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11 Será o fim das perguntas?


Notas iniciais
Leiam as notas finais, bj
Algumas horas depois, a chuva continuava ainda mais forte. Estávamos na estrada, de madrugada, com trovões e mais trovões. Eu com medo? Magina, por que eu teria? Tenho um namorado pra me proteger, só que não. Bieber dorme de uma forma que nem eu, a pessoa mais preguiçosa do mundo, conhecia. O mundo tá caindo, a galera tá desesperada e ele dorme feito criança. Isso aí, namorado! Uhu! Bom, se for pra morrer na estrada, vou escrever no meu diário. Acomodei o Justin no banco, pulei pro de trás (que estava vázio) e comecei a escrever:

"Querido Diário,

Hoje o dia não foi fácil! Fui surpreendida com o Justin, mas no fim das contas, foi uma ÓTIMA SURPRESA! Ele conseguiu achar o papai, e amanhã (ou no caso, hoje, pois já é de madrugada) vamos até a casa dele. Tem notícia melhor? Eu acho que meu pai vai ficar feliz em me ver e vai pedir para que eu, Lorena e Jéssica, voltemos para casa. Afinal, eu sei que meu pai me ama, e só me pôs nesse internato porque estava confuso com a morte da mamãe, que ele tanto amava. Agora, sobre o Justin. Estou apaixonada. É. Parece que cada dia que passa eu o amo mais e mais. Sabe aquilo de querer ficar com a pessoa 24 horas no dia? Então! O Bieber não é só um rostinho bonito, e agora posso ter certeza disso. Ele é bem mais que toda aquela aparência de menino lindo. O Justin me compreende, se preocupa comigo, quer me ver feliz, e faz o que for preciso para que isso aconteça. E isso, é uma das coisas que mais importa pra mim, sério. Você, melhor do que ninguém, sabe que não sou dessas menininhas que idealizam a vida baseadas em contos de fadas (eu até era, mas depois que a mamãe se foi, percebi que a vida é um jogo, e estou me considerando uma boa jogadora), mas com ele... Ah, meu Deus! É como se cada palavra me fizesse flutuar. Isso é o que chamam de amor? Bom, eu vou tentar dormir um pouco. E para não perder o costume: Eu te amo muito, mamãe!"

Duas horas depois, o ônibus finalmente estacionou na porta da escola. Descemos fazendo aquela bagunça de sempre, mas a diretora estava lá, e apesar de serem quatro horas da manhã, ela tinha pique para colocar cada um em seu lugar. Então, fomos para o quarto direto. Eu até ia arrumar minhas malas, mas cadê a coragem, hein? A Bia se jogou na cama do jeito que estava, sem dizer/fazer nada. Já que estava sozinha e um pouco sem sono, ajeitei as malas no canto, dei um cobertor para a Bia e fui tomar banho. Assim que saí do banheiro, me dei conta que havia uma cama a mais no nosso quarto, o que era estranho pois sempre havíamos dormido apenas eu e a Bia. Quem será a dona daquela cama? Mistério... Era tarde demais para pensar, então coloquei meu piajama e fui dormir.

Durante a noite, eu tive um sonho estranho, mas não lembro bem como era, só sei que acordei assustada. Enquanto eu ainda me recuperava do pesadelo, alguém batia insistentemente na porta. Era a Bia, com a nova colega de quarto. Era uma menina loira, com uma roupa extremamente curta (e brega). Chegou causando já. Jogou as malas, cheia de atitude, como se eu tivesse que arrumar tudo. É, to vendo que vai ter barraco. Ela se chamava Alice, e teve o imenso prazer de ganhar meu ódio gratuito. Eu até poderia falar umas boas verdades pra ela quando ela viu a foto do Justin e disse "Que bonitinho", mas fiquei quieta e fui me trocar, afinal, hoje era o grande dia: iria rever meu pai.

Corri pro banheiro e me arrumei da forma mais bonita que pude. Desci bem rápido e o Bieber já estava lá, me esperando.

- Manoela atrasada, hum.

- Quieto, eu tô aqui.

- Que cara é essa?

- Ansiedade e saco cheio.

- Saco cheio por que, amor?

- Alice.

- Quem é essa?

- Minha nova colega de quarto, que por sinal, te acha bonitinho.

- Ciumenta.

- Não. Mas se ela repetir a palavra "bonitinho" e o seu nome na mesma frase, vou quebrar o pescoço dela.

- Ui.

- Tá, chega! Vamos, vamos logo.

Ele me deu a mão, entramos no carro e fomos. Eu estava ansiosa demais! É como se parte do meu passado fosse ligar ao que eu estava vivendo agora e isso seria perfeito. Nos perdemos umas 3 vezes no caminho, mas enfim chegamos. A casa era bonita. Muito bonita. Eu logo desci do carro, mas antes que eu pudesse subir os degraus para tocar a campainha, Justin me puxou e me beijou. Depois disso me desejou boa sorte e fomos até a porta. Respirei fundo, apertei a mão dele e toquei a campainha. Alguns segundos depois, uma moça, que eu não conhecia, abriu a porta e perguntou, de uma forma não muito educada o que eu queria. Eu paralisei. Respirei ainda mais fundo e internamente estava me perguntando: quem é essa mulher?

Notas finais
Aí tá mais um capitulo divo pra vcs, bjão
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.