Nightmare

1 Prólogo- De volta ao convento de Ames


Notas iniciais
Primeiro capítulo bbies! Ou melhor, o prólogo! Não esperem entender tudo o que foi escrito aqui, mas aproveitem a leitura e torrem os miolos pensando amorecos! Haha

(Trailer)

Eu estava no verão de 2010.

Eu me senti de volta a Ames. Vi as casas, campos e ruas. As pessoas com aqueles aspectos perfeccionistas e chatas como sempre foi.

Mas não podia ser Ames não do jeito que sempre fora. Eu ainda via todos menos ela.

Zoe Cooper.

Eu conheci Zoe por cinco anos, e mesmo assim não conheço nada sobre ela. Lembro-me do seu rosto misterioso, seus olhos negros como a noite e cachos castanhos que causavam ventanias por onde passava. Zoe era motivo de destaque, atraia olhares distantes e com desejo. Ela se aproveitava disso, tinha uma beleza quase santa. E nem mesmo eu, a que mais sabia sobre ela, conseguia enxergar quem ela realmente era.

Então eu o vi. O internato onde nós duas moramos, agora ele estava escuro e só era possível ver sua silhueta por uma pequena lanterna a óleo na sacada. Parecia muito com a que irmã Eliza colocava antes de dormir. Ela dizia que isso fazia as impurezas e assombrações da noite se afastarem de nosso lar.

Aproximando-me pude ouvir os grupinhos de meninas conversando nos seus dormitórios. Zoe sempre era uma delas, se mantinha acordada depois da hora para mostrar coragem, mas eu sabia que ela tinha medo. Medo de seu pai descobrir e se desapontar.

─Tenho uma reputação a ser mantida, querida. ─ Repetia quase todas as noites para a primeira que perguntasse o que fazia acordada.

Ela sempre foi assim e eu sabia de suas duas caras. Sabia que ela escondia coisas até de si própria. Afinal, era Zoe. A épica Zoe.

O convento nunca a satisfez de verdade. Ela fingia que gostava, fingia suas boas notas ─ quando na verdade ela copiava as questões de Melanie Sparks que sempre ficava a sua direita nas avaliações ─ tudo isso para seu pai que como sempre falhava na criação da filha.

Por isso ela era daquele jeito. Atirada, audaciosa e rebelde. Sempre com a saia cinco centímetros mais curta, sempre com as mechas vermelhas e aquela maquiagem forte. Era o exemplo de menina qual nenhuma freira iria querer em seu convento, mas aquelas senhoras insuportáveis faziam tudo por dinheiro e elas mantinham a fé de que Zoe seria domada.

Esse pensamento dava pena delas.

A porta do internato estava entreaberta, me senti com a liberdade de entrar. Como sempre a típica cena: a sala principal e o hall. Era um local coberto por madeira e veludo vermelho sangue. Os sofás e poltronas bem acolchoadas combinando com as cortinas, todas elas cobriam enormes janelas que davam para a rua deserta. Na parede havia um relógio cuco marcando meia noite em ponto. No balcão estava Irmã Margaret que mais parecia uma boneca velha e enrugada. Ela sempre olhava aqueles papeis, ou pelo menos fingia isso.

De repente o vento abriu uma das janelas me causando um arrepio na espinha. Não lembrava quando ele havia ficado tão forte. Olhei para a freira e ela ainda se mantinha imóvel como se não estivesse ali.

Eu encarei a escada no hall. Era tão escura... Sem receio eu comecei a subir seus degraus lentamente. A cada passo a madeira reclamava do peso, era como se gritasse comigo. As escadas foram tão implicantes nos meus cinco anos nesse lugar, ela sempre gostava mais de Zoe. Todos gostavam de Zoe. Quando ela passava tudo ficava bem quieto.

O corredor.

Ele estava iluminado por várias lanternas de óleo e ai eu voltei a ser a menina de doze anos.

Meu uniforme voava com o vento conforme eu andava. Eu tinha medo. Minha respiração pesava a cada passo até que eu a vi. Suspirei aliviada vendo a silhueta de Zoe me chamando.

─Vamos loira do banheiro, vem se juntar ao seu grupo. ─ Disse como sussurro.

Eu a segui e cruzei a porta do dormitório.

Eu voltei á ter dezessete anos.

Eu estava sozinha. Seria ilusão? Esquizofrenia ou algo do tipo? Não. Eu vi Zoe e ela estava em cima da sua cama.

Estava escuro e as cortinas brancas no final pareciam dois fantasmas querendo me causar medo. Lá estava. O objeto desejado por todos os seres vivos de Ames. Era o diário de Zoe. Ali estavam minhas respostas para tudo. Sem hesitar eu peguei.

Como em um flash, ao abrir a fivela daquele caderno de couro, alguém parou atrás de mim.

─Olá loira do banheiro.

Notas finais
E ai? Entenderam? Sim? Tá' esperto hein colega? Não? Não se preocupe que logo logo vai fazer sentido! Vejo vocês no próximo capítulo, beijão!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.