Ninguém é o que parece
13 Capítulo 13
POV EMMA
Estar com Regina era cada vez mais gostoso, eu me sentia apegar a ela cada vez mais. Desvendando um a um de seus segredos que sempre estiveram escondidos. Seus gostos, medos, fraquezas, pontos fortes. Cada vez mais me encantava por ela.
– Emma! Que bom que está aqui. — O pai dela disse quando fui a sua casa.
– Olá, bom revê-lo. — Falei apertando de mão dele, mas ele me puxou me abraçando.
– Olha vou perder meu pai para você e você para ele. — Regina apareceu fazendo bico.
– Vem cá, dengosa. — Falei chamando ela, que já estava vindo de qualquer forma e me abraçou.
– Acho que é ela quem vai roubar você Regina. — Henry disse rindo de nós. — Da licença garotas.
– Vamos subir. — Ela disse me puxando até seu quarto.
– Trouxe para você. — Falei entregando para ela a caixa de chocolates que havia comprado.
– Você é um amor. — Ela disse animada colocando sobre o criado mudo de vindo até mim. — Gosto quando aparece de surpresa.
Eu me perdia tanto naquele sorriso. Segurei em sua cintura e a beijei de modo calmo. Suas unhas passavam levemente sobre a minha blusa nas costas. Enquanto o beijo se tornava mais intenso.
– Você é minha perdição, já disse isso? — Falei buscando ar. — Vem cá.
Peguei sua sua mão e sentei em sua cama. Ela deitou em meu colo e comecei a mexer em seus cabelos.
– Você tem certeza do que você quer? — Perguntei séria e ela me olhou confusa.
– Tenho. — Respondeu firme. — Você é tão amorzinho comigo.. As vezes penso que nem mereço.
– Merece bem mais.. — Falei passando o dedo em seu rosto. Tão linda..
– Se eu merecer você, já está bom. Não quero mais nada Emms.. — Ela disse seu encolhendo e aninhando junto a minha perna. — Como vai o Killian?
– Não falo com ele desde a festa. Sinto falta, pela amizade. — Falei sendo sincera.
– Af, não gosto dele. — Ela disse revirando os olhos.
– Ele não é uma ameaça..
– Claro que é. Ele te conhece melhor que eu, já teve algo com você e tudo mais.
– Mas, não sinto por ele isso que sinto quando estou contigo. — Falei dando um beijo em sua testa.
– Nós temos uma coisa Emma, como você tinha com ele..
– Quer namorar comigo, Regina? — Falei de uma vez. Estava pensando nisso a um tempo e não queria que tivéssemos apenas "uma coisa".
– Oi? — Ela disse se sentando na hora. Sua empresa não era boa.
– Desculpa.. Eu pensei.. — Falei pensando em desfazer isso, ela não parecia ter gostado.
– Eu quero. — Ela disse segurando meu rosto e me dando um monte de beijinhos. Eu só soube sorrir.
– Sério? Pode ser precipitado.. — Falei a olhando e pegando suas mãos.
– Claro que é. Eu quero você sempre Emma! Sendo minha AMIGA, NAMORADA, MULHER. — Ela disse dando um beijo em cada uma das minhas mãos.
– Obrigada. Por ser doida de estar comigo. — Falei deitando na cama com ela agarrada a mim.
– Emma, você não tem noção do tamanho dos sentimentos que tenho por você. O que sinto quando me toca ou sorri para mim. É mágico. — Ela disse me apertando. Cada segundo daquele momento gravou em minha mente para sempre.
Meu celular tocou e estranhei, porque minha mãe não costumava me ligar. E ela era a única que me ligava, mas não era ela.
– Alo? — Falei atendendo.
– Emma, né? Sabe o que eu acabei de descobrir? Que voce não é ela, e ele. A escola inteira vai saber, meu bem. — Uma voz feminina disse e já me deu uma coisa quando começou a falar.
Quando ouvi o barulho desligando soltei o celular e uma lágrima se formou no canto dos meus olhos. Regina me olhou com uma expressão curiosa, mas as palavras fugiram. Um desespero me tomou completamente.
– Emma o que acontecendo? Você está vermelha. — Ela disse apertando minhas mãos.
– Não posso passar por isso de novo. — Falei com mais lágrimas descendo. Eu realmente não queria ter que encarar tudo novamente. — Eu não posso Regina.
– Calma Emma, olha aqui. O que houve? Quem era?
– Uma pessoa, não sei. Dizendo que sabe sobre mim. Que vai contar a todo mundo. — Falei arregalando os olhos para ela.
– Ninguém vai falar nada para você, Emms, seja quem for que fez isso, fica tranquila. Temos um ensinamento diferente na escola. — Regina disse me abraçando. Me encolhi em seus braços tentando acreditar no que ela estava dizendo. Mas simplesmente estava aflita demais, queria estar ali com ela e queria estar com minha mãe m
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