Night Secrets.
4 Voyeur.
Notas iniciais
*Voyeurismo é uma prática que consiste num indivíduo conseguir obter prazer sexual através da observação de outras pessoas. Essas pessoas podem estar envolvidas em atos sexuais, nuas, em roupa interior, ou com qualquer vestuário que seja apelativo para o indivíduo em questão, o/a voyeur.
POV do Tom.
Medo. Maldito medo. Medo de ser pego, medo de que alguém saiba. Medo esse que misturado à minha curiosidade e aos gemidos vindos do quarto ao lado torna tudo tão atrativo e emocionante.
Que merda eu estou fazendo? Que atitude de criança... Ir espiar vocês... Será que eu devo?
Levanto o mais silenciosamente possível e ando até a porta do meu quarto, antes de abri-la olho para baixo, avalio se estou em condições de ir até o corredor. Uma boxer justa e uma semi-ereção, perfeito.
Esgueiro-me para fora e aproveitando-me da escuridão que me envolve sento bem próximo à sua porta. Agradeço por estarmos sozinhos em casa, ou quase. Você e ela aí dentro e eu feito um idiota do lado de fora procurando uma posição menos desconfortável.
Escuto risinhos e gemidos abafados, parecem que estão bem próximos, assusto-me quando percebo o quanto. Um baque surdo na porta onde eu estou encostado, a mesma se entreabre acidentalmente, afastam-se. Minha mão vai de encontro a minha boca calando um quase grito surpreso. Arrisco olhar para dentro. Vejo os vultos agora na cama, parece que começaram.
Ela movimenta-se encima de você, cavalga, rebola. E o pior é que isso não surte efeito em mim. O que realmente me faz perder a cabeça e apertar meu membro agora totalmente desperto são os seus gemidos, roucos, altos, quase rosnados. Nunca pensei que fosse assim. Na minha mente sempre imaginei que fosse mais afeminado, sonhava com sua voz gemendo por mim, gemendo meu nome.
Finalmente trocam de posição, agora sim tenho a visão privilegiada que tanto preciso. A luz fraca do abajur é só o que ilumina o quarto. Vejo-o colocá-la de quatro e começar a estocar. Sigo olhando suas costas esguias e glúteos contraídos, o movimento não para, o suor começa a escorrer lentamente traçando seu caminho até chegar às suas pernas. Em um movimento abaixa o tórax e fica completamente exposto para mim, masturbo-me ainda mais rápido sem nem me dar conta de quando havia começado.
Vejo seu corpo arquear-se e em um último movimento seu corpo desabar sobre o outro. Movimento minha mão mais rápido e em poucos segundos sinto o orgasmo tomar-me. Sigo sentado, as mãos no mesmo local, um sorriso débil na face.
Não percebo quando aproxima-se, uma expressão satisfeita no rosto e segura a maçaneta. Olha-me com uma expressão sacana, o pênis à altura de minha cabeça ainda úmido, coloca a mão na cintura e sorri levemente, fecha a porta e me abandona ali, completamente assustado. Fui pego.
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