— Sir Sindre, a que devo a honra de tua visita? Estou certo que não é mera cordialidade. — Disse eu, sarcasmo transbordando de minha voz, não era nenhuma honra recebê-lo. Levantei-me para dar-lhe a devida atenção, embora ele não merecesse. — Tem razão, Lord de Arcenaux, as notícias não são agradáveis — Ele limpou a garganta e olhou-me como se me propusesse um desafio quase impossível de realizar. — Estamos encerrando nossa sociedade. Firmamos parceria com Zethya, o senhor sabe, uma civilização moderna, eles precisam muito mais do nosso equipamento.

Não pude acreditar naquelas palavras, causaram-me um amargor na garganta. — Nem teve a decência de consultar-me, Askeland. Que espécie de líder é você? — Minha voz era perigosamente contida, porém, de veneno era carregada. Eu acabaria com a vida daquele maldito ali mesmo, mas a morte é muito boa para ele... Eu o farei pagar.

— Eu peço mil desculpas, Milord, não era minha intenção ofendê-lo... — Meus lábios se abriram em um meio sorriso, tão cruel quanto suas intenções e fiz meu caminho até parar atrás de Sir Sindre. — Não ofendeu a mim, senhor. Eu apenas lamento a grande perda que será para nós dois... — Reparei que franziu o cenho em confusão, entretanto eu não ia explicar o que acabara de dizer, apenas espero que que aprecie a surpresa que o espera tanto quanto eu apreciarei. — Se me permite, Sir Askeland, tenho muito o que fazer.

Sem dizer uma só palavra, ele caminhou até a porta e desapareceu na penumbra de meu castelo. Senti-me satisfeito por fazê-lo sumir de minha casa. — Graf, venha cá, por favor. — Um de meus criados de maior confiança, fica sempre à porta de meu escritório. — Sim, mestre? — Minha expressão mudara de contente para melancólico ao lembrar da dama que me tem mal juízo, mas que amo ardentemente. — Leve alimento para a senhorita Meert, sim? E diga-lhe... — Não pude continuar, depois eu lhe diria pessoalmente, quando as coisas se acalmarem. — Isso é tudo, obrigado, Graf.