Nine Months
3 Insegurança
Cap. III – Insegurança
Nanao caminhou para casa sem pressa, não queria passar mal de novo, quando chegou: entrou e trancou a porta deixando a chave na fechadura. Deu uma grande espreguiçada e enquanto ia para o quarto foi tirado a roupa. Para sua infelicidade, a garganta ainda arranhava devido ao incidente na terma, mas pelo menos seu enjôo tinha passado.
Um banho rápido, escovou os dentes e fez um bom gargarejo, vestiu seu pijama – esse que consistia em uma calça de cetim preta e blusa de alcinhas com alguns lacinhos – às vezes a morena usava um pijama de shortinho, mas só no verão e camisolas... Bem, quase nunca acordava vestida quando dormia assim, por isso, tais peças eram usadas mais quando ela queria fazer uma... Surpresinha ao seu... A Shunsui.
Retirou os óculos e foi direto para cama, não queria dar chance ao azar e acabar dando de cara em alguma parede, ou acertando sua canela com algum móvel. Jogou seu corpinho ali desleixadamente de bruços, puxando logo um travesseiro para poder abraçar.
- Cruzes! Há quantas décadas eu não passava tão mal...? – ela afundou a cabeça no travesseiro –
Aquela noite estava um pouco fria, o que levou a shinigami a olhar para a janela aberta pesarosamente, não queria levantar... Mas aquele ventinho frio não a deixaria dormir. Agora seria bom se Shunsui estivesse ali, ele faria por ela sem reclamar.
Eram só alguns míseros passinhos, não iria matá-la, ela suspirou e depois de contar até três deu um pulo e fechou a janela sem trancar, quem iria entrar pelo segundo andar?
Depois voltou para cama e se enfiou debaixo do edredom preto, colocou um travesseiro entre as pernas, um apoiando as costas, abraçou um terceiro e colocou a cabeça sobre outro. Toda vez que sentias-se mal tinha o hábito dormir assim e também quando estava deprimida.
Logo as pálpebras pesaram, não foram muitos minutos até que a Ise apagasse.
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Shunsui chegou a porta da casa da Ise por volta das onze e meia da noite, colocou a chave na fechadura e descobriu que a moça esquecera a chave ali, teria de tentar a janela no segundo andar, ela raramente a trancava.
E como o esperado, não estava trancada, o capitão entrou silenciosamente notando que sua adorável Nanao-chan dormia. Jogou o chapéu, o haori rosa e a vestimenta de capitão sobre uma poltrona, deixou suas espadas escoradas na parede e enquanto caminhava para o banheiro foi retirando suas vestes negras.
Um banho frio, hábito que carregava desde sempre, e que só mudava quando tomava banho com sua morena, ela abominava água fria. Colocou uma calça qualquer para dormir e deitou na cama. Não gostou do que viu, a Ise só dormia daquela maneira quando estava triste ou passando mal, o que o levou a tentar não acordá-la enquanto se livrava de alguns daqueles travesseiros.
No final, ainda adormecida, ela mesma largou o travesseiro que segurava para deitar a cabeça em seu peito. Kyouraku gostou disso, já que às vezes parecia que ela esperava ser apunhalada pelas costas ficando distante, muitas vezes descrente. Nanao nunca falava de futuro, sabe essas coisas que os casais têm de contar suas expectativas sobre o que esperam viver com o outro... Principalmente quando se fala de mulheres.
A fukutaisho nunca falou se tinha o sonho de casar, sobre filhos... Jamais ouviu alguma coisa nesse sentido vindo daqueles lábios. Já tentara jogar o verde, mas ela sempre desconversava.
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Algumas horas antes no mundo humano...
Soifon caminhava em direção a um lugar conhecido, a Urahara Shop, aquele lugarzinho que Yoruichi escolheu para viver. Ela realmente não conseguia entender o motivo da morena ter deixado tudo o que tinha por aquela vidinha chata.
Mas o que podia fazer, agora com dois filhos daquele estrupício loiro que já fora capitão é que ela não retornaria a Seireitei. O sol começava a se pôr no horizonte quando ela chegou a frente da loja, por algum tempo teria um pouco de paz.
Hisagi estava deixando-a maluca, de hora em hora aparecia no Nii Bantai, ora com alguma comida, ora com alguma preocupação idiota. Vivia mandando torpedos para seu dekareshi e ligava a cada cinco minutos.
Se estivesse doente era provável que ele se preocupasse menos, ela não queria nem imaginar a cena do parto... Céus, era perigoso ele sentir as dores ou enlouquecer os médicos, afinal, ela ouvira falar que o parto normal doía bastante.
Suspirou, iria se preocupar depois com isso. Bateu a porta e logo foi atendida por aquele Tenssai que mandou-a entrar, Yoruichi estava nos fundos da loja brincando com o filho mais velho, Kyoichi. Caminhou até lá e encontrou-a sentada na soleira da porta rindo do menino que estava fazendo estripulias em cima de uma árvore.
Kyouichi tinha seis anos, pele morena – não tanto quanto a da mãe – olhos dourados, cabelos arroxeados e um sorriso contagiante. E pelo jeito teria futuro como ninja, o garoto andava por toda árvore como se estivesse no chão.
- Tia Soifon!
Com certeza se outra criança chamasse a comandante da milícia assim seria muito ruim para ela, no entanto, era filho de Yoruichi e ela tinha muito carinho pelo pequeno.
- Olha quem veio fazer uma visita... – a ex-capitã da Keigun levantou-se – Soifon!! Não me diga que aconteceu alguma coisa...
- Não, não... Eu só queria me livrar do Hisagi, se importa de eu ficar aqui um pouco?
- Claro que não, mas por que está fugindo do Hisagi? Brigaram por acaso?
- Não, ele só está me deixando maluca com tanta atenção! Acho que se eu estivesse doente ele se preocuparia menos. – a comandante da Keigun sentou-se perto da senpai – Eu não agüento mais!! Estou prestes a pirar!
Yoruichi deu uma risada cristalina.
- Não pode ser tão ruim, Soifon! Não exagere!
- Tia Soifon, tia Soifon! – o menino correu até a tia e parou ao ver a barriga da morena – Tiaaaaaaaa, sua barriga tá enorme!
As duas riram diante da reação do menino que com cuidado foi chegando perto da capitã, ele parecia ter receio, uma cena deveras engraçada... Quando chegou perto o suficiente para tocá-la, sentou-se no chão e ficou olhando-a curioso.
- Não quer colocar a mão, Kyouichi, a Soifon não vai se importar, não é mesmo?
- Não vai fazer BUM, não? – a morena riu –
- Não... – a capitã da keigun pegou a mão do pequeno e levou sobre a barriga – Viu? É só a minha barriga porque tem um bebê um aqui dentro.
- Um bebê?? Mas como? Você engoliu um, tia? – os olhinhos dourados arregalaram-se – Kaa-san, como ela engoliu um bebe inteiro?
Yoruichi apenas riu e estendeu os braços para que o filho fosse até ela.
- Ela não engoliu bebê nenhum, Kyouichi... – ela fez um cafuné no menino – Você não lembra daquelas fotos que você viu da mamãe pouco antes de você e da sua irmãzinha nascer?
- Lembro. Mas se ela não engoliu o bebê como ele foi parar lá dentro?
- Um dia a mamãe explica, agora você só precisa saber que logo a sua tia vai ter uma menininha, lembra da sua irmãzinha logo depois do parto?
- Mais ou menos... Mas eu queria que a tia tivesse um menino para eu ensinar a ele tudo o que eu sei! Não pode ser um menino não, Tia?
- Creio que não... Mas você vai poder ensinar coisas para a minha filha, assim não serve?
- É... Acho que sim... – ele sorriu – Vai ser legal!
Nesse instante, Kisuke entra no quintal trazendo no colo uma menininha de aparentemente dois anos, cabelos louros presos em duas Maria-chiquinhas, chupetinha rosa na boca e vestido verdinho-água.
- Yo Soifon Taisho! Dá oi para ela Mayura, não lembra da tia Soifon?
A pequena apenas afundou o rosto no pescoço do pai, era uma menininha muito tímida e muito parecida com o pai, nem de longe se imaginaria que uma pequena tão branquinha e loira seria filha de Yoruichi.
- Hum... Que coisa feia, princesa! – ela abraçou o pescoço do pai – Deve ser sono...
- Me dá ela aqui, Kisuke-san, acho que ela me quer!
- Eu acho que não, vim aqui para buscar o Kyouichi... Ele quer ver eu montando um gigai! Vou aproveitar que a Ririm não larga do meu pé querendo um corpo novo e mostrar para ele.
- Jura, To-san? – os olhos do menino brilharam – Tchau, tia!! Vamos logo, To-san!
O moreninho correu puxando o pai pela ponta do haori que o mesmo usava. Fazia muito tempo que estava pedindo aquilo e naquele dia finalmente iria ver como se fazia um gigai.
- Me dá ela logo, Kisuke! – Yoruichi levantou e tomou a filha dos braços do pai – Ótimo, agora vocês dois podem brincar! Ela já está com sono!
Pai e filho saíram e Yoruichi voltou a dar atenção a ex-pupila. Agora com a pequena Mayura no colo, essa que brincava com a jaqueta alaranjada da mãe. A menininha parecia mesmo com sono.
Soifon ficou olhando e imaginando como seria quando fosse consigo. Nunca tinha imaginado ter filhos, parecia uma coisa tão distante de seu mundo, no entanto, jamais imaginou também sua senpai com filhos, ela nunca fizera o tipo...
- O que foi, Soifon?
- Hã? – a morena saiu do transe – Nada, só estava pensando...
- Então, já comprou muita coisa para essa menininha que vai nascer? Aposto que o Hisagi já deve ter comprado um monte de coisas inúteis... – a shinigami gato riu –
- Já tenho um monte de ursos e bonecas... Mas o enxoval ainda está incompleto, as mulheres shinigamis resolveram fazer meu chá de berço e disseram que só era para eu comprar depois se ficasse faltando algo.
- Vai ser engraçado, eu quero ser convidada, viu? – a mulher de cabelos roxos apertou a filha num abraço -
O coração da fria Soifon apertou-se ao ver aquela cena, dentro de tão pouco tempo teria um bebê nos braços e não tinha a menor noção de como seria, de como ficaria sua relação com Hisagi, não sabia de nada. Olhando Yoruichi daquela maneira ela temia, pois aquela ali mesmo com seu jeito todo torto era uma mulher mais sentimental. Quer maior prova do que largar uma vida de rainha para ser uma simples plebéia no mundo humano por causa de um homem?
Já ela não sabia se tinha coragem de algo assim, pensava demais no que queria, em suas ambições... Era egoísta por assim dizer. Soifon tinha medo de não conseguir cuidar bem daquela pequena que chegaria ao mundo logo, logo...
Era tão bruta e seca... Não sabia até o hoje o que Hisagi tinha visto nela apesar de haverem tantas outras moças mais bonitas e gentis em Seireitei.
- Yoruichi-san. – chamou a pequena receosa –
- Sim? – a morena voltou-lhe um olhar de curiosidade –
- Como é ser mãe?
Aquela pergunta foi realmente uma surpresa, mas ela entendia o motivo. Conhecia aquela ninja a tempo demais... Soifon estava insegura.
- Não sei como explicar, eu nunca me imaginei com um bebê no colo até ter um, mas posso te afirmar que vai ser a melhor coisa que já aconteceu em sua vida.
- Mas por que eu vou gostar tanto de uma coisinha que não pode fazer nada e que depende de mim para tudo?
- Não importa o quão forte e independente uma mulher é, Soifon, no final de tudo ela foi criada para gerar outra vida e nada lhe dará mais satisfação e prazer do que isso... Não tenha medo, as coisas vão acontecer naturalmente.
- Eu não sei se serei uma boa mãe...
- Você será a melhor, porque para essa menininha não vai existir uma mulher que ela admire mais do que você. Largue de besteiras. Sem contar que o Hisagi vai estar do seu lado para tudo!
A morena acariciou a barriga e sorriu.
- Ele é realmente ótimo, bom demais... Às vezes penso que ele merecia uma mulher melhor que eu.
- Pois eu acho que nenhuma outra mulher seria tão boa para ele quanto você. – Yoruichi se levanta com a filha que dormia em seu colo — E agora eu vou colocar essa pequena para dormir, tentar tirar o outro do pai e você vai voltar para Seireitei antes que o capitão do nono bantai te dê como desaparecida e ponha toda Soul Society atrás de você!
A capitã do Nii Bantai levantou-se, despediu-se da mestra e desapareceu com um Shunpou para Soul Society. A que ficou suspirou e ficou com uma certeza: Se Hisagi decepcionasse Soifon, ela mesma se encarregaria de acabar com ele.
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Logo após o nascimento do sol, Nanao abriu os olhos sentindo que não estava mais abraçada com seu travesseiro e sim com Shunsui. Não se lembrava da chegada dele, mas também andava tão cansada ultimamente que quando dormia podia cair um raio ao seu lado que não faria diferença.
Com cuidado de não acordá-lo desvencilhou-se dos braços musculosos e sentou-se coberta da cintura para baixo. Ficou naquela posição observando a janela que ficava do seu lado esquerdo por alguns momentos, não estava com muita vontade de trabalhar, parecia que os lençóis estavam chamando-a.
A Ise deu um longo suspiro, como queria poder tirar uns dias de folga para relaxar, mas isso estava fora de cogitação, então não valia a pena ficar sonhando. Acordou do transe e ao voltar os olhos ao adormecido Shunsui descobriu que ele não estava tão adormecido assim.
- Bom dia, Nanao-chan, iria sair da cama sem me dar um beijo? – ele estava deitado de lado olhando-a com aquele sorriso bobo nos lábios –
- Bom dia, Shunsui, não imaginei que já estivesse acordado... – ele deu um meio sorriso e depositou um leve beijo nos lábios – Pensei que não viria dormir aqui ontem.
- Por quê? Nós sempre dormimos juntos, Nanao-chan... Ou não?
- Nem sempre, Shunsui, mas por que não aproveitamos que acordou tão bem disposto e vamos para o Bantai trabalhar?
O grande capitão fez uma careta que arrancou uma risadinha da Ise e aproveitando-se desse momento de distração dela puxou-a para cima de si, apertando o corpinho delicado num abraço.
- Isso é tão chato... Por que não ficamos aqui juntos fazendo coisas mais divertidas?
Apesar de estar com o rosto afundado no peitoral masculino, a morena sabia que ele deveria estar ostentando um sorriso pervertido nos lábios grossos. Kyouraku nunca mudaria.
Reunindo toda a força de vontade que tinha, a Ise soltou-se do abraço masculino, mas sem sair de cima dele. Segurou simbolicamente os pulsos largos contra o travesseiro e faceiramente sorriu. Ah, como ele gostava daquele sorriso!
- Não podemos ficar aqui o dia inteiro, mas eu acho que podemos gastar uns minutinhos tomando um banho juntos.
- Eu não quero uma rapidinha, Nanao-chan! Quero fazer com você do jeito mais gostoso e demorado possível!
- Eu também não quero uma rapidinha, Taisho... – os lábios finos curvaram-se num sorriso malandro – Mas acho que podemos unir o útil ao agradável, essa é minha oferta, se não quiser...
Nanao levantou e quando estava aos pés da cama retirou o pijama jogando sobre seu capitão.
- Eu tomo banho sozinha!
E assim como uma felina sensual ela começou a caminhar para o banheiro. E não era preciso nem dizer que Shunsui aceitou a proposta da moça, apesar de querer mais do que um momento debaixo do chuveiro com ela.
Ele não sabia bem o que era, mas sentia que sua Ise Nanao estava diferente. E ele não estava pensando nas pequenas mudanças físicas que sentia ao tocá-la – conhecia aquele milimetricamente aquele corpinho mimoso – era algo maior, mais abrangente.
A pele dela estava com um brilho mais intenso... Os olhos escondiam uma coisa que ele não conseguia decifrar. Era como se ele estivesse vendo a sua menina virando realmente uma mulher.
Podia parecer conversa de um cara velho – era duro lembrar que sua diferença de idade com a shinigami era catastrófica – mas era como se até o momento ela ainda não tivesse realmente virado mulher. Era difícil explicar. Não se tratava de algo sexual, estava mais para alguma coisa interna, uma evolução que ela ainda estava desenvolvendo.
No entanto, esse não era o melhor instante para pensar nisso. Sua Nanao-chan estava esperando-o completamente nua debaixo do chuveiro.
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Nanao estava concluindo os cálculos dos gastos do bantai daquele mês e finalmente depois de muito tempo fechando as contas em cima estavam realmente fechando no verde. Uma considerável quantia tinha sobrado. Não contaria isso ao capitão para não correr o risco dele querer dar uma festinha em comemoração.
Aquele dinheiro seria guardado para quando estourassem as contas... O que era inevitável de acontecer às vezes. Assinou as folhas em que eram necessárias sua assinatura e colocou os papéis em uma pasta que arquivou.
Como era ela quem cuidava das finanças, Yamamoto Soutaisho permitiu que somente sua assinatura constasse naqueles papéis. Não adiantava muito a assinatura de um homem que não fazia os cálculos, balanços, gráficos e sequer lia o que estava assinando.
Shunsui assinava sem ler tudo o que sua Fukutaisho lhe passava, apesar de ter recebido diversas broncas da mesma devido a isso. Mas o cuca fresca sempre lhe respondia da mesma maneira: “Se minha Nanao-chan der para mim uma sentença de morte é porque não me ama mais, então não me importarei de assinar a sentença que mostra a vontade dela!”
Era um bobo incorrigível.
Um bobo incorrigível que nesse instante assinava furiosamente as folhas que já deveriam estar sob o poder do Comandante da Gotei 13! Seria engraçado se esse tipo de acontecimento não jogasse o nome do esquadrão na lama.
- Vou buscar chá, não se atreva a sair até terminar isso, Taisho! – disse a shinigami com tom de ordem –
Não recebendo resposta do homem que estava quase afogado no meio da papelada ela saiu. Quando estava daquela maneira nem que lhe oferecessem o melhor sakê ele pararia. Se tinha uma coisa que não queria era a fúria de seu sensei.
Caminhou até a cozinha vazia buscando uma chaleira perdida em um dos armários, faria um bule para não ter que voltar ali tão rápido. Encheu a peça de metal, colocou-a no fogo e sentou-se sobre a pia enquanto esperava.
Sem querer, a imagem do pequeno Nihon entrou em sua mente, aquele momento que esteve com aquele bebê no colo foi mágico. Ela estava quase acreditando que aquela coisa de relógio biológico realmente existia.
Por um segundo ela se permitiu fechar os olhos e imaginar como seria se aquele bebê fosse seu. Um pedacinho de si que dependia de seus cuidados, um rostinho tão pequeno que já trazia traços conhecidos, alguém que lhe reconheceria independente de qualquer coisa...
Ser mãe deveria ser uma experiência majestosa, ela se perguntava se um dia lhe seria oferecido essa oportunidade.
A chaleira apitou. A fukutaisho acordou de seus devaneios e foi fazer seu chá.
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Quando voltava para o escritório avistou de longe um haori berrante conhecido alguns metros a frente conversando com... Uma moça.
Os dedinhos delicados trincaram nas bordas da bandeja ao ver aquela cena. Shunsui escorado em uma árvore desleixadamente jogando conversa em cima de uma das subordinadas. Aquele era o tipo de coisa que a tirava do sério.
Ele estava com ela, não tinha nada que ficar de conversinha com outras moças, principalmente com aquele tipo de conversinha. Se ela fizesse isso, Kami-sama, o capitão virava uma arara! Nem amigos ele gostava que ela tivesse!
Era o tipo de coisa que apesar de boba, machucava o coração da Ise e o deixava sempre desconfiado. Nanao não queria que Shunsui virasse um homem sério e frio, só queria um pouco mais de respeito aos sentimentos.
Não iria ficar ali parada vendo aquela cena, acabaria com uma úlcera se ficasse vendo aquele tipo de cena com a freqüência que acontecia. Um grande nó formou-se na garganta dela, mas não iria chorar por aquilo, não valia a pena.
Muitos diriam que era bobeira, paranóia da parte dela, pena que se tratando de Shunsui todo cuidado com seu coração era pouco. Pelo menos não passavam de conversinhas...
Até onde sabia!
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No dia anterior, perto do quinto Bantai...
Iba estava sentado olhando o vento balançar a grama verdinha. Perto de si o filho da companheira de bebedeira Matsumoto corria animado atrás de uma borboleta. O menino era bem branquinho, cabelos ruivos quase louros como os da mãe, olhos cor de caramelo e um sorriso que fazia qualquer um gostar dele.
Às vezes, o menino parecia ter jeitos de serpente, uma coisa de observar o lugar onde estava com um olhar desconfiado, ou mesmo ter um semblante difícil de ler quando se encontrava no meio de muitas pessoas que ele não conhecia.
No entanto, na maior parte do tempo Hyuu era um menino muito alegre e expansivo, assim como a mãe.
- Kaa-san!! – o menino saiu correndo e pulou no colo da mãe –
- Estava com saudades da mamãe, bebê? – o pequeno fez um aceno com a cabeça – Eu também estava com saudades! Como foi que o tio Iba te tratou? Ele cuidou bem de você??
Matsumoto apertava o filho contra o corpo, o que fazia muitos homens terem inveja do que pequeno que tinha livre acesso aos fartos seios da fukutaisho do Juusantai. Depois do casamento de seu capitãozinho, a mulher decidiu ceder seu lugar de fukutaisho a esposa dele, indo para o esquadrão do companheiro de farra Hisagi.
- O tio Iba passeou comigo, mostrou o lugar onde há muito tempo quase foi executada Abarai Rukia... Me comprou suquinho de manga com morango e hortelã!! – Hyuu também tinha um gosto exótico para alimentos –
- Que gostoso! – Rangiku deu um beijo estalado na bochecha rosada do filho – Yo, Iba-san! Obrigada por cuidar do meu pequenino, fico te devendo uma!
- Que nada, Matsumoto-san, ele é um menino legal! Foi divertido, não foi, Hyuu-kun?
Hyuu acenou com a cabeça e sorriu.
- Bem, agora eu vou para casa, já está na hora desse menino jantar e tomar banho!
- Tchau, tio Iba! – o ruivinho acenou sobre o ombro da mãe – tchau!
Iba apenas acenou e desapareceu usando um Shunpou. Ikkaku deveria estar procurando um amigo para beber.
Ao chegar em casa, Matsumoto colocou um avental em si e no filho e os dois foram preparar o jantar. Ela quebrou ovos em um prato e deu um batedor para o filho que estava sentado sobre o balcão da cozinha. Diga-se que voou ovo para tudo quanto era canto.
Rangiku cortava cebola, alho, pimenta, repolho roxo, queijo e pepino para colocar no omelete que faria. Uma combinação um tanto inusitada...
Pegou uma tigela de arroz que já estava pronto picando algumas coisas dentro e misturando. Seria um jantar comum na vida dos dois. A ruiva tinha adoração pelo filho e admitia que era difícil cuidar de uma criança sozinha, mas não se arrependia de tê-lo tido.
Era tão gostoso o abraço que ele sempre tinha para dar, ou as noites que ele pedia para dormir com ela porque estava com medo. Ela não conseguia se imaginar sem aquela criaturinha para apertar, beijar, brincar, fazer dormir.
Hyuu ainda mamava antes de dormir apesar de estar grandinho, mas ela não se importava, gostava do elo que tinha com o filho.
- Agora vamos tomar banho antes de comer! – ela o pegou no colo –
- Você está me apertando, kaa-san! – disse o pequeno tentando escapar dos grandes seios da mãe –
Continua...
Amores, desculpe não ter postado! mas foi motivo de força maior, meu primo casou, fui madrinha e quase desmnaiei na porta da igreja...¬¬ Ai minha familia foi fazer festa lá em casa, não deu para postar!! amo vcs e comementem fazendo essa autora feliz!!!
kiss kiss
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