Nico di Angelo E A Sonhadora Imortal
11 Reach Out A Little More
Notas iniciais
Narrado por Nico di Ângelo:
No dia seguinte, me levantei e fui tomar café da manhã no pavilhão, onde encontrei Annabeth:
– Bom dia, Nico. Você está bem? – perguntou aparentemente preocupada.
– Bom dia Annie... Estou bem sim.
– Percy me disse que você tinha sonhado com Bianca quando desmaiou.
– Aham – falei meio apreensivo.
– Ele também disse que você desmaiou depois de ver Alex – disse desconfiada. – Você sonhou com Alex, não foi?
– Como você chegou a essa conclusão?
– Primeiro: por que você teria uma “visão” com Bianca? Segundo: por que desmaiaria por sonhar com Bianca, depois de ter visto Alex? E terceiro: Percy me disse que ninguém acreditou quando você disse que tinha sonhado com sua irmã.
– Ah... Bem, sim. Sonhei com Alex. Ponto.
– E o que você sonhou?
– Desculpa Annie. Não me leve a mal, mas ela provavelmente não gostaria que eu te contasse isso. Sinto muito.
– Nossa. Vocês estão ficando bem íntimos, né? Estão até trocando segredinhos...
– Não sabia que você era tão ciumenta com os amigos, Annabeth — digo sorrindo.
– Não sabia que você sorria, di Ângelo – ela diz sorrindo, também. – Não estou com ciúmes. Na verdade, acho bom que estejam próximos. Alex parece ser solitária e triste, sabe? Acho que ela precisa de um amigo de verdade.
– Triste? Por que diz isso?
– Nico, é meio óbvio que ela é meio triste, não é?
– Você acha? Não considero tão óbvio assim...
– Claro que não. Convenhamos, você também costumava ser assim, Nico. Enfim, parece que Alex tem baixa autoestima. Talvez tenha ficado com alguns problemas emocionais depois que a mãe morreu, mas é só uma hipótese.
– Você percebeu tudo isso em menos de uma semana de convivência com ela? Sério mesmo?
– Não foi tão difícil perceber, Nico. Ela usa aquelas roupas compridas e escuras e anda sempre com fones de ouvido. Sempre está sozinha, parece que evita as pessoas. Como foi que você não percebeu?
Eu realmente não havia percebido tudo isso. Quer dizer, pensei que as roupas fossem só uma questão de estilo. Também pensei que ela ficava sozinha, pois era nova no acampamento. Mas pensando bem na conversa que tive com Alex ontem, faz muito sentido esse comportamento “depressivo” dela.
– Bem, eu conversei mais com Percy e ele me disse que a vira chorando outro dia e que te pediu pra obter respostas, porém você disse que não descobriu nada. Agora que já estamos conversando, pode falar: o que você sabe sobre ela?
– Annie, já disse que não posso falar o que sei. Seria injusto com ela, até por que me pedira para não dizer nada.
– Nico, por favor... Percy é irmão dela, mesmo que há poucos dias, e está preocupado com ela. Sei que você está, e acredite, também estou. Dá pra notar que ela está meio mal e eu realmente quero saber por que para assim poder ajudá-la.
– Eu vou ajudá-la. Realmente custou para que ela me contasse tudo e sinto que agora ela confia em mim. Prometi a mim mesmo que iria ajudá-la e cumprirei minha própria promessa. Vou dar o máximo de mim para que ela fique bem novamente. Nunca falei tão sério na minha vida.
Ela me deu um sorrisinho.
– Você gosta dela, não gosta?
– Como é que você pode perceber tudo? Sério, Annie, isso não é normal – disse e ela gargalhou.
– Eu sabia! Percebi que você tem dado sorrisinhos bobos ultimamente – não preciso dizer que eu corei quando ela disse isso. – Nossa, quando te conheci você era tão pequeno e agora está gostando de alguém! Nico, você tem que contar pra ela. É a melhor maneira de descobrir se ela gosta de você também.
– Ela gosta de mim – digo sorrindo. Ainda não entendo como Alex poderia gostar de alguém como eu.
– Convencido.
– Não, é sério. Já contei pra ela, e ela me disse que gosta de mim também – sorrio largamente.
– Nossa você é bem rápido, hein! Mas vocês se beijaram ou algo do tipo?
– N-não... Não falamos muito sobre essa coisa de gostarmos um do outro. Conversamos mais sobre... Você sabe, aquilo que ela tem que não posso te contar.
– E você está esperando o quê para beijá-la?
– O que? Eu não posso simplesmente chegar beijando-a, Annabeth, e eu nunca fiz isso antes – era realmente estranho falar sobre isso com Annabeth. Ou com qualquer outra pessoa. Primeiro beijo é simplesmente um assunto estranho de se falar. Pelo menos eu acho.
– Claro que pode! Nico, a única coisa que você tem a temer é a chance de que ela não goste de você, mas ela já disse que gosta, ou seja: você não tem nada a temer.
– Mas... Como é que eu faço?
– Uh... Bem, você abre a boca, coloca a língua pra fora e-.
– Não, não, não. Não quero saber. Não foi isso que eu quis dizer – disse tapando os ouvidos enquanto ela ria.
– Sério, Nico. É tão fácil quanto respirar. Olha: você vai beijar ela, e amanha você me fala como foi, ok? E você vai beijá-la. Por bem ou por mal.
*PRÓXIMO CAPÍTULO COM 10 REVIEWS NA FANFICTION*
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