Ninguém é o que parece
8 Capítulo 8
POV REGINA
Amei a ideia de levar Emma conosco, eu simplesmente amo aquele lugar. Quando ela disse que ia para o outro quarto, eu queria pedir para ela ficar, mas com que desculpa? Depois de um tempo revirando na cama fui com a cara e a coragem pedir pra dormir com ela. Por quê? Não sei, visualizei dormindo abraçada e ela e senti meu coração acelerar. É estranho.
– Você é muito folgada! – Emma disse sentando na cama.
– Vou considerar isso como um sim. – Falei e me enfiei embaixo do edredom.
– E abusada. Porque você quer dormir comigo? – Ela perguntou se deitando.
– Pra saber como é dormir com alguém. – Falei manhosa e ela riu.
– Quer me convencer que nunca dormiu com ninguém? E porque faria isso comigo?
– Para de fazer pergunta e me abraça Emms.. – Resmunguei e me virei de costas para ela, encostando em seu corpo.
– Regina, você não existe. – Ela disse abraçando minha cintura.
Eu estava com sono e dormir logo. Conclui que é muito gostoso dormir com alguém, não, é muito gostoso dormir com Emma, as mãos dela ficaram em minha barriga fazendo carinho. Não sei que horas eram mais acordei de madrugada e me mexi em seus braços.
– Que foi? – Emma disse com a voz baixa.
– Você não dorme? – Falei sem me virar.
– Sem sono.. – Ela disse me apertando contra si. Talvez isso tenha sido um erro, quando ela me aperto senti um volume entre suas pernas e isso me levou a pensar tantas, mas tantas coisas não recomendadas. Fechei os olhos tentando espantar tais pensamentos.
– Não é estranho dormir comigo? – Ela perguntou.
– Porque seria?
– Você sabe Regina..
– Deixa disso. Na verdade acho que quero dormir com você sempre, vou falar pro meu pai te adotar mesmo.
– Boba.. Mas sério, se algo te incomodar, me fala.
– Emma para de falar. – Falei me virando para ela. Ficamos próximas, pude sentir a respiração pesada dela.
Passei minha mão por sua cintura, ficando o mais próxima de seu corpo possível. Minha cabeça ficou no vão no seu pescoço e senti-a com a mão fazendo cafuné em meus cabelos, meu sono foi para o espaço. Logo fiquei inquieta. Passei minha perna entre as pernas de Emma com muito cuidado.
– Regina... – Escutei ela dizer e levantei o olhar para vê-la, estava escuro e não enxergava muito.
Mas fui certeira ao achar os lábios dela, rocei os meus nos dela e senti-a apertar meu cabelo com um pouquinho mais de força. Logo a beijei, com jeitinho esperando que ela recusasse, mas isso não ocorreu. Ela passeou a língua em mim boca e apertei sua cintura. Uma das mãos delas desceram por minhas costas arranhando levemente.
Desci os lábios até o vão do seu pescoço e distribui chupadinhas, ouvi-a soltar suspiros, me apertando.
– Para mulher, por Deus! – Emma disse se afastando. Meu corpo já estava em chamas.
– Não. Hoje não. – Falei firme e a beijei, senti as barreiras dela cair a medida que o beijo se tornava mais quente, menos inocente.
Minha perna passava lentamente entre suas pernas e confesso sentir meu sexo latejar sentindo e pensando coisas. Ela soltou meus lábios e tirou minha blusa fazendo um caminho do meu pescoço até meus seios. Deixei um gemido escapar sentindo os lábios dela naquela região. As mãos dela apertavam minhas pernas indo até minha bunda.
Segurei no lençol quando ela alcançou minha barriga e passou o dedo lentamente me fazendo arrepiar. Beijou cada pedacinho daquela região.
– Você não deveria ter feito isso. – Ela disse se sentando próxima as minhas pernas.
– Deveria sim. – Falei tirando meu short e calcinha e sentando em seu colo. Não pensem nada, ela esta de roupa, apesar de eu ter sentindo um certo volume.
Ela foi rápida, me colocou na cama e deu mordidinhas em minha coxa até chegar em meu sexo. Gemi assim que senti sua língua naquela região. Estava muito molhada, ela chupou forte, fez movimentos circulares, eu não sabia como reagir, meu corpo inteiro estava implorando por mais. Apertei os lençóis puxando para cima.
– Emmaa.. – Falei tentando controlar minha respiração. Ela me olhou e nos segundos que tentei buscar seu olhar no escuro senti os dedos dela entrando em mim.
– Ahhh. . – Gemi manhosa e ela aumentou a velocidade. Me acostumei com seus dedos ali e comecei a remexer em seus dedos.
Ela desceu chupando meu pescoço sem perder o ritmo dentro de mim, meu corpo fraquejou, minhas pernas mesmo deitadas estavam bambas. Ela foi fundo e tudo se contraiu. Gozei lindamente em seus dedos, gemendo manhosamente.
Ela tirou os dedos de mim e deitou do meu lado olhando para cima a respirando fundo. Fui até ela e deitei sobre sua barriga tentando acalmar meu corpo.
– Você me mata.. – Ela disse. Virei para ela sorrindo e dei um beijo em sua boca sentindo sua mão fazer carinho em meu braço.
POV EMMA
Regina é uma pessoa muito persuasiva, quando ela foi no quarto já sabia que aquilo não daria certo. Quando fiz a besteira de ceder a um beijo dela, tive certeza que não daria certo. Ela sabe dar um beijo inocente? Não, ela beija intensamente, de forma que da vontade de fazer mil e uma coisas.
E não deu outra, senti ela se desfazendo em minhas boca e em meus dedos, a modo como ela gemia me fez pirar mil vezes. Meu crpo inteiro estava faiscando, sem contar meu membro que ganhou vida.. Isso não acontecia a muito tempo, foi difícil controlar, foi difícil focar em tudo. Eu ouvia seus gemidos e entrava em extase, em transe.
Mas ela não queria só isso. Eu deveria saber, quando estava deitada sobre minha barriga, suas mãos caminhavam por minhas pernas, fechei os olhos sentindo o toque dela e abri imediatamente quando ela passou os dedos dentro do meu short.
– Não, ainda não. – Falei pausadamente. Não sei exatamente porque, mas ainda não dá para fazer isso. – Vem cá.. – Falei e ela subiu deitando do meu lado. – Não brinca comigo.
– A ultima coisa que eu quero é brincar. – Ela disse se aninhando em mim.
Ela estava nua, com o corpo colado no meu, as pernas entre as minhas. Ok Emma, só manter a calma. Repeti mil vezes para mim mesma. Ela dormiu em minutos, tão serena, tão calma. Pude ver o dia clareando. Em resumo não dormi a noite.
Forcei meus olhos para pegar no sono e deixei o cansaço me tomar. Acordei quase num pulo pensando que horas eram. Regina não estava mais lá. Me troquei, fiz minha higiene, ajeitei meu cabelo e desci procurando por Regina.
– Bom diaaa. – Ouvi uma voz vindo da cozinha. Olhei e ela estava lá conversando com uma das empregadas. Meus olhos estavam pequenos e sim eu estava com sono.
– Bom dia. – Falei me sentando ao lado dela.
– Essa é a Granny, ela faz maravilhas aqui.
– Prazer, Emma! – Falei sorrindo para ela. – Me convide para comer o que você fizer. – Falei piscando para ela.
– Vamos Emma, meus pais foram na frente, porque eu disse para deixar você dormir.. – Regina disse e sorri fraco. Comi duas bananas e saímos.
O motorista nos levaria. Precisávamos conversar, eu realmente precisava conversar com ela. Porque tudo em minha cabeça estava dando um nó e parecia que eu surtaria em algum momento. Mas ela estava animada e não entrei no assunto. Chegamos depois de quase uma hora, só a entrada do lugar já era linda. Me atentei a tudo.
– Amo esse lugar. — Regina disse descendo do carro. — Vem, vamos entrar.
Segui ela entrandio na casa que era enorme.
– Sinta-se em casa. — A mãe de Regina disse ao me ver. Desde quando os conheci, ela foi com quem menos conversei.
– Obrigada. — Respondi meio timida.
Regina me puxou pelo braço para dentro da casa e foi no mostrando os comodos, contando coisas engraçadas que aconteceu com ela, o quarto que é dela. E por fim me mostrou os fundos da casa.
– Vocês deveriam morar aqui. — Falei olhando, um jardim enorme e lindo fica no fundo da casa, até uma pequena fonte tem.
– Deveríamos, mas é muito longe.. — Ela disse se apoiando num pilar.
– Obrigada por me trazer. — Falei olhando para ela. Ela estava de short e uma blusa de manga curta.. Simples e linda..
– Eu que agradeço você pode ter ficado.. — Regina disse, mas sua voz estava com um tom diferente.
– Quer conversar? — Falei e sentei a puxando para meu colo.
– Eu não sei o que falar. — Ela disse olhando pra mim.
– Você não sabe muitas coisas. — Conclui.
– Sei que é bom estar contigo. — Ela disse e sorri. — Você disse que somos amigas... Com benefícios? — Ela disse colocando a mão em meu queixo.
– Você não perde a chance né? — Falei pegando sua mão.
– Nunca meu amor. — Ela disse e me deu um selinho.
– Você é lésbica? — Perguntei e ela se levantou se súbito.
– Não. — Falou andando no meio do jardim.
– Você nunca ficou com uma garota? — Perguntei e ela balançou a cabeça negativamente.
– Não pergunte o porque de querer agora.. Só entenda que também tenho medo. — Ela disse quando abri a boca para falar.
– Minha dica é nunca entrar nessa. — Falei o que costumava dizer as pessoas que eram próximas de mim.
– Tarde demais. Mas não vou pensar nisso agora. — Ela disse se virando pra mim. — Agora quero me aproveitar da minha amiga. — Disse me puxando para si.
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