Nightmare quest

1 Capítulo 1: O dia que eu morri


Notas iniciais
Primeiro capítulo da história que eu espero ser longa. Eu quero que seja uma história que utiliza de sonhos banais e bizarros que pessoas que eu conheço realmente tiveram. Quero deixar um ar de suspense também, espero que funcione.

–Mãaaaaae! Que medo!

–A mãe não tá aqui garoto burro. -Chama ela! Eu to com medo!

– São 14h! É óbvio que ela tá no trabalho! Não dá pra trazer ela aqui, então sossega.

–Mas eu tive um pesadelo!

–O que foi dessa vez? Foi picado por uma formiga?

–Não irmã idiota! Eu estava caindo e ia morrer!

– Só isso? Que clichê.

–Você sabe que se eu morrer no sonho eu morro de verdade! Deve ser por isso que não liga – Disse ele me mostrando a língua.

– Ah, quem dera!

Sim, isso que meu irmão falou é verdade. Pelo menos na minha família. É claro que eu não acredito nisso. A minha família é incrivelmente supersticiosa, jogando sal pelas costas, evitando gatos pretos, acreditando nessas histórias bizarras. A que o meu irmão mais teme é essa do sonho. Pra mim é a mais ridícula. Ela diz que se você morrer num sonho você não acordara mais. Como uma coisa que acontece na sua cabeça pode simplesmente te matar?

No outro dia, como sempre, eu tive que ir pra escola durante a manhã.

–Aaaaaaaaah! Que sono! – Eu disse bocejando. Eu não estava com a menor vontade de prestar atenção no resto da aula enquanto faltavam 5 minutos para acabar.

–Ootsura Mieko, está prestando atenção? Pelo menos ela não lê meus pensamentos.

–Estou.

–Quanto dá o resultado dessa conta.

–Sete sobre três. Ela me olhou com todo ódio possível.

–Está correto.

Ela podia querer me ferrar, mas eu não sou nem um pouco burra, muito menos com números.

O sinal tocou e em pouco tempo eu estava em casa. A minha cama estava ali, linda e maravilhosa. Eu dei um mergulho nela sem sequer pensar em almoço. Uma soneca era tudo que eu queria.

Eu estava quase caindo no sono quando eu vi um pé sobre o muro do outro lado da janela da cozinha. Parecia ser um homem, vestia um sobretudo preto e calçava coturnos, também pretos.

Eu me levantei e tentei entender o que se passava. Qualquer pessoa ficaria intrigada ao ver alguém em cima do muro da sua casa não é? Mas foi uma péssima ideia. Ele estava segurando uma arma e olhou pra mim assim que eu saí no quintal.

Já ouviu falar que você vê toda sua vida quando está prestes a morrer? Foi isso que eu vi. Ele havia atirado em mim. Mas aquele tiro não me acertou. Eu caí no chão desviando da bala por um triz, mas não foi o suficiente. O homem misterioso pulou do muro, um pulo sobre-humano e caiu bem na minha frente. Ele olhou pra mim e disse algo que não escutei, apenas vi sua boca mexendo. Ele usava um capuz até a altura do nariz. Quando ele terminou de falar ele atirou na minha testa.

– Aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah! – Eu estava na cama, de novo. Não acredito, era mesmo um sonho. E eu morri nele. Pelo menos, poderia provar pro trouxa do meu irmão que aquela história idiota era falsa.

De repente um coturno preto apareceu na janela da cozinha. Eu desesperei. Saí correndo de casa, sem rumo, abri o portão o mais rápido que pude e comecei a descer a rua o mais rápido que consegui. Mas não foi suficiente. Ali estava um homem de sobretudo preto e capuz olhando pra mim. Mas dessa vez eu consegui ouvi-lo:

–Não se preocupe aquilo foi só um sonho. – De repente sua voz ficou mais séria e em um tom mais ríspido – Mas se eu sair de perto de você, você morre.

Notas finais
Espero que tenham gostado, planejo atualizar essa história com capítulos menores, mas regulares. Se quiserem me falar sobre um sonho que encaixe na história podem falar comigo. Agradeço por lerem ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.