Night Shadow
4 A escolha
Notas iniciais

Sebastian POV
— Vossa alteza, eu preciso lhe contar uma coisa. – referia-me ao rei encurvando-me diante de sua presença.
America e minha mãe Cecília também estavam na sala e todos me olharam naquele instante.
— É sobre a Princesa Louisa. – me sentei na poltrona ao lado do rei Henry, enquanto as duas continuaram de pé ao lado do sofá me observando. – Bom, eu não sei bem como lhe contar isso.
— Diga Sebastian, não faça tanto suspense. – ele bufou.
— Claro vossa alteza...
— Henry, me chame apenas de Henry. Já lhe disse isso várias vezes.
— Perdão voss... quer dizer, senhor Henry.
— Vamos prossiga rapaz. – ele estava impaciente.
— Bom, é que Louisa costuma ter pesadelos todas as noites, com um homem. – fiz uma pausa e sua expressão mudou completamente, ele parecia assustado. – E nesses pesadelos ele sempre quer mata-la. – fiz um esforço para dizer isso, pois sabia o efeito que isso causaria nele.
— Que homem é esse? – ele perguntou apreensivo
— Eu não sei, ela também não. – mas eu sabia que ela desconfiava de quem fosse, já havia comentado comigo.
— E o que o sonho dela tem de tão importante?
— Eu não sei, apenas pensei que o que aconteceu possa ter alguma coisa relacionada a isso. Achei que precisava saber.
— Tudo bem, obrigado. – ele se colocou de pé e me levantei junto a ele. – Vamos arrumar um guardião para ela, imediatamente. Isso é uma ordem America.
— Será mesmo necessário? – perguntei.
— Claro que sim. Eu quero isso o mais rápido possível.
— Vou organizar um concurso para escolhermos o melhor guardião possível para Louisa. – disse America
— Ótimo!
— Vou lá em cima ver ela. – falei.
Abri a porta de seu quarto e Lucy, a enfermeira, estava ao seu lado colocando uma toalha molhada sobre sua testa. Assim que me viu apenas acenou e saiu do quarto, me deixando com ela.
Louisa estava com muitos machucados e com febre alta. Era difícil vê-la daquela forma.
— Oi. – sua voz estava um pouco fraca, mas senti seu olhar em mim. – Bash? – ela me chamou por meu apelido.
— Ei. – sorri e me sentei ao seu lado na sua cama. – Como esta se sentindo?
— Estou bem... eu vou ficar. – ela se corrigiu. – Obrigada por me encontrar. – ela sorriu levemente para mim.
— Eu fiz apenas minha obrigação.
— Claro que não. Você me salvou. – ela segurou na minha mão.
— O que você estava fazendo? O que foi que aconteceu com você lá?
— Eu não sei, não me lembro ao certo. Só sei que estava lá em cima e de repente eu já estava lá em baixo. Eu não sei o que houve.
— Você escorregou provavelmente.
— Talvez. – eu realmente não conseguia me lembrar do que aconteceu e quando tento minha cabeça dói freneticamente.
— Mas isso não importa mais, seu pai esta providenciando alguém para cuidar de você, uma espécie de guardião.
— O que? – ela se agitou – Não! Eu não preciso disso! Sebastian diga a ele por favor!
— Se acalme Lou. Esta tudo bem, eu também acho que precisa. Depois de tudo isso...
— Não! Até você Bash? Não! – ela se esforçava para falar cada vez mais alto.
— Ei, você precisa se acalmar, não pode fazer esforço, fique calma. – segurei sua mão. – Você confia em mim?
Ela suspirou, olhou dentro dos meus olhos e apenas balançou a cabeça afirmativamente.
— Então fique calma, é tudo para o seu bem.
— Eu te amo Bash. – ela colocou sua cabeça sobre o meu peito e me abraçou. – Ai. – reclamou assim que um de seus machucados encostou em mim.
— Cuidado senhorita. – acariciei seus cabelos e firmei a toalha em sua testa. – Vai ficar tudo bem. Eu prometo Lou.
Louisa POV
A enfermeira Lucy colocou uma toalha molhada sobre minha testa para diminuir a febre. Senti um calafrio percorrer o meu corpo e me encolhi debaixo das cobertas.
Sebastian abriu a porta e vi que olhava para a enfermeira esperando autorização para entrar. Assim que ele entrou ela saiu.
— Oi. – falei ainda esperando seu olhar encontrar o meu – Bash?
— Ei. – ele sorriu e se sentou junto a mim na minha cama – Como esta se sentindo? – perguntou.
— Estou bem... eu vou ficar. – corrigi assim que me lembrei de todos os machucados no meu corpo e a febre que não me deixava um minuto sequer – Obrigada por me encontrar. – sorri ao lhe agradecer.
— Eu fiz apenas minha obrigação. – ele balançou sua cabeça envergonhado.
— Claro que não. Você me salvou. – segurei sua mão.
— O que você estava fazendo? O que foi que aconteceu com você lá?
— Eu não sei, não me lembro ao certo. Só sei que estava lá em cima e de repente eu já estava lá em baixo. Eu não sei o que houve.
E eu realmente não me lembrava de nada, e todas as minhas tentativas foram invalidas e a única lembrança que tenho foi de encontrar uma pedra para me sentar e da queda. Não sei o que aconteceu nesse meio tempo.
— Você escorregou provavelmente.
— Talvez. – concordei
— Mas isso não importa mais, seu pai esta providenciando alguém para cuidar de você, uma espécie de guardião.
— O que? – eu não podia acreditar no que acabara de ouvir – Não! Eu não preciso disso! Sebastian diga a ele, por favor! – eu tentava gritar, mas o máximo que consegui foi elevar um pouco a minha voz.
— Se acalme Lou. Esta tudo bem, eu também acho que precisa. Depois de tudo isso...
— Não! Até você Bash? Não!
— Ei, você precisa se acalmar, não pode fazer esforço, fique calma. – ele segurou minha mão. – Você confia em mim?
Suspirei profundamente e encontrei seus olhos novamente, balancei a cabeça em sinal que sim. Sebastian era uma das pessoas mais importantes para mim, e eu confiava nele de todas as formas possíveis. Não havia absolutamente nada sobre mim que ele não soubesse. E além de tudo ele sempre me apoiava.
Se ele estava dizendo que eu deveria confiar nele, era isso que eu precisava fazer.
— Então fique calma, é tudo para o seu bem.
— Eu te amo Bash. – me deitei sobre o seu peito e o abracei – Ai. – resmunguei quando o machucado do meu braço encostou nele e começou a arder.
— Cuidado senhorita. – ele passou a mão no meu cabelo e pressionou a toalha na minha testa – Vai ficar tudo bem. Eu prometo Lou.
Eu poderia congelar aquele momento junto a Sebastian pelo resto da minha vida. Nós crescemos juntos, nossas famílias são próximas e moramos um perto do outro. Ele foi o primeiro garoto pelo qual me apaixonei.
E às vezes eu sinto que aquele sentimento ainda me persegue todas as vezes que ele se aproxima de mim.
— Eu estou com medo. – afirmei.
Eu não era de assumir esse tipo de sentimento, palavras assim passavam longe do meu vocabulário aos olhos de quem me conhece, mas com ele era diferente. Eu me sentia frágil, e não me sentia fraca por lhe dizer isso. Me sentia segura.
— Eu estou aqui. – ele beijou a minha mão.
Olhei para ele, e ele desviou o seu olhar de mim. Sebastian era um pouco tímido e as coisas já estavam ficando um pouco estranhas por aqui. Fechei meu olho e fiquei intacta deitada sobre ele.
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