Nicole Jeans redefine Jonas príncipe-

3 Capítulo 3- me tirou para dançar


Notas iniciais
Quando me afastei ele estava olhando pra mim atordoado, com a mão na boca que sangrava de leve, como quem nunca esperaria aquela reação, tenho certeza de que nunca fora rejeitado antes. Pois bem, que aprenda, eu não sou qualquer uma.

Hoje era a noite da festa de natal, o grande baile, só não entendia o que se comemorava, afinal uma guerra se aproximava.

─ Nick e eliza, vocês estão prontas? Querem alguma ajuda? ─ mamãe perguntou batendo na porta.

─ estamos quase... Aaai! ─ eliza levou um escorregão, sorte q caiu em cima da cama ─ cuidado com esses sapatos liz! ─ falei com o coração na mão, imagina, a pessoa mais animada para a festa ficar impossibilitada de ir?! ─ tudo bem mana, tô inteira─ falou com um tom de alívio. Dei a última olhada no espelho, caraca, nunca estive tão linda antes, meu estilo é calça jeans, short, saias, vestidinhos florais, tudo feito pela mamãe. Não me reconhecia dentro de um vestido deslumbrante como aquele, eu me senti....não sei...linda? Não era só isso..

Abrimos a porta, mamãe abriu um sorrisão, seus olhinhos verdes brilhavam marejados ─ meus bebês estão tão lindas, acho que as princesas do baile vieram parar no quarto das minhas filhas por engano ─ mamãe falou em tom risonho, tava estampado no seu rosto um orgulho que me fez querer chorar também, não sabia se teria aquele sorriso por mais tempo.

Descemos, papai e os meninos já estavam prontos, por quê homem não tem que se arrumar como nós mulheres, argh, demoramos séculos para ficarmos a altura da presença da família real, enquanto eles apenas colocam seus smoking, sapatos, penteiam os cabelos e voilá. ─fiu fiu... ─ Peter brincou-acho que precisaremos de uma carruagem para essas belas damas- agora eu to realmente achando que tô chamando atenção, corei, nunca quis ser o alvo das atenções, diferente das princesas , duquesas, e todas as outras realezas existentes. Outros países foram convidados, nessa iminência de ter uma guerra qualquer aliança é muito bem vinda. Máscaras a postos seguimos para o baile.

***

Não sentia vergonha da minha família, mas foi um pouco constrangedor chegar em meio a tantas carruagens incríveis com nosso carro Gol GL 1.8 cinza, o chamávamos de bravo, kkkkkk em meio a tantos perrengues ele nunca nos deixou na mão.

Descemos, havia um tapete vermelho desde o topo da escadaria que dava para os grandes portões do castelo. É engraçado ver um castelo em meio a prédios que já estavam erguidos, mas amava a sua arquitetura gótica, sua estrutura intacta, com vidros desenhados por grandes artistas, eu gostava disso, da história do meu país.

Um homem se ofereceu para estacionar o carro, então subimos a escadaria, quando olhei para dentro daquele castelo meu queixo caiu, acho que foi nessa hora que os fotógrafos tiraram a foto da minha família, mas quando me dei conta tentei desfarçar, minha máscara guardou minha cara de pânico, e um sorriso saiu. Oi?! Por quê eles continuam tirando foto só minha? Escutei alguém perguntando quem era aquela princesa? Kkkkkkkkkkk calma, peraê, estão me confundindo com alguma princesa? Gelei. Sorte que meu pai me puxou pelo braço.

O salão estava cheio, tinham mesas nas laterais do salão deixando um grande espaço para os casais dançarem no centro.

A nossa mesa estava junto com outro amigo de trabalho do meu pai, ficava bem atrás, não tinha uma boa visão, as mesas mais centrais tinham bandeiras de diferentes países, foi ai que entendi que queriam nos colocar no nosso devido lugar, aos fundos.

Depois de um tempo uma trombeta soou, um homem subiu em um palco e começou a anunciar a entrada de algumas pessoas, princesas e suas famílias. Me intriguei por quê anunciaram as princesas e não os reis?

Foram 12 reinos, tratavam-se se 12 princesas lindas, com vestidos dos sonhos de qualquer garota. Olhei para Lize e ela estava de boca literalmente aberta, nós nunca estivemos em um lugar como aquele, parecia um conto de fadas.

As princesas fizeram uma fila no meio do salão, 12 homens da mais alta corte do reino fizeram uma reverência a elas e uma música começou a tocar, olhei para perto do palanque que o homem chamou os reinos um por um e vi uma grande orquestra, adoro música. A valsa começou. Elas ensaiaram? Os passos eram sincronizados, pareciam que flutuavam. Depois daquela música o homem dos anúncios, descobri que se chamava Caster, pediu para todos ficarem de pé e para todas jovens solteiras ficarem ao redor do grande salão, era a entrada da família real.

Minha mãe olhou pra mim e deu um empurrão, eu estava parada, parece que tinham plantado meus pés no chão, como assim?! Eu não queria que ninguém me visse e agora vou para o meio do salão? Minha irmã me puxou, só Lize mesmo para me fazer sair do meu canto ─ vai lá nick, eu não posso, sou muito nova, mamãe que disse ─ falou fazendo biquinho.

Todos entraram de máscara, o rei Guilherme, a rainha Suzana, a princesa Anastácia e o príncipe Miguel, mais uma vez não consegui ver o rosto dele. Todos sentaram nas cadeiras reservadas no palanque, exceto o príncipe que ficou um minuto em pé olhando para todas as belas jovens solteiras ao redor do salão. Eu não sei se era impressão, mas senti como se seus olhos estivessem em mim. Depois ele começou a andar na minha direção, calma ai! Ele ta vindo na minha direção??? Eu não estava mais plantada, agora queria me enterrar. Ele parou na minha frente, deu um sorriso que iluminou seu rosto, eu fiquei sem fôlego sentindo seu perfume. Ele fez uma reverência e me estendeu sua mão ─ a senhorita pode me conceder uma dança? ─ que voz era aquela meu Deus? Olhei para minha mãe, ela fez sinal para eu me mover.

Ele me puxou para o meio do salão, as princesas já haviam saído, estávamos apenas eu e ele. Todos os olhos centrados em nós, uma melodia começou a tocar, não podia acreditar, era a minha música! (https://www.youtube.com/watch?v=oQDsKAdHFao) Minha música preferida, desde pequena eu a ouvi em um filme e me apaixonei, escutaria por toda a vida incansavelmente, sonhava em dançá-la no meu casamento, mas nunca imaginei com um príncipe. Ele pôs uma mão em minha cintura e com a outra segurou minhas mãos. Eu não sabia dançar, mas ele me conduziu de uma forma que eu praticamente não senti, eu não acreditei, não pisei no pé dele em nenhum momento. A música acabou, ele encostou seus lábios na minha orelha e disse ─ muito obrigada minha querida por me conceder essa dança, espero que tenha gostado ─ fez sua reverência e ergueu os braços, um gesto convidando todos a virem para o salão para a próxima música. Uma coisa eu sabia, jamais me esqueceria daquele perfume, o cheiro mais doce e suave que senti na vida.

Após a última música houve o pronunciamento do rei ─ queridos cidadãos de Jibravta, estamos aqui para anunciar que nosso príncipe completará 19 anos daqui a 2 semanas, estará apto a partir do seu aniversário a tornar-se rei de Jibravta, mas para isso deve se casar ─ fez uma pausa ─ convidamos os reinos que são nossos aliados para nossa festa de fim de ano para apresentar-lhes as princesas desses reinos e uma delas será a futura rainha de vocês ─ todos começaram a aplaudir, vibrar com o futuro casal perfeito que nosso reino teria. Não sei por quê, mas me deu um embrulho na barriga, queria sair dali ─ continuando, também temos uma notícia não muito boa, mas que não precisará de tirar o sossego e a paz de vocês, a aliança progressista declarou guerra a nós que fazemos a aliança libertária, mas não criem pânico, está tudo sob controle, recrutaremos alguns homens para a batalha, enquanto outras senhoritas irão passar estadia no palácio da capital durante esse período ─ olhei ao redor e não houve nenhum alarde, parecia que não estávamos para ter muitas perdas.

Senti uma mão pegar minha cintura e me puxar para trás de uma pilastra, achei que era queda na certa, mas cai literalmente nos braços do príncipe! Do príncipe? ­─ vem comigo ─ disse o príncipe Jonas em um tom de ordem, mas provocante ─ para onde? ─ eu indaguei ─ para onde eu quiser ─ ele retrucou. Não tinha como ele ver meu olhar mortal naquela hora, estávamos de máscara, mas fiz questão de tirar a minha e olhar para ele matando ─ eu não vou a lugar algum com você, tá doido? ─ ele me puxou para mais perto, já estávamos colados, sua mão que estava na minha cintura já deslizava para mais baixo, seu hálito doce... ele me beijou, lábios macios, quentes, sua língua procurou a minha avidamente, eu não deveria.... Quando senti sua mão na minha bunda eu gritei e senti que mordi seus lábios─ você está doido? ─ não me aguentei, meti a mão na cara dele. Quando me afastei ele estava olhando pra mim atordoado, com a mão na boca que sangrava de leve, como quem nunca esperaria aquela reação, tenho certeza de que nunca fora rejeitado antes. Pois bem, que aprenda, eu não sou qualquer uma.

Notas finais
ansiosa para a próxima postagem, eu já amo NickJonas
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.