Night Of Heroes
1 Capítulo único
Notas iniciais
Bom. como se eu já não tivesse outras histórias pra atualizar. aqui está mais uma one-shot original. Espero que se divirtam lendo-a, porque eu me diverti muito escrevendo.
Eram duas e meia da manhã. Eu estava sentado no parapeito da janela, fumando um Marlboro e observando a cidade. Nova Iorque tomava forma pela sua selva de prédios e concreto, que formavam uma silhueta naquela noite estrelada. Observei meu reflexo através do vidro da janela: cabelos bagunçados, barba por fazer e olheiras consequentes da falta de sono. Já fazia três meses que aquela era minha rotina noturna, três meses desde que meu namorado e eu começamos a fazer algo extremamente arriscado. O computador emitiu um alerta atrás de mim, e me apressei para atender. Era uma chamada de áudio. Coloquei meu comunicador.
— Stanley? Você está aí? — A voz de Charlie estava ofegante. — Estou. Do que precisa? — Respondi. O GPS marcava sua localização. Pela forma com que se movia pela tela do computador, provavelmete estava em uma perseguição. — Um assalto à mão armada. A vítima está segura, no momento estou perseguindo o assaltante. Você pode me dar a localização? — Charlie perguntou. Além de sua voz, eu ouvia o som de seus pés se chocando sobre o concreto à medida que ele saltava de um prédio pra outro. Encontrei duas câmeras de segurança pra hackear. Pelo modo com que Charlie perseguia o assaltante, ele passaria por elas. Vi um homem encapuzado correndo com uma arma em mãos. — Charlie? — Falei. — Econtrei seu cara. Ele está cerca de cem metros à sua frente, mas você pode alcançá-lo. Tem um beco no próximo quarteirão, tente levar ele pra lá. — Entendi. Vou desligar aqui por um minuto, beijos. — Ele respondeu, e a ligação se encerrou. Depois que sua irmã foi morta em um assalto, Charlie ficou traumatizado e decidiu se tornar um vigilante. Os outros heróis de Nova Iorque inspiraram-no a se tornar o que ele é hoje. Ele passou boa parte da adolescencia treinando artes marciais. Quando me envolvi com ele, a um ano e meio, nunca achei que acabaria naquele tipo de situação. Ele estava relutante em me contar, mas acabou não tendo muita escolha depois que simplesmente entrou sangrando pela janela do quarto às duas da manhã usando uma máscara ridícula. No começo, fui totalmente contra, mas depois de um tempo, percebi o que ele estava fazendo. A criminalidade do Queens caiu quase pela metade depois que ele começou. Foi então que decidi usar minhas habilidades para ajudar. Me formei em Oxford e me mudei para os EUA para trabalhar na NASA. Projetor de satélites de dia, ajudante de vigilante à noite. Meus conhecimentos de computação e programação acabaram sendo de muita utilidade. O alarme voltou a apitar. — Stanley? Peguei ele. O maldito atirou no meu braço, acho que vou precisar de pontos. — Charlie falou assim que eu atendi. — Chego em aí em cinco minutos. Preparei o kit de primeiros socorros e o deixei sobre a mesa da cozinha, que nós improvisavamos como mesa de cirurgia. Não tinhamos dinheiro pra comprar um QG, então meu apartamento era o que dava. Charlie entrou pela janela, subindo a escada de incêndio. Retirou a máscara e a jogou sobre o sofá. — Boa noite, amor. — Ele falou, e me deu um longo beijo. — Boa noite. — Respodi. — Tire essa roupa, deixe-me olhar esse braço. A bala apenas acertara de raspão, nada que uma boa suturação não resolveria. Charlie se sentou sobre a mesa e eu comecei a tratar seu ferimento. Sua testa franzia sobre seus olhos verdes, e seus dentes se cerravam com cada vez mais força à medida em que o antisséptico penetrava seu ferimento.Como um Doutor em Física e Engenharia Espacial foi acabar ao lado de um vigilante? É realmente uma boa pergunta. Mas isso se tornou tão natural pra mim. As perseguições, costurar meu namorado. Parece que isso é realmente minha vocação. Eu nem me lembro mais da minha vida tranquila, e sinceramente, não parece fazer muita falta. Talvez eu me sinta mais confortável no caos.
Notas finais
Comentem o que acharam, e voltem sempre!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!
Fale com o autor