Notas iniciais
Tá feito Espero que gostem Boa leitura, #Ally

C

Caminhava pelo grande corredor do 8º andar, dirigindo-me à sala principal. Como esperava, Near estava sentado no chão, construindo um castelo com dados. Ele observou-me, sério, olhando de seguida para Allison.

A rapariga não estava com as lentes, de modo a que os seus olhos vermelhos assustaram o albino, fazendo-o destruir o seu castelo.

Calmamente, sentámo-nos à sua frente, prontas a explicar o que acontecera e o que descobríramos.

– Ela tem olhos shinigami, como BB, e, por essa razão, ela quer encontrá-lo. Ally acredita que ele a compreenderia melhor que qualquer um. — informei, calmamente.

Allison não me contara tudo sobre os “olhos” mas, de qualquer forma, não tencionava procurar mais informações sobre eles, pois sabia que a incomodaria. A omissão de informações essenciais mostrou que Ally não possuia muita confiança em mim, o que já era previsivel, mas, mesmo assim, uma cruel verdade.

Near olhou-me, confuso, não sabendo sequer a que me referia.

– Olhos shinigami? — perguntou, o seu tom de voz levemente curioso.

– Quando tens um Death Note, podes fazer um acordo em que trocas metade da tua vida por uns olhos....especiais. Eu, mesmo que não seja habitual, nasci com eles. — esclareceu Allison, calma.

Com um olhar sério, Near observou a rapariga, esperando mais informações. Desviando os olhos, recomeçou a montar o seu castelo.
– Porque são especiais, Allison? — interrogou.

A rapariga olhou-me, irritada, vendo que ele sabia o seu nome verdadeiro. Obviamente, depois de cinco anos com Near, acabei por conta-lo, sendo que o seu nome já não era segredo entre nós.

– Consigo ver o nome e a esperança de vida de todas as pessoas para que olho. No entanto, apenas vejo o nome se uma pessoa tiver um Death Note. — respondeu, levemente frustrada.

Observei-a, chocada.

pensei, irritada.

Near continuou a sua construção, apontando com a mão livre para a minha mala.

– Já revistaram o caderno? — inquiriu.

Calmamente, abri o Death Note que estava com Mello, descobrindo que estava em branco. No entanto, algumas das primeiras páginas pareciam ter sido retiradas, pois ainda existiam vestigios de folhas.

– Arrancaram páginas. — declarei, preocupada que as mesmas estivessem com Mello.

– O Mello não teve tempo de arrancá-las, eu tirei-o. — analisou Allison, pensativa. — Provavelmente foram arrancadas pelo antigo dono.
Olhei Mako, preocupada, mas o mesmo apenas me observou, calado. Obviamente, não nos iria dar a informação que necessitávamos.

– Felizmente, eu sei onde estava o caderno antes de ir parar às mão de Mello. — informou Near, sorrindo levemente, como era habitual — Curiosamente, essa mesma policia tem agora outro em mãos.

Arregalei os olhos, ligando cada pedaço da informação até fazer sentido.

– Achas que a task force japonesa, a comandada pelo 2º L, tem as páginas? E que, por essa razão, o Kira está lá infiltrado?
Allison observou-me, surpreendida. Near, pelo contrário, sorriu ainda mais, percebendo que tinha pensado o mesmo que ele.

– Então acham podemos encontrar lá as páginas? — perguntou Ally, esperando um esclarecimento.

– Existe uma probabilidade de 30%, visto que Kira pode tê-las com ele. — presupôs Near.

– Mas se o Kira está lá..... — Allison calou-se, pensando — Achas que poderiamos arranjar uma maneira de as obter?

– Podes desenvolver a conversa sobre o Death Note deles e pedir que to mostrem. — ponderei.

Sabia muito bem que Allison jamais o faria, mas, se fosse para obter as páginas, era bem capaz de mentir.

– Posso tentar — afirmou, passado algum tempo. — Então, teriamos de nos infiltrar lá.

Allison sorriu, observando-me.

– Aceitas, Silver? — perguntou, divertida.

Suspirei, não pretendia fazer o minimo contacto com o assassino de L, mas não tinha outra opção.

– Sim, aceito.

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Encontrávamo-nos, naquele momento, à porta da Task Force. Near tinha ligado previamente, a avisa-los do nosso objetivo.

Tecnicamente, iamos visita-los para examinar as capacidades da organização e informá-los das novas descobertas no caso Kira. Estranharam, visto que já era habitual compartilhar-mos as informações através de uma chamada. No entanto, Near afirmou que eram “privadas” e que deviam ser partilhadas pessoalmente.

Observei a roupa mais “formal” que envergava, decidindo que nunca mais utilizaria aquele estilo de roupa. Allison também parecia irritada, visto que nem sequer eram roupas pretas.

A porta foi aberta por um rapaz alto, mais crescido que nós, com cabelo castanho e um ar educado.

– São as agentes enviadas por Near? — perguntou, observando-nos.

– Sim. — afirmei, confiante, mostrando o cartão da SPK.

O mínima descaída e éramos descobertas. O plano tinha de correr de forma perfeita.

– Podem entrar.

Entrei, seguida por Ally. Rodei, fingindo observar o local, mas, na verdade, apenas esperando observar a reação de Mako. O shinigami sorria, de forma divertida, observando alguma coisa atrás do rapaz. Olhando para Ally, percebi que ela estava séria, observando bem o rosto do rapaz.

Infelizmente, não havia maneira de confirmar que era Kira, visto que alguém tinha de ser o dono do caderno da SPK.

– Desculpe ser inconveniente, mas... Como se chama? — interroguei, mantendo a minha voz o mais calma possivel.

– Light Yagami, chefe da Task Force. — respondeu, sorrindo amavelmente.

Em choque, observei-o. Tanto L como Near suspeitavam que ele pudesse ser Kira, precisava testar.

– Sou Alicia Hamilton — informei, mostrando o falso bilhete de identidade que Near me entregara.

Com prevera, Light olhou-o, lendo com cuidado o nome. Se não precisasse de o saber, não olharia sequer para o cartão.

As dúvidas de Near estavam confirmada, o 2º L era Kira. Apenas precisavamos de descobrir as páginas e já teriamos toda a informação que necessitávamos.

– Prazer em conhecê-lo, senhor Yagami. — falou Allison, observando-o.

Light dirigiu-se a uma sala gigante, repleta de computadores. Nesse curto espaço de tempo Allison olhou-me, sussurrando “Kira”, de forma a que apenas eu pudesse ouvir. Aproximámo-nos, cumprimentando os outros membros da Task Force.

Nesta fase do plano, Ally agiria, eu apenas precisava de distraí-los. Inspirando fundo, compartilhei toda a informação que descobriramos nos últimos dias, incluindo as relacionadas com Mello.



Observei Silver enquanto informava os membros da Task Force das descobertas.

Tal como acontecera com Light, apenas podia ver o nome dela. Isso significava que Yagami tinha um caderno em sua posse. Obviamente, esse podia ser o caderno da policia. Mesmo assim, vendo a reação dele ao ler o bilhete de Silver, mostrava que haviam grandes probabilidades de ser Kira.

Calmamente, pedi a Light para me acompanhar até um local mais privado, para esclarecer com ele um tópico mais importante.

Mal estavamos sozinhos, desenvolvi a conversa sobre a investigação até chegar ao ponto que queria.

– Light, o que pensas de Kira? Para ser sincera, eu até concordo com os atos dele. Ele está a tentar contribuir para um mundo melhor. — menti.

Light observou-me, esboçando um sorriso minimamente amável.

– Concordo completamente. — informou.

Fiquei calada, pensando na melhor maneira de o fazer me mostrar o Death Note.

– Eu sei que ele usa um Death Note. Eu adoraria ver como eles são, mas, infelizmente, nunca vi nenhum. Se soubesse como funcionam, talvez até o pudesse ajudar!

Calmamente, Yagami abriu uma gaveta, que estava trancada, e mostrou-me o Death Note da Task Force. Calmamente, folheei as páginas, reparando logo nas que foram colocadas lá adicionalmente. Numa das páginas, estava escrito Beyond Birthday.

Queria fugir dali com o caderno, mas sabia que só causaria perigo e confusão. Silver tinha-me pedido para não o roubar, pois acabariamos por ter outra oportunidade para recuperar o nome.

– Esse caderno foi-nos entregue por Kira. Ele decidiu cooperar na captura do de Mello. — explicou Light, colocando-se ao meu lado.

Kira não saberia do roubo do caderno a menos que fosse da policia, o que me fez observar novamente Light. O rapaz mostrava-se cada vez mais culpado.

Felizmente, sabia lá ele que, na verdade, o Death Note que procuravam estava na SPK.



Saímos apressadas da Task Force, fingindo ter recebido uma mensagem urgente de N. Decidimos ficar o resto do dia no Japão, visto que já era bastante tarde. No dia seguinte, de manhã, apanhariamos um voo de volta aos Estados Unidos, onde falariamos com Near.

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Chegámos à SPK quando era quase de noite. Suspirei, percebendo que, apenas em viagens, tinhamos perdido um dia de trabalho, o que me irritava. Queria terminar a investigação o mais rápido possivel.

Near parecia aterefado, pensando num plano para capturar Light. N tinha a certeza de que Yagami era Kira, devido a certas provocações e confusões que aconteceram durante a nossa ausencia.

– Tiveste de sair da SPK? — perguntou Allison, divertida.

Near suspirou, não querendo se relembrar da confusão do dia anterior.

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Continuava a trabalhar, mesmo quando o que mais queria era descansar. Grande parte dos outros agentes já se tinham idio deitar, ficando na sala apenas Near e eu.

Near, devido ao nervosismo, estava sempre a destruir todas as suas construções, o que me preocupava.

Ao ouvir os dados embaterem com o chão frio, novamente, virei-me para o observar.

Near enrolava o cabelo, puxando-os com demasiada força. Parecia desconfortável e inseguro, o que era de esperar devido à pressão que sentia. O plano tinha se ser perfeito. Bastava um engano, ou que Mello decidisse não ajudar, e tudo falharia. O pior, no entanto, era não encontrar uma maneira de ter a completa certeza de que Light era Kira. Se não fosse, poderiamos todos morrer.

Resumindo, um simples contratempo e tudo iria correr mal.

– Estás bem, Near? — perguntei, observando-o, preocupada.

– Sim — respondeu de forma fria e rude. — Não me perturbes agora, Silver.

A chuva tornara-se mais forte. Um trovão ribombou, fazendo N encolher-se.

Preocupada, levantei-me, sentando-me no chão ao seu lado e abraçando-o o mais carinhosamente possível. Near não reagiu de imediato, mas abraçou-me passado algum tempo.

– Não te preocupes, N, vais arranjar um plano infalivel. Sempre arranjas. — afirmei, apoiando-o.

Ouvi a porta ser aberta com um estrondo. Olhei o intruso, dando-me cara a cara com Mello, que nos apontava uma arma, irritado.

Near observou-o, sério, não falando uma única palavra.

Passados alguns segundos, Ally apareceu, apontando uma arma à cabeça de Mello. Em menos de segundos, Matt entrou, por mais surpreendente que fosse, colocando Allison na mira da sua pistola. Ainda teriamos de proibir as licenças de porte de armas.



Fiquei triste por não ter roubado logo o Death Note, mas isso seria um acto impulsivo e burro, que poderia causar confusão. Ainda por cima, se cooperasse com o plano, acabaria por o ter, de qualquer forma.

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As minhas palpebras fechavam, devido ao sono que sentia. Assim, decidi me deitar, deixando Silver e Near sozinhos. Ambos pareciam muito ocupados para irem dormir.

Quando terminara de vestir o meu pijama, que era apenas uma camisola comprida, ouvi uma porta ser aberta com força. Preocupada, peguei na minha arma e saí a correr do meu quarto.

Espantei-me ao encontrar Mello à porta da sala onde Silver e Near estavam. Reparando que o mesmo estava com a arma, apontei-lhe a minha pistola à sua cabeça, pretendendo garantir que o rapaz não faria nenhuma idiotice.

Senti alguma coisa de metal tocar-me nas costas, o que me fez observar o rapaz atrás de mim, que me apontava uma arma. Matt?. Não esperava encontrá-lo ali, mas até era previsivel, afinal, ele era o “cãozinho” de Mello.

Olhei para dentro do quarto. Não me surpreendi por Mello estar a apontar a arma a Silver e Near, mas sim pelo facto de os dois estarem abraçados. O loiro parecia furioso, o que me fez rir levemente. Baixei a arma, divertida.

– Então, Mello, que má educação! Não se interrompe os namoradinhos! — gozei, rindo levemente ao ver Silver corar e afastar-se de Near.

Mello preparava-se para me dar uma resposta desdenhosa e cruel, mas colou-se ao me olhar nos olhos. Assustado, andou alguns passos para trás.

“Ups, esqueci-me das lentes” pensei, divertida, enquanto lhe sorria.

Mello devia ter vindo procurar o Death Note e, visto que já não precisava dele, não havia razões para o assustar. Coloquei a arma em cima de um dos moveis, como um simbulo de paz. Fora simpática, pela primeira vez.



Calmamente, explicámos ao Mello sobre os olhos de Ally, acalmando-o. De seguida, Near contou o seu plano ao loiro que, embora não ter muita vontade, acabou por concordar em cooperar. Acabámos por arranjar uma maneira de involver Matt no plano, visto que o mesmo vivia agora com Mello e, quanto mais fosse a ajuda, melhor era.

Mello ainda parecia perturbado por ver os olhos de Ally, tal como eu estive quando os vi pela primeira vez.

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Mello pegou no Death Note e saiu, acompanhado de Matt. Ambos prometeram cumprir a sua parte do acordo, o que deixou Near mais calmo.

Estava chocada pela mudança de Mello e Matt, tanto fisicamente como psicologicamente. Eram praticamente irreconhecíveis.

Observei, surpresa, Allison a se levantar e sair. No entanto, antes de se afastar, observou-nos, divertida.

– Vou-me deitar, podem continuar a namorar... — gozou, dirigindo-se ao seu quarto.

Corei. Como sempre, Allison fizera um comentário muito inconveniente. Decidi que já era tarde, logo, precisava descansar.

Observei os ecrãs repletos de imagens das folhas do Death Note do tal “Teru Mikami”. O resto do trabalho ficaria para o coitado que tivesse de trancrever todos aqueles nomes.

Notas finais
Eu digo sempre as mesmas coisas no inicio e no fim dos capitulos, Que se lixe,não tenho mais nada para dizer,sem ser "espero que tenham gostado"por isso..