Night and Sun
6 Capítulo 6
Notas iniciais
“Nossa! Wow, esse lugar realmente é incrível!”
Alois falou após assoviar baixo ao sair do carro, caminhando pelo pequeno estacionamento exclusivo do bar.
Ciel, Alois e Finny vieram de carona no carro de Bard, já Mey-Rin veio em seu próprio carro com mais três amigas, enquanto Sebastian veio sozinho em seu veículo.
O estudante de cabelos escuros amava seu carro velho profundamente, mas não podia deixar de ter adorado o carro de seu chefe assim que botou os olhos nele. Um Jaguar, que parecia extremamente novo, XFR preto.
‘Como um dono de loja de conveniência consegue tanto dinheiro? Soube que esse modelo está mais de duzentos mil dólares. Isso é ridículo. ’
A batida da música alta lhe tirou de seus pensamentos, fazendo com que ele e seu amigo se sentissem ainda mais excitados. Os dois já conseguiam ver a placa do bar, o nome escrito com neon vermelho em uma letra cursiva elegante.
O grupo entrou no bar, as luzes coloridas brilhando no escuro, o cheiro de fumaça artificial e álcool tomando conta do local.
“Vamos arrumar uma mesa.” Sebastian disse, dando um leve tapa na parte baixa das costas de seu mais novo empregado que estava na sua frente, caminhando charmosamente para uma mesa redonda de vidro que ficava encostada no canto, um banco vermelho acoplado á parede.
Mey-Rin deslizou primeiro pelo banco, Bard sentando do seu lado esquerdo e na ponta do banco, Finny á sua direita, seguido de Alois, Ciel e finalmente, na outra ponta, Sebastian. As amigas de Mey-Rin avisaram que já iriam para o bar e depois para a pista e que elas a esperariam lá.
“Eu vou fazer um pedido especial para nós.” Mey-Rin disse com um sorriso perverso no rosto, fazendo Bard jogar-lhe um olhar de estranhamento e um pouco de medo.
Assim que o garçom se aproximou, Mey-Rin pediu duas tequilas ‘especiais’, fazendo o homem rir baixo, enquanto Bard pediu uma cerveja e Sebastian uma dose de Bourbon Hudson Baby com gelo.
“Trarei o pedido em dois minutos.” O homem sorriu educadamente antes de pedir licença e se afastar.
Sebastian colocou seu braço esquerdo por cima do banco e, conseqüentemente, atrás dos ombros de Ciel, fazendo o jovem olhá-lo pelo canto dos olhos e se pressionar contra a almofada, aproximando-se do membro torneado, seu amigo loiro rindo discretamente para si mesmo ao perceber.
O jovem pegou um de seus novos pacotes de cigarro do bolso, cruzando as pernas pálidas ao levar um dos bastões aos lábios, franzindo as sobrancelhas finas ao procurar seu isqueiro em seu short e não o encontrando. “Alois acende aqui.”
“Não sou lâmpada, amor.”
“Vai se fuder, você entendeu.”
O loiro riu, assentindo e movendo-se para procurar seu próprio isqueiro em sua calça apertada de couro. “Aqui, ache-”
“Pode deixar.”
Sebastian disse baixo, já levando seu isqueiro, que estava no bolso de seu terno, aos lábios de seu empregado, suas órbitas vermelhas fixadas na boca rosada, parecendo estar em transe.
Lentamente, acendeu a pequena chama e o cigarro, a dobra de seu dedão encostando-se à borda do lábio inferior do mais novo, fazendo o homem lamber os lábios.
Ciel quase gemeu com o toque e estava a ponto de choramingar quando o dedão foi removido. Respirou fundo, o gosto levemente refrescante do cigarro tocando suas papilas, soprando a fumaça lentamente e deixando seus olhos entreabertos antes de se virar para seu chefe com um sorriso sedutor.
“Obrigado.”
“Não há de que.”
Todos na mesa estavam calados, prestando atenção nos dois, que pareciam ter se esquecido de tudo e ficaram simplesmente se encarando.
“Aqui está.” O garçom anunciou, rompendo a tensão do grupo, fazendo com que todos olhassem para ele. “Um Bourbon.”
O homem colocou um copo baixo com gelo e o Bourbon de Sebastian em sua frente, seguido de uma cerveja long neck na frente de Bard.
Depois, colocou dois pratos baixos retangulares no centro da mesa antes de se retirar novamente, deixando os homens da mesa confusos.
“Mas o quê...” Ciel murmurou, se inclinando e olhando os pratos de perto antes de começar a rir alto. “Ah, minhas nossa, Mey, que coisa escrota!”
Nos pratos, havia a tequila pedida. Em gelatina no formado de pênis, já fatiado e pronto para ser comido, com um pouco de chantily perto do que seria a ‘ponta’
“Adorei!” Alois declarou, já pegando dois dos compridos garfinhos deixados junto do prato, entregando um para seu amigo.
Cada um pegou um pedaço da gelatina, bem na base, e enfiaram na boca, saboreando o gosto forte da tequila, Mey-Rin fazendo o mesmo em seguida.
“Eu... Ahm, acho que vou tomar cerveja com o Bard.” Finny declarou timidamente, seu rosto completamente vermelho enquanto tentava se virar para o homem mais velho para conversar por trás de Mey-Rin e ignorar os pratos de tequila.
“Ah, mas isso é muito bom. Olha Ciel, vem até as bolas!” Alois riu, pegando a parte da anatomia dita e enfiando na boca.
“Pode ficar. Prefiro a ponta, é mais sensível.” Ciel comentou, olhando brevemente para seu chefe enquanto trazia a gelatina aos lábios, propositalmente sendo lento para parecer que estava beijando antes de passar a língua brevemente por cima e colocar tudo na boca com um gemido baixo.
Sebastian grunhiu baixo com a cena, encarando sem pudor o jovem, seus dedos coçando para não trazer aquela boca atrevida a sua própria ponta já inchada.
...
“Vamos, Ciel, quero beber maaais!” Alois alegou, empurrando seu amigo, já um pouco intoxicado.
Bard, Finny e Mey-Rin já haviam se levantado, os homens no bar bebendo cerveja enquanto a ruiva estava dançando com as amigas.
“Ok, ok, vamos.”
Alois deixou um som baixo e não muito masculino de alegria sair de seus lábios e saiu pelo lado vago do banco, esperando o outro rapaz.
Sebastian estava prestes a se levantar quando uma mão pálida foi colocada em sua cocha, gentilmente segurando-o no banco.
“Não precisa se incomodar, chefe.”
As palavras rolaram sensualmente da boca do estudante, o loiro que já estava em pé encarando a dupla com olhos azuis claros levemente arregalados.
O homem mais velho encarou seu empregado enquanto ele se erguia minimamente e passou por cima dele.
A respiração de Sebastian ficou presa em sua garganta quando o outro pressionou seu quadril propositalmente contra seu membro vestido ao se mover, sentindo seu órgão se contorcer dentro de sua boxer quando a bunda macia roçou contra ele lentamente.
‘Moleque atrevido da porra.’
Ciel segurou um riso ao se levantar e ver o rosto surpreso de seu amigo loiro, lançando um olhar discreto para seu chefe por cima do ombro, sorrindo vitoriosamente ao ver o homem com os punhos fechados e lambendo os lábios.
“Vamos, Alois. Vamos tomar mais alguns drinques.”
Caminharam calmamente pelas pessoas, aproximando-se rapidamente do bar. Sentaram-se nos bancos altos, Alois já pedindo mais duas doses de tequila e duas de vodka para começarem.
Assim que o bartender trouxe as bebidas, a dupla virou as doses rapidamente, os amigos arfando alto, suas gargantas queimando prazerosamente com o álcool descendo nelas.
“Então, seu puto! Eu vi o que você fez lá! Putooo! Por que você não se ajoelhou e deu uma chupada para ele?”
“Nossa seu estúpido! Cala a boca! Nem todo mundo no bar quer saber disso!” Ciel disse bravo, dando um leve empurrão em seu amigo.
“Ah, ok, foda-se. Mas você viu como ele ficou duro? Nossa, eu achei que eu teria que chamar uma patrulha da S.W.A.T, porque aquela coisa, querido era enooorme!”
“Pfff, e depois eu que sou puto!” O rapaz de cabelos escuros falou brincalhão, rindo alto das palavras do amigo. “E para de olhar para o pau do meu chefe! Aquele pedaço de carne é meu!”
“Seu ridículo!”
“Tanto faz! Eii, bartender! Ei, ei, ei, vem aqui. Bartendeeeer! É, você, venha aqui!” O estudante de órbitas não combinantes disse rapidamente, o homem chamado caminhando calmamente ao rapaz que estava obviamente alegre.
“Sim, posso ajudá-lo?”
“Claro, claro. Você está vendo aquele homem ali?”
“Estou vendo muitos homens, senhor.”
“Pff, idiota. Aquele ali, o bonitão de terno parecendo um ator pornô e modelo!”
“... O que está sozinho com um copo de Bourbon?”
“É!” Ciel exclamou, até batendo no balcão do bar para provar seu ponto. “Quero que faça um Orgasmo e entregue para ele. Diga que fui eu que mandei!”
“Como quiser senhor.”
“O que você vai fazer Cielly?” Alois perguntou, já imaginando as intenções do amigo, sorrindo maliciosamente.
“Apenas o que vim fazer. Cuidado com a bebida e para quem você mostra à bunda.” O estudante declarou com um sorriso próprio nos lábios rosados antes de se levantar e se afastar do bat.
...
“Senhor.”
A atenção de Sebastian foi tomada da parede que encarava quando ouviu uma voz ao seu lado. “Sim?”
“Aqui, um Orgasmo.”
“Eu não pedi.”
“Foi o rapaz no balcão que pediu para lhe dar.”
Assentiu e seus olhos carmesins procuraram pela pessoa que ele tinha quase certeza que tinha lhe mandado a bebida, mas apenas viu Alois lá, virando uma dose... Ele não sabia o que era aquilo.
Mesmo assim, o homem virou o copo de uma vez, o sabor pesado e denso agradando-o profundamente.
“Gostou?”
Outra voz lhe capturou a atenção novamente. Só que dessa vez, a voz lhe trouxe um arrepio. Era baixa e sedutora contra seu ouvido, e ele reconhecia muito bem o dono dela.
“Muito.” Respondeu no mesmo tom, apesar mais roucamente, lambendo os lábios de leve.
Virou sua cabeça um pouco para o lado, vendo Ciel inclinado a poucos centímetros de si, suas respirações quentes misturando-se.
Perdeu o fôlego brevemente quando o estudante se aproximou e lhe beijou o pescoço, roçando as pontas dos dentes perfeitamente brancos na pele macia.
O chefe levantou uma de suas mãos, entrelaçando sua mão no cabelo sedoso, pressionando o mais novo contra si com um grunhido baixo antes de murmurar, “Gostaria de dançar, Phantomhive?”
Separando-se com um sorriso ao ver uma pequena marca no pescoço de seu chefe, Ciel riu baixo e assentiu, respondendo com excitação, “Adoraria, senhor.”
Levantando-se, o mais velho retirou sua jaqueta e sua gravata, jogando as peças sem cuidado sobre o banco, rolando as mangas de sua camisa até os cotovelos.
Ciel segurou um gemido ao ver a camisa quase justa no torso do outro, revelando braços torneados e um peito que era provavelmente firme.
Caminhou na frente, sabendo que o mais velho o seguiria, passando pelos corpos que se moviam lascivamente.
Assim que achou um local onde algumas pessoas estavam aglomeradas mais próximas uma das outras, parou e virou-se para seu chefe, ficando surpreso com o quão próximo o homem já estava.
Lentamente, os dois começaram a se mover na batida da música, Sebastian estendendo as mãos para descansá-las nos quadris do rapaz, apertando-os de leve.
Um suspiro levemente agudo escapou da boca do rapaz, um pequeno sorriso malicioso estampado na boca rosada. Ciel vagarosamente se virou, estendendo as próprias palmas atrás de si e para cima para segurar no pescoço do homem mais alto.
Seus corpos já estavam pressionados contra os outros, o calor tomando conta deles, suas respirações se transformado em leves ofegos.
Sebastian grunhia baixo com o jeito que seu empregado movia o quadril contra o seu, mantendo seus olhos entreabertos, seu membro inchado recebendo pressão prazerosa.
Atrevidamente, o mais velho abaixou mais uma das mãos do quadril do rapaz, que já estava com a cabeça inclinada para trás e encostada em seu ombro, e roçou a ponta de seu dedão contra a protuberância nos shorts de seu empregado, fazendo-o contorcer-se e choramingar baixinho, antes de voltar sua mão para o lugar de antes.
Mordendo o lábio inferior, Ciel virou-se mais uma vez, ainda se movendo lentamente na batida da música, encarando o outro. Suas pernas agora estavam entrelaçadas, suas coxas entre as do mais velho, os dois ofegando um pouco mais pesadamente agora que suas ereções estavam recebendo mais atenção.
Olhos carmesins encontraram órbitas não combinantes, uma num profundo azul, outra num cinza leitoso, a visão delas fazendo um arrepio prazeroso percorrer seu corpo, um que não foi causado apenas de excitação.
Assim, ambos se aproximaram, roçando os narizes, o mais velho apertando os quadris com um pouco mais de intensidade enquanto o estudante fazia o mesmo com seu pescoço.
Inconscientemente fecharam os olhos, inclinaram as cabeças um pouco para o lado antes de pressionarem seus lábios já entreabertos juntos, fazendo com que eles estremecessem e gemessem em puro deleite, cada um usando toda sua força de vontade para não gozar.
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