Nightmare
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Bom, eu tentei apressar as coisas e acho que até deu certo, mas leiam e deixem as vossas opiniões lá em baixo tá?
Espero que gostem, meus amores *-*
CAPÍTULO VI
*Uma semana e um dia depois, ou seja Sábado*
A última semana passou “normalmente”. Provavelmente muitos dirão que normal ela não foi, mas para mim é diferente. Resumindo: quando acordei depois da festa estava com uma ressaca maior que o mundo e tudo o que menos me apetecia era ir para a escola, mas como o meu querido manino tem uma energia para dar e vender e raramente fica de ressaca, já podem imaginar o que aconteceu. Clara, minha mãe, "falou" comigo duas vezes e Liam, o meu padrasto, sinceramente não sei o que é feito dele. Fui regularmente ao bar e era sempre Logan que me levava a casa e, ao que parece, ele trocou os horários só para poder fazer isso.
Bom, acho que agora já posso falar um pouco mais sobre o Logan, visto que já o conheço melhor, né? NÃO! Ele é extremamente misterioso e não me dá muitas oportunidades para fazer perguntas. No entanto, ele já sabe muito da minha história. Uma coisa que eu acho estranha é o facto de ele se interessar tanto por ela, sobretudo pelo meu pai. Ele deu a desculpa de terem a paixão pelas motas em comum, mas eu não acreditei já que nunca o vi com uma mota, mas que se dane.
- Entra! – Disse, quando ouvi baterem à porta do quarto.
- OIIIIIII! – Jenny saltou-me para cima. Sim eu ainda estava deitada, embora já fossem…
- Oi. Que horas são mesmo? – Perguntei com cara de idiota.
- Ahm…11:30H
- E já estás aqui?
- Siiiim. – Ok, estava na cara que eu já tinha combinado alguma coisa, mas estava difícil de me lembrar. – O ensaio.
- Aaahhh pois. Vamos então.
Saltei da cama e vesti-me à velocidade da luz (mentira! À velocidade de um caracol, isso sim.) ao som da voz de Jenny a reclamar da minha lentidão matinal “não é só matinal, amiga!” e a perguntar o porquê de eu estar acordada a olhar para o teto quando ela chegou. Respondi-lhe que estava a pensar no Logan e ela começou o discurso do “Amor é Lindo” e essas tretas que eu prefiro ignorar.
- Por falar em amor…o que é que há entre ti e o Jojo? – Perguntei.
- Nada.
- Hum ok, mas eu vi-vos a curtirem perto do ginásio.
- O QUÊ?
- É! Mas não te preocupes com isso, vocês ficam muito bem e têm o meu apoio.
- Obrigado…acho eu… — Ela estava confusa.
- Eu sei que gostas dele, não tentes disfarçar, mas eu não sou a melhor pessoa para dar conselhos então porque não falas com o Jimmy?
- Porquê apressar as coisas?
Concordei, mais vale deixar fluir mesmo. O que não significa que eu não tenha feito algumas piadinhas durante o caminho até casa do Syn. Quando lá chegámos ela tava com os cabelos em pé de tanto me ouvir, só que eu só parei quando entramos no estúdio da casa.
- Oi gente. – Jenny suspirou aliviada por finalmente estar “a salvo”.
- OIIII. – Não vou negar: o meu humor estava dos melhores depois de ter zoado tanto uma pessoa.
(…)
Após o ensaio fui com Jimmy para casa, já que Jenny foi dar uma volta com o Johnny. E não é que o folgado do meu irmão foi de carro? A casa do Syn ficava a duzentos metros da minha…
— Jimmy…
— Hum?
— Estou com um mau pressentimento.
— A sério? – Perguntou surpreso. – Eu também, foi por isso que apressei o ensaio.
— Será que aconteceu alguma coisa?
— Não sei… — Suspirou pesadamente.
Ao entrarmos em casa, senti um calafrio percorrer-me a espinha e olhei assustada para o meu irmão.
— MÃE? LIAM? – Chamou, mas não obteve resposta.
— Provavelmente não estão cá. – Tentei tranquilizar Jimmy, no entanto ambos sentíamos que algo estava errado. Subi as escadas em direção ao meu quarto enquanto Jimmy foi para a cozinha. O meu quarto era ao fundo do corredor e o da minha mãe e de Liam era na outra ponta, mas a porta estava sempre fechada, estivessem eles lá dentro ou não. Só que desta vez estava entreaberta o que fez o meu corpo arrepiar.
Andei até lá devagar e hesitei antes de entrar, pois eu podia arranjar sérios problemas com isso, mas como não parecia haver ninguém lá dentro entrei. Fiquei pasmada com o que vi. A minha mãe estava pálida, deitada no chão com a camisola banhada em sangue.
- Mãe? – Corri até ela. – Mãe fala comigo, por favor! – Eu mal consegui falar. Ela abriu um pouco os olhos, o que me fez sorrir fraco. Afinal ainda havia esperanças. – Mãe…
- A-Anny…
- Shh não diga nada.
- Mas… Anny desculpe por…tudo. – Clara falava com muita dificuldade.
- Eu perdoo-a, mas agora fique quieta. – Pedi. – JIMMY! CORRE AQUI.
- Só me promete uma coisa. Toma cuidado com as pessoas, nem todas…são de con-fiança.
- Como?
- Anny? O que… Mãe? – Jimmy correu até nós e logo chamou uma ambulância.
- Filha, promete!
- Ok, mãe. Eu prometo.
- Jimmy, filho, me desculpe por tudo…também.
- Claro, mãe.
- Está uma carta dentro da segunda gaveta ali…. Leiam. Adeus meus amores.
- Mãe? – Eu e Jimmy chamámos. Ela sorriu uma última vez e fechou os olhos. Eu comecei a chorar rios e rios de lágrimas, pois apesar de tudo o que ela me fez ela continuava a ser minha mãe.
Poucos minutos depois ouvimos a ambulância chegar, mas era tarde demais. Jimmy abraçou-me e sussurrou um “vai ficar tudo bem!”. No entanto, aquele era só o inicio de tudo o que estava para vir. Aquele foi o ínicio de um enorme pesadelo.
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