Nine Months

10 Capítulo 10


Cap.X – Portal das almas puras

O crepúsculo já se findava quando Nanao tomou o rumo de casa, aquele fora um dia agradável de trabalho, talvez por não haver formulários para Shunsui assinar, dessa maneira não teve de passar horas tentando obrigá-lo a fazer suas tarefas. Estava bem cansada, mas na noite anterior também virou a noite abraçando o vaso. Maldito enjôo!

A morena caminhava tranqüila carregando seu pesado livro, muitos shinigamis morreriam para saber o que ela carregava de tão importe dentro daquelas folhas, como se fosse da conta deles... Ela suspirou e depois de cumprimentar meia dúzia de companheiros de profissão chegou ao seu destino: a casa de Rangiku.

Bateu a porta e logo foi recepcionada por uma empolgada ruiva que a abraçou e puxou para dentro. Ryuu que brincava distraidamente sobre o carpeta da sala correu para dar-lhe um abraço e como não podia deixar de ser, pediu colo a madrinha que deu sem reclamar.

- Então, como vai a vida? Muitos enjôos? – a mulher seguiu para a cozinha onde ela decerto cozinhava algum prato estranho –

- Eu passei a noite abraçada ao vaso... Estou o caco! – ao ver que sua constatação de cozinha estava certa, Nanao se perguntava o que havia dentro das inocentes panelas –

- Kyouraku-san deve ter quase chamado o Yon Bantai de desespero... – Matsumoto destampou uma das panelas e usou uma colher de pau paramexer no conteúdo –

- Não, ele nem notou que eu sai da cama... Ele tem o sono pesado! – ela riu e sentou-se em uma das cadeiras, por incrível que pareça o que quer que estivesse naquela panela cheirava muito bem – Eto... O que está cozinhando hoje?

A Ise esperava ouvir alguma receita mirabolante que misturasse os mais diversos ingredientes picados, cozidos, temperados entre o doce e salgado. Uma salada de sabores e aromas que geralmente ficariam melhores cada um em uma panela diferente.

Apesar do cheiro estar fugindo a regra naquele dia.

- Ensopado de carne e legumes... Uma receita que vi na Tv quando estive na casa da Orihime-chan! – disse a mulher jogando o a outra reconheceu como batatas, vagem, cenouras e beterrabas dentro da panela – Eu, pessoalmente, acho bem sem graça... Mas você anda toda enjoada e eu não queria correr o risco de estragar nosso jantar.

Oh, ela estava cozinhando como uma pessoa normal para não fazê-la vomitar!! A cena era engraçada de tão bizarra, Rangiku estava agindo como se sua comida fosse normal e aquela que ela fazia no momento para gente doente. Pelo menos era bom saber que nem tudo estava perdido. Afinal, se Rangiku era capaz de fazer comida comum e gostosa... O mundo todo tinha salvação!

- O cheiro está ótimo, não está Ryuu-kun?

- Hunru!!! Mas nem parece o cheiro da comida da mamãe!

- Especial para Nanao, amorzinho, mas não se preocupe... Mamãe vai pôr uma bananinha amassada no seu prato! – ela deu uma piscadela para o filho –

- E bastante uva passa, mamãe!

- Oh claro e bastante uva passa! Como pude me esquecer?? – Ela riu e depois virou o rosto em direção a amiga – Onde está Kyouraku-san?

- Na verdade, não sei... Ele fugiu do bantai hoje e como não tinha nada para ele assinar nem fui atrás! – a morena deu os ombros – Deve ter adormecido em cima de algum telhado...

- Ele que tem sorte, hoje o que não faltou foi papel para eu organizar!! – Matsumoto que estava normal de repente fez uma cara de travessa – Nanao!!! Nem te conto o que meu capitão me falou hoje!!!

- Não me diga que ele te cantou, eu não queria ser você se a Soifon taisho descobre!

- Que nada!! Hisagi-san é louco por ela, somos só bons amigos... Ela tinha que ter ciúmes é de você, afinal, era com você ele dormida algumas décadas atrás!! – a shinigami riu e a outra fez uma careta de reprovação –

- Não tem graça e pare de desenterrar esse cadáver! Isso aconteceu quase que um século atrás! Mas afinal o que ele te contou?

- A Soifon botou a louça da casa abaixo porque teve a impressão de que ele a traia com uma mocinha qualquer!! Sabe o que é uma ninja jogar todo o seu arsenal sobre ti e mais tudo o que fosse passível de quebrar a sua cabeça em você?? Pois é... A mulher pirou!!!

- Jura? Ela me parece esquentada, mas não uma histérica...

- Junte temperante ruim, treinamento ninja e hormônios de seis meses de gestação!! Cara, isso é um monstro dos mais feios!!!

- Ai Rangiku... Você se empolga com coisas tão banais, pensei que fosse algo sério!

- E foi sério!!! Ela quase matou meu capitão!!!

- Não seja dramática, talvez ela tenha apenas quebrado alguns pratos e ele aumentou a história! Mas mesmo que for verdade, não é da nossa conta!!

- Ai!! Como você é chata, viu?! É uma fofoca e das boas!

- Eu tenho meus próprios problemas, mas então, isso vai ou não ficar pronto? Estou faminta!

- Calminha, mais uns minutos! – Matsumoto sentou-se a frente de Nanao – Mas então, já contaram para família dele?

- Dele? – a Ise perdeu-se por alguns minutos –

- Do bebê, Nanao! Já contaram para família Kyouraku que vocês terão um filho?

- Ah tá... Desculpe, eu viajei! – a morena riu – Não, não contamos ainda, eu nem sei como vou encarar a Shizuka-sama. – ela suspirou pesadamente –

- Shizuka-sama é a mãe do Kyouraku-san?

- Hai, ela é a minha querida sogra que me odeia! Na verdade, acho que ela até gosta de mim, o que realmente a incomoda é o fato de eu ter tomado o lugar de alguma pretendente que ela escolheu no berço para seu filho!

- Para gente pode até parecer besteira, mas para ele essa coisa das casas nobres é importante. Sem contar que a mulher já deve ser quase uma múmia e não é fácil mudar certos pensamentos que foram entranhados ali na mais tenra infância!

- Rangiku!? – Nanao repreendeu a maneira como a amiga falara –

- O que foi? Ela deve ser uma múmia mesmo, imagine, se ela é mãe do Kyouraku-san que é o filho mais novo e um dos mais antigos capitães com quase quinhentos anos... Cara, ela deve ter... E Eu estou sendo boazinha, uns mil anos!

- O Comandante Yamamoto também e nem por isso nós o chamamos de múmia!

- Mas com certeza pensamos! – as duas riram – Agora é sério, não acho que a postura dela seja certa, mas ela age de acordo com o que seja melhor para seu filho e conforme ela for vendo o bem que você faz ao Kyouraku-san vai acabar cedendo.

- Eu não sei... Sinceramente não sei o que esperar, mas não quero pensar nisso!

- Yare yare... Vamos comer então essa coisa sem graça!! Não venha me dizer depois que eu nunca fiz um sacrifício por você!!!

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Nanao chegou a sua casa quando já era passava a pouco das dez horas. Havia ficado conversando com Matsumoto até o pequeno Ryuu desmaiar de cansaço e de tanto comer. A morena riu com a lembrança do pequeno.

Agora tomaria um bom banho e seguiria o mesmo rumo que o afilhado: o mundo dos sonhos, de preferência nada relacionado a comida, ela tinha se acabado no ensopado!! Céus, como que cozinhando tão bem Matsumoto preferia aquelas comidas malucas!!

Sempre achara que ela tinha um parafuso a menos, agora achava isso e que todos os outros restantes estavam bambos!

- Demorou, lovely!! Eu já estava achando que teria de ir te buscar para irmos para casa!

- Shunsui? – ela o procurou pelo cômodo, ele estava sentado na poltrona com um livro entre as mãos –

- Por que ficou tanto tempo no Bantai? Você sabe que não deve mais ficar se esforçando tanto!

- Eu não estava no esquadrão, fui jantar na Rangiku-san, desculpe não ter avisado!

- Eto... Pensei que fosse jantar comigo, mandei até a Kiya-chan fazer aquele arroz de coelho que minha Nanao-chan gosta!

- Desculpe, eu não sabia mesmo que já tínhamos planos, mas se pediu a Kiya para cozinhar porque está aqui em casa?

- Imaginei que viria aqui antes e não queria deixá-la andando sozinha por ai!

- Mas eu pretendia... Pretendo dormir aqui, Shunsui.

- Esse papo de novo não, Nanao-chan! Já conversamos e pensei que tínhamos chegado a um acordo!

- Eu gosto da minha casa!

- Eu também gosto, aqui é ótimo para alguém que mora sozinho, tem todo o conforto e espaço, mas agora somos três e na minha casa você vai ter mais conforto cuidar do bebê. Ou melhor, nós teremos mais conforto para cuidar do bebê, sem contar que você nunca esteve grávida, vamos ser pais de primeira viagem e eu tenho criados que poderão nos ajudar.

- Mas é que fica muito... Não me sinto bem, não temos nada assumido ainda.

- E isso vai ser a próxima coisa que faremos, para mim não importam essas convenções de compromisso assumido, noivado, casamento... Eu sei o que sinto e isso é o que me importa, mas infelizmente ter esse bebê vai nos forçar a fazer certas coisas.

- Eu não quero casar porque estou grávida! – Nanao franziu o cenho –

- E não vamos fazer isso, se você não quer casar, Lovely, eu respeito porque sei que você me ama e um pedaço de papel não vai fazer diferença, mas morar juntos a gente vai...

- Na verdade, já estávamos meio que morando juntos.

- Pois então, só que agora vamos ficar em uma única casa. – o capitão abraçou-a e deu-lhe um beijo no alto da cabeça – Depois mandamos buscar alguma coisa daqui se quiser, mas agora tem de se acostumar que nossa casa é outra, o lugar onde vamos criar esse bebê que está vindo!

- Yare, yare... Eu vou pegar umas coisas lá em cima e já vamos! Estou pregada de tanto cansaço!!

- Não dormiu bem ontem? – Shunsui a seguia –

- Eu? Otimamente! – ela riu, não precisava ter Shunsui desesperado só porque ela tivera alguns enjôos na noite anterior –

- Jura? Eu tive a impressão de que você levantou de madrugada...

- Fui beber água, só isso. -morena pegava algumas roupas e objetos pessoais – Mas então, o que fez hoje? Não te vi o dia todo.

- Nada demais, fui um pouquinho no Shirou-san, dei uma caminhada, dormi um pouco...

- E entre todas essas atividades esqueceu de falar que bebeu um pouquinho de sakê.

- É... Eu também fiz isso, enquanto conversava com o Hisagi-san! Sabia que Soifon Taisho botou a louça da casa abaixo?

- É... Ouvi algo a respeito, mas isso realmente não me importa.

- Assustador, Nanao-chan! Ainda bem que a minha Lovely é um poço de calma e paciência!! – o capitão sorriu –

- Eu tenho te agüentado os últimos 200 e poucos anos, isso deve dizer alguma coisa...

- Minha Nanao-chan fala essas coisas, mas sei que ela me ama! Vamos?

- Vamos.

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Mais uma linda manhã começava na vida da mais nova mamãe da Seireitei, a morena acordou naquela manhã com o estômago completamente revirado, com certeza, comer, durante as próximas horas não era uma opção.

Mas o que realmente a surpreendeu foi o fato de apesar de ter acordado em seu horário habitual, ela não encontrou Shunsui adormecido ao seu lado ou em cima de si, será que tinha acontecido algo?

A shinigami de espreguiçou calmamente e antes que pudesse fazer qualquer outra suposição viu seu querido capitão adentrando o quarto com uma bandeja de café da manhã completa.

- Ohayo, Lovely!! – ele cantou – Quem aqui está com fome??

- Você?? – ela se encostou na parede atrás do futon – Porque eu não tenho fome alguma.

- Eto... Mas como não? Está na hora da refeição mais importante do dia!!

- Mas parece que tem um milhão de centopéias fazendo sapateado no meu estômago! Não estou com a mínima vontade de comer!

- Larga de fazer doce, Nanao-chan!!! Aqui tem tudo o que você gosta: chá, leite, suco, torrada, biscoito... Escolha alguma coisa!

- É sério, não estou com a mínima vontade de comer! – ela empurrou a bandeja para longe de si –

- Não vamos sair daqui até você pôr algo para dentro! – ele empurrou a bandeja de volta –

- Eu estou enjoada!! Não desce!! – ele empurrou a bandeja –

- Você precisa comer!! – ele devolveu –

- Não, Shunsui!!! Eu não quero!! Não quero e não quero!!! Tire isso de perto de mim ou...

A jovem Ise não teve tempo de terminar sua pequena birra, o que havia jantado na noite anterior subira de uma única vez! Todo aquele cheiro de comida havia feito seu delicado estômago repunar ao ponto da comida voltar com tudo.

A morena empurrou as cobertas e saiu correndo quase caindo no meio do caminho, Shunsui que não entendeu na hora o que aconteceu apenas ficou olhando a cena com uma enorme cara de tacho, ela realmente falara sério quando disse que estava enjoada.

- Nanao-chan? – ele chamou ainda sentado, mas como resposta obteve apenas o som da comida sendo despejada no vaso –

O capitão suspirou e levantou-se indo para o banheiro acudir sua pequena, chegando lá, encontrou-a recostada na parede do lado oposto ao vaso respirando fundo, ela parecia um pouco verde.

- Nanao-chan? – ela ergueu o olhar –

- Sim?

- Quer ajuda?

- Não.

Mas o moreno não estava ligando muito para a opinião dela no momento, caminhou até ela e ajudou-a a se levantar levando-a até a pia para que pudesse escovar os dentes. Pobre Nanao-chan...

- Eu acho melhor você ficar por aqui até esse enjôo passar.

- Mas eu tenho trabalho...

- Isso eu resolvo, você não vai ajudar passando mal lá no Bantai!

- Mas eu não quero ficar aqui!!

- Não precisa ser o dia todo, só até você se sentir melhor. Deite, durma mais um pouquinho... Tenho certeza de que acordará melhor! – ele sorriu –

- Isso é tão deprimente! – disse ela se deitando –

- Não, não é... a Dai-senpai disse que algumas mulheres sofrem mais com enjôos do que outras, não é sua culpa.

- Você andou falando com a Unohana-san?

- Claro, eu tenho uma mulher grávida em casa, preciso saber como agir! – ele riu –

- Mas ainda é humilhante ser vencida por um enjôo!

- Garanto que acordará melhor e quando acordar vai comer, em!!! – ele beijou os lábios e o topo da cabeça dela –

- É bom você trabalhar, caso contrário, vamos ter problemas muito sérios!!!

- Tsc... Tsc... Relaxe, eu não vou correr o risco de você se irritar! Vou fazer tudo certinho, só não garanto que serei tão rápido quanto minha adorável Nanao-chan!

- Me adular não vai limpar a sua barra!

Nanao fechou os olhos e adormeceu ouvindo a risada dele se perder ao longe.

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A morena se levantou cerca de uma hora depois bem melhor, apesar de aind sentir seu estômago revirar. Pelo menos já foi possível tomar seu habitual chá Oolong, algumas torradas e uma maçã. Aquele uniforme parecia a cada dia um pouco mais apertado, logo teria de mandar desfazer algumas costuras.

O caminho até a Hachi Bantai estava sendo bastante agradável, mas a Ise tinha a leve impressão de que burburinhos aconteciam sempre que ela passava. Só podia estar ficando paranóica, por que motivo alguém estaria falando de si?

Nanao passou ajeitou os óculos sobre a face e quase deu uma topada com Rukia que fazia um caminho oposto ao seu.

- Oh... Desculpe, Kuchiki-san. – pediu a morena – Eu acho que estava um pouco distraída.

- Não foi nada, Ise-san. – a senhora Abarai sorriu – E meus parabéns, eu iria mandar um cartão ao seu esquadrão, mas acho que posso dar-lhe um abraço.

- Hã? – olhou a shinigami confusa – Desculpe, Kuchiki-san, do que está falando?

- Da sua gravidez, tinha uma notinha no Almanaque das almas puras... – Nanao foi abraçada e depois de se despedir sentiu o sangue lhe subir as orelhas –

- Maldito, Shuuhei!!! Será que a Matsumoto disse algo coisa?? Ou será que foi o Shunsui... Argh!!!

Nanao usou um Shunpou pra chegar as dependências do nono esquadrão o mais rápido que pôde. Iria tirar essa história a limpo o mais rápido que podia. Por isso todos esses burburinhos, toda a seireitei naquele momento sabia que ela estava grávida de seu capitão!!

Céus!! Seria motivo de fofoca até alguém fazer alguma burrada que fosse publicada naquele jornaleco de gente fofoqueira que não tinha nada para fazer!! Ah, aquele retardado, se Soifon não o tinha matado em seu último ataque de fúria, ela o faria.

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Nanao entrou nas dependências do esquadra de Hisagi pisando alto e com cara de poucos amigos, dessa maneira, não dando espaço para qualquer um lhe dirigir sequer um cumprimento. Afastou as portas do escritório e deu de cara com Matsumoto “tentando” organizar alguns papéis...

A mulher de fartos seios lhe abriu um sorriso ao mesmo tempo que mantinha um olhar curioso a sua presença em seu ambiente de trabalho. O capitão não se encontrava naquele momento, o que fez a raiva aumentar consideravelmente, o sangue corria como se fosse pimenta nas veias da grávida Ise.

- Onde está seu capitão, Rangiku? – indagou entredentes –

- Bom dia para você também, viu Nanao? – ela riu – Hisagi Taisho foi buscar uns papéis no arquivo, já volta, posso ajudá-la?

- Bom dia, Rangiku. – soltou seca – Não, você não pode me ajudar.

Antes que pudesse haver uma réplica, o moreno adentrou as dependências de sua sala com um ar calmo e sério, típico daquele homem quando não estava alcoolizado, apesar de ser o fofoqueiro de plantão da seireitei não se podia negar a austeridade daquele homem.

- Oyaho, Ise-san! Posso ajudá-la?

Nanao deu aquela virada de pescoço digna de filmes de suspense quando o assassino da história olha sem medo de mostrar-se quem é. Sem contar aquele seu olhar capaz de assustar qualquer pessoa existente na Seireitei.

- Eu só vou falar uma vez e espero ser atendida... – ela pontuava cada palavra assustadoramente – Nunca mais, nunca mais publique uma notícia que seja sobre mim nesse jornal.

- Oh... Você está falando sobre sua gravidez, Kyouraku-san me contou. – o homem começou a caminhar, mas foi impedido pela pequena figura –

- Não me interessa o que o Kyouraku-san disse ou deixou de dizer! – a morena o puxou pela costura do quimono – Minha vida é minha vida. Quem está grávida sou eu. O corpo que vai mudar é o meu. O humor que vai ficar desrregulado me pertence e quem vai parir sou eu!! Então, não ouse falar de coisas que não lhe dizem minimamente respeito, caso contrário eu processo você e esse seu jornalzinho!!!

Nanao o olha nos olhos com a mesma ferocidade que um leão olharia para sua presa antes de deixá-la fugir pelo simples prazer de caçá-la.

- Estamos entendidos ou precisa que eu desenhe?

- E... En... Entendido!

A Ise soltou-o e sua assustadora reiatsu foi controlada.

- Ótimo, sabia que você iria compreender. – ela sorriu – Até o final do dia peço ao Tatsufusa para trazer meu material para a próxima edição. Tenham os dois um bom dia.

E assim, como se nada tivesse acontecido, foi embora tranquilamente enquanto deixava para trás dois perplexos shinigamis. Sendo que um estava realmente achando que deveria ir a uma benzendeira, era o segundo ataque de uma mulher grávida que sofria em menos de uma semana.

- Qual é a dela? Eu só dei uma notinha discreta... – perguntou ele retoricamente a sua tenente –

- Ela tá grávida, não importa qual a dela... E se eu fosse você não dava chance ao azar, ela não entrou para os esquadrões com menos de seis anos só porque era bonitinha!

Um arrepio correu a espinha do capitão, logo agora que ele ia fazer um combo de entrevistas... Venderia tantos exemplares!! Mas claro que a irá da Ise não lhe parecia uma coisa boa, e também, se não fosse da vontade dela, Kyouraku poderia ficar também irritado!

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A fukutisho da Hachi Bantai entrou nas dependências com uma face serena e seu fiel livro entre os braços. Tudo ali parecia muito organizado, organizado demais para o gosto da morena. Nem parecia o oitavo esquadrão com seus homens instrumentistas e mulheres que ficavam babando ovo nos instrumentistas e no próprio capitão.

Nem mesmo os burburinhos relativos a sua gravidez que ela esperava ouvir estavam a sua volta. Não havia uma só alma fora de seus postos.

- Tatsufusa-san! – chamou a moça – O que está acontecendo?

- Visita para o Kyouraku Taisho, mas ele ainda não chegou. – respondeu enquanto caminhava com uma bandeja de chá –

- Bem, eu levo então, pode voltar o seu posto. Quem é que está o esperando?

- Eu nunca a vi antes, uma mulher, parece da nobreza... É bem... Como eu poderia dizer...? Velha!! Não no sentido ruim da palavra, mas é que tirando o nosso capitão, o Ukitake Taisho e o Comandante não costumamos ver pessoas que aparentem alguma mudança física relativa aos anos.

- Tudo bem, Tatsufusa-san, eu compreendi o que quer dizer. – a morena sorriu temendo quem ali encontraria –

Algo lhe dizia que não teria uma surpresa muito agradável ao abrir aquela porta. Parou em frente e com um grande suspiro abriu as portas vendo quem ali estava.

- Bom dia, Ise querida, lembra-se de mim? E de Juu-chan? Espero que não tenha se esquecido.

Tatsufusa não havia citado a jovem mulher que ali estava junto com...

- Shizuka-sama.

Continua...

Notas finais
Amores, voltei com mais um cap!!! Mil desculpas a demora, mas ai está mais um cap da fic que vcs amam!!!! hhehheheheh Olha quero coments em!!!! E por NINGUEM olhou minha nova fic: Procura-se um amor. ? Gostaram? Não gostaram??? Eu preciso saber!!!!!! Kiss kiss