Nigth End
7 A Adaga
A escola estava colorida e cheia de cartazes por todos os lados. Os rumores do desaparecimento do dono da Coffee Candy foram se cessando aos poucos e dando espaço para a alegria contagiante do festival. Talita, Kiara e Malu estavam focadas com a Missão Objeto.
Antes de entrarem na escola, Talita deu um vidrinho para Kiara que continha um potente sonífero, Kiara guardou em sua mochila, embora soubesse que não fosse utilizá-lo. O plano seria distração, enquanto Kiara distraia Ryan, Malu e Talita iriam tentar abrir sua mochila e olhar seu conteúdo à procura de algum objeto suspeito.
Para a infelicidade de Kiara, a primeira barraca, logo na entrada da quadra era a das Pandoras, Laura abriu um imenso sorriso ao ver Kiara se aproximar.
— Olha só, quem está vivo sempre aparece não é mesmo?! É uma pena não ter você conosco esse ano. – Laura fez uma cara triste, que não combinou com o brilho de satisfação em seus olhos.
— É uma pena mesmo. – Kiara deu um sorriso forçado, revirou os olhos e saiu. Não estava afim de ficar ali sendo alvo de brincadeiras irritantes de Laura.
As outras meninas das Pandoras ficaram apenas olhando, inibidas em tomar alguma atitude simpática com Kiara e desagradarem a Laura.
Kiara foi para o campo externo ver o clube de esportes, sentou-se na arquibancada para olhar o movimento, Jon estava lá embaixo recebendo os estudantes interessados em entrar para o clube, haviam várias modalidades, Baseball, Futebol, Vôlei, Basquete, Natação e Futsal, ali eles faziam um pequeno teste de aptidão e eram pré-selecionados para entrarem no clube. Entrar para o clube de esportes não era tão difícil, difícil mesmo era entrar para o time titular, os jogadores realmente levavam o esporte à sério, pois os campeonatos que aconteciam anualmente na cidade eram bem conhecidos e competitivos. Embora a High Five sempre ganhasse, o espirito competitivo e de superá-la nunca morria, e de uns anos para cá, os placares já estavam ficando mais apertados, aumentando cada vez mais a esperança de ganhar a taça do campeonato interescolar.
O sol estava forte, embora o clima não tivesse tão quente, as montanhas com as cachoeiras e rios sempre mantinham um clima agradável.
Kiara não quis aproveitar o festival, estava com tantas coisas na cabeça, sobre a noite anterior que preferiu ficar sentada sozinha na arquibancada vendo as pessoas dali de longe, imaginou que Malu e Talita tivessem juntas comendo ou talvez entrando para algum clube.
O sol já estava se pondo, Kiara não sabia quanto tempo passara viajando em seus pensamentos.
— Eiiii, estamos te procurando há séculos – Chegou Malu com Talita logo atrás
— Está quase na hora... – disse Talita se sentando ao lado das meninas – Kiara, entrei no clube de música, agora vou poder cantar em um coral, sempre foi meu sonho – animou-se
— Só não estoure nossos tímpanos – brincou Malu – Ah! E eu entrei no clube de publicidade, vou tentar ficar com a parte do Jornal, quero fazer matérias legais sobre tudo o que está acontecendo... – Malu se levantou e virou, ficando de frente para as meninas. — Dá pra fazer uma coluna sobre os mistérios também, já que sempre tem alguma coisa – Sorriu Malu entre pulinhos
Kiara não falou nada para as amigas, estava em um estado tão melancólico, que não queria estragar a empolgação das amigas com seus novos clubes. Apenas sorriu amigavelmente para elas e então começaram a recapitular sobre a Missão Objeto.
Quando o fluxo começou a aumentar, elas desceram a arquibancada e foram procurar Ryan, o festival estava realmente movimentado, haviam várias pessoas de fora que as meninas nunca tinham visto antes. Elas procuraram por toda a escola e não o acharam, ficaram com medo dele não ter ido para o festival, e todo o seu plano ser jogado por água abaixo. Para a felicidade das meninas ele estava debaixo da árvore que sempre sentavam no intervalo das aulas no campo ao fundo da escola.
Ryan estava comendo um crepe, encostado na árvore, parecia estar com os pensamentos em outro lugar. Ao se aproximarem de Ryan, perceberam algo estranho, pela primeira vez ele não estava com sua mochila. As meninas se entreolharam, Malu colocou a mão na testa e sussurrou – Droga.
Kiara sentiu um frio passar pelo seu corpo, será que Ryan sabia o que elas estavam tramando? Não era possível, tomaram todo o cuidado possível para falarem sobre o plano. Se ele sabia o que elas estavam fazendo, então agora jamais conseguiriam sua confiança de volta.
As meninas sentaram ao redor de Ryan e puxaram assunto como se nada estivesse acontecendo. Malu estava nitidamente frustrada, mas Kiara sentiu um alívio em ter que abortar a missão, parecia que tinha tirado um peso enorme de seu ombro.
Ninguém teve coragem de fazer nenhuma pergunta relacionada a sua mochila e do porque ele não estava com ela hoje.
Todo ano sempre tinha uma apresentação dos clubes no final do festival para o encerramento, todos se dirigiram para a quadra para assistir as apresentações, que sempre tinham música, dança, um número das Pandoras e os agradecimentos do Diretor da escola.
Ryan, Talita, Malu e Kiara se sentaram no canto da arquibancada da quadra para esperarem o começo dos números.
— Oi – disse Jon se sentando ao lado de Kiara
— Oi Jon – respondeu Kiara
— E aí? Pensou na minha proposta de ontem?
Malu virou de repente e falou a primeira coisa que veio em sua cabeça. — Ela não vai poder ir, porque nós temos um compromisso hoje depois daqui...
— Vamos? – se surpreendeu Kiara, pois não sabia que teria um compromisso hoje à noite.
— Vamos sim, como é que você esqueceu? – disse Malu cerrando os dentes e beliscando Kiara no braço.
— É verdade, temos um compromisso depois daqui... – disse Kiara fazendo massagem em seu braço beliscado.
Jon pareceu pensativo e se levantou – Tá, então podemos combinar no próximo fim de semana?
Kiara olhou para Malu, que estava emburrada e respondeu Jon – Quando ficar mais próximo a gente pode ver ... – Kiara deu um sorriso sem graça para Jon, que concordou com a cabeça e saiu logo em seguida.
— Por que você simplesmente não pega e diz que não está afim de sair com ele? – Perguntou Malu
— É muito difícil pra mim falar um não seco na cara das pessoas, é tão mal-educado ...
— Então você vai sair com ele por educação? – Malu fez uma cara de frustração
— Claro que não, ele vai até esquecer isso de sair comigo, aliás se você quiser eu posso falar com ele que você ...
— NÃO – interrompeu Malu – Eu não quero sair com o Jon – disse ficando com as bochechas rosadas
Ryan estava sério olhando fixamente para algum ponto aleatório da quadra. Parecia não estar gostando da conversa das meninas. Talita percebeu a situação e começou a mudar o foco da conversa puxando o assunto do sumiço do dono da Coffee Candy.
Quando as apresentações começaram, Kiara começou a se sentir um pouco tonta, lembrou que não tinha se alimentado direito com toda essa euforia do festival. Pediu licença para as meninas e avisou que estava indo ao banheiro.
Kiara preferiu ir no banheiro de dentro da escola, o banheiro da quadra provavelmente estada sujo e lotado de gente, toda aquela barulheira de gente estava lhe incomodando, queria um pouco de tranquilidade, e os corredores da escola era o lugar perfeito para isso, pois estava silencioso e vazio.
O banheiro da escola estava limpo, e agora conseguiu sentir um pouco de tranquilidade, Kiara se olhou no espelho e se viu um pouco embaçada, ligou a torneira o jogou água no rosto, passou uns minutos até passar sua tontura e um estalo veio em sua mente. Talvez soubesse onde a mochila poderia estar... Precisava de uma chave, mas teria que arrombar a porta da coordenação para isso. Kiara foi à coordenação, mas estava fechada e não tinha ninguém lá dentro, todos estavam na quadra naquele momento. Pensou em entrar pelas janelas, mas com certeza também estariam fechadas.
Mil ideias começaram a surgir em sua cabeça, se não tinha chaves, então precisaria fazer uma. Kiara foi até vestuário feminino que tinha dois acessos, de dentro da escola e da quadra. E saiu procurando por grampos nos armários escancarados e no chão. Com toda aquela arrumação e preparos, com certeza acharia algum.
Kiara conseguiu achar dois grampos debaixo de um dos armários, pegou os dois e subiu em um banco para espiar a quadra através de uma janela comprida e retangular perto do teto e ver se Ryan ainda estava no mesmo lugar. Para sua felicidade Talita, Ryan e Malu ainda estavam sentados e pareciam entretidos com a apresentação.
Kiara correu pelos corredores e foi para o corredor das armários, ali estava ela, em frente ao armário de Ryan, haviam duas possibilidades, se ele não tivesse trazido a mochila, então ela não estaria ali e portanto ele não carrega nada relevante com ele além dos materiais escolares e tudo isso seria coisa da cabeça de Malu, se ela tivesse no armário dele seria a grande chance de Kiara de descobrir o paradeiro de sua mochila.
Kiara pensou no que estava fazendo, não conseguia se sentir bem com aquilo, sabia que se Ryan guardava alguma coisa ou não, não era de sua conta, mas sua curiosidade falou mais alto, Kiara entortou os grampos e começou a mexer na fechadura do armário de Ryan.
Demorou uns 2 minutos, mas conseguiu abrir, ali estava a sua primeira opção, a mochila de Ryan estava bem ali na sua frente, aquela tensão de estar fazendo algo errado aumentou quando ouviu passos se aproximando no corredor ao lado. Kiara olhou para a mochila, depois olhou para o corredor e então olhou para a mochila novamente. Agora que já estava ali, não tinha mais jeito, Kiara pegou a mochila e saiu correndo dobrando o corredor, sua mente só pensava em saída, sair dali o mais rápido possível, o único caminho para sair da escola agora, era o dos funcionários.
Sem pensar, Kiara foi para o setor administrativo e saiu pela porta dos funcionários, mesmo sem ouvir ninguém lhe seguindo, sua adrenalina estava lá em cima. Continuou o percurso e entrou em uma mata que tinha atrás da escola, sabia que ninguém a acharia ali. Por fim sentou-se na grama com a mochila em seu colo. Kiara estava ofegante, esperou até conseguir respirar normalmente e abriu a mochila.
A primeira coisa que puxou foi o caderno de Ryan, folheou rapidamente e não viu nada relevante, apenas anotações de matérias da escola. Colocou o caderno de lado e puxou um livro de capa preta, com o título em vermelho ‘’A Caçada Sobrenatural “. Kiara não sabia que Ryan tinha gosto tão peculiares para leituras, folheou o livro também e encontrou diversas imagens de armas, alguns desenhos de anatomia e uns textos. Aquele livro não pareceu um livro comum de histórias, mas como para Kiara também não era nada de grande relevância, deixou-o de lado. Por último viu um objeto cintilar no fundo da mochila, quando Kiara puxou era uma Adaga prata, que estava envolta em uma capinha de couro preta. Havia uma pedra vermelha e brilhosa no centro. Não sabia porque Ryan guardava uma arma branca na mochila, a adaga era muito bonita, bem detalhada e parecia estar afiada.
Kiara passou o dedo na adaga com cuidado, era possível ver seu reflexo através do espelhado da lâmina. Ao girar o instrumento, Kiara viu um vulto preto na árvore atrás dela. Quando foi virar a cabeça para olhar o que era, um grito de uma águia a assustou, jogando a adaga a 2 metros de distância de onde estava. Olhou rapidamente e viu um grande pássaro preto com a cabeça e a cauda brancas, o pássaro tinha os olhos amarelos vivos e um olhar perverso encarando-a.
Kiara não sabia o que fazer, se corresse talvez fosse perseguida pela águia e ficar ali parada também não lhe parecia seguro, sem saber o que fazer, ficou parada e estática. A águia abriu as grandes asas negras e mergulhou em sua direção. Kiara não conseguiu reagir, ali seria seu fim. A única coisa que conseguiu fazer, foi fechar os olhos e esperar as garras da águia perfurar sua pele.
A águia mergulhou com grande velocidade, fechou as garras na adaga e levantou vôo. Quando Kiara abriu os olhos, para seu alívio não viu mais o pássaro, e tampouco a adaga que tinha jogado ao se assustar. Estava se sentido franca e assustada, se encostou na árvore novamente e fechou os olhos. Teria que devolver a mochila de Ryan ao armário e falar para as meninas o que tinha visto dentro da mochila, mas precisava se recuperar antes e arrumar um jeito de devolver sem ser vista por ninguém.
✞
— Kiara? – uma voz masculina ecoou na mata.
Ryan se aproximou e viu suas coisas jogadas de lado e Kiara encostada na árvore, com os olhos fechados, parecendo dormir.
Ele se aproximou da garota e agachou ao seu lado. – Kiara – disse baixinho enquanto a balançava.
Kiara abriu os olhos lentamente e viu Ryan que estava com uma expressão de preocupação.
— O que aconteceu aqui? – perguntou Ryan
Kiara olhou ao redor, ela já estava ali na cena do crime, não tinha como fugir. Então foi tomada por uma forte emoção e um embrulho no estômago, sem perceber, abraçou Ryan e começou a chorar.
— Desculpa! Eu não queria arrumar problemas, eu nem sei o que dizer – Kiara ainda estava tonta, precisava comer alguma coisa.
— Quem te mandou fazer isso? – disse Ryan se afastando para ver o rosto de Kiara
Kiara não ia falar sobre as amigas, apesar de Malu ter tido a ideia, a culpa era dela de ter aceitado a missão e pegar aquela mochila escondido, nem as meninas sabiam o que estava acontecendo.
— Ninguém, foi tudo culpa minha, ideia minha – respondeu limpando as lágrimas
— Não pode ter sido ideia sua, foi o Allan não foi? – Ryan a encarava – Ou alguém da raça dele, fala a verdade.
Kiara não sabia como Allan poderia ter alguma influência naquilo.
— Você já sabe, não é? Sobre eles ... – perguntou Ryan cuidadosamente
— Ryan do que eu já sei? Você pode ser mais direto? – Kiara não estava entendendo nada.
— Esquece, quem quer que te mandou fazer isso, está de usando – disse Ryan pegando sua mochila e suas coisas no chão. – Cadê minha adaga? – disse enquanto segurava o pano preto de couro que estava envolto dela.
— Uma águia a levou, ela estava ali – disse Kiara apontando para o local onde o pássaro estava na árvore. – Ela me encarou, foi muito estranho, aí aterrissou direto na sua adaga e levou embora, eu pensei que fosse me atacar.
Ryan colocou as duas mãos na cabeça e sentou na grama. Kiara olhou para baixo envergonhada com a situação. Não sabia nem o que falar para o garoto.
— Como eu posso te ajudar a recuperar? – disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça. – Eu sei que é impossível correr atrás de uma águia, desculpe, mas se tiver algo que eu possa fazer por você para me desculpar...
— Na verdade não é de uma águia que você vai atrás – Ryan virou sério e encarou-a – É de alguém.
— Como? – quis saber se tinha escutado direito
— Já que você não sabe de nada, então é melhor continuar não sabendo. Você vai procurar essa adaga pra mim então – Ryan se levantou e deu a mão para ajudar Kiara a se levantar também.
— O que eu não sei? Porque você fica sendo tão misterioso assim? Eu não acredito que você é um cara mau que faz todas essas coisas perversas, eu sei que você é inocente. Eu fiz isso mais para provar sua inocência.
— Do que você tá falando Kiara? Porque você ta querendo provar minha inocência se eu não estou sendo acusado de nada? – Ryan desistiu de estender a mão para Kiara e se sentou à sua frente. – Já entendi ... é esse grupo idiota do NES. Achei que vocês estavam só brincando, não sabia que estavam levando tão a sério essa besteira.
— Eu só entrei por causa da Malu, eu espero que depois de entrar no clube de publicidade ela deixe isso de mão... Aquela adaga é muito bonita, onde você conseguiu ela?
— Era a adaga do meu avô, meu pai herdou dele e eu herdei do meu pai. Ela é uma adaga especial, feita com um metal raro, você realmente está encrencada – disse Ryan virando para encarar Kiara
— É, parece que estou... – disse olhando para baixo
— Odeio quando você faz essa cara. Eu estou realmente zangado com você, perder essa adaga pra mim é como perder o sentido da minha vida, mas mesmo assim não consigo odiá-la. – Ryan pegou na mão de Kiara para confortá-la – Meus pais me entregaram ao orfanato quando eu tinha 1 ano de idade, um ano depois eles morreram na guerra, pela realeza, então eu cresci nesse orfanato e acabei sendo adotado pela própria diretora de lá, quando completei 18 anos, ela me entregou uma carta que tinha sido deixada pelos meus pais quando me entregaram para eles. E uma das coisas que dizia nessa carta era que tinha uma caixa para mim em um fundo falso no quarto deles na nossa casa... Quando eu cheguei lá, achei um fundo falso debaixo da cama de casal. Foi aí que encontrei a adaga, dentro de uma caixa empoeirada, junto com esse livro de capa preta e outros documentos...
— Então tem um grande valor sentimental... – Kiara não sabia que Ryan tinha passado por tudo isso, não era a única a ter perdido os pais cedo. E agora entendia porque ele odiava tanto os nobres.
— Não só sentimental, mas tem haver com o que eu vim fazer aqui em Night End. – Ryan se levantou e estendeu a mão novamente para Kiara – Vamos, já está escuro, é perigoso ficar aqui essa hora.
Kiara consentiu e segurou a mão de Ryan que a ajudou a levantar.
✞
As meninas estavam preocupadas procurando Kiara, quando viram Ryan e Kiara no estacionamento elas vieram correndo ao seu encontro.
— Onde você se escondeu? – Disse Malu preocupada
— Fui dar uma volta lá fora, estava me sentindo um pouco mal, mas tá tudo bem... Desculpem meninas... Aliás – disse Kiara olhando para Ryan com um sorriso – Ele não guarda nada além de livros na mochila meninas.
Malu e Talita se entreolharam, e sorriram sem graça.
Ryan contou uma história fictícia que Kiara chegou o acusando de ser assassino e como prova ele mostrou a mochila dele, depois Kiara desmentiu sua história dizendo que ela conseguiu pegar a mochila dele no armário e ele a viu olhando as coisas dele, e aí ela interrogou-o. As meninas se divertiram com Kiara e Ryan desmentindo um ao outro, e contando versões engraçadas sobre o episódio fazendo vozes finas imitando um ao outro.
Ao final eles conseguiram despistar as meninas e mudaram de assunto assim que Jon se aproximou.
— Aí está você, as meninas estavam te procurando – disse Jon se aproximando
Malu arrumou o cabelo. – Ainda bem que Ryan a achou, na verdade, ele estava com ela, então com certeza estava em boas mãos.
— Ah... achei que vocês tivessem um compromisso agora. – respondeu Jon
— Temos sim, e já estamos atrasadas – Malu pegou na mão de Kiara e saiu andando. – Vamos.
Ao se afastarem, Talita deu tchau e seguiu as meninas e Ryan foi atrás também sem se despedir de Jon. Malu foi até o parque do centro da cidade e se sentou.
— Que compromisso é esse? – perguntou Kiara
— Não tem compromisso, é só uma maneira de Jon te deixar em paz. – respondeu Malu.
Talita e Ryan chegaram logo em seguida. Malu se levantou, se despediu de todos e saiu.
— Ela está chateada com a situação – disse Talita – Vou acompanha-la até em casa e conversar com ela – Talita se despediu e se juntou a amiga.
Ryan se aproximou – Sobre o que aconteceu hoje, ainda precisamos conversar... então, eu posso te buscar amanhã pra gente dar uma volta?
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