Notas iniciais
espero que gostem,este demorou mas ja ca ta,e este e o essencial.

Samantha Jones (Silver)

Acordei com o usual som do toque, que anunciava a hora de levantar para todas as crianças.

Levantei-me, não muito apressada, e dirigi-me à casa de banho, onde tomei um duche. Vesti um vestido vermelho, a condizer com as sandálias da mesma cor.

Os meus olhos fixaram-se na minha mala, onde se encontrava o caderno negro. Decidi que não o levaria comigo naquele dia, por isso, tranquei-o numa das gavetas da secretária e guardei a chave comigo.

Desci as escadas, em direção ao refeitório. Quando lá cheguei, escolhi o que queria comer e procurei uma mesa para me sentar. Olhando à volta, encontrei Near sozinho, sentado numa das mesas mais afastadas. Aproximei-me, perguntado se poderia se sentar:

– Posso? — perguntei, colocando o tabuleiro na cadeira à frente do rapaz.

Ele simplesmente acentiu com a cabeça, continuando a beber o leite.

Desde aí ficámos calados, enquanto comíamos. Os meus olhos acabavam sempre por se focar nas pessoas que se movimentavam por entre as mesas e os meus ouvidos tentavam captar as conversas.

Mako estava de pé, ao meu lado, a, tal como eu, observar os membros do orfanato.

Ouvi a porta abrir e olhei para a rapariga que entrava. Era Ally, com os seus brilhantes olhos azuis e cabelos negros. Suspirei.

Achava que, na noite anterior, a vira, mas os seus olhos eram de um vermelho profundo. No momento, acreditei ser uma mera ilusão, devido ao medo e remorso que ainda sentia, desdo acidente com o caderno.

Ally olhou-me, parando, estática. Parecia pensar em alguma coisa, mas, segundos depois, foi buscar a sua comida.

Observei-a enquanto sentava-se numa das mesas mais afastadas da minha e, como já era de esperar, sozinha.

Eventualmente, acabei por voltar a prestar atenção a Near, que tirava do bolso da larga camisa um baralho de cartas.

Era realmente uma boa companhia.

Allison Taylor (Ally)

Olhei para Silver, que me observava com uma expressão curiosa. Os acontecimentos da noite anterior passaram novamente pela minha cabeça, fazendo-me querer questioná-la sobre o tal “caderno”. O que poderia estar lá escrito que pudesse ser tão importante? Era o que mais desejava descobrir naquele momento.

Sentei-me numa mesa afastada, sozinha, depois de ir escolher o que comeria.

Observei, através das janelas, o exterior. Uma fina camada de neblina pairava no ar, devido ao frio e à humidade tradicionais da manhã. De qualquer modo, o Sol já brilhava, mostrando que seria um dia quente, como todos os daquele mês foram.

A minha visão foi impedida por dois emplastros que se colocaram exatamente à frente da janela. Analisei-os, constatando que eram Mello, o rapaz quase rapariga, e Matt, o gamer viciado.

– Em que vos posso ajudar? — perguntei, na tentativa de imitar uma máquina automática, o que foi bem sucedido.

– Ouvimos falar da tua ressuscitação — informou Mello com um sorriso sacana no rosto.

– Não sei de que falam. — menti.

Depois de tanta confusão, eu apenas queria um momento de paz. Seria pedir muito?! Pelos vistos sim, pois a conversa não ficou por aí.

– Claro que sabes. E também sabes que a novata está metida no assunto! — continuou Mello, prevendo todas as possibilidades que já me tinham ocorrido.

Matt sentou-se, prevendo que a conversa iria demorar mais que o previsto e, então, devia acomodar-se.

– Que me lembre, ainda não és detetive, marshmello. — provoquei, com um sorriso maquiavélico.

– Mas irei ser. Um dia, serei tão bom, ou melhor, que L! — afirmou o rapaz, com um olhar sonhador. “Pelo menos tem autoestima.” pensei.

– É pena que Near esteja sempre à tua frente, não é? — gozei, apoiando ambos os cotovelos na mesa de madeira.

– E vai começar.... — sussurrou Matt, assistindo ao ínicio de uma briga. O gamer suspirou ao reparar que Mello ficara extremamente furioso com a minha acusação. — Que tal irmos comer? Eu tenho fome.

– Ai achas que o albino tem melhores capacidades que eu?! Ele não passa de um bebé! — gritou Mello, irritado.

– Só tem menos três anos que tu.

Mello estava prestes a iniciar uma luta, quando o seu braço fou segurado e o loiro foi puchado para longe daquela mesa pelo gamer.

–Vemo-nos por aí, Ally! — despediu-se Matt, com o seu humor habitual.

Sorri para mim mesma, constatando que estar com os dois, mesmo que a criar confusões, era uma das coisas mais divertidas de se fazer no orfanato.

A verdade era que, desde que chegara, os dois adolescentes foram os únicos que me receberam normalmente, não criando expeculações ou mentiras sobre a minha antiga vida. Esse simples facto levou-me a apreciar o tempo que passava com eles.

Ao terminar de comer, levantei-me. Olhei um última vez para Silver, que jogava poker com Near, com quem passava agora grande parte do seu tempo livre.

Virei as costas e saí.

Samantha Jones (Silver)

Passei semanas a fio a tentar entender melhor o Death Note. Cada regra mostrara ser mais complicada que a anterior. Passava noites a tentar estudar e entender Kira ou a questionar Mako, na expectativa de aprender mais. Felizmente, o shinigami parecia bastante generoso para me explicar tudo.

Nos tempos livros, geralmente, acompanhava Near, quer a jogar ou, simplesmente a compartilhar as nossas opiniões sobre diversos temas. Ele mostrara apreciar a minha presença, logo podia-lhe fazer companhia sem me sentir incomodada. Percebendo que ele era a única pessoa com quem me dava bem, passava grande parte do meu tempo com ele.

Um dia, encontrara-me com Ally e reparei que a sua personalidade mudara drasticamente. Agora não só era levemente simpática e bondosa, como também já não tentava criar conflitos. Na conversa que tivemos, Ally pareceu calma e educada, praticamente o oposto das conversas anteriores que tivera com ela.

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Naquele momento, eu caminhava pelo recreio da Wammys House, observando atentamente as crianças a correrem de um lado para o outro.

Estava calor, como era de esperar num dia de Verão, logo grande parte das pessoas encontrava-se dentro do edificio.

O meu olhar focou-se num grupo de raparigas, em círculo, a cercarem alguém. Aproximei-me, na esperança de puder entender a situação.

Uma das raparigas, com longos cabelos dourados e olhos verdes, segurava os pulsos de outra, mais nova, que se encontrava encurralada pelas seis miúdas. Com espanto, notei que era Ally.

Allison olhava para a loira com uma expressão irritada e mortal.

– O que foi, pequenina? Não te consegues defender? — gozou a loira, provavelmente chefe do grupinho.

Eram todas mais velhas do que eu. As outras cinco, no entanto, permaneciam caladas, apenas testemunhando a cena com um sorriso psicopata no rosto.

Queria impedir o conflito, mas não sabia o que deveria fazer.

Mako permanecia, como era habitual, atrás de mim. Ao olhá-lo, percebi que estudava Ally, com uma expressão curiosa no rosto.

– Eu sei me defender! — retrucou a rapariga de olhos cor de safira.

– Ai sim? Então como me vais impedir de te atirar à fonte? — provocou a loira.

Ally nem teve tempo de responder, já era empurrada por uma das outras crianças do grupo.

Com um audível splash, Allison caiu na fonte, ficando completamente molhada. As suas roupas negras estavam completamente ensopadas.

O grupinho afastou-se, cheio de comentários crueis e gargalhadas. A rapariga loira ainda olhou para trás, necessitando rever a figura horrivel em que se encontrava a mais nova.

Com a intenção de ajudar, aproximei-me da fonte, mesmo que um pouco timidamente. Mesmo que nunca tivesse tido uma conversa decente com Ally, sabia que a mesma não merecia uma coisa destas.

Ally, naquele momento, notou a minha presença, assumindo um sorriso irónico. Olhou-me de alto a baixo, com um pouco de repugnância.

– Não me digas, estiveste aí o tempo todo e não tiveste coragem de as enfrentar. — deduziu a rapariga.

– B-bem... Foi mais ou menos isso. — afirmei, rindo levemente.

Estendilhe a minha mão, para a ajudar a levantar. Com um suspiro, Ally aceitou o meu gesto. Com uma pirueta, Ally decidiu que as suas vestes não se encontravam num estado apresentável.

– Tenho de ir mudar de roupa. — concluiu Ally. — Até logo, Silver.

Allison Taylor (Ally)

Passara semanas a espiar Silver, na esperança de descobrir mais sobre o tão falado livro. Obviamente, quando era avistada, fingia ser uma coincidência e conversava com ela, tentando ser o mais simpática possível.

Infelizmente, fazer a mesma rotina todos os dias, era cansativo. Agora, com Silver mais atenta para possiveis fugas de informação ou descuidos, a informação que podia obter era quase nula. Precisava de arranjar uma maneira rápida e fácil de obter o caderno, sem levantar suspeitas.

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Acabara de ser empurrada para a fonte do orfanato por um grupo de raparigas futeis, quando percebi estar a ser observada por Silver.

Infelizmente, não estava num estado em que pudesse conversar muito, pois as minhas roupas estavam molhadíssimas. Então, despedi-me de Silver e dirigi-me ao meu quarto.

Pensei novamente no caderno da rapariga. Precisava de desenvolver o meu plano.

Lembrei-me de todas as conversas que tivera com Silver, onde fora bastante simpática.

Talvez, se fingisse ser sua amiga, ela poderia ganhar a confiança necessária para me contar sobre o seu diário ou, quem sabe, até mesmo deixar-me vê-lo.

Com um sorriso cruel, decidi que poderia ser uma boa ideia, se fosse realizada cuidadosamente e sem falhas.

Seria amiga de Silver até que descobrisse o que me interessava e, assim, nem precisava de me preocupar em descobrir por mim mesma.

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Passara-se apenas duas semanas e, nesse espaço de tempo, conseguira me sproximar de Silver, sendo que a mesma já me considerava uma amiga.

Eventualmente, tive de passar algum tempo com Near, que, embora estando grande parte do tempo calado, já percebera que a repentina mudança de personalidade e comportamento tinha algum objetivo. O rapaz chegara mesmo a, um dia, chamar-me para “conversar”, mas apenas me ameaçou. ”Já percebi que a tua repentina aproximação tem um objetivo, Ally, e espero que ele não se concretize.“ dissera, com o mesmo tom sem emoção que sempre utilizava.

Com medo de o rapaz me destruir os planos, expliquei-lhe que eu percebera que as minhas atitudes eram erradas e tentara alterá-las, acabando por perceber que Silver era uma boa companhia.

Ele acreditou, porque passou a ficar mais calmo na minha presença.

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Estava naquele momento sozinha com Silver, sentadas num dos bancos do recinto do orfanato.

Com um sorriso, decidi que era o momento ideal para por o meu plano em prática.

– Alguma vez te sentiste sozinha, Silver? — questionei, com uma expressão triste. Silver focou a sua atenção em mim.

– Hum? Porque perguntas? — respondeu. Olhou-me curiosa, esperando que desabaface o que sentia.

– Desde pequena que me sinto diferente de todos. Todos olham para mim e acham que sou um monstro, simplesmente porque sou filha de criminosos.

– És filha de criminosos? — questionou Silver, como se a informação a incomodásse.

– Sim. Eles foram mortos por Kira, através de um ataque cardiaco. Mas isso não é o que interessa. — suspirei — Eu fico muito feliz por ver que finalmente tenho uma amiga, que jamais me magoaria! Obrigada Silver, muito obrigada por estares aqui.

Silver ficou com uma olhar culpado. A rapariga olhou-me por segundos e, de seguida, levantou-se.

–Segue-me. — falou.

Sorri, prevendo que o meu plano estava a correr bem. Entrámos no seu quarto, onde ela se sentou.

– Eu.... eu quero contar-te um segredo — confessou.

– Sim?

– Bem, lembras-te quando tu, supostamente, morreste? Fui eu. Eu recebi um caderno que me permite matar pessoas... Eu não sabia como funcionava e acabei por te matar. Depois foi-me dada uma maneira de emendar o erro, uma borracha. Eu usei-a e, pouco depois, russuscitas-te.

Era um pouco confuso, mas não iria perguntar nada, ela já parecia bastante nervosa de compartilhar aquela informação.

– Eu não quero que o caderno cause mais problemas.... logo, tranquei-o naquela gaveta — terminou, enquanto apontava para uma das gavetas da secretária.

Os olhos de Silver encheram-se de lágrimas, enquanto ele confessava tudo o que tentara guardar naquelas semanas.

– É-me tão dificil! Passo os dias com medo que alguém o encontre... Gostava de me poder livrar deste fardo! — desabafou.

Festejei mentalmente, vendo o meu plano a terminar.

– Não faz mal, aposto que foi sem querer. — comentei. — Se quiseres, posso guardar a chave. Terias menos com que te preocupar. Eu prometo que nada acontecerá com o teu caderno.

Ela procurou a chave na sua mala e, de seguida, entregou-ma. Silver aproximou-se e abraçou-me, acalmando-se.

– Não deixes ninguém tocar nele, por favor.

– Eu prometo.

Sorri malignamente. Querida Silver, a única pessoa que tocaria nele seria eu.

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Aproximei-me da porta do quarto da Silver. Eram duas da manhã, logo os corredores estavam vazios. O céu estava negro como breu e as estrelas estavam mais brilhantes que nunca. Estava na altura de terminar, finalmente, o meu plano.

– S-Silver! Sou eu, Ally! — chamei, fazendo uma voz chorosa.

A porta foi destrancada e apareceu Silver, de pijama, com uma expressão preocupada.

– Ally?

Abracei-a, fortemente, enquanto soluçava.

– Tive um pesadelo! E-estavam lá os meus pais.... e-e depois..... eles — comecei a chorar, falsamente.

Afastei-me da rapariga, que me olhava preocupada.

– P-podias vir-me fazer companhia? So até eu adormecer. — pedi.

Silver acentiu, seguindo-me até ao local onde, supostamente, seria o meu quarto. Sabia lá ela que, na verdade, estávamos a caminhar em direção à despensa do 3º andar. Silver parou exatamente à porta, reconhecendo o lugar.

– Mas... isto é a arrecadação... — comentou, num tom baixo.

– Ups! — disse, sorridente.

Sem esperar uma resposta, empurrei-a para dentro, trancando a porta de madeira, mas deixando a chave na fechadura.

– Vou levar o diário comigo, se não te importas. — comuniquei.

Com isto, corri até ao quarto da rapariga, que se encontrava com a porta aberta. Usei a chave para destrancar a gaveta, tirando de lá um caderno negro. Death note?

Li as regras, achando-o bastante interessante. Seguindo o que Silver tinha explicado anteriormente, tudo o que ali estava escrito era real, ou seja, aquele caderno causava a morte.

Quando terminei, virei-me para sair, dando de caras com uma criatura gigante e amedrontadora, com olhos vermelho-sangue.

– O-o que.... O que és tu?! — gritei, assustada.

– Sou um shinigami, um deus da morte. O meu nome é Mako e sou o dono do caderno que transportas contigo. O meu dever é acompanhar o dono humano dele até à sua morte.... — calou-se por segundos. — Mas não és assim tão humana, pois não?

– Claro que sou! — respondi, ofendida.

– Refiro-me aos teus olhos... Tu vês coisas que mais ninguém vê, Allison. Queres saber a razão?

Mako observou-me, com um sorriso sombrio.

– Porque tens olhos shinigami. — completou.

Samantha Jones (Silver)

Gritei, apavorada, esmurrando a porta com força.

Estava furiosa. Considerara Ally minha amiga mas, só agora, descobrira que a única coisa que ela queria era o caderno.

Bati na porta novamente, tentando chamar a atenção de alguém. Não podia permitir que utilizassem o caderno!

Suspirei, ao deduzir que ninguém me ouviria. Ia tentar arrombar a porta, mas, nesse momento, todas as minhas forças desapareceram e caí, sem consciência.

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Quando acordei, no dia seguinte, estava deitada na minha cama, com Roger sentado numa cadeira, a observar-me.

“O que aconteceu?” pensei, olhando para todos os lados. Lembrava-me apenas de acompanhar Ally até ao seu quarto e...

A minha expressão tornou-se sombria, vendo que não me conseguia recordar do resto da noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado,o proximo cap. amanha ja ca ta