Notas iniciais
Desculpa a demora gente! Já viu ne?! Pegou Natal, Ano Novo e minha vida virou uma bagunça só! Nem tive tempo direito de responder meus comentários T.T! Mas obrigada por todos os desejos de feliz Natal e um Feliz Ano Novo para vocês! Esse capítulo é dedicado a uma leitora em especial, ela sabe quem é! Obrigada por comentarem e visitarem a fic (602 acessos UHUUUU), amo vocês! Um ótimo ano de fics pra gente! :D

Lambendo os lábios, que já estavam entreabertos, enquanto um sorriso de satisfação brotava neles, Ciel roçou a ponta de seu nariz fino contra o de seu chefe, pronto para tomar aquela boca na sua.

‘Vamos ver se você é tão bom quanto parece. ‘

Perdeu toda sua linha de pensamento quando viu o outro homem fechando os olhos, seu coração batendo estranhamente mais forte do que nunca, sua mão que estava começando a suar correndo lentamente pela a mesa para alcançar a de Sebastian.

Até que o som de alguém tossindo baixo chamou a atenção de ambos os homens, fazendo com que eles abrissem os olhos novamente e dirigissem o olhar para o lado.

Lá estava a garçonete, equilibrando uma bandeja cheia de comida, encarando os dois com uma expressão leve de vergonha.

“Ah... Bem, aqui está seu pedido.”

Separaram-se lentamente, recostando-se em suas respectivas cadeiras. O estudante manteve o olhar para o lado, os olhos arregalados ao pensar no que estava prestes a fazer.

‘Mas que porra acabou de acontecer?! Eu estou igual a uma vadia. Mal conheço esse cara e já estou quase arrancando a roupa dele. O que está acontecendo comigo? Nunca fui assim... ’

Enquanto o jovem se afundava em seus pensamentos sobre o quanto estava virando uma prostituta e a garçonete os servia, Sebastian mantinha os olhos em seu empregado, cruzando suas pernas com força para tentar fazer com seu membro parasse de enrijecer.

‘Maldito moleque. Vou ficar desidratado desse jeito. ’

Assim que a atendente se afastou, Ciel começou a comer, mordendo seu cheeseburger duplo com vontade, o queijo escorrendo do sanduíche para o prato.

“Mmm... Porra, isso é muito bom...” Lambeu o dedo indicador, onde havia caído um pouco do queijo, antes de pegar um guardanapo de papel do centro da mesa, limpando as mãos e a boca antes de dar um grande gole em seu refrigerante.

“Você gostou?” Sebastian perguntou após engolir algumas folhas de alface, limpando os cantos dos lábios.

“Bastante.” Ciel respondeu, agora comendo a pequena porção de purê, enfiando alguns anéis de cebola na boca depois. “A comida está muito boa... Obrigado por me convidar.”

“Não há de que.”

...

Assim que acabaram de comer, Sebastian pediu a conta, rindo baixo de seu empregado que estava alegremente acariciando a barriga por baixo da regata.

“Isso foi incrível.” Ciel murmurou, lambendo os lábios, sentindo um pouco do gosto da comida ainda neles.

Levou o punho até a boca, segurando um arroto que teria sido alto, rindo baixo para si mesmo imaginando como seria sua proeza.

“Vou te trazer mais vezes então.” Seu chefe disse com um sorriso no canto dos lábios, pegando a conta nas mãos da garçonete que acabara de chegar.

Ao ver a nota nas mãos do outro, Ciel começou a passar as mãos pelos bolsos de sua calça, esticando o pescoço para tentar ver o que estava escrito. “Quanto que ficou?”

Sebastian levantou os olhos, parando sua leitura com um olhar de curiosidade antes de balançar a cabeça de leve, os fios mais longos de seu cabelo negro batendo gentilmente contra suas bochechas. “Não é necessário, Phantomhive. Você foi meu convidado, eu pago.”

“Não, isso é um absurdo. Eu pago a minha parte, comi dez vezes mais que você. Vai, pode falar, eu pos-”

“Deixe disso Ciel.”

O corpo do estudante estremeceu ao ouvir seu nome com aquela voz profunda, mas ele “Ah, para com isso. Não sou uma menina coitada que precisa que os outros paguem para ela.”

“Nunca disse que você era.” O homem respondeu calmamente, contando as notas de dinheiro antes de retirá-las da carteira e voltar os olhos para mais novo. “Apenas disse que você é meu convidado. Eu convidei, eu pago. Ponto final.”

Entregou o dinheiro á garçonete e se levantou, colocando seu paletó novamente, abotoando dois botões antes de se virar para o outro, que estava com os braços magros cruzados em insatisfação com a resposta que obteve. “Vamos?”

...

“Aqui estão as chaves da loja. Tenho que pegar algo no meu carro. Pode ir entrando. Ah, e tire setenta dólares do caixa para mim.”

Ciel assentiu e pegou a penca de chaves da mão de seu chefe, que saiu andando logo após, e virou-se para a porta de vidro.

Colocou a chave na fechadura e tentou vira-la, mas sem sucesso. Com uma expressão de estranhamento, empurrou a porta, vendo que já estava aberta.

‘Bom, ele realmente disse que estava quase no horário do turno de outra pessoa... ’ Adentrou a loja, deixando sair um suspiro ao não ver ninguém por perto (não admitiria, mas ficou nervoso com o fato da porta estar aberta), e foi direto para trás do balcão, abrindo o caixa e pegando o dinheiro que seu chefe havia lhe pedido.

“Ei!” Uma voz estridente correu pelos ouvidos do estudante, fazendo-o se encolher de leve, franzindo o cenho ao olhar para o lado para ver a quem pertencia à voz. “O que pensa que está fazendo?”

Uma mulher ruiva que deveria ser um pouco mais velha do que ele estava parada no final do balcão. Ela usava óculos redondos ridiculamente grossos, com o cabelo preso em dois tufos em cada lado da cabeça, vestindo uma saia preta levemente rodada, uma blusa branca um pouco justa com uma jaqueta de couro por cima, botas de cano alto até os joelhos em seus pés.

“Afaste-se do caixa lentamente ou eu juro que pego aquele taco de baseball e enfio no seu-”

“Wow! Acalme-se, eu trabalho aqui também, Miss Psicopata.”

“Como posso ter certeza?”

Ciel rolou os olhos e levantou a penca de chaves que seu chefe havia lhe entregado, balançando-as suavemente. “Sebastian me entregou isso. Ele pediu para que eu pegasse setenta dólares do caixa para ele.”

“Ah meu Deus...”

“É trabalho com você agora, eu acho... Meu nome é Ci-”

“Você roubou o Sebastian!”

...

“Mas que porra que está acontecendo na minha loja?!” Sebastian exclamou irritado após abrir a porta, chamando a atenção de seus dois empregados.

Ciel estava empurrando a colega, que estava tentando subir em cima dele e puxava seu cabelo escuro. “Mey-Rin, puta que pariu, pelo amor de Deus, saia de cima dele.”

Hesitante, Mey-Rin se afastou do jovem, que lhe jogou um olhar feio antes de arrumar seu cabelo, apenas correndo uma mão pelos fios lisos.

“Eu levei cinco minutos a mais para chegar aqui e você já arrumou confusão Phantomhive.” O chefe disse, franzindo o cenho e caminhando até os dois, cruzando os braços torneados.

“Essa neurótica que veio para cima de mim!”

“Neurótica?! Eu achei que ele estava roubando, fiz o que devia!”

“Ah, poupe-me! Eu falei que trabalhava aqui! Você não acreditou porque não quis! Então vai se fu-”

“Não interessa. Acalmem-se e voltem para o trabalho. Eu vou para minha sala e não quero ver nenhum dos dois por um bom tempo.” Dito isso, Sebastian deu passadas pesadas até seu escritório, fechando a porta com força, causando um estrondo ressoar pelo estabelecimento.

O estudante suspirou pesadamente, voltando-se novamente para o caixa e pegando o dinheiro antes de fechá-lo.

“Desculpa pela confusão. Eu só queria proteger a loja.” Mey-Rin disse ao se aproximar do homem, descansando uma de suas mãos no ombro do mais novo.

“Tudo bem. Podia ter sido pior. Não foi bom ter te chamado de neurótica e de psicopata. Foi bem escroto da minha parte. Mas, como eu estava dizendo antes de você me atacar, meu nome é Ciel.”

“Mey-Rin.” Ela correu os olhos pelo rapaz, mordendo de leve o lábio inferior. Ele era bem, não. Muito bonito. Bonito até demais... “Então você é...”

“Gay?” O estudante riu de leve, assentindo e piscando charmosamente para a colega. “Como um arco-íris."

”Você é muito fofo.”

“Não sou fofo. Sou colorido.”

Rindo novamente e um pouco mais alto, Mey-Rin bateu no ombro do rapaz com delicadeza que não sabia que possuía. “Deixa de ser bobo. Mas isso é bom, sempre quis um amigo gay.”

Ciel colocou os braços magros em volta do torso da outra, sorrindo brincalhão para ela. “Posso ser mais que seu amigo gay.”

“Ah, é? O que você seria então?”

“Posso ser seu namorado gay!”

“E como isso funciona?”

“Bom, é assim. Nós faríamos tudo que os casais comuns fazem, só que sem a parte boa do sexo e qualquer tipo de contato intimo para resumir.” O jovem explicou, tentando manter uma expressão de sério, mas falhando quando um sorriso brotou em seus lábios levemente rosados.

Mey-Rin assentiu, segurando o riso na garganta e colocando seus próprios braços ao redor da cintura de seu novo amigo. “Amigos sem benefícios então.”

“Praticament-”

“Phantomhive! Venha até a minha sala.” A voz profunda de seu chefe ecoou pelo corredor.

Os dois empregados se entreolharam, e Ciel suspirou profundamente. “Bom, eu venho te visitar depois, Mey-Rin. Essa vai ser a primeira vez que eu sou demitido em menos de 10 horas.”

...

“Tinha me chamado?” O jovem perguntou após bater na porta e pisar dentro do escritório, vendo seu chefe levantar a cabeça dos papéis que estava lendo.

“Feche a porta quando passar, Phantomhive.” Sebastian disse, reclinando-se em sua cadeira, uma expressão de poucos amigos em seu belo rosto.

Ciel fez como foi pedido, fechando a porta de mogno atrás dele e entrando na sala, ficando em pé em frente da mesa do outro homem.

“Vou dizer isso apenas uma vez. Não gosto de confusões na minha loja. Então é melhor tranqüilizar essa sua bunda relaxada. E pare de ficar de conversinha com Mey-Rin.”

‘Esse cara é um imbecil bipolar da porra!’

“Olha, em primeiro lugar, minha bunda não é relaxada como você disse. Posso não ser exatamente virgem, mas ela ainda é intocada.” Ciel disse, obviamente irritado enquanto o outro homem passava uma mão pelo rosto, tentando ignorar a confissão de virgem do mais novo. “E em segundo lugar, foi só um mal entendido! E eu só estava conversando com ela, não tem nada de mais!”

“Tudo bem, tudo bem.” O mais velho se levantou, andando até a frente da mesa e encostando a parte baixa de suas costas contra a mesa. “Só não arrume mais confusão. Agora pode ir. Seu turno já acabou. Até amanhã. E chame Mey-Rin quando estiver saindo.” Sebastian levou uma das mãos até o ombro do empregado e deu um leve tapa junto com um aperto.

“Tsc, ok... Até amanhã.” Ciel murmurou com raiva, mal olhando para o outro antes de sair do escritório, emburrado mais consigo mesmo por ter ficado levemente quente com o toque em seu ombro.

...

“Como foi?” Mey-Rin perguntou assim que viu seu colega, colocando o dinheiro que recebeu do cliente que acabara de sair.

“Horrível. Esse cara é um grosso, filho da puta.”

“Estranho... Sebastian normalmente é tão legal.”

“Tanto faz. Ele me deixou cansado, e meu turno acabou. Já vou embora. Tchau Mey-Rin, até amanhã. Ah, e ele está te chamando.”

A mulher assentiu, vendo o rapaz deixar a loja antes de ir para o escritório do seu chefe, entrando e fechando a porta atrás de si. “Muito bem, desembucha.”

“Do que está falando?”

“Ah, Sebastian, deixa disso. Conheço você há muito tempo e sei que você não é assim. O que foi? Por que está assim com o Ciel?”

Suspirando, o homem que já estava de volta em sua cadeira, correu uma mão pelos cabelos negros. “Só não gosto que ele fique arrumando confusão e fique falando aquelas bobagens com você. Consegui ouvir daqui.”

“Sebastian, ele é gay. Você sabe muito bem, você também é bastante. O que tem então se ele diz que vai ser meu namorado?”

“Minha loja não lugar disso.” Revirando os olhos, a ruiva sentou-se em frente de seu chefe, cruzando as pernas e se inclinando para frente.

“Já falei coisa muito pior aqui. Eu, Bard, Finny, e você nunca reclamou. Está criando caso com esse menino e não admite.”

“Não seja ridícula, Mey.”

“Anda Sebastian, fala logo. Você quer alguma coisa com ele. Só não quer dizer por que esta com vergonha.”

“Conheço o moleque há menos de um dia e você vem me falar que eu gos-”

“Por isso está com vergonha.”

“Quer saber? Vai trabalhar e me deixa em paz.” O homem bufou, voltando-se para seus papéis sobre sua mesa.

“Tudo bem Sebastian. Porque nós dois sabemos muito bem, mais cedo ou mais tarde, você vai tentar algo com o Ciel. E quando isso acontecer, vou querer um aumento por estar certa.”

‘Mey idiota. Não basta estar certa, mas ela tem que saber que está certa também. ’

Notas finais
Mais curto né? Tava com pressa de postar kk! O próximo vai ser maior, prometo! E mais rápido!