Nightmare and seduction
16 Finnick é bom... E Gale tambem.
Notas iniciais
Acordo no meio da noite e observo a silhueta de Clove na janela, ela observa algo que parece estar longe.
No mesmo segundo que me situo escuto gritos e gemidos tão altos que só consigo pensar em dois animais no cio.
– Mas que porra ta acontecendo? – Pergunto para ela que se vira no mesmo instante com um sorriso.
– Isso se chama Finch e Annie transando. – Ela sorri abertamente e eu faço uma cara de surpresa.
– Nossa, quando você falou não acreditei. – Digo e ela da de ombros. – O que você ta olhando?
– O céu... Lembrando o passado.
– Posso saber o que?
– Sabe há muito tempo atrás um rei que queria conseguir o poder dos céus, dos anjos e arcanjos e talvez do próprio Deus, começou a construir a chamada Torre de Babel. Era uma torre enorme, muito alta mesmo, ele esperava ultrapassar as nuvens e encontrar o local onde ficam os anjos. – Ela para um pouco e ri – Que idiota.
– Você chegou a ver essa Torre? – Pergunto chegando por trás e segurando sua cintura. Clove é tão baixinha que nem parece que pode me matar com um simples piscar de olhos.
– Acompanhei o inicio. A sua base era tão larga e extensa que daria metade de um estado, e então ela ia afunilando a medida que crescia. É incrível como ela nunca caiu.
– Como fizeram ela?
– Os escravos traficados do Egito foram responsáveis pela construção. Demoraram muitos anos e antes deles concluírem a obra o rei morreu. – Ela diz suspirando. – Eles abandonaram a obra e com o tempo tudo foi encoberto pelo deserto.
– Quando foi a primeira vez que você me viu? Sabe, depois de cair.
– Se passou acho que mais de cem anos. Eu estava vagando por uma floresta no que deve ser hoje perto da Arábia, tinha muitos camponeses por la vivendo e então colhendo alguns frutos eu vi um garoto, loiro. No começo achei que era algo da minha cabeça, mas quando seus olhos encontraram os meus, eu vi que não podia ser. Era você Cato, outra encarnação sua, mesmo assim você.
– Qual foi sua reação?
– Eu pensei em me aproximar, mas sabia também que você não ia lembrar de mim. Depois disso, comecei a ir la todos os dias, ate que começamos a conversar. Você era pequeno, como no dia em que te salvei do massacre das cidades. Anos passaram, você cresceu. Você sempre me perguntava por que continuava do mesmo jeito como no primeiro dia em que me viu, eu sempre menti. Então chegou o dia em que nos beijamos, e depois disso você sumiu. Sua família me disse que foi morto por ladrões, ate seu tumulo eu vi.
– E depois disso?
– Depois se passaram longos anos sozinha por ai. Foi então que encontrei as meninas. Uma a uma nos encontramos e nos envolvemos, Annie com sua historia e seu fardo parecido com o meu. Finch, Katniss e Glimmer com seus próprios erros e pecados. Nos estávamos em uma festa da realeza europeia, então eu vi você novamente, dessa vez você já estava mais velho como hoje, com roupas caras de um príncipe e o sorriso cafajeste no rosto. Naquela mesma noite nos beijamos e no outro dia anunciaram que você tinha morrido de uma virose horrível.
– Como você aguentou todas essas mortes minhas? Me ver morrer tantas vezes?
– Eu não sei Cato, no começo ficava arrasada, mas depois compreendi que eu ia te ver de novo. Então eu ficava feliz e seguia em frente sabendo que mais cedo ou mais tarde você iria voltar, por um pouco tempo, mas ia.
– Não sei se conseguiria ficar sem você. – Digo escorando minha cabeça em seu ombro.
– Cato é claro que iria.
– Eu amo você. – Digo antes mesmo de medir as palavras.
– Não diga isso Cato. – Ela se vira de frente para mim e senta na janela passando as pernas por meu abdômen. – Eu tive muito tempo para aprender a te amar. Você me conhece a um ano e eu te conheço a milênios. Vai por mim é diferente.
– Por que me sinto tão ligado a você?
– Por que é a ordem natural das coisas, a ordem dos arcanjos. Você tem que ser atraído por mim para mim sofrer quando você se for. Dessa vez esta diferente, se você morrer é para sempre Cato, nunca mais vou te ter tão perto, então se cuida Okay? – Ela pede com o nariz encostado no meu.
– Você acredita que poderemos ter um “final feliz” ?
– Acredito que podemos fazer um “por enquanto feliz”.
– Por enquanto?
– Sim. Eu não sei o que acontece quando um nefilim não jura lealdade a um anjo caído.
– O que acontece aos que juram?
– Eles continuam belos para todo o sempre. – Ela diz passando a mão em meu rosto.
– Então é só eu jurar fidelidade.
– Não quero você sendo possuído no Chelsvan. – Ela diz com falso tom de irritação.
– E se você me possuísse? – Clove ri um pouco contra meu ouvido e depois sussurra.
– Prefiro te possuir só na cama, obrigada. – Ela se afasta e eu sorrio enquanto um arrepio toma conta de meu corpo.
– Você é terrível sabia?
– Sim... – Ela diz dando de ombros.
Batidas na parede me voltam a realidade.
– Parece um corpo junto com uma cômoda batendo na parede? – Dou um chute para Clove enquanto os barulhos se intensificam.
– Acho que parece o corpo da Annie junto com uma cômoda batendo na parede. – Clove diz sorrindo. – Finnick é bom... – Ela diz com um sorrisinho malicioso.
Na outra parede a cama parece que vai ceder devido aos baques contra a parede e o arrastar no chão.
– E Gale também. – Clove completa sorrindo.
– E eu? – Pergunto fazendo um biquinho muito gay.
– Não sei. – Clove diz enrolando o cabelo. – Melhor de dez ganha, que tal?
– Dez? – Pergunto arqueando as sobrancelhas.
– Sim. – Clove diz com um sorriso se alargando.
– Então ta senhorita Clove. Vou te mostrar no que eu sou bom.
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