Notas iniciais
Etto... Mais um capítulo desse monstro, como chamaram alguns amigos meus que leram ela antes de eu pensar em postar esse ano... ('-')
Ok, esse capítulo tem um clima rolando, é notável...

Reita e Ruki estavam quase acabando de limpar a cozinha.

-Ruki, por favor, da pra você jogar esses cacos no lixo, pra mim?

-Claro...

O baixinho pegou a sacola e deixou o apartamento a fim de achar uma lixeira no corredor. Em prédios de luxo sempre tem uma lixeira reciclável, mas era dois andares abaixo.

Reita acabou de passar o pano na cozinha, suspirou aliviado.

-O que aconteceu aqui? Cadê todo mundo?

Reita levou um susto e deixou a vassoura cair, virou-se.

-K-Kai... Que su...susto.- Reita ficou parado, não conseguindo falar mais nada.

Kai estava com uma toalha enrolada na cintura e ainda estava um pouco molhado. Com o auxilio de outra toalha, secava os cabelos castanhos claros que estavam na altura dos ombros, uma pequena gota escorreu dos cabelos dele e foi percorrendo todo o corpo até ser absorvida pela toalha presa a cintura.

Sem querer Reita acompanhou aquela gotinha d'água e ficou com o olhar fixou onde a gota parou. Por baixo da faixa que tampava o nariz estava super vermelho. A cena o deixou envergonhado.

-Reita?- Kai chamou sua atenção pela segunda vez -O que foi?

-Eu... Eu... Me assustei.

-Desculpa, não queria tê-lo assustado.

-Hã?

-Eu te assustei, você mesmo acabou de falar.

-Ah, sim... — Tentou sorrir para descontrair e ainda sim prestava atenção no corpo semi-nú do amigo.

-O que aconteceu? E cadê todos?

Reita ficou encarando os olhos de Kai sem pronunciar uma palavra.

-REITA?!- Alterou um pouco a voz afim de fazer o loirinho prestar atenção na conversa. Estava até mesmo ficando preocupado com o que pudesse ter acontecido.

-Hã?

- O que aconteceu com Ruki, Aoi e Uruha?

Percebendo o que estava fazendo, virou-se de costas e pegou a vassoura do chão. Fingiu estar acabando de limpar o local.

-Ruki foi jogar os cacos de vidro fora.

-Que vidro?

-De um pote que estava na geladeira, Uruha acabou quebrando.

-E cadê ele?

-Se escondeu na dispensa... — Kai abriu a boca para perguntar mais alguma coisa e Reita o interrompeu- E Aoi foi ver por que ele se escondeu lá, para saber o que aconteceu.

Kai se aproximou do loirinho. Ainda de costas, Reita parou quando sentiu KAi se aproximar.

-E porque está nervoso?

-Eu não...

- Qual é, neh? Eu te conheço desde que éramos pirralhos. — Kai sorriu e Reita não pode ver as covinhas.

Respirando fundo Reita se virou ficando quase que sem reação e mais vermelho do que já estava, ficou a centímetros de distância dele. Suas mãos tremeram, vacilou quando deixou a vassoura cair.

(...)

O moreno abriu os olhos e ficou assustado quando viu Uruha recostado nas prateleiras. O loiro estava suando, o olhar era de quem estava lutando contra o sono depois de passar três dias em claro.

-DROGA! Demorei muito para pensar.-Aoi se irritou consigo mesmo.

Aoi chegou a um ponto que era visível, Uruha tinha Hemofobia de um nível não muito alto. Ele pegou a mão ferida, e o loiro o olhou já com lágrimas.

-San...sangue...

-Calma Uruha... -tentou tranquilizar o mais novo, que estava apavorado. Não era tanto sangue, mas para alguém com hemofobia, era.

Aoi se aproximou e se agachou, fitou o loiro de frente. Esticou a mão e fez carinho no rosto do loiro. O moreno se debruçou um pouco até que chegasse nos ouvidos dele e então sussurrou.

-Desculpe... Eu vou ter que tirar esse caco....

Uruha sentiu seu coração fugir e a respiração aumentar, não sabia se estava nervoso com o fato da proximidade do moreno ou pelo fato que sua mão estava sangrando. A voz do moreno saiu doce e suave, Uruha nunca tinha visto e ouvido ele tão calmo assim.

-Aoi... -Tentou se levantar e o Aoi não deixou.

Levantando um caco de vidro com sangue Aoi pediu para que ficasse calmo.

-Pronto. Doeu?- Sorriu para tranquilizar o menor.

-N... Não, nem sen...senti, mas...

-Então não tem porque ficar com esse “mas, mas”. Anda, temos que limpar isso ai- Disse esticando as mãos para ajudar o loiro a se levantar.

Uruha, ainda com o olhar fixo no moreno, se levantou. Já de pé ficou de frente para Aoi e ambos ficaram mudos.

A proximidade foi grande e repentina a ponto que Aoi se distraísse e soltasse o caco de vidro. Não tinha percebido, mas ainda segurava com uma das mãos a mão do loiro. Com a mão que estava livre, esticou-a e tirou a franja que caiu no olho do menor.

-Você... Fica tão bonitinho vermelho.- As palavras parecem que escaparam da boca do moreno, que ao notar o que disse também ficou vermelho.

Uruha ficou ainda mais vermelho e seus olhos brilhavam enquanto encarava Aoi. Sua respiração aumentou fazendo com que seu coração parecesse querer explodir.

-Yuu...

-Q... quê..?- O moreno ficou nervoso quando o outro o chamou pelo nome.

-Mi... minha mão tá latejando...

-Vamos, temos que cuidar dela, então. -Sorriu para que o loiro não o visse corando.

Nessas alturas Uruha tinha esquecido do medo que sentia ao ver sangue. Aoi segurava em sua mão ainda tremula. Ambos saíram da dispensa conversando e para que a ferida não sangrasse mais, o moreno apertava a mão do outro, fazendo uma espécie de compressa.

Param ao ver Kai seminu e Reita muito perto um do outro, se entreolharam e prenderam a risada. Assim que percebeu a presença de dois indivíduos rindo baixinho, Kai deu alguns passos para trás.

-Uruha o que aconteceu?- Kai se preocupou.

-Quando abri... A geladeira, fui pegar um suco que estava escondido atrás de um treco de vidro e acabei derrubando ele... Levei um susto e cai em cima dos cacos. Desculpe-me.

-Tudo bem. Quer uma camisa emprestada? A sua está cheia de sangue.

-KAI!- Aoi gritou quando escutou a palavra sangue.

O menor ficou com cara de paisagem. Uruha olhou para a própria camisa e desmaiou ao ver o estado dela.

Ruki chegou quando escutou um "Ploft", assistindo Uruha cair no piso.

-O que ele ta fazendo caído?

-Ele está verificando se o chão esta limpo.-Reita brincou com a inteligência do baixinho.

-Er... Kai...

Kai viu que Ruki estava vermelho e constrangido, esse apontou pra ele. Só então se deu conta que ainda estava de toalha. Corou instantaneamente.

"Era isso que Reita me olhava tanto", pensou.

- Foi mau gente... Saí correndo do banho porque achei ter escutado um grito. Vou acabar de me arrumar. Aoi, leve o Uruha lá pra cima e cuida dele... Não devo demorar.

Aoi levou Uruha para um quarto de hóspedes e o deitou na cama ainda desmaiado, em seguida foi no armário do banheiro e pegou algumas coisas para limpar aquele machucado. Fez um curativo para que a feriada não ficasse exposta, quando acabou olhou para a camisa do loiro que estava com sangue.

-Se ele acordar e ver isso assim, com certeza vai desmaiar novamente. — Suspirou.

Com todo cuidado começou a tirar a camisa do loiro. Teve certa dificuldade em fazer isso, depois de algum tempo conseguiu. Pegou um pano úmido e limpou algumas manchas de sangue que ficaram no abdômen do mais novo.

Enquanto Uruha acordava Aoi continuava a limpá-lo.Ainda estava pálido.

-Estou te dando trabalho?

-Um pouco. — Aoi sorriu e o loiro retribui.O moreno empurrou as coisas que limpou o sangue para debaixo da cama.-Está melhor?

-Acho que sim... Só lembro que vi o Kai de toalha e depois apaguei.

-Foi por ai. –Guardou algumas coisas dentro da pequena maleta.

Uruha sentou-se na cama e colocou uma das mãos na cabeça, dando a entender que ainda estava zonzo.

-hoje... É um dia importante e quase estraguei tudo...

-Não. A culpa não foi totalmente sua, só parcialmente... Tá foi sua.

-Brigado. — Uruha fuzilou Aoi com o olhar.

-Digo... Não se preocupe, não estragou nada.

-Assim ficou melh...

-Ainda.

-Você está insinuando que eu vou fazer uma besteira que vai acabar constrangendo alguém ou a mim mesmo?

-AHÃM.

-Ora... Eu...

-Calma. -O moreno percebeu o agito do loiro e parou a implicância.

Uruha bufou.- Tá, ne! Mudando de assunto, temos que nos dividir para que, enquanto distraíam o alvo a outra dupla arrume tudo.

-Isso é verdade. -Aoi se sentou ao lado de Uruha- Como serão as duplas?

-Dessa vez peça a Ruki que fique comigo e você vai ficar com Reita.

Aoi levantou o olhar, parecendo não gostar muito das alterações. -Literalmente ou figurativamente?

-AOI!-franziu a testa.

-Tá... Figurativamente. -Riu debochado.-Vamos descer, estamos demorado e pelo jeito que são...

-Vão pensar besteiras, eu sei. — Uruha completou.

(...)

Notas finais
É, eu acho que nunca escrevi uma coisa tão absurda na minha vida, mas estou sempre me superando.. (xD)
Só para aqueles que têm estômago forte... Rs'