Nictofobia
7 Povo Marmota
Notas iniciais
Povo Marmota
Quando Josi acorda estava em um lugar direfente, uma casinha suja de poeira e terra, não tinha muitos moveis e cristais brancos de luz iluminavam tudo ali, Sazhaty estava sentada de costas para ele e com o braço enfaixado. A sacola de coisas deles estava na mesa, junto a potes com medicamentos e ervas para cura.
Josi: O que ouve?
Sazhaty: Eu matei aquele verme... Acho que somos as únicas pessoas que sobreviveram ao ataque de um verme de areia.
Josi: Está machucada? (Ele toca nela no ombro onde tirou algumas penas)
As faixas estavam todas pintadas de cores diferentes. As pontas dos dedos dele estavam pintadas, logo limpou as pontas dos dedos na cama e se levantou para ver melhor o que estava na sacola que tanto ele carregou.
Josi: Sazhaty... Você sangra tinta, certo? (ele tirava cada objeto de dentro da sacola)
Sazhaty: Sim, nunca conseguia levar uma nuvem ou fazer chover... Então tentava tanto que acabava sangrando e descobri um dia essa ‘’habilidade’’, me envolvi com a arte e experimentei tintas de diversas maneiras, as pontas de algumas penas são coloridas, pois algumas tintas nunca saíram do meu corpo... E por algum motivo que não sei choro, sangro e até às vezes babo tinta. (Ela estava desanimada e com muita dor)
Josi: E onde estamos?
Sazhaty: Aqui é o lugar do povo marmota, eu acordei umas 2 hora atrás, Helvética nos trouxe aqui...
Helvética: Olha se não é o amiguinho mentecapto da minha irmã! (Disse isso fazendo uma espécie de surpresa)
Helvética: Vou chamar meu amigo, ele vai nos ajudar a chegar pelo menos na metade do caminho para o castelo daquela vaca. Só não sou tão corajosa para chegar perto, não estou a fim de virar tijolo.
Josi: Virar tijolo?
Helvética: Você não sabe? Todos que enfrentam Bela Noite viram tijolos, ela os usa para construir o castelinho dela... Dizem que o castelo dela chora, sai lagrimas quando cai à noite e tudo fica frio.
Helvética sai da salinha empoeirada sem dizer mais nenhuma palavra aos dois, enquanto isso Josi tira da sacola uma garrafa com pó branco, uma garrafa de água, ervas de cura iguais as que já estavam encima da mesa, o livro negro que Palkia tinha o presenteado e algumas frutas que ficaram amassadas com toda aquela agitação. Mas quando colocou a sacola de ponta cabeça deixou uma nota azul cair.
Ele senta junto com Sazhaty no chão, ela estava triste, pois arrancou tantas penas que não poderia voar novamente, poderia dar saltos grandes, mas não é a mesma coisa. Ela encosta a cabeça no ombro de Josi e o abraça, enquanto isso ele segurava a nota, mas deixou o pedaço de papel no cantinho e abraçou-a com força... Os dois deitaram no chão e pela primeira vez eles se beijam, como magia a dor no braço cessa assim os dois se ‘’vinculam em um só ’’. Sem gritos ou gemidos nada poderia ser ouvido, Helvética iria demorar pra voltar, além de estarem os dois sozinhos.
Depois do ato Sazhaty se levanta e volta a enrolar as faixas em seu corpo e ajeitar o pelo em seu peito, ele estava caindo então cortou um pedaço do lenço da cama e assim amarrou em seu peito fazendo uma camiseta improvisada, Josi se levanta do chão e tira a terra da perna, olha para o cantinho e pega a nota azul, entrega para Sazhaty e volta a vestir as suas roupas. Sazhaty não viu Dialga colocar a nota na sacola enquanto Josi estava sobre efeito do remédio, mas sabia que era importante.
Sazhaty, descobri que Palkia só permitiu que você atravessasse o muro com o garoto, pois os Bispos estão cheios de você entrando e pegando livros da biblioteca, sei que você tenta devolver, contudo é difícil entrar em um lugar com preconceitos sobre sua cabeça. Eles destruirão seu ninho quando partir... Não posso fazer nada, mas quando voltar dessa aventura cruel de Deus eu irei dar uma casa para você e o garoto, sim, eu percebi que gostou dele, nunca vi olhos brilharem tanto na minha vida. Enquanto os abutres que você tanto caçou na sua vida para proteger ficarão nos calabouços do castelo, pois vão ser levados quando você partir, quando enfrentar bela noite misture o pó branco com água, e tome cuidado pela primeira vez consegui ovos de vagalumes divinos, eles irão chocar quando caírem na água... São uns dos últimos seres vivos que brilham. Meus pelos brancos escondem minha idade, estou velho...
Assinado Dialga Vargas
Sazhaty dobra a nota em quatro e coloca dentro do lenço amarrado no peito, Josi coloca a sacola em suas costas e abrem a porta para sair. Helvética volta bem no momento, junto com um anão, um elfo das pedras e fauno representante dos gigantes. Os olhos dos meninos não podiam acreditar no que viam diante de si, homens de quase 50 metros de altura entre as paredes e casas como se eles fossem o apoio de tudo que tinha ali, ficavam presos entre as linhas de trem ou carrinhos de pedras ou até mesmo segurando colunas que continham casas ou centro de comercio ou vendas. Não eram poucos, entretanto seu trabalho era muito bem distribuído e pareciam sossegados e alguns até dormiam.
Helvética: Quero lhe apresentar o Hiroto chefe de todos os anões de A Nova Ordem, Otzo diretor de todos os elfo de pedras e Eleoisean o fauno que representa os gigantes e também protetor deles.
Hiroto: Então... Esse o carinha que vai nos salvar? Achei que tinha mandado um humano, não um cachorrinho peludinho. (Hiroto e todos os outros anões tinham manias de serem brutos, viviam cavando e tirando cristais de luz e os colocando na floresta para iluminar e espantar a escuridão).
Eleoisean: Meu lenço? Você rasgou meu lenço para fazer uma camiseta? (Eleoisean era amigo antigo de Sazhaty, porém suas manias de limpeza eram insuportáveis, seu trabalho era cuidar de todos os gigantes para eles continuarem sustentando toda a cidade subterrânea).
Otzo: Eu quem forneci todo o seu medicamento cara Sazhaty, sentimos os tremores e logo fomos ver o que tinha acontecido... Encontramos Helvética junto aos seus corpos, muita coragem conseguir matar um verme de areia sozinho. (elfos de pedras são bem cegos por isso apelidados de homens marmota, porém bons arquitetos e engenheiros).
Era raro ver criaturas diferentes trabalhando juntos, os gigantes só concordaram, pois não queriam se juntar à Bela Noite, sua punição foi nunca passar do nível da terra, sendo assim suas cabeças nunca sairiam dos buracos... Porém algumas partes dos corpos deles conseguiam às vezes sair como mãos e braço. O grupo subiu em uma plataforma de ferro sobre trilhos que foi deslizando para baixo, a plataforma entrou em um túnel de terra que logo encontrou a luz revelando uma mina cheia de cristais de luz, não qualquer luz e sim uma luz que deixava o ambiente todo iluminado, uma luz que deixa todos calmos e serenos, o único que não mudava era Josi que estava vermelho por causa do que tinha acontecido na salinha do Eleoisean. Os cristais eram minerados em volta, ao invés de serem quebrados com picaretas e marretas. Eram como diamantes, porém com o poder de luminosidade. Por causa deles Bela Noite não podia avançar em muitas regiões fazendo assim se limitar a cada momento em seu próprio castelo, os anões e elfos não atacavam, porque não tinham armas uma vez que o minério de ferro só era encontrado no lado da Resistência divina, as roupas eram de couro e cobre.
Eleoisean olhava para Josi, media as costas dele com sua mão e uma fita que carregava no cinto. Ele deixa, achava que era uma divida a ser paga pelas travessuras cometidas em segredo com Sazhaty, que também estava vermelha como um tomate. Quando a plataforma para de seguir caminho eles descem, numa pequena caverna Eleoisean conversava com um elfo de pedra que era considerado ferreiro de cristais, eles olham para Josi e acenam a cabeça um para o outro, ninguém ouvia o que ele dizia.
Giratina (ferreiro): O senhor gostaria que tipo de armadura?
Josi: Eu nunca tive uma, mas gostaria de uma armadura fechada com capacete. (capacete ou elmo)
Giratina abre um grande baú, onde tinha várias peças de cristal como aquelas vistas na caverna luminosa, seu brilho era idêntico aos grandes. Em um manequim cada cristal é colocado fazendo a armadura, não iria demorar como tinha um maçarico em suas mãos, de tal modo o trabalho ficaria mais rápido... Cristal por cristal era colocado com cautela e todos ficavam em volta observando o trabalho, o brilho da armadura era de queimar os olhos, contudo não aos olhos dos homens marmotas. Os braços e pernas levaram cristais mais longos e finos, quando terminou todos rodearam aquele manequim chamuscado, porém encantado e iluminado com a luz que machucava a noite. Josi coloca parte por parte, nenhuma roupa tinha ficado tão perfeita como aquela armadura tinha ficado perfeita em seu corpo. Ele cobra o elmo que iria receber, mas Giratina acena a cabeça dizendo que não... Mas volta ao baú e pega algo bem peculiar... Uma espada feita de cristais vermelhos (Rubis) era bem afiada e seu destino era ser a arma de Josi contra Bela Noite.
Josi: A roupa é bem pesada, mas é total certeza que vai me proteger.
Giratina: Suas palavras são as minhas.
O garoto tira a armadura atrás de uma cortina, enquanto outra plataforma já vinha vindo para leva-los ao centro de reuniões, anões eram bons trabalhadores, porém fofoqueiros, a noticia que os guerreiros de Deus tinham chegado se espalhou rápido. Josi termina de se arrumar e sobe na plataforma junto com os outros e Giratina, enquanto a plataforma se deslocava era possível escutar uma música de violinos e pessoas gritando e festejando.
Quando chegaram ao salão mesas repletas e comidas eram vistas, era bem nojento ver anões e elfos de pedra comer... Josi pega na mão de Sazhaty e com ela senta em uma mesa, Helvética ficou bem longe bebendo e enchendo a cara de vinho.
Hiroto carrega um grande frango e joga sobre a mesa, junto com duas garrafas de rum e um potinho de sal, os garotos entram na farra e comem sem colher ou garfo.
Os garotos avistam Eleoisean correndo em direção há eles com um pergaminho de papel, ele senta em um banquinho próximo a Josi e abre o pedaço de papel. Tinha um desenho de um mapa e de uma aranha gigante usando máscara.
Eleoisean: Senhor existe uma aranha inumana chamada Koh... Ele mora dentro do poço de crânios, um lugar feito de crânios de seres que já foram vivos... Ele é bem cruel, contudo também é inteligente. Fale com ele, vai dizer qualquer coisa para você, sabedoria total pergunte ‘’ como derrotar Bela Noite para sempre’’, mas cuidado senhor nunca olhe nos olhos dele, ele vai roubar seu rosto e te matar, nem demonstre nenhum sentimento com seu rosto, ele vai tentar te fazer chorar, rir e gritar, mas mesmo assim não olhe para ele.
Josi olha para Sazhaty, ela olha com uma expressão de fúria séria.
Sazhaty: Eu sou sua heroína, eu vou falar com Koh!
Josi: Não, você já fez demais.
Sazhaty: Mas esse é meu dever, espero você daqui 2 horas para subir para superfície, vamos até o poço de ossos.
Ele não tem chance de retrucar, ela era brava como um leão... Ele vai com Eleoisean até uma plataforma para buscar a armadura.
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