Next Stop: Destiny
4 Capítulo 4 - Tudo é novo
Notas iniciais

O salão explodiu em aplausos, riso e gritos de consentimento e alegria. Os meus irmãos só não saíam dos lugares e vinham a correr para me abraçar pois seria estranho. Isso teria que ficar para mais tarde. Esperei que o Chapéu Seleccionador fosse removido da minha cabeça e saltei do alto banco caminhando entusiasticamente para a mesa dos Gryffindor onde recebi vários abraços e apertos de mãos calorosos de várias pessoas da equipa como de meus familiares. Sentei-me e breves momentos depois, os ânimos acalmaram. Agora era a vez de Hugo. Cruzei os meus dedos para lhe dar sorte, apesar de saber que isso não iria adiantar de muito, senti-me mais confiante e sorri-lhe timidamente. O chapeu foi colocado na cabeça dele e o salão silenciou-se. Durante uns 15 segundos – que mais pareceram 15 horas – mal se ouvia o som da respiração das pessoas. Um silêncio enorme. Tudo à espera que o chapéu se pronunciasse. Hugo tremia como varas verdes. A sua pálida cara estava a ficar da mesma cor que o seu cabelo.
– Hugo Granger Weasley... Outro Weasley... Acho que já toda a gente sabe para onde vais...: Gryffindor! — Exclamou
Saltou da cadeira e correu até mim abraçando-me.
– Eu disse-te Hugo! — exclamei. — Até parece que houve algum Weasley que foi para os Slytherin ou outros!
– Eu sei! Mas ainda não acredito! — disse abraçando-me
Rose, Albus e James juntaram-se ao abraço. Mais uma geração que ia estar toda junta. Sentamo-nos então todos à mesa e eu decidi dar uma vista de olhos pelas mesas. Erradamente olhei para a mesa dos Slytherin e o Malfoy deu-me um olhar rançoso ao qual lhe respondi com um de desprezo. Pouco tempo depois todos os novos alunos estavam distribuídos pelas casa e o banquete foi iniciado após umas palavras de boas vindas da professora McConagall com um aplauso da mesma. Um enorme banquete apareceu em cima das mesas suficiente para os alunos comerem e irem a rebolar para os quartos. Uma agradável conversa ia entre todos os membros dos Gryffindor. Era provavelmente a casa mais alegre do salão. Esta conversa desenrolou-se até chegar até chegar ao tema mais esperado: quidditch. O velho desporto de Hogwarts.
– Quando é que são as provas para a equipa? — perguntei terminando a minha refeição.
– Ah mas é que nem penses! — exclamou James.
– Nem penso o caraças! Essa é a tua função! — Gozei
– Não te estiques!
– Ah-ah-ah James! Faz alguma coisa da vida e cala-te – pedi
–Estas-te a arriscar!
– Está bem! Então, quando é que são as provas?? — insisti
– Lily... — disse Rose. — Não era melhor primeiro aprenderes a voar e depois tentares entrar para a equipa?
– Mas mas mas...eu quero! E eu aprendo rápido! — respondi rapidamente
– Não aprendes nada! Parece fácil mas é complicado Lily. — disse Albus que tinha estado mudo até então.
– Juro que aprendo!
– Então fazemos assim: se aprenderes a voar BEM – disse James, sublinhando a palavra “bem” — em menos de uma semana, eu falo com o capitão e fazes testes para entrares para a equipa.
– Combinado! — exclamei e sussurrando para Rose disse-lhe- Ajudas-me?
– Ahahahah claro querida! Depois mostra-me o teu horário que eu arranjo tempo para te ajudar. — respondeu-me.
O jantar terminou calmamente e todos seguimos para os dormitórios animadamente. Quando chegamos à porta da torre dos Gryffindor lá estava o quadro da Dama Gorda que prontamente perguntou:
– Palavra passe?
– Ovo de Basilisco (1) – respondeu rapidamente James.
O quadro afastou-se da parede revelando lentamente uma passagem secreta na parede. Esta levava-nos até à sala de estar dos Gryffindor. Estava tão entusiasmada que o entusiasmo quase não cabia em mim. Já tinha ouvido falar daquilo tudo. Até já tinha lido. Mas ver era uma coisa completamente diferente! Um sorriso parvo estava na cara de todos os alunos mais novos. E eu não era excepção..
– Os dormitórios são lá em cima: rapazes à direita raparigas à esquerda. Não há misturas! — disse outro qualquer alunos mais velho antes que James lhe roubasse novamente o protagonismo.
A sua postura firme não deixava lugar para dúvidas. Todos Seguiram para os seus quartos menos Rose, Hugo, Albus, James e eu. Iamos ficar a conversar e a celebrar mais um bocado.
A lareira estava acesa e era bastante agradável apanhar com aquele calorzinho na cara e estar de olhos fechados só a ouvir a madeira a crepitar. Todos estávamos juntos. Não sabíamos quantas mais vezes iríamos estar assim. Os nosso horários podiam ser incompatíveis e estarmos poucas vezes juntos. Por isso acordamos que qualquer momento em que pudéssemos estar assim apenas a sentir a presença uns dos outros a conversar, que o iríamos fazer.
Pouco passava da uma da manha quando James se levantou e acordou Rose e Albus. Calmamente carregaram-me a mim e a Hugo para os nossos dormitórios e depois um silêncio total se abateu pela escola.
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O meu despertador tocou e lá me levantei. Abri a mala que jazia no fundo da cama e tirei a camisa branca, a saia de pregas escura que me dava pelo joelho, umas meias altas, um polo e ainda a gravata vermelha e amarela de acordo com a casa onde tínhamos ficado. Pendurando tudo isso num braço e no outro uma saca com vários produtos de higiene, uma toalha e com umas sapatinhas All Star pretas, lá segui para os balneários femininos.
Depois de tomar um longo banho de espuma, sequei-me e vesti-me. Penteei o meu ruivo cabelo de maneira a este perder algum volume. Depois pus algum creme nas mãos e na cara e ajeitei a gravata. Agarrei nas minhas coisas e preparei-me para sair da casa de banho, que agora se enchia de raparigas ensonadas agarradas umas às outras.
Cheguei ao dormitório e vesti a minha capa. Agarrei nos meu livros e penas e saí para tomar o pequeno almoço. Ao passar pela sala comum vi Hugo e Albus à espera de James.
– Tirem-lhe o gel que deixam logo de esperar por ele. — disse rindo-me e cumprimentando-os
– Sim, e depois quem é que o atura?! — disse Albus
– Ninguém! Tenho a certeza que por uma mão molhada numa tomada tem o mesmo efeito no cabelo. Até é mais duradouro!
– Ahahaha maninha! É bom saber que estas bastante animada hoje! — respondeu James descendo as escada
– Eu sei que sim. Estou com fome e não sei se a Rose ainda demora... — disse agarrando-me à minha barriga que tinha começado a roncar.
– A Rose?! Ela já saiu muito antes de teres acordado. A esta hora está no salão a “pôr a matéria em dia”, como ela costuma dizer – disse Albus
– Fogo! Mas ela não dorme?! — brinquei.
Todos sabiam como era Rose. Seguimos para o salão para tomar o pequeno almoço. Quando lá chegamos estava Rose com montes de livros espalhados na mesa a tomar anotações. Quase mais ninguém se fazia notar no salão. Um grupinho ou outro com menos quatro pessoas viam-se ocasionalmente ao longo das quatro mesas. Fiz sinal aos rapazes para não fazerem barulho e silenciosamente segui para trás de Rose.
– Bom dia! — gritei, assustando-a
– Lily! Caramba! Que susto! — repreendeu Rose
– Desculpa! Mas era uma oportunidade otima-
– E se não fizesses morrias...sim eu sei – conclui Rose a minha frase
Sorrindo-lhe sentei-me ao seu lado ajudando-a a arrumar os livros.
– Então, primeira noite em Hogwarts! Como foi? — perguntou em tom de brincadeira
– Normal. Dormi que nem um bebe! — respondemos eu e Hugo simultaneamente
– Sim, nós sabemos. Nem acordaram quando os fomos pôr na cama! — resmungou James ainda um pouco ensonado.
– Isso é o que pensas! — gozei. Claro que estávamos a dormir. Tanto entusiasmo cansa uma pessoa.
– O quê?! Vocês não estavam a dormir?! E tivemos que os carregar até aos quartos. Só podem estar a brincar! — zangou-se James
– James! Por favor! Usaste um feitiço para os carregares. Até parece que custou assim tanto – disse Albus
– Shiu! Isso não era para dizer a ninguém Albus! — zangou-se James com um pequeno sorriso a queres romper-lhe aquela farsa
Todos nos rimos e começamos a conversar. Pouco tempo depois, já vários alunos tinham chegado e sentado nas mesas, o que resultou no aparecimento do pequeno almoço.
Bebi um sumo de laranja roxa de uma estufa da Irlanda e umas torradas com manteiga. Minutos depois as corujas sobrevoaram o salão e deixaram cair o correio. Para mim caiu um embrulho de uma vassoura com uma nota dos meus pais e mais uma carta do meu Tio George e uma edição do Profeta Diário. A nota que vinha na vassoura dizia:
“Lily Weasley Potter! Não te voltes a esquecer da vassoura!
És sempre a mesma! Se não fosse eu queria ver como é que ias à aula de voo da Madame Hooch?!
Já temos muitas saudades tuas e de James e de Albus! Diz a James para se portar bem e diz-lhe que se ele tentar usar o seu quit de partidas que levou às escondidas que nós saberemos!
Beijinhos!
Esperamos uma carta vossa!
Mãe e pai”
– James! Tas lixado! A mãe e o pai sabem que trouxeste o quit de partidas! — gozei
– Hum?! Como?!
– James...sabes muito bem quem são os nossos pais! Porque é que ainda tentas esconderes-lhes coisas?! — interrogou Albus
– Tentar não custava... — admitiu James derrotado
– Qual é a tua primeira aula Lily? — perguntou Hugo
– Aula de voo com a Madame Hooch.
– Eu também! — riu-se
– Vamos então ver se aprendes rápido a voar Lily! — desafiou James
– Vamos então! Vou ser a melhor da turma! Vais ver! — respondi-lhe.
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Casa de banho feminina e masculina: http://images3.wikia.nocookie.net/__cb20090111152302/harrypotter/images/thumb/a/ad/Prefects_Bath.jpg/500px-Prefects_Bath.jpg
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(1)O primeiro basilisco de que se tem notícia foi criado por Herpo, o Sujo, um bruxo das trevas de nacionalidade grega e ofidiglota, que descobriu, após muitas experiências, que um ovo de galinha chocado por um sapo produzia uma cobra gigantesca dotada de poderes extraordinariamente perigosos. O basilisco é uma cobra verde-vivo que pode alcançar quinze metros de comprimento.
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