As outras mortes passarão como um borrão. Um borrão sanguinário e cansativo.

Acho que eu nunca havia feito tanto esforço físico em tão pouco tempo assim.

Em uma semana, acabei com nove pessoas. Nove pessoas que há pouco tempo atrás eu nem sabia que existiam.

Vou falar um pouco das mortes delas, bem Léah e Katerina vocês já sabem.

Jade Britto – morreu deitada em uma cama enorme e cheia de lençóis. Nem precisei atirar, apenas cortei sua cabeça e repeti o que havia feito antes: coloquei em um pote com formol.

Ária Petroskov – morreu em sua piscina; estava tomando champanhe, mas quando me viu, tentou correr, para nada, pois atirei em sua perna e ela caiu e bateu com a cabeça em um vaso de flores. Repeti o processo de retirar a cabeça e colocar no pote com formol.

Daniel Giofrey – morreu tentando atirar em mim; desgraçado, acertou no meu braço de raspão. Morreu com um tiro na nuca; que por acaso facilitou na retirada da cabeça.

Raphael Dúran – Estava em uma praia particular, foi difícil encontrá-lo, mas quando o achei, estava se esbaldando com um monte de mulheres seminuas em um lago natural. Matei as garotas; uma a uma. Ele ficou encolhido em um lado com uma taça de champanhe na mão. Dei um tiro nele na hora que ele ia fugir, e pelas costas, arranquei sua cabeça com ferocidade.

Jonathan Peri – ele estava em sua hípica, o derrubei do cavalo com um tiro. Coitado do bichinho – o cavalo –, não o acertei; ele não tinha nada a ver com isso. Já Jonathan, ficou irritadíssimo, disse que me mataria e que eu iria pagar por tudo... Resumindo, tediante. Cortei sua cabeça antes que ele falasse mais alguma coisa.

Ale Savashet – Ale, para vocês que estão em duvida, era uma mulher. Não citarei aparências, deixei isso para a imaginação de vocês. Posso dizer que seu sári ficou totalmente manchado das facadas que eu lhe dei. Posso dizer também que ela foi a que mais demorou a morrer em toda essa jornada.

Cheguei completamente exausta em Martim Vaz. Mas não dormi; neguei-me descansar.

Cheguei ao Grande Salão e coloquei os potes em ordem bem á frente de Annelise.

– Olhe só... Alguém aqui resolveu meus problemas.

– Posso descansar ou você vai querer me matar quando eu estiver dormindo?

– Descanse, veremos amanhã.

Virei às costas, os guardas me encarando de cima abaixo. Não acreditando que uma mulher foi capaz de matar nove pessoas em uma semana. Francamente, faria em menos tempo, mas viagens para a Índia demoram.

Joseph e Louis nem perceberam que eu continuei com as armas. Eu havia misturado com as minhas roupas.

Nem dormi. Peguei uma AK47, um silenciador e sai pela mansão. Comecei pelo terceiro andar. Aquele lugar estava tão ‘ás moscas’ que nem perceberam que eu estava armada e circulando por ali.

Fui ao quarto de Ethan; vazio. Entrei no outro quarto, uma mulher vestida em bem poucos trajes, que se surpreendeu comigo, mas foi logo me tacando um abajur. Dei um tiro nela e ela caiu; estava prestes a gritar quando pulei em cima dela e a peguei pelos cabelos e bati com a cabeça dela fortemente no chão; três vezes para reforçar.

E assim fui; matei todas as poucas pessoas e desinformadas que haviam ali. Cheguei até a atirar uma camareira pela janela.

Fui para o segundo andar. Fiz um banho de sangue que eu não sei como não foi notado. Essas pessoas não abrem a boca se não for para falar atrocidades. Se fosse eu já havia gritado á muito tempo.

Incrível como a minha mira melhorou em alvos vivos.

Quando acabei com o terceiro e com o segundo andar, fui para o primeiro, ou o hall, como queiram chamar.

Minha munição estava acabando. Mas não importa, eu ainda tinha dois revolveres.

Quando encontrei a atendente entojada que ficou no lugar de Syeran, tratei de atirar bem no meio de seus olhos verdes e irritantes.

Cheguei ao grande salão atirando em todo mundo. Obviamente eles não estavam esperando. Estava de madrugada. Quem iria esperar que uma assassina louca iria invadir atirando em todo mundo?

Joseph foi tolo igual ao Joseph brasileiro.

Tentou me enfrentar; levou um tiro na cabeça.

– Annelise, Annelise... – Entrei, matando rapidamente os servos que estavam á beira da lareira pintando suas unhas.

– Veja só, sabia que você não demoraria muito a aprontar alguma coisa.

– Se sabia, por que não avisou seus queridos servos? – A vi correr para o botão na parede; dei um tiro em seu pé. Ela caiu no chão gritando de raiva. – Agora que estão mortos, você irá avisar para quem? Para os seus inimigos? Ah é, não pode. Mandou matar eles não foi? E veja só! As cabeças deles estão nessa estante, exibidas como troféus! E para que? Para você olhar todos os dias esses olhos sem cor e sem vida e lembrar de coisas insignificantes COMO VOCÊ? – Gritei as ultimas palavras, que pelo jeito, foram como acido, expelidas na cara de Annelise.

– Como ousa falar assim comigo? Uma assassina sem escrúpulo algum! Que pode ser mandada por qualquer pessoa! Sabe o que você é? UMA MANDADA! – O tom desafiador que deveria aparecer na voz dela, pareceu mais um choramingado do que uma ofensa.

– E sabe o que você vai ser? Uma peneira. Adeus Annelise! Vá para o inferno com sua querida irmã demônia Anny. — Fui até ela, peguei o revolver e disparei em suas mãos. Ela gritou; estava vermelha de raiva. – Está doendo? Não estou sentido nada! – Comecei a rir descontroladamente enquanto atirava.

Parei assim que as balas acabaram; eu estava chorando de rir. Um resto de corpo estava no canto da lareira. Arrastei Annelise para o fogo e a deixe lá. O fogo corroendo seus ossos – já que carne quase não existia mais.

Larguei as armas no fogo e sai pela porta, indo em direção á rua. Para o helicóptero.