Night Secrets.
12 Striptease.
Notas iniciais
Essa música faz um sentido na minha cabeça que vocês não fazem noção O_O' Aliás, foi a Drabble que eu mais gostei de escrever *-*
Enfim, baseada em um conto que eu li, em um blog que talvez vocês conheçam (Quem já leu vai entender XD), espero que gostem, eu decididamente PRECISAVA escrever isso...
Boa Leitura ^^
Não aguentava mais contar os minutos. A cada segundo de atraso meu coração disparava e meus olhos já estavam completamente sonolentos de tanto encarar a iluminada tela à minha frente.
Eram 02:46 hs da madrugada e nada dele dar sinal de vida. Havia combinado com Tom para entrarmos meia-noite na internet pra conversar via webcam, afinal fazia seis meses sem vê-lo, mas até o momento nada.
Levantei já decepcionado e segui para a cozinha com a intenção de tomar algo, nem metade do caminho foi feito, um barulho irrompeu do notebook e em segundos eu havia corrido de volta desesperado. Idiota! Não era minha intenção parecer tão necessitado assim.
O que vi na pequena janela do computador fez meu coração aquecer instantaneamente apesar do frio que estava sentindo anteriormente. Meu irmão, lindo como sempre, uma camisa e bermuda, o rosto em uma expressão feliz.
- Senti sua falta Billy... Está sozinho?- Perguntou-me com uma expressão indecifrável para em seguida levar à boca uma garrafa de vinho, parecia estar de pileque. Apenas assenti sem entender o porquê da pergunta. Pensei em dizer algo quando o vi levantar e toda a luz ao seu redor se apagar tendo como foco de luz apenas o flash da câmera.
Ainda não entendendo o que se passava percebi que ele mexia em algo no PC. Segundos depois escutei uma música se iniciar. Era “Crazy” da banda Aerosmith. Meu coração quase saltou do lugar quando percebi do que se tratava, em meus lábios um sorriso brotou rapidamente.
Um Striptease. Pra mim.
Iniciou devagar, tirou a camiseta lentamente, acariciou o abdômen enquanto fechava os olhos. Uma dança um pouco desajeitada – Tom nunca foi um bom dançarino – porém sensual foi aparecendo pouco a pouco em cada passo. Tentava acompanhar o ritmo da música, calma, porém sexy e marcante, errando algumas vezes as quais eu mal me importava.
Ele parecia esquecer-se de que estava sendo observado, ao mesmo tempo em que fazia aquilo justamente para mim. Parecia motivado pelo vinho e pela saudade, nunca soube dizer o que mais o influenciou.
O que mais me agradava era vê-lo excitar-se entre os sorrisos tímidos e peças retiradas. Ele de fato parecia gostar imensamente do que fazia. Sorri ainda mais quando percebi que estava cantando, comecei imediatamente a prestar atenção na letra.
“That Kinda lovin’ (Esse tipo de amor)
Turns a man to a slave (Transforma um homem num escravo)
That kinda lovin’ (Esse tipo de amor)
Sends a man right to his grave” (Manda um homem para a sepultura)
Pois é, fazia sentido.
Tom agora retirava lentamente a bermuda. Meu olhar preso em seu corpo. A boxer já apertada marcava nitidamente o local e mesmo ainda no escuro – ou justamente por causa dele – podia perceber atentamente cada curva de seu belo corpo, os músculos definidos, a pele levemente dourada e convidativa. Eu praticamente babava em frente ao pc e só percebi o estado em que estava quando reposicionei minhas pernas para acomodar-me melhor e senti entre elas meu membro duro como nunca. Não dei-lhe atenção, não queria perder nenhum momento daquele momento inesquecível.
“I go crazy, crazy, baby, I go crazy (Eu vou enlouquecer, enlouquecer, baby, eu vou enlouquecer)
You turn it on (Você apronta)
Then you’re gone (Depois vai embora)
Yeah you drive me (Você me deixa)
Crazy, crazy, crazy for you baby” (Louco, louco, louco por você baby)
Sentia que nada nunca poderia ser mais perfeito que aquilo. Vê-lo ali tão entregue era maravilhoso e ao mesmo tempo terrível. Saber que não poderia tocar-lhe ou agradecê-lo me apertava o coração.
Inconscientemente prendi minha respiração quando suas mãos deslizaram preguiçosamente até a barra da boxer. O som da guitarra marcando o tão esperado momento. Puxou-a para baixo ainda movendo-se lentamente, mordia os lábios em uma expressão excitada. Quando retirou por completo a peça eu quase caí da cadeira. Mal me lembrava o quanto gostava do que via, porém vê-lo acariciar o pau diante da webcam me fez recordar imediatamente. Não me contive, minha respiração acelerou consideravelmente e minha boca parecia não querer fechar. Devia estar com uma cara de tonto.
A música já estava no fim, infelizmente ele pareceu notar isso e como se voltasse a si, abriu os olhos brevemente para dar de cara com a minha expressão embasbacada. Vi-o sorrir tímido e tomar mais um largo gole da garrafa de vinho.
Estava tão perdido em sensações que não percebi o barulho na fechadura do apartamento. Queria mais, muito mais, e odiei imensamente meu colega com qual dividia o local, que adentrou o quarto dando-me tempo somente de fechar o notebook e cobrir com uma almofada o que se apertava tanto em minhas calças.
Respirei fundo me acalmando e reunindo paciência para não matar o ser vivo que tagarelava ao meu lado agora. Talvez o que tenha me acalmado realmente foi a esperança de retornar o mais rápido possível para casa e pedir-lhe para repetir a dose ao vivo. E isso eu iria exigir com toda a certeza, afinal, a chama havia se reacendido novamente.
Notas finais
E ae? O que acharam? Reviews? Será que vou ganhar a primeira indicação dessa fic? *-*
Beijoos ;*
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