Night Symphony
8 Capítulo 8
Não conseguia acreditar que ela aceitou meu pedido, nada podia dar errado nesse casamento, ou eu farei todos os responsáveis passar o resto de seus dias debaixo da terra. Os preparativos iniciam-se na noite seguinte, e as núpcias ocorrerão em Junho; estarei disposto a atender todos os desejos de minha Constanze, farei dela a mulher mais feliz do mundo.
— Há alguém que queira convidar para o casamento, Senhora de Arcenaux? — Perguntei, sorrindo divertido e tomando sua delicada mão. Achei melhor perguntar, já que obviamente ela não havia se desapegado a sua família e honestamente, para mim é difícil aceitar isto. — Sim! Querido, gostaria que meu pai presenciasse esse momento tão importante de minha existência. — Inconscientemente, meu olhar abaixou-se, murmurei um — Certamente, hoje mesmo mandarei trazê-lo. — Ela deve ter notado meu desconforto e apertou minha mão um pouco mais. — Há algo errado, meu amor? — Sorri minimamente, a ideia de qualquer parente dela aqui perturbava-me de tal maneira, porém é claro que jamais a revelaria isto. — Não, meu anjo, nada está errado. — E encerrei o assunto com um pequeno beijo em seus lábios.
Como dito, mandei Graf buscar o senhor Meert, disse-lhe também para que demorasse o máximo possível para regressar; enquanto isso, pedi a outro de meus criados para entregar o restante dos convites e a outro, para garantir as bebidas, não importava quantos pescoços ele precisasse rasgar.
Ah, será uma daquelas festas que duram uma semana, será inesquecível para todos. — Meu bem, você precisa alimentar-se, aparenta estar fraca. Annelie! — Uma senhora de meia idade, às vezes bastante inconveniente, então a usamos para saciar nossa sede. Assim que ela adentra o salão principal, a olho intensamente, fazendo-a cair em meus braços. — Veja, meu doce, pode deliciar-se. Quando ela acordar não se lembrará de nada, nem dor sentirá.
Ataquei o pescoço da senhora perante mim, sem o menor remorso... E o modo como ele induziu-me a fazer tal coisa, enevoou minha mente. Céus, o que aquele homem, aquele ser fazia comigo?
Meus lábios abriram-se num sorriso obscuro ao ver minha pequena beber da tão amável senhora, e um vestígio de culpa em um canto escondido de minha alma era presente; culpa, algo que nunca conheci, não inteiramente. Depois de devidamente saciada, despertei Annelie e a mandei de volta ao trabalho, gargalhei internamente, já que ela não tinha conhecimento algum do que se passara. Incrível como Constanze estava ainda mais encantadora que nunca, o sangue realmente lhe faz muito bem. Não pude resistir, e beijei seus lábios apetitosos e molhados, lambuzando-me e sentindo-me o ser mais afortunado e ainda assim mais imundo do universo.
Finalmente chegou a noite de nosso casamento, estava ansioso, e quando assim ficava... a fera dentro de mim tomava o controle e isso não podia acontecer. Os convidados foram adentrando o castelo, em pares; o senhor Meert demorou a chegar, como previsto. — Como está a noiva mais bela do mundo? — Disse, pegando-a de surpresa, acabei gargalhando com o salto que deu. — Ansgar! Não sabe que ver a noiva antes do casamento causa má sorte? — Onde foi mesmo que ouvi isto? — Ora, bobagem. Não há como a má sorte alcançar-nos. — Aproximava-me dela e acariciava seu belo rosto, que terei o prazer de ver eternamente, sorrindo para mim. — Espero você lá no salão, minha dama. — Assim que regressei ao salão, a sensação que tive não era das melhores e num dia feliz como esse, isto era por demais alarmante. Dirigi-me até a mesa com as taças e tratei de beber, pelo menos umas quatro para aliviar esta ansiedade. Porém, não adiantou, pois ouvi uma voz desagradavelmente familiar atrás de mim. — Nunca pensei que chegaria este dia, Ansgar.
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