Notas iniciais
Eu demoro mesmo a postar capítulos ... é a vida XD também tenho que estudar porque sou aplicada (lol sqn)

Allison Taylor (Ally)

Depois da morte de Kira, todos estavamos aliviados. O Death Note já estava nas nossas mãos e nada nem ninguém poderia mudar isso.
Estava na altura de Near cumprir a sua promessa, mas não queria apressá-lo ou, quem sabe, ainda mudaria de ideias. Tinha quase a certeza que não demoraria muito até ter o que queria.

Permitiram-me que fosse eu a carregar o caderno até à organização, sendo que aproveitei tal para folhear o livro, confirmando que estavam lá todos os nomes.

Felizmente, ninguém morrera no meio de tanta confusão e todos estávamos bem, ou, pelo menos, aparentávamos estar. Isso já era o suficiente para me deixar feliz.

Quando chegámos novamente à SPK, reunimo-nos, com o propósito de decidir o que fariamos com o Death Note. Passado um pouco, chegámos à conclusão que a melhor ideia era queima-lo, evitando assim mais problemas que poderiam surgir futuramente. Como previsto, antes de o queimar, Near tirou o pedaço de papel com o nome de Beyond e entregou-mo, sendo que o guardei comigo, para que ninguém pudesse rouba-lo.

–Espera uma semana antes de o trazeres à vida, ou ainda levantas suspeitas. — pediu-me N, enquanto observava as chamas encarnadas que incendiavam o caderno.

Com um suspiro, concordei com Near, teria de aguardar. Mas, se havia algo que odiava, era ser obrigada a fazer coisas, sendo que, devido a isso, preparara uma surpresa para Near.

Mal tal pensamento passou pela minha mente, um sorriso involuntário esboçou-se no meu rosto.

Samantha Jones (Silver)

Observei toda a situação, receosa. Conhecia minimamente bem Ally, e, por isso, sabia que era má ideia ela ter o papel, mas, mesmo assim, o que mais me afetava era o facto de temer que ela deixasse de trabalhar connosco.

Nestes últimos dias, ficara encantada com a ideia de trabalhar com Ally, Mello, Matt e Near, todos em conjunto.
Outra das razões que me afligia era que, agora que o caso tinha sido finalmente encerrado, podia não trabalhar mais com N. A verdade é que, durante o tempo que estive com ele, aprendi a apreciar a sua companhia, tanto que, agora, o considerava meu melhor amigo. Obviamente, já não seria a primeira vez que, por essa mesma razão, as pessoas inventavam histórias sobre nós. Felizmente, aprendera a me habituar a isso também.

Sabia que, devido à confiança um no outro, eu e Near faziamos uma bela equipa, mas, desta vez, tinha um caso que eu mesma queria resolver.

Nunca esquecera a noite em que os meus pais foram assassinados, e, desde esse dia, jurara que vingar-me-ia. Iria capturar o criminoso, nem que fosse a última coisa que faria.
Expliquei a situação a todos, contando com o máximo de pormenores a investigação que tinha pela frente. Impressionantemente, todos me apoiaram e aceitaram cooperar no caso, o que me deixou muito feliz e ainda mais confiante.

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Estava sentada na sala, a procurar no computador informação que podia ser necessária para o caso que abriramos recentemente.

Quando dei por ela, reparei que Allison estava levantada, aos gritos com Mello, que ripostava no mesmo tom. Ambos pareciam exaltados, mas, mesmo assim, podia apostar que o motivo porque berravam seria algo de praticamente nenhuma importancia.

Num ato inesperado, Mello tirou a arma do coldre e apontou-a à cabeça de Ally, que, chocada, calou-se. Por alguns segundos, o seu rosto ficou marcado por surpresa e remorsos, mas, algum tempo depois, apenas se via raiva. No rosto de Ally, aquela espressão era extremamente assustadora e perturbante.
Matt aproximou-se, baixando o braço de Mello e tentando manter-se calmo e sereno, na esperança de transmitir essa emoção ao amigo. Bruscamente, Mihael pegou na mão de Matt e puxou-o com ele até ao quarto, desaparecendo da minha vista.
Allison ficou inerte, mas logo depois seguiu-os, frustrada, fazendo bastante barulho enquanto andava. Não devia estar nada contente por Mello ter tido a audácia de lhe apontar a pistola à cabeça.

Sem pensar duas vezes, levantei-me, preparando-me para impedir Ally de piorar ainda mais a situação e, quem sabe, até conseguir acalmá-la. No entanto, fui surpreendida quando Near me segurou a mão e puxou-me para perto, num pedido mudo para que me sentasse ao seu lado.
– É melhor não te meteres, Silver, eles ficam muito agitados quando estão irritados. — aconselhou-me, calmo, continuando a montar o seu puzzle.
Sorri ligeiramente, admirada pela sua preocupação, que geralmente não demonstrava. Olhei pra baixo, reparando que ele ainda segurava a minha mão. Num ato inconsciente, entrelacei os dedos com os dele, mas tal pareceu não lhe agradar, pois afastou rapidamente a mão da minha. Felizmente, reparei no tom vermelho que aparecera no seu rosto, o que talvez significasse que não ficara assim tão irritado.

Allison Taylor (Ally)

Saí a correr da sala, dirigindo-me para o quarto que Mello e Matt partilhavam. Estava bastante irritada, recusava-me a acreditar que alguém tivera a coragem para me apontar uma arma à cabeça, como se tivesse a intenção de me matar. Quem é que ele pensava que era?

Bruscamente, abri a porta do quarto deles, pronta para gritar, mas a minha voz perdeu-se mal olhei para dentro do quarto.
Mello encontrava-se em cima de Matt, de tronco nu, enquanto que Matt estava apenas de boxers. Estavam-se a beijar, e, pelos vistos, tão envolvidos na cena que nem repararam quando a porta se abriu.

Sem esperar nem um segundos, fechei a porta com força, extremamente vermelha de vergonha. Jamais pensara que os encontraria em tal situação.

Afastei-me o máximo pessóvel do quarto, não tinha coragem de os encarar novamente.

Enquanto caminhava pelo corredor, choquei contra Silver, que ficou ligeiramente chocada com o meu rosto vermelho de vergonha. Sem coragem de lhe explicar, corri até ao meu quarto, no qual me tranquei.

Samantha Jones (Silver)

Perguntava-me porque razão Ally estava tão vermelha, o que não era nada habitual. Para além do mais, o facto de ela ter corrido para longe de mim ainda me deixava mais curiosa.

Não muito tempo depois, Mello e Matt saíram do seu quarto, e não exitei em lhes perguntar o que passara.

– O que se passou? A Ally saiu a correr muito vermelha... Andaram à luta? — questionei-lhes, observando as suas expressões.

Matt e Mello entreolharam-se, corando bastante, e ambos pareciam demasiado gagos para explicar o que acontecera.

Realmente não podiam ter andado à luta, pois Matt e Mello não tinham marcas, o que me levou a rapidamente perceber o que provavelmente acontecera, e, nesse momento, desejei ter nascido burra.

– Com licença... — murmurei, dirigindo-me novamente à sala, levemente traumatizada.
Sentei-me ao lado de Near, que me observou sem expressar nenhum sentimento, como era habitual.

– Estás bem? — perguntou, destruindo o puzzle que montara e guardando-o na respetiva caixa.
– Eu... Eu não tenho a certeza, mas acho que a Ally encontrou o Mello e o Matt no quarto a... — devido à vergonha que sentia, não conseguira terminar a frase.

Near continuou a arrumar as caixas dos puzzles, não parecendo minimamente afetado ou surpreendido com o que dissera.
– Já sabias? — perguntei, baixo, já prevendo a resposta. Era impossivel algo daquele tipo ter escapado a um génio.

– Sim, já sabia. — afirmou, olhando-me nos olhos.

Arrepiei-me. Nunca gostara muito de olhar as pessoas nos olhos, mas sabia que era um desrespeito não o fazer.

– E... Não te incomodou? — murmurei, desviando o olhar para o chão. Era dificil olha-lo quando sabia que ele estava a estudar as minhas reações.

– Não... Deveria? É algo que nasceu com eles, não algo que a sociedade deva modificar consoante o que acha correto ou não. Se eles se sentem bem assim, devemos de respeitar as suas decisões. — explicou-me, calmo.
O silêncio instalou-se na sala, enquanto observava as minhas próprias mãos. Sem aguentar mais a curiosidade, olhei-o nos olhos, séria.

– Near, tu és homossexual?

Mihael Keehl (Mello)

Tentei pensar numa maneira de falar com Allison, não podiamos ficar sem nos falar. A situação em que ela nos encontrara fora muito constrangedora, mas não queria que ela nos deixasse de falar para sempre. Quer dizer, não seria completamente mau, visto que às vezes ficava bastante irritado com ela, mas seria deveras estranho.

Dirigi-me juntamente com Matt ao quarto dela, e bati à porta.

– N-não vou sair. — gaguejou de dentro do quarto, quase num sussurro.
Era estranho ouvi-la gaguejar, e isso ainda nos deixava mais desconfortáveis, principalmente a mim, visto que toda a situação parecia minimamente normal aos olhos de Matt. Sem pedir autorização, abri a porta e entrei.

Ally estava sentada na sua cama, bastante vermelha, e parecia evitar olhar-nos nos olhos.

– Não precisas de reagir assim, Allison. Já somos crescidos, não é algo assim tão estranho. — afirmei, tentando não parecer envergonhado.

– É sim, principalmente quando estão a fazer isso no mesmo lugar que eu e, ainda por cima, vi-vos naqueles.... preparos. — ripostou, olhando para os seus próprios pés.

– Nós não sabiamos que ias entrar... Não precisavas de reagir assim.

– Esse nem é o maior problema. Nós somos amigos, certo? Os amigos devem de confiar uns nos outros e contar este tipo de coisas. — afirmou, olhando-me nos olhos.

Matt continuou calado, decidindo que era melhor não se intrometer na conversa, ou ainda diria algum disparate.

– Não contámos porque ias ter uma reação destas. — expliquei, levemente intimidado pelo olhar sério e, ao mesmo tempo, irritado de Ally.

– Então quer dizer que não me veem como vossa amiga. Não confiam em mim. — concluiu, olhando para o chão novamente, uma certa amargura agora notória na sua voz.

Fiquei calado por um tempo, sem saber ao certo o que dizer. Ela continuava a olhar para o chão. Matt aproximou-se dela e, calmo, pousou a mão no ombro dela, sorrindo docemente.

– Não era essa a nossa intenção, desculpa, Ally... Para dizer a verdade, não falamos disto a ninguém.

Allison levantou o olhar e observou-o, estudando as suas expressões para saber se mentia.

– Não temos nada assumido... — informei, olhando para a parede, incomodado com o tema. Não gostava que se intrometessem nas minhas relações.

Surpreendentemente, Ally sorriu e levantou-se, abraçando rapidamente Matt, e aproximou-se de mim, beijando-me levemente a bochecha. Fiquei quieto, chocado com o que acontecera e, ao mesmo tempo, com vontade de rir.

Matt aproximou-se e puxou-me para fora do quarto, acenando a Allison antes de sair, visto que já resolveramos o problema.

Samantha Jones (Silver)

Já passara algum tempo e nem Mello, Matt ou Ally aparecera. Near continuava a me olhar, estupfacto pela pergunta que lhe fizera. Era mesmo idiota, jamais devia ter perguntado tal coisa e, mesmo se perguntasse, não devia ter sido daquela forma.

A sua espressão variava entre o chocado e o ofendido, como se não esperasse que alguma vez na vida perguntasse tal coisa.

– Desculpa... — murmurei, arrependida pelo que perguntara.

Near aproximou-se de mim, inesperadamente, e olhei-o nos olhos, sem perceber a razão do seu movimento repentino.

Nesse exato momento, Mello entrou na sala acompanhado de Matt, o que me fez, por impulso, afastar de N. Sem pensar, levantei-me e saí apressadamente da sala, tentando evitar não só falar com Mello e Matt como também por estar confusa em relação ao que acontecera naquele momento com Nate. Nem Matt nem Mello pareceram reparar no que acontecera, o que me deixou um pouco mais aliviada.

Ao chegar ao quarto, tranquei a porta e deitei-me sobre a cama, observando o teto branco, onde estavam refletidas as sombras das árvores e outros prédios do exterior.

A aproximação de Near não me saía da cabeça. Naquele momento, sentira algo estranho, que me deixara extremamente nervosa e que jamais sentira na minha vida.. Não sabia ao certo se era algo bom ou mau, deixando-me assim confusa e sem saber o que fazer.

Enquanto pensava no assunto, acabei por adormecer.

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No dia seguinte levantei-me ligeiramente mais cedo do que o habitual. Tomei um duche rapido e, calmamente, vesti-me.

Com um suspiro, olhei a gaveta onde costumava guardar o meu Death Note. Depois da morte de Kira, decidimos que não tinha mais razão de existir e que não precisavamos dele. Assim, devolvemo-lo ao seu dono, o shinigami Mako.

Destranquei a porta e saí do quarto, dirigindo-me para a sala onde Near costumava estar. Para meu espanto, a 10 metros da sala já conseguia ouvir os gritos de Ally.

Acelarei o passo, aproximando-me da confusão. Allison estava aos gritos com Near, que, como era habitual, estava sentado a prestar mais atenção ao seu castelo de cartas. Matt e Mello estavam ambos sentados no sofá, limitando-se a observar.

– Ally? — chamei-a, colocando-me entre ela e Near. Depois de tanto tempo, já me habituara aos conflitos de ambos.

– Nunca mudas, Nate. Achas sempre que sabes tudo e que és a única pessoa inteligente nesta organização. Mas acredita no que te digo, eu não sou previsivel, e tu não mandas em mim.

Near olhou-a, durante alguns segundos, ficando ligeiramente sério ao prever que Allison escondia algo. Caso contrário, ela não usaria uma afirmação daquelas como argumento.

– Como assim não és previsivel? — perguntou, num tom baixo.

– Eu tenho algo que vos pode interessar a todos... — informou, exibindo um ligeiro sorriso vitorioso.

Dito isto, Allison tirou um papel do bolso e mostrou-nos. Fiquei ligeiramente confusa, pois, naquele papel, encontrava-se um único nome.

Pelo que sabia, era o verdadeiro nome de L.

Notas finais
Espero que tenham gostado : 3 See you next time #ally