Nice Butt!
1 Capítulo 1
Nice Butt!
Depois de longos dez anos, nós voltávamos a morar na Coréia, uma vez que YunHo fora novamente transferido em sua empresa. A princípio, Jae ficara radiante, lembrando que iria reencontrar TaeGoon, HyunJoong e todos os seus quarenta e nove milhões e quinhentos e quarenta mil amigos de infância. Ou seja, toda a população coreana. Então ele se deu conta de que estávamos deixando a América. A Costa Oeste, mais precisamente, com todos os seus encantos e atrativos, seu sol luminescente e eterno, as ondas quebrando em sua praia e a maresia que se impregnava junto ao sal em nossa pele. A Costa Oeste e seus homens passeando na enseada, despreocupadamente, trajando nada mais que uma sunga apertadíssima ou um calção de banho, algo simples, algo que revelava tudo o que eles tinham a oferecer.
De fato, Jae estava prestes a abandonar muita coisa. Quase uma parte essencial de sua vida, um de seus hobbies mais diletos, sua diversãozinha íntima e secreta. Ele chorou muito depois disso. Mas YunHo ficou demasiadamente feliz porque, por mais que houvessem muitos homens estonteantes na Coréia, eles andavam todos muito decentes e não eram de ficar se exibindo por aí. E, é claro, aquele tipo de prática, a qual seu excelentíssimo esposo era adepto, não era tão bem tolerada no Oriente quanto era naquelas partes do Ocidente. Dessa forma, enquanto Jae estava mortalmente deprimido e lacônico, YunHo se divertia com cada mínimo preparativo para a viagem, até aqueles que normalmente seriam obrigação do outro, e que, em outra situação, papai iria reclamar até o inferno de estar fazendo tudo aquilo quando mamãe é quem deveria fazê-lo.
Sim, YunHo é meu papai e JaeJoong é minha mamãe. Nós três, somados ao nosso caçula, ChangMin, formamos uma bela família, daquelas de propaganda de margarina mesmo. Entretanto, há de se considerar um pequeno detalhe: não há nenhuma mulher entre nós. No duro, nenhuma fêmea. O que é uma lástima porque às vezes a gente pode até sentir a testosterona no ar como algo palpável. Muito embora Jae seja quase uma garota, é. Quase, QUAAAAAASE! Sem nem precisar de seios ou ovários ou qualquer coisa assim que mulheres possuam e homens não. Ele é lindo, a minha mamãe. Sério, vocês iriam se apaixonar por ele se o conhecessem, porque além de sua beleza delicada e andrógina, ele é um doce de pessoa, tão meiguinho e sensível!
Poxa, por mais que ele seja um homem e tenha aquilo entre as pernas, eu entendo porque papai se apaixonou pelo Jae. Ele é o sonho de qualquer homem, sabe? Ele lava, passa, cozinha, arruma a cama, não reclama se papai deixa a tampa do aparelho sanitário levantada, cuida das crianças, de toda a casa, faz sexo com papai quando ele chega do trabalho e, cara, é meio nojento imaginar os dois fazendo... ergh... mas se você não visualizar a cena fica menos pior, dica. Pois bem, além disso, ele não é dramático que nem uma mulher, nem sofre com TPM a cada mês, nem saí por aí estourando o cartão de crédito do papai ou cisma que este tenha arranjado uma amante e ande lhe traindo. Ok, ignorem o que eu acabei de falar. Jae faz tudo isso. Mas eu imagino que seria bem pior se ele fosse uma mulher. Porque, né, seja qual for o gênero sexual, a pessoa ideal pro YunHo é o Jae e pronto. Eles nasceram um para o outro, tipo alma gêmeas.
Bom, chega de falar dos meus adorados pais. Vou falar de mim, o tópico principal dessa conversa, e de como estou lidando com a nossa recente mudança. Meu nome é Park YooChun e eu tenho 17 anos pela idade coreana. Eu estou no segundo ano do ensino médio e essa é a minha história, essa é a minha vida.
WHAT A HELL, YOOCHUN?
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Metade de julho já havia se passado e nós tratamos logo de encontrar um colégio bacana pra mim e pro Chang também, e, naqueles dias, estávamos de mudança para uma casa grande nos arredores de Seul, num bairro classe média alta. Eu tinha meu quarto decorado com pôsteres de vários animes dos quais eu era fã, tipo Naruto e FullMetal Alchemist. Mamãe havia comprado cada móvel daquele recinto, de modo que ele escolheu muito bem cada item, o mais caro que encontrara, uma espécie de vingança contra papai que o carregara de volta para a Coréia, onde não havia banhistas nas praias ou homens de porte atlético se exibindo nos calçadões. É óbvio que eu adorei aquela parte, ainda que Jae estivesse intragável naqueles dias.
O que só passou quando YunHo concordou em ir a uma boate qualquer com ele e os outros. Idéia de HyunJoong que estava se esforçando imensamente para alegrar Jae. Na noite em que eles saíram, nós ainda estávamos hospedados no hotel 5 estrelas no centro de Seul, e eu vi TaeGoon, JungMin, HyunJoong, KyuJong, YoungSaeng, HyungJoon e aquela corja que compunha a gangue a qual Jae liderava em outros tempos. Todos um bando de pederastas, sodomitas, safados. Eles adentraram o hall e esperaram na recepção por papai e mamãe enquanto eu os observava da escada. Estava jogando meu videogame de mão e refletindo sobre o porquê de eu ter sido adotado por uma família tão atípica. Como eles podiam esperar que eu fosse hetero? Mas, felizmente, eu era. Se duvidar, eu era até meio homófobico. Brincadeira. Mas, sério, eu não era nenhum militante da causa gay só porque meus pais eram homossexuais...
Só pra variar, decidi ir cumprimentá-los. E me arrependi tão logo o fiz.
— AH MEU DEUS, É VOCÊ MESMO, CHUNNIE? — Quem mais? Park JungMin, aquele escandaloso histérico filho de uma égua. — COMO VOCÊ CRESCEU, BEBÊ! DÁ UM ABRAÇO NO TITIO, DÁ!
Ele foi correndo até mim e me abraçou fortemente, apertando minhas bochechas em seguida.
— GEEEEEENTE, COMO O TEMPO PASSA RÁPIDO! ESTOU ME SENTINDO CAQUÉTICO!
Desde que nós voltamos, eu ainda não o tinha encontrado. TaeGoon e HyunJoong sim, mas os outros que ali estavam ainda não.
— Hyung, largue ele — ordenou HyungJoon, tentando ser simpático a mim. JungMin não gostou nada da observação de seu... namorado? Era o que eu supunha que eles eram.
— Você se cale, ouviu? Faz muito tempo que eu não vejo o garoto, não posso estar emocionado??? — retrucou ele, ultrajado. Dramático tal qual eu me recordava, não mudara nem um pouco.
— Aissh, deixe o menino em paz, Jung — foi a vez de YoungSaeng falar, erguendo-se do sofá em que todos estavam sentados e indo em minha direção. Beijou-me as faces de um modo contigo e amigável, absolutamente polido e educado, e muito diferente de seu amigo. — Chunnie, estamos tão alegres em vê-lo.
Impressão minha ou seus olhinhos brilhavam?
— Que rapagão, aaaaaah moleque! E aí, pegando todas as gatas?
Beleza, se eu achava que nada poderia ser mais constrangedor do que o cumprimento de JungMin, KyuJong agora me provava o contrário. O que eu ia falar? Sim, andei traçando todas as garotas do meu bairro lá em Los Angeles. Seria uma mentira descarada, e minhas habilidades no quesito mentira não eram lá muito desenvolvidas.
Eu gaguejei qualquer coisa, e aí Saeng interveio novamente. Aquele cara tinha o dom de me livrar a cara. Ele me seria um bom hyung, certeza.
— Kyu, não perturbe o garoto você também! — ele bufou de um jeito fofo.
Passou-se algum tempo com os seis ali, me enchendo o saco mortalmente, me fazendo perguntas invasivas, com exceção, é claro, de Saeng, que sempre se matinha em silêncio, acompanhando a conversa entre nós. Quando se pronunciava, era uma observação inteligente ou relevante. Sim, eu admirava sua descrição, qualidade que não era compartilhada por nenhum de seus demais amigos.
Meia hora depois, Jae saia do elevador, deslumbrante, com Yun a tiracolo – este não menos bonito. Se não fosse compromissado – e muito fiel, apesar do hábito de paquerar na praia – eu diria que mamãe estava saindo para arrumar. Arrumar confusão, arrumar um boy, arrumar, enfim. Suas vestes eram negras e justíssimas, a calça skinny evidenciado suas coxas bem torneadas e a blusa de gola em formato de v deixando seu colo a mostra, e eu não vou ficar falando como minha mãe estava sexy e linda, isso é errado, e eu quero deixar claro que eu não sofro de nenhum maldito complexo de Édipo, obrigado pela preocupação.
Mas para não ser injusto, devo acrescentar que papai também estava um arrasador. E não vou descrevê-lo, chega.
Eles saíram e eu tive que subir, Minnie estava sozinho na nossa suíte e eu fora encarregado de cuidar dele, e como bom garoto que sou, por mais que fosse uma tarefa escrota, eu concordara. Chegando ao quarto, eu encontrei meu irmãozinho dormindo pesadamente. Ele é tão lindo, gente! Se alguém pergunta a sua idade, ele prontamente mostra os quatro dedos, quase os esfregando na cara da pessoa. E ele fala errado, parece que ele tem a língua presa, e o Jae, preocupado e neurótico, como lhe é de costume, levou o pobrezinho a fonoaudióloga, mas ela disse que estava tudo ok com ele, conforme fosse crescendo, aquela dificuldade iria ser superada e ele pronunciaria as palavras normalmente. O que eu acho uma pena, é super fofo o jeito como ele fala.
Bom, eu já estava cansado de ficar naquele hotel e agradeci aos céus quando mamãe avisou que finalmente iríamos para o nosso lar.
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E, então, eu o vejo. Nós estávamos ajudando os carregadores com os móveis, indicando-lhes o caminho para que eles não tropeçassem ou derrubassem qualquer coisa etc, quando passa aquela criatura do outro lado da rua e eu perco a voz. O homem da mudança deve ter ficado me olhando com cara de taxo por uns minutos, até desistir de conseguir a resposta de sua pergunta que eu sequer me lembro qual fora.
A criatura rebolava, requebrando os quadris, caminhando a passos curtos, e eu intimamente pensei que nenhum daqueles homens sarados da Costa Oeste, mesmo trajando sungas mínimas, se comparavam a ele. Poxa, aquilo era o que os americanos chamavam de uma bunda farta, uma bunda brasileira. Era atrás daquilo que as mulheres lotavam o consultório do Doutor Hollywood, e este cobrava os olhos da cara para modelar um traseiro igual em suas nádegas murchas. Confesso que nunca vi nada parecido, não ao vivo e a cores, em carne e osso, não quando era um bumbum que eu estava certo que havia sido moldado pela natureza, e não pelo Doctor Ray.
Porra, eu devia estar tremendo. E o ser em questão nem me notava. Quando se tem um traseiro como aquele, pra quê prestar atenção em qualquer coisa? Você simplesmente não precisa.
No entanto, ainda que estivesse paralisado ante a visão, eu me arrisquei e atravessei a rua corajosamente. Eu tinha que trocar pelo menos um “Oi” com aquele garoto.
Adiantei-me, alcançando-o; o chamei e lhe acenei timidamente. Ele me lançou um sorriso carregado de empatia e, meu Deus, como um gesto tão singelo e despretensioso com aquele podia ser tão sexy? Só vindo dele mesmo.
— Er... Oi — caralho, não gagueja logo agora. Recomponha-se, YooChun! — Eu sou novo na vizinhança, acabei de me mudar dos Estados Unidos. Você mora por aqui?
Ele apenas continuou a sorrir.
— Moro a duas quadras... Erm, olha, eu posso te visitar depois? É que eu tenho que ir, estou meio atrasado.
— Awn, tudo bem. Mas você vem mesmo? Eu não conheço ninguém pelas redondezas, queria ter alguém que me apresentasse o lugar.
Aham, Cláudia, senta lá. Eu podia não ser o sucesso com as meninas do meu antigo bairro em Los Angeles, mas eu não era nenhum principiante quando se tratava de flerte. Afinal, eu era ou não era herdeiro de YunHo, o garanhão, perigote das mulheres e homens efeminados, e de JaeJoong, a flor do Oriente, o homossexual sexualmente passivo que qualquer um quer... Droga, é sério quando eu falo que não tenho nenhuma porra de complexo de Édipo.
— Ah, claro! Será um prazer.
— Qual seu nome?
Foi aí que eu parei de me concentrar somente na parte traseira do garoto, até porque ele estava de frente para mim, e esquadrinhei seu belo rosto de traços bem desenhados. Como todos os orientais, óbvio, ele tinha olhos puxados e amendoados. Seus cabelos alcançavam a altura do queixo e eram de uma tonalidade castanha arruivada. Ele usava uma calça justa, que deixava mais nítido o volume... ah, por Deus, eu ainda não havia sido capaz de processar aquilo... Na parte da frente e na parte de trás também, será que tudo seu era grande como parecia ser? Só conferindo pra ter certeza. HEHEHE!
—JunSu — ele respondeu, alargando o sorriso. — Mas pode me chamar de Xiah.
Eu estendi a mão, esperando que ele me cumprimentasse.
— Tudo bem, Xiah. Meu nome é YooChun, mas me chame de Micky — ele apertava minha mão, e eu tinha seus dedos encostados aos meus, um pedaço de sua pele quente e macia em contato com a minha, o que me fez sentir espasmos, um frio percorrer minha espinha e, puta que pariu, eu era definitivamente um puta de um virgem fraco de espírito.
Mas não por muito tempo, eu juro.
Qual seria a reação de mamãe e papai quando eles soubessem que eu estava pegando o homem com a maior bunda da Coréia? Aposto que Jae ia chorar de inveja, mas só até Yun levá-lo para o quarto e... Que nojo.
— Vou indo, Micky. Até mais!
— Até, Xiah.
Esperei ele dar alguns passos. E não me segurei.
“Nice butt”
E assobiei. Ele estancou. Virou o pescoço lenta e perigosamente, me fuzilando com os olhos. Eu gelei, cara. Daí ele veio em minha direção, contando os passos, com aquele rebolado que me fazia palpitar em uma parte obscura de meu corpo.
“What did you say?”
DROGA, DROGA, DROGA! Na Coréia ninguém sabe falar inglês, certo? ERRADOO! JunSu provavelmente iria me socar, ou chutar minhas bolas, ou quem sabe os dois, pois ele havia entendido perfeitamente o que eu dissera. Eu estava em maus lençóis. Acho que ninguém sai distribuindo cantadas por aqui como fazem na América. O pessoal daqui parece ser menos liberal, bem menos.
— Erm... Foi mal, eu só estava pensando alto.
— Repita o que disse — ele pediu, não... decretou, com uma voz baixa e rouca. E sexy, porque ele todo era sexy. Ai, caramba!
— Não foi nada e...
— Repita.
Beleza, eu iria entrar no jogo. Pelo que aparentava, ele não era um valentão daqueles que praticam bullying contra as crianças indefesas nas escolas. Ele não iria me bater. Ele parecia ser gentil, até. E eu era mais forte que ele, de qualquer maneira.
— Você tem uma bela bunda — ele arqueou uma sobrancelha, inquiridor. Aquele gesto... ele estava me incentivando a prosseguir? WHAT A FUCK, YOOCHUN? — Eu poderia fazer minha lição de casa usando seu traseiro como escrivaninha. Eu poderia enxaguar minha cueca usando seu traseiro como tanque. Não me leve a mal.
Ele puxou minha mão, segurando-a entre a sua novamente. De pronto sacou uma caneta do bolso da frente e anotou seu número em minha palma, na qual depositou um beijo de lábios selados. O tempo todo ele manteve aquele olhar malicioso na face. E eu ia perder minha virgindade em breve, certeza.
“Call me baby”, ele finalizou, virando-se e tomando seu rumo. E eu passei a mão na qual ele escrevera pelo meu rosto, aspirando aquela réstia de perfume que ele havia deixado naquela parte.
Eu sabia o que esperar. E, àquela mesma tarde, fui correndo à farmácia e renovei meu estoque de preservativos.
Notas finais
Mano, eu não sei o que me deu pra escrever isso, tá totalmente nonsense, não joguem predas em mim pu favô ;; Essa sou perdendo tempo escrevendo fics mongas quando eu deveria estar me dedicando às minhas fics capituladas, mas que se exploda, viu :{ Eu escrevi essa fic pra me animar porque eu tava titinha ;; mimimi
Mas já passou (quem quer saber?) Também com uma coisa retardada dessas HEUHEIUH
p.s.: Galere, butt é bunda mesmo. Bacana, né? EHIUEH q
Comentem, gente, e me façam feliz s2
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