Next To Me, Next To You

4 E A BATALHA COMEÇA


Notas iniciais
Oi de novo, pessoal. Mais uma vez, muito obrigada pelos comentários. Fico feliz que estejam gostando.
Me desculpa pela demora, tive um pequeno bloquei criativo. Mas ai está mais um capítulo. Espero que gostem.

Rachel estava ansiosa pelo término da reunião do Glee Club. Sairia direto para encontrar com Quinn, seria a primeira sessão de fisioterapia da loira.

Assim que Mr. Shue os dispensou, foi a primeira a levantar e sair em disparada para fora da sala. Percebeu Finn vindo atrás dela, mas não parou. Com certeza o quarterback a alcançaria.

- Hei, Rachel – Finn chamou tentando adiantar mais o passo. – Espera – alcançou a morena e seguiu andando ao seu lado – Onde vai com tanta pressa? Achei que poderíamos comer alguma coisa antes de ir pra casa. O que você acha?

- Hoje não vai dar, Finn. Prometi a Quinn que iria a fisioterapia com ela. Já estou atrasada.

- Hum – o rapaz pareceu um pouco confuso – E... Como ela está?

- Bem. Está bastante otimista. – Rachel chegou ao carro estacionado e parou na porta – Preciso mesmo ir Finn. Nos falamos mais tarde, ok? – lhe deu um selinho e entrou sem esperar resposta.

Finn ficou parado no estacionamento sozinho, totalmente confuso com a reação da namorada, observando o automóvel se afastar. Puck se aproximou, deu um tapa no ombro do amigo, notando sua feição perdida.

- Hei, brow. Está tudo bem?

- Sim... Acho que sim. – respondeu aéreo.

- Vai fazer o que agora? – o rapaz questionou, tentando trazer o grandão de volta a terra.

- Ir pra casa. Ia sair com a Rachel, mas ela combinou de ir ao medico com a Quinn... Ou algo assim... Não entendi muito bem. – Finn respondeu.

- O que acha de ir lá pra casa passar o resto da tarde jogando vídeo game comigo?

- Ótima ideia, brow – aceitou animado – Você está de carro?

- Vamos. – Puck saiu levando Finn com ele para o outro lado do estacionamento.

=//=

Rachel parou em frente á mansão Fabray e buzinou. Quinn saiu logo em seguida, acompanhada pela mãe. A morena sorriu ao ver a colega.

Judith levou a líder de torcida até o carro, abriu a porta do carona e ajudou-a a se acomodar no banco. Fechou a cadeira de rodas e colocou no porta malas.

- Tem certeza que não quer que vá com vocês? – a loira mais velha perguntou preocupada.

- Não precisa, Judith. Fica em casa, descansa e faz o que precisar fazer. Vou cuidar bem da Quinn, prometo – piscou divertida para a mulher.

- Vou ficar bem, mãe. Não se preocupe.

- Se vocês estão dizendo.

- A deixo aqui sã e salva. Pode confiar. – Rachel deu seu melhor sorriso.

- Confio em você, Berry – Judith sorriu mais tranquila. – Até mais tarde, qualquer coisa podem me ligar.

- Tchau, mãe.

Rachel deu um ultimo aceno e saiu. O rádio estava ligado, e as duas seguiram boa parte do caminho em silêncio. Quando estacionou em frente ao hospital, antes que pudesse sair, Quinn segurou a mão de Rachel.

- Obrigada, Rachel. – a loira falou, fitando-a – De verdade. Por estar do meu lado.

- Nem por um minuto pense que vou te deixar em paz, Quinn. Você não vai se livrar de mim. – sorriu.

Rachel saiu do carro, levou a cadeira até a porta do carona e ajudou Quinn a sair e se ajeitar. Empurrou-a em direção à recepção, e logo foram encaminhadas ao consultório do fisioterapeuta.

Encontraram um rapaz de aparência jovem, moreno, de cabelos arrepiados e cavanhaque. Não parecia ter mais do que trinta anos. Ele as recebeu com um sorriso amável no rosto.

- Boa tarde, Srta. Fabray. Sou o doutor Hank Johnson e serei seu fisioterapeuta.

- Muito prazer, doutor. – estendeu a mão cumprimentando-o – Está é minha amiga, Rachel Berry. Ela vai me acompanhar se não tiver problemas.

- Problema algum. Prazer, Srta. Berry – acenou o medico em direção à morena. – Vamos começar?

O médico pediu licença e pegou Quinn no colo, colocando-a deitada em uma espécie de maca acolchoada. Fez uma série de exercícios estimulando a musculatura das pernas e a coluna da garota. Conforme executava os movimentos, ia explicando às duas o que poderia ser estimulado com cada exercício.

Quinn percebeu que Rachel prestava bastante atenção ao que o médico dizia e aos exercícios, como se estivesse fazendo anotações mentais.

- Tudo bem, Q? – a morena perguntou.

- Estou bem – respondeu sorrindo.

A sessão de fisioterapia levou uma hora. Ao final, o médico colocou Quinn de volta à cadeira e a levou até sua mesa. Rachel os seguiu e sentou na cadeira ao lado da loira.

- Bom, por hoje é só meninas. Quinn, você fará fisio dia sim dia não, no mesmo horário. Não deixe de vir e não se atrase. É muito importante que condicionemos seu corpo a ter uma rotina de exercícios, está bem? – o doutor foi enfático no que disse.

- Doutor, os exercícios que executou com ela... Se ela os repetir em casa, nos dias que não vir pra cá, pode ajudar na recuperação? – Rachel questionou séria.

- Com certeza, Rachel. Não por uma hora inteira como aqui no consultório – explicou – Mas se ela fizer alguns movimentos, por vinte minutos quando estiver em casa, já será muito bom para o tratamento.

- E eu posso ajuda-la? Não corro o risco de machuca-la ou coisa assim? – a morena estava realmente comprometida.

- Notei que a senhorita prestou bastante atenção aos movimentos. Façam os movimentos mais simples, mais leves. Principalmente os que fizemos por último.

O médico pegou um folheto dentro da gaveta e entregou para Rachel.

- Aqui tem os movimentos que você pode ajuda-la a fazer sem medo de criar algum problema.

Rachel passou os olhos no folheto, os movimentos pareciam realmente bem simples. Ajudaria Quinn a se recuperar. A sessão com o médico a deixou ainda mais confiante.

As duas garotas se despediram do médico. Rachel foi guiando a loira pelo corredor da clínica calmamente. Ainda estava claro lá fora, e a garota decidiu que ainda era cedo para ir para casa. Ao invés de ir para o carro, continuou caminhando pela calçada.

- Hei, para onde está me levando, Rachel? – Quinn perguntou curiosa.

- Uma volta pela praça. Um pouco de ar puro. Um sorvete. – a garota respondeu – O que acha?

- Você vai pagar o sorvete?

- Eu pago o sorvete, Fabray. Mas você tem que prometer que vai se comportar.

- Sim, mamãe.

As duas riram da situação. Rachel comprou os sorvetes e sentou em um banco ao lado de Quinn. Tomaram o sorvete quietas, aproveitando a brisa agradável de primavera.

- O que achou da fisioterapia, Quinn? – questionou.

- O doutor Johnson é simpático. Admito que fique com um pouco de receio quando ele disse que era meu médico. Não parece ter idade pra isso.

- Também achei – Rachel concordou.

- Mas ele me deixou confiante. Só achei que já fosse sentir algo diferente, mas não senti nada. – Quinn falou um pouco decepcionada, suspirou – Mas estou confiante. Vai dar tudo certo. Não vai? – ela precisava ouvir de mais alguém que não estava acreditando em vão.

- É claro que vai, Quinnie. Não fique chateada por não ter sentido nada hoje. Foi só a primeira sessão. Vai dar tudo certo, ok? – Rachel confirmou, colocando uma mão no joelho da loira e apertando de leve.

Quinn concordou com um aceno de cabeça. E por mais doido que pudesse parecer, sentiu seu coração dar um salto de leve quando ouviu seu apelido de infância na voz de Rachel Berry. E quando a morena lhe apertou o joelho, podia jurar que tinha sentido o toco firme da mão da garota. Será que era só sua imaginação?

Notas finais
E então, o que acharam? POR FAVOR comentem. Elogios, criticas, sugestões, serão muito bem vindos.
Logo estou de volta com mais um capítulo.
Bjin