual beberico de vez em quando para não me dar ao luxo de estar bêbado em minha partida. Eles precisam de mim são e sóbrio, e eu sou o responsável por trazê-los bem de volta para suas adoráveis noivas e mulheres, estas que dançam presas neles com o rosto afundado em seus peitos e tragando o perfume de seus últimos momentos juntos.

Belas e não tão frágeis mulheres que estampam em seus rostos a esperança de ver seus homens de volta, salvos e protegidos contra todo o mal que aquele maldito ser que se considera humano tem causado.

Maldito seja o dia de seu nascimento.

O fotógrafo capta os momentos de despedida em cada casal e família ali presente. Ele rodeia o salão em busca de inspiração e para a cada segundo, encontrando-a em todo o lugar que vê. Cada detalhe presente é preservado em suas imagens e seus flashs que despertam os momentos e estampam nos rostos o desconforto de ter algo tão íntimo sendo gravado por um estranho. Observo-o pelo seu olhar, não é sua intenção incomodar alguém. Apenas registrar que, dentre tanto ódio absorvido nesses últimos tempos, há esperança e anseio por parte daqueles a que foram tiradas as pessoas que amam. Eles esperam esse inferno acabar, eles desejam voltar para sua vida normal, para seus afazeres, para a sua paz.

Eles esperam voltar para o amor de suas vidas.

Sinto uma mão em meu ombro. Tão pequena e macia. Toco-a e identifico sua dona, sem conseguir não deixar o sorriso formar em meus lábios.

— Amberly... – pronuncio seu nome antes de vê-la diante mim.

— Tive medo que já tivesse ido. – ela diz, sentando-se à minha frente e cruzando suas pernas vestidas em meia calça fina e preta. Ela usa um vestido branco e preto que vai até quase os joelhos, cabelos meio presos em um coque, um batom vermelho e está tão estonteantemente bela que mal posso acreditar que, quando me fui, ela praticamente era uma criança.

— Sabe que não pode entrar aqui. Como conseguiu?

— Não há ninguém vigiando a porta. – ela diz ajeitando os fios rebeldes em sua face morena perfeita.

— Ainda não tem idade para estar aqui. – a censuro, deixando meu lado responsável falar mais alto do que a felicidade em vê-la ali, gritada pelo meu estúpido coração.

— Por quê, Will? Não vejo nada demais. Bebidas? Pessoas se beijando? – ela responde sarcástica e percebo que ela realmente cresceu. E como cresceu bonita!

— Certo. Então fique por perto para eu saber por onde seus olhos estão repousados. – brinco.

— Eu vim apenas para me despedir de você. – ela diz com ar pesaroso. – Não queria aproveitar a festa. Apenas não tive a oportunidade de vê-lo antes de sair.

— Não queria me despedir de ninguém. – explico, e sinto seus olhos se entristecerem sob os meus. – Muito menos de você.

Ela dá um meio sorriso e segura minha mão. Sinto sua pele quente ao encostá-la e noto o quanto queria segurá-la. Ela sorri mais quando percebe-me entrelaçar nossos dedos.

Tão doce e inocente.

— Quer dançar? – ofereço meu braço à ela e sinto-a aceitar. Seus olhos brilham entusiasmados num fulgor que nunca reparara.

Chegamos a um ponto qualquer na pista e a música termina. Passo meus braços em volta de sua cintura e espero outra começar.

The Way You Look Tonight. Não poderia ser mais perfeito. Não poderia combinar mais com ela, com este momento.

“Algum dia, quando eu estiver terrivelmente chateado

Quando o mundo estiver frio

Eu me sentirei bem só de pensar em você

E como você está essa noite”...

Nossos olhos se encontram em meio à música e nossos corpos. Sinto seu coração bater forte enquanto nos envolvemos no ritmo lento e aconchegante da canção.

— Seus pais sabem que está aqui? – pergunto, notando suas mãos entrelaçarem atrás de meu pescoço desajeitadas.

— Não fazem ideia. – ela responde travessa. – Meu pai dormiu no sofá. Estava esperando ele adormecer para poder fugir. Minha mãe está de plantão no hospital, e, por céus, espero que não descubram.

— Caso contrário, terá muito o que explicar. – sorrio em meio às suas palavras. – Não quero ser motivo de briga entre vocês.

— Não me importo em ter que explicar o que fiz. – ela responde pacífica. – Desde que você se despeça de mim adequadamente.

— Já disse que não gosto de despedidas...

— Da última vez não consegui me despedir. – ela continuou, dando de ombros o fato de que não queria dizer adeus à ela. – Era muito nova e estava com vergonha de ir até você.

— Se importou com o fato de eu estar indo para a guerra? – indaguei surpreso.

— Se me importei? – ela responde demonstrando certa tristeza em seus olhos. – Acho que chorei por uma semana! Meu pai voltou machucado, quase perdeu a perna. E você estava indo logo após. Foi um susto. Pensei que poderia acontecer algo pior... ou que ainda possa.

— Amberly...

— Por favor, Will. Posso ser muito nova, e sei que não deveria estar aqui. – ela dizia sentimental. – Mas gostaria de, pelo menos, ter mais um momento com você antes que vá. Não sei quando voltará. Sinto sua falta, senti todos os dias desde o momento que você se foi.

Minhas mãos apertaram sua cintura um pouco mais firme, trazendo-a para mais perto de mim. – Não fazia ideia de que sentiria minha falta. – esclareci. – Algo dentro de mim sempre reafirmou que eu não faria falta a ninguém. Talvez, apenas para meu irmão e minha mãe.

— Como pode dizer isso? – ela pareceu chocada. – Você é a pessoa mais maravilhosa que já conheci em toda a minha vida!

— Por que acha isso?

— Como por quê? Você foi o único amigo verdadeiro que tive em toda a minha infância. – Amberly confessou, deslizando seus dedos em meus cabelos.

— Nunca parei para pensar nisso. – Analisei. – Temos uma diferença de idade enorme, querida. Sempre pensei em nós como vizinhos que perdiam horas atrás de casa fazendo brincadeiras infantis.

— Você sempre me protegeu. – ela lembrou, deixando sua cabeça repousar em meu peito. – Me lembro bem de todas as vezes que fui salva por você.

— Você era travessa. – recordei. – Alguém deveria ficar de olho em você. E, na maioria das vezes, eu estava por perto. E eu adorava seus biscoitos.

Ela sorriu entre o abraço que dava e sua cabeça repousada. Era como se ela suspirasse meu perfume, tal como as mulheres faziam com seus maridos, percebido por mim anteriormente.

Não poderia ver Amberly daquele jeito. Ela era muito nova para mim.

Ela era uma menina. Uma linda e delicada menina, que apenas sente falta de seu amigo.

Eu era seu amigo.

E só.

A música acabou e percebi nós dois ainda dar passos lentos pelo salão, entretidos e embriagados pelo sentimento terno que se apoderou de nós. Eu queria guardar aquele momento e aquelas palavras, para que, quem sabe, me faça sentir animação em voltar e não me perder em meio as batalhas que ainda estão por vir. Queria guardar as palavras de Amberly dentro de mim, repeti-las em meus pensamentos todas as vezes que me sentir desanimado e sozinho. Em três anos e meio que me fui, esta é a primeira vez que tive vontade e oportunidade de ver minha família novamente.

Se soubesse que ela sentia tanto minha falta...

Passei as mãos em seus cabelos e descolei o seu rosto de meu peito. Sentia-me desconcertado com aquela atitude, e um tanto eufórico, confesso.

Ela cresceu, e se tornou uma belíssima mulher. Um tanto tentador para alguém como eu.

Decidi deixar tais pensamentos de lado. Era errado.

— Quer ver o navio? – convidei-a antes que o clima romântico e sedutor tomasse conta de nós.

— Adoraria. – ela respondeu-me aceitando meu braço mais uma vez, e saímos do salão em busca do enorme navio no cais.

Andamos por toda a extensão do porto, onde navios esperavam pelo embarque de mais soldados. O clima era tenso, haviam famílias tristes e comovidas com a situação e a partida de seus entes. O olhar de cada um ali presente demonstrava o desespero e o medo da perda, e a ansiedade tomava conta a cada expressão. Senti-me um tanto angustiado, mas a presença daquela que se dizia minha melhor amiga me acalmava de forma esplêndida.

Quando chegamos no navio em que eu partiria, senti certa calmaria. Ele seria o último da noite a sair e não haviam muitas pessoas por perto.

— São tão incríveis. – Amberly quebrou o silêncio que se apoderara de nós desde o momento que sentimos os pesares das pessoas à nossa volta. – Pena que são usados como armas.

— O homem faz coisas maravilhosas e grandiosas. – comentei. – Mas a sede de poder é o que corrompe seus corações.

— Me lembro do quanto você era poético. – ela riu. – Sempre usando palavras fortes e sábias. Aprendi um monte delas com você.

— Por céus! – sorri pela descoberta. – Espero não ter usado alguma palavra esdrúxula ou medíocre perto de você.

— Não se preocupe. – ela advertiu. – Sempre fora muito delicado com as palavras.

Subimos o navio e fomos até a proa. Os olhos de Amberly brilhavam intensamente sobre a luz fraca emitida. Ela observava o som das águas batendo, e suspirara o ar salgado, arfando seu peito até não aguentar mais. Observei-a atônito. Ela era admirável aos olhos de qualquer um, ainda mais em tal situação, em tal momento. Eu estava prestes a voltar para a guerra, e minha mente estava completamente ocupado tentando não se apaixonar pela moça mais encantadora de Nova Iorque. Dentro de mim senti uma felicidade apoderar de meu corpo como há tempos não sentia, um fulgor e aquela sensação de sentir-se vivo estava sendo desperto depois de anos sem sentir algo parecido. A guerra, provavelmente, e toda aquela tensão, tristeza, mortes e afins talvez tenham apunhalado algo dentro de mim e que eu estava deixando morrer.

Mas ela ali, sem ao menos dizer ou fazer algo, estava me aquecendo e trazendo de volta à vida.

Ela era incrível. Não consigo acreditar no quanto estava mexendo comigo naquela hora.

Um marinheiro caiu no mar

Seus pulmões encheram-se da água

Pelejando a nadar

Ele pedia socorro

Onde já se viu?

Ora, onde já se viu?

Marinheiro que não sabe nem flutuar?

Amberly cantara baixinho e com um sorriso no rosto, olhando-me desconfiada e franzindo o cenho quando percebera meu olhar interrogativo à ela.

— Se quer saber, eu aprendi a nadar. – Confessei, cruzando os braços em meio à sua gozação.

— Você me ensinou essa música. – ela recordou, abrindo o maior dos sorrisos. – Jogá-lo-ei no mar assim que voltar para ter certeza. Por hora, deixarei seco para sua volta.

Não consegui segurar o sorriso logo após. Adoraria poder pular ao mar junto a ela, segurá-la junto ao meu corpo e carregá-la em meus braços, deixando as ondas do mar tomar posse dos meus, dos nossos movimentos. Amberly mordeu os lábios vermelhos e sorriu junto, e percebi um arrepio tomar conta do meu corpo no ato.

— Prometo deixar testar minhas novas habilidades quando voltar. – assenti. – Se eu voltar. – completei, sentindo um nó na garganta com a possibilidade de nunca mais conseguir vê-la.

— Por favor, não diga isso. Não suporto imaginar algo assim. – ela disse, aproximando-se de mim e encarando-me com aqueles olhos grandes e brilhantes, negros como a escuridão da noite.

— Penso em todas as possibilidades, Amberly. – esclareci, deixando claro que não podia deixar de lado tudo o que poderia me acontecer. Afinal, estava voltando para uma guerra.

O olhar de Amberly tremeluziu em lágrimas, e sua boca estremeceu em algo incompreendido. Meu coração palpitava num ritmo estranho, enquanto lutava em não deixar meus olhos também sucumbirem-se ao choro.

— Por que isso te afeta tanto? – perguntei à ela, procurando controlar a angústia que se apoderara de mim após ver o quanto aquilo a afetava. Ela balançou a cabeça, controlando as lágrimas que desciam em seu rosto. Senti certo desespero ao tocá-la na face, limpando-as e retomando seu olhar para o meu.

— Porque... – ela começou, engolindo e suspirando para controle de sua voz, que soava fraca e sentimental. Senti uma vontade imensa de abraçá-la, e o fiz, chegando seu corpo próximo do meu tocando-lhe a cintura. – Porque amo você desde sempre. – ela confessou, abaixando o olhar e corando o rosto em vergonha.

O aperto em meu peito aumentou significativamente ao ouvir aquilo. Parecia que meu mundo inteiro girava em torno dela nesse momento. Meus olhos piscaram incansavelmente, procurando conter as gotas que ali estavam, mas em vão. Eu não sabia como reagir àquilo, e muito menos o que fazer em relação a todo esse sentimento que ela tinha por mim. Ela era uma garota quando eu me fui e nunca, jamais, a tinha visto além de uma amiga, uma garota que preenchia minhas tardes perto do pomar atrás de nossas casas, me ajudando a catar as frutas. Ela tinha um ano de idade quando me mudei para lá, eu tinha oito. Peguei-a no colo quando engatinhava perto da cerca que separava nossas casas e a devolvi para sua mãe. Ajudei-a a fazer diversos deveres de casa, acompanhei-a à escola algumas vezes quando voltava para o trabalho depois do almoço, apoiei-a em sua vontade de se tornar bailarina, mesmo aos dez anos e quando era um pouco gordinha. Quando parti, ela tinha apenas quatorze, e eu vinte e um. Ela estava mudando, mas ainda parecia uma menina para mim. Agora, ela está com dezessete anos e é a garota mais linda que eu já vi. E diz que me ama.

Amberly encostou sua cabeça em meu ombro e voltei a acaricia-la em seu rosto, tentando entender como poderia responder à ela. Um mix de sentimentos confusos apoderou-se de mim junto com o seu perfume doce. Apertei seu corpo junto ao meu e me aprofundei naquele abraço, apegando-me à ele e me recusando a soltá-la. Aquele momento seguiria comigo pelo resto de meus dias, sejam eles longos ou curtos. Antes de partir para a guerra, estava noivo. Quando soube que fui convocado, minha nova me deixou, alegando que não conseguiria lidar com a distância e a falta que eu faria. É triste pensar que me apaixonei por alguém tão superficial, e que nosso amor não fora forte o suficiente para ela me esperar. Sucumbi à tristeza logo após, concentrando-me na guerra e em esquecê-la. Já Amberly, tão nova e tão inexperiente, ansiava pelo meu retorno. Mesmo triste, mesmo sabendo que nunca mais poderia me ver, continuou me amando. E então entendi. Quando alguém ama de verdade, não importa o tempo e a distância, nem o que os separa: o amor continuará lá, firme e forte.

Meu coração esquentou-se perante essa conclusão. Um fio de esperança tomou conta de mim, me fazendo apegar a algo novo. Subi o olhar de Amberly para o meu, e encostei minha testa na dela, deixando nossas bocas a poucos centímetros uma da outra. Fechei os olhos e deixei me aproximar devagar, sendo tomado pela sensação de seus lábios nos meus, que se aproximavam devagar e foram tomando conta. Nossas línguas se encontraram, tímidas e quentes, num beijo que começava devagar e fora tomando ritmo. As mãos de Amberly seguravam meu pescoço leves e delicadas, enquanto as minhas seguravam sua cintura com firmeza. Aquele beijo se tornou eterno em apenas uns segundos. Digo que levei aquelas sensações todas em minha viagem de volta e em todos os dias a partir dali.

E eu amei-a em cada momento.

O barulho do navio chamando os marinheiros e soldados para embarcar despertou-nos do momento. Era hora de partir, e Amberly precisava sair do local.

— Sinto muito, mas você precisa descer. – adverti.

— Tudo bem. – ela concordou, seu olhar triste sobre o meu.

Descemos com dificuldade, pois o navio estava sendo tomado pelos seus tripulantes. Deixei-a em terra firme e segurei bem suas mãos. Senti meu coração sendo entregue à ela a cada segundo que se passava, e percebi que ele ficaria ali, no porto, até o momento da minha volta. Sorri em imaginá-la me esperando no mesmo local, sorridente, e abraçando-me e envolvendo-me com o seu calor. Eu queria aquilo, queria voltar para ela.

— Eu vou voltar. – prometi. – Quero vê-la outra vez. Quero tê-la. – finalmente respondi sua declaração. – Amberly, me espere. – Supliquei.

— Esperarei. Cada minuto valerá a pena. – ela concordou, sorrindo mais uma vez.

Beijei-a calorosamente e soltei nossas mãos com certa dificuldade. Subi para o navio, mais uma vez, sentindo as batidas aceleradas do meu coração. A cada suspiro, uma vontade imensa de ficar, de pertencer à ela.

Quando avistei-a, logo abaixo, acenei e recebi de volta.

Eu não poderia deixar a guerra me consumir.

Eu precisava, e ia voltar.

Notas finais
Até talvez a continuação. :D
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!