Notas iniciais
Há muito tempo Harpias eram as principais ‘’carregadoras de chuva’’ suas asas poderosas levavam chuva de um vale para o outro, assim também como no inverno afastava as grandes tempestades de neve. Depois da chegada de Bela Noite todo o céu ficou escuro com nevoa, a rainha da escuridão não ficou feliz sabendo que seres vivos recebiam raios solares de Deus e então enfeitiçou todas as harpias. Se uma pena de harpia cai, nasce dessa mesma pena um abutre que será apenas morto quando a mesma harpia que caiu aquela pena morrer, por onde esse abutre passar deixa um rastro de doença seguida de morte para trás. Quando o muro foi criado as Harpias fugiram para o lado da Nova Ordem com a esperança de uma cura ou pelo menos uma esperança de proteção.

Sazhaty sem correntes ou algo semelhante parecia cansada e ferida. Voa baixo acompanhando de carruagens dos Bispos e de Palkia até o castelo no centro do reino. Planando errado batia seu corpo contra a parede da carruagem.

Josi-Akima a observa com duvidas, harpias não eram vistas com tanta frequência na Resistência Divina, pois uma grande parte se revelou contra o reino e foi morar na Nova Ordem. Sentado em um sofá, ele chega próximo da janela. Ela não liga para ele, continua voando torto e batendo seu corpo contra as paredes.

Josi-Akima: Ela vai se machucar, entra e descansa parece muito cansada. Disse ele estendendo a sua mão.

Sazhaty: Você é engraçado ou está tentando zoar com minha cara? Claro que não vou entrar ai! Tem tanta mordomia que não consigo nem respirar... Alias se te der minha mão terei que parar de voar e vou cair no chão.

Porém a simpatia de Josi-Akima vence e ela senta no teto da carruagem, enquanto isso os bispos conversam com ele sobre o futuro depois dos muros.

Bispo Latia: Você não pode levar nenhuma arma, elas não conseguem passar pelos muros, existe uma magia que impede qualquer coisa de perfura-las ou arranhar.

Bispo Latiu: Você vai ser caçado por todas as criaturas que existem no outro lado, então teremos que dar um jeito na sua aparência de humano já que sua cabeça no outro lado vale ouro. O Bispo então se acomoda no sofá e dá um suspiro de preocupação.

O garoto curioso com aquela criatura humanoide que voava estranhamente e se recusava por ser tão orgulhosa pergunta;

Josi-Akima: O Que ela é? E de onde vem? Nunca vi alguém como ela!

Os Bispos se olham e Latia pegou um livro de capa negra, e entregou nas mãos do garoto, seu dedo apontava para uma pagina onde caiu uma pena junto a um pedaço de carne já podre e seco.

Há muito tempo Harpias eram as principais ‘’carregadoras de chuva’’ suas asas poderosas levavam chuva de um vale para o outro, assim também como no inverno afastava as grandes tempestades de neve. Depois da chegada de Bela Noite todo o céu ficou escuro com nevoa, a rainha da escuridão não ficou feliz sabendo que seres vivos recebiam raios solares de Deus e então enfeitiçou todas as harpias. Se uma pena de harpia cai, nasce dessa mesma pena um abutre que será apenas morto quando a mesma harpia que caiu aquela pena morrer, por onde esse abutre passar deixa um rastro de doença seguida de morte para trás. Quando o muro foi criado as Harpias fugiram para o lado da Nova Ordem com a esperança de uma cura ou pelo menos uma esperança de proteção.

Josi-Akima coloca a pena novamente dentro do livro. Sazhaty não voava direito, pois não tinha todas as penas no corpo, penas de harpias não crescem novamente são como dentes de adulto; sangram, machucam, dói e fazem muita falta quando são perdidos. A carruagem para em frente ao castelo de Palkia e assim eles descem. A garota não parece muito feliz, porém fica o tempo todo com o bauzinho Zuco, fazendo lhe carinho e o acalmando.

Josi-Akima: Você mora com quem? Preciso saber um pouco sobre você!

Sazhaty: Você é meio suicida? Olha aqueles campeões que o Reino te ofereceu são profissionais e você ainda escolhe uma vagabunda como eu que nem sabe cuidar direito de um bichinho de estimação.

Eles sobem as escadas sem mala ou bagagem alguma e são recebidos por mordomos humanos, eles se ajoelham quando os garotos passam logo em seguida os bispos de nariz empinado passam sem dar satisfação.

Sazhaty: Sabe... Acho melhor para nos dois visitarmos a Nova Era, será uma grande coisa depois da criação da morte.

Josi-Akima: Você está com medo? Tentei não parecer medroso para não te deixar nervosa, meu pai iria comigo só que está bem triste com tudo isso... Prometi para ele que voltaria para casa.

Sazhaty enche seus olhos com lagrimas.

Sazhaty: Pelo menos você tem para quem voltar! E tem alguém em casa para amar. Eu moro sozinha, pois quando o muro foi criado fiquei aqui para achar uma cura... Porém perdi varias penas e abutres nasceram e deixaram meus amigos doentes... Não consigo voar alto nem rápido por causa dessa infeliz Bela Noite, não irei me casar, pois meu marido ficaria doente e não terei filhos, pois eles também ficariam doentes... Vivo aqui caçando os abutres que restam para ninguém sofrer da minha maldição. (Enquanto ela dizia chorava e enxugava as próprias lagrimas)

Palkia coloca a mão no ombro do garoto e diz:

Palkia: ela é corajosa e triste, conseguimos desenvolver uma técnica que tira também uma parte da pele, assim a pena não invoca o abutre.

Palkia dá o livro negro que Josi-Akima viu na carruagem, e coloca debaixo do braço. E anda até uma porta acompanhado de Palkia e uma empregada, quando essa porta se abre revela um grande quarto onde a cama era feita de plumas de ganso e no lado tinha uma sacada onde podia observar todo o Reino Divino, o jovem morava muito perto do muro, aonde a luz não chega direito e a vegetação é alta e quase não se observa os campos.

Depois de uma bela ceia de festas e dança Josi-Akima quase se esquece de que enfrentaria a bruxa da escuridão com ajuda apenas de uma menina alada. Ele volta para o quarto e ela está deitada na sacada olhando para lua, provavelmente refletindo sobre a sua futura jornada. Sazhaty era robusta vestia um colete de couro de bisão e faixas nas pernas. Josi-Akima coloca a sua mão no ombro dela, as asas estavam recolhidas e ela nem ligou apenas se arrepiou.

Josi-Akima: Vai ser difícil, um humano no outro lado deve valer muito.

Sazhaty: Chamei um amigo aqui, já deve estar chegando com a solução.

Ela deita na cama e se espalha, nunca deitou em algo tão confortável assim na vida dela. Josi-akima senta em um sofá e encara-a...

Sazhaty: faz um desenho dura mais!

Josi-Akima: Faz um desenho você!

Sazhaty: eu fazia... Mas minha antiga casa fica na Nova ordem... Talvez se ficarmos vivos até lá eu mostre meus trabalhos. Quando durmo sonho com seres feitos de tinta. E desenho todos logo que acordo.

Antes que o garoto pudesse dizer algo, uma batida forte e violenta é ouvida. Sazhaty levanta e vai até a porta, aquele grande lobisomem grande estava lá de pé ao lado de um caixote de madeira.

Por uma cordinha ele puxa aquilo com muito esforço, barulhos de garrafas e outras coisas eram ouvidos do lado de fora da caixa.

Sazhaty: Como você é bobo, deveria ter escolhido ele... Dialga tem muita coisa pra emprestar para nós.

Dialga senta no chão e abre a parte de cima do caixote, estava todo sujo de pó. Sentados em volta daquele ninho de ácaros o garoto curioso não pensa duas vezes antes de mexer nas coisas de Dialga. O lobisomem tira a mão de Josi-Akima de dentro do caixote de um modo bem violento e começa a arrumar e tirar algumas coisas pra fora. Ele pega um frasco meio chamuscado com um liquido curioso e azul, um ramo de folhas de uma planta estranha, um frasco com um pó amarelado junto com uma garrafa com água e por fim ervas douradas que brilhavam gentilmente iluminando o caixote. No fundo do caixote tinha uma caixinha decorada, e dentro dela continha um embolo seringa e agulha tudo preparado...

Dialga: Fica acomodado, se não irá doer muito! Disse ele enquanto arrumava e dava o ultimo ajuste à agulha.

Dialga acerta com toda a força o pescoço do garoto, fazendo lhe adormecer.

Ultima imagem do garoto foi da mão de Dialga perto do seu rosto, e no fundo o rosto de Sazhaty segurando algumas coisas que avia encontrado no caixote, ela parecia confiar no que Dialga estava fazendo.