Nine Months

6 A melhor amiga


Cap. VI – A melhor amiga

Assim que Nanao saiu do consultório, Matsumto voou em cima dela, envolvendo-a num abraço apertado. Assustando a Ise que ainda estava meio área devido aquela notícia bombástica que tinha acabado de receber.

- Nanao-chan! O que foi aquilo? Quer me matar do coração?

- Er... Desculpe, Rangiku-san... Não queria te deixar preocupada. – respondeu a morena com um pouco de dificuldade –

- Mas claro que fiquei preocupada, minha melhor amiga tem um piripaque do nada!! O que aconteceu? Não me diga que está doente, Nanao? Céus, Kyouraku-san vai ficar arrazado!

- Calma... Não estou doente. – disse enquanto se livrava do abraço da ruiva –

- O que foi então? Sua pressão caiu? Não é melhor ficar sentada? Ai... Kyouraku-san me mata se achar que eu não cuidei bem de sua Nanao-chan!

Nanao dá um grande suspiro e tenta se acalmar, Rangiku ficava pior que seu capitão quando se empolgava falando bobagem. Ela tinha que ficar calma e sair dali logo, todos os presentes já estavam olhando para aquela cena bizarra.

A Fukutaisho do Hachi Bantai levantou os braços colocando as mãos sobre os ombros da amiga para assim poder olhá-la nos olhos e chacoalhá-la.

- Para com essa histeria, Matsumoto! Eu não estou doente e nós vamos sair daqui agora, todos estão olhando para nós!

- Hai!

A ruiva olhou para os lados, pegou o filho no colo e saiu andando com a Ise. Não sabia bem o que estava acontecendo, mas seu senso de auto-proteção lhe dizia que seguir sua amiga só faria bem a sua integridade física.

As duas shinigamis foram para a casa de Rangiku, onde o pequeno Hyuu ficou brincando na sala enquanto as duas tomavam chá na cozinha, na verdade, Matsumoto preferia beber sakê... Mas desde que seu filho nascera tinha passado a ser mais regrada pelo bem dele. Não queria que o filho crescesse encarando-a como um peso. Ele era uma criança e só teria problemas infantis enquanto não crescesse.

Rangiku fez um chá de camomila, o que geralmente dava para acalmar o filho, já que o outro que tinha em casa era o verde, que a amiga abominava.

- Então... Vai me contar o que aconteceu? – perguntou a mãe de Hyuu –

- N... Não aconteceu nada! – A Ise levou a mão direita aos óculos ajeitando-os, visivelmente nervosa –

- Nos conhecemos há tempo demais para tentar me enganar, Nanao! Sem dizer que você sempre mentiu muito mal! – disse enquanto levava a xícara aos lábios –

- Realmente não foi nada!- ela insistia em tentar ludibriar a amiga –

- Apesar de sermos tão diferentes nos tornamos amigas logo após minha entrada no Gotei 13... E eu achava que era jovem. – a ruiva riu – Você, literalmente, cresceu dentro desses corredores! Vamos Nanao, não precisa ter medo de me dizer nada!

A Ise estava tão confusa e ao mesmo tempo precisava tanto de um colo, de um abraço... Retsu fora muito gentil, mas era diferente com Matsumoto. As duas apesar de antagônicas possuíam uma cumplicidade extraordinária. Bem parecido com Shunsui e Ukitake. As diferenças de pensar e agir não eram empecilhos para uma sincera amizade.

Um turbilhão de sentimentos dominava a moça, ao mesmo tempo que estava radiante, sentia um aperto ruim no coração. Talvez fosse besteira, mas ela era desconfiada por natureza...

Nanao retirou os óculos, colocou-os sobre a mesa e passou ambas as mãos sobre o rosto. Depois, estendeu o olhar para a amiga que esperava com paciência o seu tempo para conseguir falar.

- Eu... – Nanao suspirou e tomou um pouco do chá – Eu...

- Vamos, Nanao... Eu estou ficando preocupada. Nunca te vi tão abatida...

Quando Matsumoto ficara grávida, a Ise não fizera perguntas, sabia da existência de Gin no mundo humano e da conturbada relação com sua amiga, mas não cumprira o dever com o lugar que tinha sua lealdade. Ficou em silêncio e consolou ternamente cada lágrima derramada pela ruiva após a execução e posteriormente, a gravidez.

Claramente que a atitude imprudente de Rangiku não foi aprovada pela organizada e estóica Nanao, mas essa não dissera uma palavra de reprovação, e agora quem estava com um grande problema devido a imprudência que era dela agora.

- Eu estou grávida, Rangiku. Eu vou ter um filho do Shunsui.

Os olhos da mulher a frente da morena arregalaram-se, ela realmente não acreditava no que tinha acabado de ouvir. Será que sua mente estava lhe pregando peças? Ou a moça fazendo algum tipo de piada para fugir do assunto?

Era algo completamente inesperado apesar de os sintomas da fukutaisho do Hachi bantai denunciarem bastante uma gravidez. E bem... Não era nenhum segredo de Estado o romance entre ela e seu capitão, sem dizer que os dois eram adultos e como Nanao já comentara, após algumas doses de sake na presença daquela que ouvia, os dois mantinham uma vida bem ativa e animada.

Só que Ise Nanao não era o tipo de mulher descuidada, na verdade, era do tipo tão irritantemente organizada e séria que às vezes Matsumoto queria estrangulá-la. Ouvir que ela estava esperando um filho era mais que uma surpresa, estava mais para uma bomba.

E pela expressão, falta de escândalo de Shunsui e pesar com que aquela noticia fora dada, Rangiku tinha plena certeza de três coisas:

1 – Kyouraku não sabia de nada!

2 – Nanao não estava exatamente feliz com a notícia...

3 – Aquela não era uma gravidez planejada!

A ruiva sempre esperou da amiga uma noticia daquela depois de um casamento e um bom tempo de convivência com o marido. Ou então, até mesmo uma produção independente de maneira que ela não revelaria nem a própria sombra o nome do pai da criança... Mas nunca esperou encontrar a amiga lhe contando que estava grávida naquela situação.

- Nanao... – foi tudo o que conseguiu dizer –

O que veio depois, não foi realmente inesperado, a morena jogou-se nos braços da amiga e começou a chorar compulsivamente enquanto tentava se justificar. Estava com medo do julgamento que viria a seguir.

- Eu juro... Juro... Juro Rangiku-san!! Não foi nada planejado... – ela se perdia em soluços – Eu não tenho plano algum... Não foi por querer! Eu não queria que isso acontecesse assim!

- Calma, Nanao... Eu sei que você não fez nada de caso pensado... Mas calma!! Vamos pensar nas coisas com calma, você tem mesmo certeza do que me disse? Não é só um alarme falso?

- Não... Eu... Não... Eu estou com todos os sintomas, Unohana Taisho me fez ver o que estava a um palmo de distância dos meus olhos. Mas para todos os efeitos... O exame clínico sai em alguns dias...

- Minha nossa... Isso é... Inesperado...

- Inesperado, Rangiku? – A Ise separou-se da amiga – Inesperado? INESPERADO?? ISSO NÃO É INESPERADO... É UMA TRAGÉDIA! O QUE VAI SER DE MIM AGORA... O QUE VÃO PENSAR... O QUE ELE VAI ACHAR...???

- Calma, amiga... Não fique nervosa! Não há motivos... Um filho não é um castigo.

- Você não entende... – Nanao caminhou até a janela da cozinha e ficou olhando o horizonte – Eu... Eu.... Eu não estou preparada para isso... Nunca sonhei em ser mãe... Não dessa maneira...

A morena abraçava o próprio corpo como se quisesse se proteger. Todo seu mundo estava abalado, ela não sabia como agir, como falar, como pensar... Ela só queria sumir um tempo. Talvez o período da gravidez... Tudo estava tão confuso.

- Isso é inesperado, Nanao... Mas por que está tão abalada? Tenho certeza de que Kyouraku-san ficará radiante!

- Radiante? Não sei... O Shunsui é uma verdadeira caixa de surpresas! Quem me garante que ele não vai me largar? Ou dizer que fiz isso com algum interesse?

- Do que está falando? – Rangiku aproximou-se – Kyouraku-san nunca faria algo parecido... Ele te ama tanto! Você não vê os olhos dele quando te olha? Sabemos que ele é bem diferente do que você imaginou... Mas não fique assim.

- Eu não sei de mais nada, o meu mundo está de ponta cabeça!

Rangiku caminhou até a amiga fazendo com que ela a olhasse nos olhos.

- Olha... Eu imagino que não esteja sendo da maneira como você imaginou, mas você não pode ficar deprimida assim só por suposições sem fundamento. Eu conheço bem demais sua teimosia, mas não fique desse jeito enquanto não sabe ainda o que vai acontecer.

- Mas eu tenho medo...

- Se não der certo, garanto que não estará sozinha, mas duvido muito que isso aconteça. – Matsumoto abraçou a amiga – E não conte para Kyouraku-san assim, esperando o pior, isso partiria o coração dele.

- Mas como eu posso ir de peito aberto? Não quero acabar destruída!

- Da mesma maneira com que você viveu esse amor durante os últimos cinqüenta anos.

Matsumoto deu um grande sorriso e abraçou calorosamente a amiga.

- Eu vou tentar... E espero tanto estar errada! – um meio sorriso formou-se naqueles lábios –

- Agora nada de choradeira e drama! Temos uma boa notícia para confirmar!!! Vamos, vamos, vamos!! Eu tenho uma idéia!

- Como?? – O.O –

- Respira, Nanaozinha! Não confia na sua amiga de tantas décadas?

- Na verdade, tenho medo de quando fica maluca desse jeito... Mas acho que você não está me dando escolhas, não é?

- Não, não, não!!! Vamos, vamos, vamos! Agora é minha vez de ser uma amiga tão boa quanto você sempre foi! Eu sempre precisei de você e agora que você precisa de mim para se animar antes de estragar esse momento com Kyouraku-san, eu serei a melhor amiga do mundo!

Tudo o que a tenente fez foi sorrir sinceramente e seguir a animada amiga para onde quer que ela quisesse levá-la As duas passaram como dois furacões pela sala e Rangiku pegou o filho no colo para que pudessem sair.

Caminharam pelos corredores de Seireitei sem a Ise saber para onde estava sendo levada, mas isso não importava realmente, ela só queria relaxar para tentar não fazer a coisa errada. No caminho, as duas acharam o capitão Abarai Renji que caminhava calma e provavelmente para casa.

- Renji-san! – Matsumoto saudou-o sem a menor reverencia ao cargo que ele ocupava e esse não pareceu se importar com isso –

- Matsumoto-san! Ise-san... – ele parou simpático para falar com as duas – Então... Qual é? As duas moças vão sair para se divertir? – ele acariciou os cabelos no colo de Rangiku –

- Mais ou menos... Eu e a Nanao temos que confirmar umas coisas e pensando bem você poderia nos ajudar muito!

- Eu? – ele coçou a nuca – Se puder ajudar...

- Que tal me dar a mim e a Nanao uma permissão para o Mundo Real? – a ruiva abriu um sorriso –

- Uma permissão para o Mundo Real?? – Renji e Nanao disseram juntos –

- Isso mesmo! Vai Renji... Não custa nada e eu preciso mesmo dar um pulinho lá, eu ia pedir ao meu capitão, mas já que te achei no caminho também serve!

- Ra... Rangiku-san?! – Nanao ajeitava os óculos compulsivamente sobre a face mostrando seu nervosismo – Que história é essa?

- Er... Isso não é tão simples, Matsumoto-san, você bem sabe que é uma burocracia danada! – disse Renji pensando na quantidade de papéis que teria de assinar se permitisse que as duas fossem ao Mundo Humano – Sem falar que Kyouraku Taisho vai querer minha cabeça se desconfiar que tirei a fukutaisho dele de Seireitei.

A Ise ficou da cor de um pimentão ao ouvir o comentário do capitão, mas não disse nada. Não havia defesa para aquela acusação.

- Quanto os papéis... – ela entrega o filho a Nanao e retira algumas folhas de dentro da manga do kimono negro – Aqui estão, basta assinar! E quanto ao Kyouraku-san... Se você não contar, eu e Nanao não contaremos.

- Er... Você carrega esse tipo de formulário no kimono? – Renji pegou aqueles papéis meio receoso – O que vocês precisam fazer com tanta urgência no Mundo Real? Não dá para esperar?

O capitão doGo Bantai olhou para Nanao a procura de uma resposta que não encontrou, a Ise deveria estar sendo vitima de mais uma das loucuras de Rangiku. Bem... Pelo menos alguém responsável iria com a maluca... Sem dizer que o Abarai devia alguns favores a ruiva, na gravidez de Rukia, Matsumoto mais de uma vez o ajudou a realizar os desejos insanos da esposa tresloucada devido aos hormônios.

- Não dá! Anda Renji... É só assinar e ninguém vai ficar nem sabendo! Será que você está se esquecendo das vezes que a Rukia te trancou para fora de casa por causa dos desejos malucos dela e que EU ajudei a realizar?? EU não me importei de ser acordada no meio da madrugada para fazer papos de anjo sabor tuti-fruti para ela...

Chantagista!?

- Yare, yare... Sua chantagista! Pela nossa amizade e pelos favores que impediram a Rukia de me matar! Mas bico calado, não quero problemas com Kyouraku Taisho!

Renji pegou as folhas e assinou sem ler mesmo, confiava na amiga e também estava com um pouco de pressa, jantaria na casa do cunhado e Byakuya sabia ser chato quando queria com aquelas coisas de etiqueta.

- Pode deixar! Eu vou e volto com a Nanao num piscar de olhos! Não se preocupe!

- Que seja! – Renji olhou para Nanao – Tente impedi-la de fazer alguma loucura, Ise-san!

- Hai! – respondeu Nanao –

Renji voltou a seguir seu caminho e Rangiku puxou a amiga pelos pulsos em direção ao portão Senkai, e claro que pelo caminho ligou para o capitão do Hachi Bantai falando que iria seqüestrar Nanao aquela noite. Shunsui reclamou um pouco, mas cedeu, e advertiu a companheira de sake a cuidar bem de seu amorzinho.

- Prontinho, Nanao! Essa noite seremos só nós três!

A ruiva incluía o filho que ainda estava nos braços da madrinha.

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Assim que chegaram ao Mundo Humano as duas shinigamis pegaram gigais na Urahara Shop e deixaram Hyuu brincando com a filha mais nova de Yoruichi. Em seguida, foram para uma farmácia, apesar de Nanao não entender muito bem o motivo.

Chegando lá, a tenente do Nono Bantai, pegou uma cestinha e foi direto para a ala da farmácia onde haviam testes de gravidez. Derrubou mais de vinte marcas diferentes ali dentro e comprou também uns sabonetinhos em forma de bichinho para o filho.

- O que significa isso, Rangiku? – disse a sem jeito Ise, o que o farmacêutico pensaria? –

- Testes de gravidez, Nanao! Precisamos saber se vai mesmo ser mamãe!

- Mas precisa de tantos? – disse a morena olhando para a pilha que se formava dentro da cesta –

- Claro! Precisamos ter certeza absoluta!

- Mas... Mas.... Mas... O que o atendente vai pensar ao ver tantos testes?

- Se continuar com essa cara... – ela sorriu – Que você está grávida! E também, estamos no Mundo Real, ninguém nos conhece aqui!

- Ai minha nossa... Isso vai ser constrangedor!

- Agora vamos, vamos, vamos!! Temos que passar naquela lojinha que vende chocolates e doces ainda! Não podemos demorar!!! Se Kyouraku-san aparece lá em casa e não nos encontra vai ser um problemão!

- Chocolates? – perguntou a confusa Nanao –

- Precisamos disso para poder ver os filmes que tenho lá em casa! Hoje vai ser a noite das meninas!

Nanao achava Matsumoto espalhafatosa demais, no entanto, era a melhor amiga que poderia ter. Ela realmente tinha muita sorte.

- Vamos até chamar a Isane-san! Eu preciso mesmo fazer algumas perguntinhas a ela sobre um certo Madarame!

- O que eu faria sem você, Rangiku? – Nanao olhou ternamente para a amiga –

- Eu me pergunto a mesma coisa! – ela soltou uma risada ruidosa enquanto seguia para o caixa, ela fez questão de pagar tudo, disse que depois acertariam as coisas –

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Nanao estava sentada na beirada da cama olhando para o vigésimo primeiro teste com um olhar de aceitação. Agora era oficial, ela estava mesmo grávida de Kyouraku... Céus!! Por que ela? Por que com ela? O que de tão ruim ela havia feito para ser pega de surpresa por uma bomba como essa??

Okay que não era a notícia mais terrível do planeta, e que ela estava realmente bem feliz com aquilo... Mas um filho poderia esperar mais um ou dois séculos para vir, não podia?

- Talvez possa ser um engano... – sussurrou Nanao –

- Depois de vinte e um testes positivos, você ainda tem alguma dúvida? – Matsumoto ergueu uma das sobrancelhas –

- Vinte! Um deu negativo!

- Ele estava vencido, Nanao! – disse como quem brigava com uma criança teimosa –

- E quem nos garante que esse não é o certo? Pode ter sido coincidência!

- Vinte vezes??! Faça-me o favor, agora é oficial Ise Nanao, você vai ser mamãe!

Oh Kami-sama...!

Nanao sentiu uma vontade louca de rir. Rir da situação. Rir daquilo tudo. Rir de felicidade... Tudo era tão contraditório, não deveria estar com raiva? Talvez até devesse, mas de todos os sentimentos que brincaram com a moça até o momento, o único que não sentira era raiva.

Ela não podia sentir raiva de um ser que não tinha culpa de nada, talvez sentisse raiva de si mesma por ter sido tão imprudente, mas não daquela vida.

- Rangiku... Isso não... Eu... Você não...? Ah deixa!

A Ise deitou-se na cama da amiga tirando os óculos, Hyuu estava sentado brincando com uma das inúmeras caixinhas que estavam jogadas pelo quarto e sorriu ao olhar para a madrinha que devolveu a gentileza.

- De quanto tempo você acha que estou, Rangiku?

- Muito enjôo, vertigem e vomito... Eu chutaria, devido a minha experiência... – ela colocou a mão no queixo – Três meses na mais pessimista das hipóteses... E eu digo pessimista na questão de você não ter notado!

- Isso me dá mais ou menos seis meses para me acostumar a idéia e contar a Shunsui... – A Isecobriu os olhos com um dos braços –

- Como é?? Que seis meses o quê, mulher! Você tem que contar o mais rápido possível!

- Não força a barra, okay? Eu preciso me acostumar com a idéia!

- Claro... Disso eu não tenho dúvida!? Mas uma gravidez não se esconde por muito tempo quanto mais do pai!!

- Olha aqui... Eu preciso estar psicologicamente preparada! E agora eu quero comer aquele chocolate!!

Nanao se levanta puxando o afilhado pela mão e depois pegando-o no colo se dirigindo para a fora do quarto.

- Vamos ver um filme, Hyuu-kun... Eu preciso relaxar!

- Tá... – disse o menino meio confuso –

- Essa daí não vai mudar nunca! Tem a cabeça mais dura que uma pedra!

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Por algum motivo não revelado, Isane não pôde ir a casa de Matsumoto, o que atiçou ainda mais a curiosidade da ruiva que com certeza faria um interrogatório digno de um terrorista em tempos de guerra depois.

Naquela noite, as duas comeram, viram filmes e adormeceram na sala improvisadamente. Havia sido muito divertido e Nanao por algum tempo esqueceu-se de sua conturbada vida... Claro que ela lembrou-se depois de sair correndo para vomitar.

Hyuu estava achando muita graça em toda aquela animação, não era sempre que coisas daquela aconteciam.

Na manhã seguinte, Rangiku acordou primeiro que a amiga e o filho, deixou-os dormindo no futon colocado na sala e foi para cozinha fazer alguma coisa para comerem. A ruiva estava realmente preocupada com Nanao, a amiga estava assustada demais, não parecia realmente confiar no amor de Kyouraku e isso poderia ser devastador durante a gestação.

Quando fazia uma omelete com ingredientes para lá de estranhos, foi surpreendida por uma batida na porta de seu apartamento, ela não conseguia imaginar quem era tão cedo, será que algo tinha acontecido em Seireitei?

A shinigami caminhou o mais rápido que pôde até a porta, não queria que os dois dorminhocos acordassem, no caminho ajeitou um pouco as roupas que estavam amarrotadas demais. E quando abriu a porta foi surpreendida por uma figura que praticamente cobriu toda a porta...

- Ohayo, Matsumoto-chan! Minha Nanao-chan já está acordada?

Kyouraku Shunsui com seu haori, chapéu de palha e expressão fresca na face. Era realmente difícil que um homem daquele podia ser um capitão tão forte e respeitado. Mas ela também não era nenhum exemplo e era Fukutaisho... O mundo tem dessas coisas.

- Oyaho, Kyouraku-san! – a ruiva abriu um sorriso – Eto... Mas a Nanao ainda está dormindo...

- Hum... Que estranho, minha Nanao-chan sempre acorda com as galinhas! – ele coçou a nuca pensando no que iria fazer –

- Pois é... Por que não entra e espera ela acordar? Não deve demorar muito, Hyuu se aboletou em cima dela, agorinha ele começa a mexer e vai acordá-la.

- Obrigado, Matsumoto-chan!

Os dois entraram em silêncio e foram para cozinha, onde Shunsui provou a omelete estranha de Rangiku... Realmente os séculos de sakê transformaram seu estômago em uma caixa blindada, porque só assim para comer aqui e ainda achar bom.

- Estava muito gostoso, Matsumoto-chan... Não sei porque falam que você tem um gosto excêntrico para comidas. – disse o capitão tomando suco de aipo e alho poro –

- Eu também... Esse pessoal não sabe o que é bom! – disse ela sentando-se a mesa – Mas então, por que veio aqui? Não confia em mim para cuidar da Nanao? Como viu ela está ótima!

- Iie, iie... Eu confio na Matsumoto-chan, mas estava com saudades da minha Lovely, não me leve a mal. – ele riu –

- Sei... – disse a shinigami fazendo um bico – Vou fingir que acredito... Não vou levar a mal porque sei que gosta muito da Nanao.

- Eu não gosto da minha Nanao-chan, eu amo a minha Nanao-chan... E me preocupo muito com ela, pena que às vezes ela fica tão brava com isso...

- Ainda bem que tem muita paciência, Kyouraku-san, caso contrário acho que não teria jeito... Nanao é tão cabeça dura. – Rangiku suspirou – Agora só espero que eu não esteja errada, seria uma decepção.

- O que, Matsumoto-chan? Disse alguma coisa?

- Não, não... Eu estava aqui pensando com meus botões!

- Okaa-san... – uma voz veio da porta da cozinha –

- Ohayo, Rangiku-san!

Nanao estava com Hyuu que coçava os olhos em seu colo, sem óculos e com uma expressão serena na face. A Ise estava muito mais calma e relaxada do que na noite anterior, sem dizer que a ausência das lentes corretivas permitia a visão dos olhos azuis púrpuros mais nitidamente, deixando-a com a face menos severa.

E Kyouraku apesar de já tê-la visto inúmeras vezes acordando, não se cansava da visão. Sua Nanao-chan era perfeita demais aos seus olhos.

A Ise não precisava enxergar bem na casa da amiga, conhecia muito bem o lugar da época que ficou ali para ajudá-la no final da gravidez. E não demorou muito para ela notar que havia outra pessoa ali, uma grande pessoa, um homem... Pela largura dos ombros.

Quando a figura estranha levantou-se, a shinigami imediatamente pensou que ele era do tamanho de um armário, ela riu com o pensamento. Mas quem podia ser desse tamanho? Ela procurava em sua mente pessoas que batessem com aquele perfil...

- Senti tanta saudade da minha Nanao-chan dorminhoca!

Shunsui?! A morena assustou-se, Shunsui estava ali? Mas ela não teve tempo de se fazer mais perguntas, foi envolvida num abraço que a retirou do chão sem grandes dificuldades.

- Taisho...?!

- Essa noite demorou tanto a passar, a cama fica tão vazia quando minha Nanao-chan abandona nosso ninho... Por isso vim te buscar! – ele rodou sua lovely no ar –

- Tai... Taisho!? Pare com isso!

- Minha Nanano-chan está tão fria!! Por que me trata com tanto desprezo? Você não achou kawaii eu vir buscá-la, Matsumoto-chan?

- Claro, claro... Mas ponha a Nanao no chão, ela tem que tomar café direitinho! Ela tem que se cuidar!

Imediatamente o cenho da Ise se contraiu numa careta de reprovação para a amiga, que história era aquela de que ela tinha que se cuidar de uma hora para outra? Ela queria o quê? Que Shunsui desconfiasse de alguma coisa?

- Hai! Minha Nanao-chan tem mesmo que comer direitinho, ela tem que parar com essa mania de esquecer de cuidar de si própria para trabalhar!

A morena sentiu um beijo no topo de sua testa e uma mão a empurrando em diração mesa... Kami-sama, o que será que a esperava para o café da manhã??

Continua...

Notas finais
Amores!! Depois de m,uito dar pau, consegui postar!! Não me matem!!!! Vcs sabem que eu os amo muito e que se me matarem não saberão o fim da hiostória!!! Um kiss kiss para tds e um especialpara miga Senju-chan!!!