New York Minute
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Obrigada pelo interesse na minha história. Esta é uma songfic inspirada na canção "New York Minute", de Don Henley, que o Niall estava escutando outro dia e postou no Instagram. Quando fui ouvir a música e a primeira palavra dela era "Harry", eu logo soube que não ia ter jeito: ia virar fanfic. Hahaha! Espero que gostem!
Para quem já conhece o meu estilo de escrita, talvez vocês possam estranhar um pouco este texto, porque eu o escrevi primeiro em inglês (estou tentando aprender, hehe) e depois traduzi para o português. Então, o estilo está bem diferente. Se virem algo estranho demais por aí, comentem!
Xoxo
Seis em ponto. O alarme tocou e Harry Styles abriu os olhos. Ele se levantou, passando a mão pelo longo cabelo, e olhou para o calendário. Era uma quarta-feira. Ele pegou o celular e verificou a previsão do tempo. Frio como o final do outono. Pode chover à noite. Deixando o celular, foi para o banheiro, e depois para o closet. Todo de preto e pronto para sair do quarto, ele olhou para trás. Kendall ainda dormia em meio aos lençóis brancos, as costas nuas expostas para ele. Ele a olhou por mais três longos segundos, memorizando cada detalhe da cena. E então lhe deu as costas.
Como em qualquer outro dia da semana, Harry tomou o café da manhã na cozinha enquanto lia a seção de economia do The New York Times, assentindo ocasionalmente para os números que saltavam das páginas. Após exatos vinte minutos e trinta segundos, deixou a casa e desceu a rua em direção à estação.
No metrô, ele assentiu e sorriu para aquela velha senhora de quem ele tinha comprado um doughnut uma vez. A coisa era horrível e ele nunca mais comprou nada dela. Mas ele sempre assentia e sorria. Para a pobre mulher, era o suficiente. Naquele dia, ela estava distraída demais com seu velho gato gordo e não percebeu quando Harry entrou em um trem diferente.
Ele desceu em uma estação antiga, e um grupo de adolescentes classe-média o encarou. Seu terno de luxo o fazia se destacar na multidão como se ele tivesse uma placa de neon sobre a cabeça. Sentindo-se desconfortável, ele desviou o olhar. No caminho para a loja de roupas, deu seu Rolex para um mendigo.
Trinta minutos depois, Harry deixou a pequena lojinha de roupas como um novo homem. Ele usava um par de óculos de sol de plástico, uma camiseta da Rolling Stones, jeans desbotados e seus velhos e confortáveis All Star brancos, que eram a razão pela qual ele precisava daquela maleta idiota. Ele a deixou para trás no provador. Nenhuma das vendedoras percebeu. Elas podiam ficar com ela como um bônus, junto com seu terno da Armani.
Havia uma última coisa que ele precisava fazer antes de partir. Ele foi a uma papelaria e comprou tesouras novas em folha. Então, entrou na primeira loja de departamento que encontrou descendo a rua e se dirigiu ao banheiro, onde se trancou e cortou o próprio cabelo, fazendo caretas para o espelho. Levou cerca de dez minutos para finalizar o corte. Não ficou exatamente o mesmo, mas teria que servir. Ele jogou a tesoura no lixo e saiu.
Agora, ele tinha um lugar para ir. A praça de skate. E depois, o fim da estrada.
***
Niall Horan levantou o colarinho de seu casaco preferido ao sair da casa dos Malik. Uma boa família, uma comida incrível, ele não queria realmente ir embora. Mas seu sobrinho devia estar esperando impacientemente por ele, já que ele tinha prometido que o ensinaria a jogar FIFA no novo PlayStation. Ele estava crescendo rápido, o pequeno Theo. Niall sorriu, lembrando de como o garotinho dava pulinhos de alegria ao abrir a caixa do presente, na noite anterior.
Mas nada poderia impedir que Niall desacelerasse um pouco ao passar por aquela praça. Ela era simplesmente agradável demais em qualquer época do ano, mas particularmente no outono. As folhas marrons caíam das árvores altas como numa chuva calma e lenta. Era relaxante. E o cheio no ar o lembra do seu tempo de escola, quando ele caminhava por lá silenciosamente, admirando os caras populares na pista com seus skates, sonhando em ser um deles. Ele riu silenciosamente com a memória. Bons tempos, cara.
O sorriso desapareceu de repente quando ele olhou para o banco onde ele tinha dado seu primeiro beijo e percebeu que alguém havia escrito alguma coisa naquela grande pedra que havia ao lado dele. Ninguém sabia realmente o que aquela pedra fazia ali. Algumas pessoas acreditavam que ela havia sido colocada ali pelo próprio Abraham Lincoln, como símbolo de alguma coisa profunda e filosófica que Niall não conseguia lembrar no momento. Ele sempre achou que era apenas uma pedra. Alguma extravagância da pessoa que tinha idealizado a praça, talvez. Mas por algum motivo as palavras escuras recentemente pintadas ali o aborreceram.
Ele se aproximou, estreitando os olhos para tentar ver. Tinha esquecido os óculos. Quando finalmente conseguiu fazer as palavras entrarem em foco, sua irritação desapareceu tão rápido quanto tinha aparecido. “Baby, I’ve changed. Please come back”*, elas diziam. Pobre amante desesperado. Niall desejou do fundo de seu gentil coração que a garota visse aquilo e desse ao cara uma segunda chance. Talvez ela já tenha feito isso. Quem sabe?
Uma brisa gélida invadiu seu casaco, fazendo-o estremecer e arrancando-o de seus pensamentos. Ele puxou o zíper para cima e deu as costas para a pedra.
***
Harry balançava os pés para frente e para trás enquanto olhava do terraço do prédio da escola para a cidade lá em baixo. As luzes brilhantes o fizeram sorrir enquanto ele pensava no pessoal do trabalho. Eles estavam provavelmente surtando, entrando em pânico com seu desaparecimento. Por alguma razão, o pensamento o fez rir. Talvez porque ele sabia que nenhum deles de fato sentia a falta dele. Eles sentiam falta apenas dos dólares que ele não pôs nos bolsos deles naquele dia.
Ele olhou para o oeste. O sol já havia partido há muito tempo. Ele estava começando a sentir frio. Aquela camiseta de rock ela legal, mas fresca demais. Ele esfregou os braços, tentando se aquecer um pouco. Em algum lugar distante, ouviu uma sirene. Alguém estava indo para a emergência. Ou talvez para a cadeia. Ele poderia ir para a cadeia por estar ali naquela hora. A escola era propriedade privada. Mas se eles não tinham consertado aquela falha no muro desde a época dele, isso significava que eles não se importavam, certo?
Ele fechou os olhos, lembrando. Os bons e velhos tempos. Colegial. Surtando por causa das provas. Festa nos fins de semana. Baile de formatura. Ele sentia tanta falta de tudo.
Então, a memória que ele vinha evitando finalmente o atingiu. Poderosa como sempre. Ele franziu as sobrancelhas e abriu os olhos verdes. Abaixo, a Grande Maçã** ainda era a mesma daquela noite. Nada havia mudado na cidade que nunca dorme.
— Eu sinto muito, mas você sabe que é assim que o mundo funciona. — Harry havia dito, evitando olhar nos olhos do outro garoto.
— Besteira! Espere mais dez anos e tudo será diferente! A sociedade está mudando! Logo, logo nós não teremos mais que nos esconder. Não terá importância.
— Eu não tenho mais dez anos! Eu vim para a América para me tornar grande aqui.
— Eu sei, eu também! Por que isso significa que nós temos que...?
— Você sabe por quê! Imagem e status são tudo o que importa neste lugar!
Como o outro não respondeu, Harry finalmente ergueu a cabeça, bem a tempo de ver o garoto enxugando as lágrimas. Quando ele olhou para Harry, ele parecia com raiva, mas também de algum modo resignado.
— Quer saber, Harry? Tudo bem. Tudo bem, então! Vai. Vai ganhar seus milhões. Mas eu vou te dizer uma coisa: você será um desgraçado. — Ele pôs o dedo na cara dele, olhando-o direto nos olhos. — Você será rico, famoso, até. Cada pessoa no cenário econômico saberá o seu nome. Mas você será um desgraçado. Você vai ser arrepender. Todo. Santo. Dia. Isto não é uma praga, eu não estou te desejando mal. É simplesmente o seu destino. Você está escolhendo isso. — Ele ergueu as mãos, indicando que tinha terminado de dizer o que queria.
Harry assentiu com firmeza.
— Tudo bem. Vamos fazer uma promessa, então. Você me dá um tempo. — Ele verificou a data em seu relógio digital. — Se algum dia eu me arrepender disto, eu vou voltar a este terraço num dia 28 de setembro. E aí você pode dizer “eu te disse”.
— Quem você pensa que é? Você acha que eu vou parar tudo o que estou fazendo, vir para este prédio velho e esperar, só para saber se você por acaso se arrependeu de ter chutado o meu traseiro hoje? Não, valeu! Eu ainda tenho um pouco de dignidade!
— Eu vou te deixar um sinal, então. Se eu decidir vir para cá, antes do meio-dia eu vou te deixar uma mensagem naquela pedra estranha que tem na praça do skate.
— Como você sabe que a pedra ainda estará lá?
— Se não estiver, será obra do destino. — Harry estendeu a mão para ele. O outro hesitou, mas acabou apertando-a. — É uma promessa.
De volta ao presente, Harry balançou a cabeça para seu eu passado pela milionésima vez. Ele estava tão confiante naquela noite! Seu coração doía, mas ele tinha tanta certeza de que sua vida estava apenas começando que nem sequer se importou. Ele foi sarcástico, arrogante... Sem coração, até. E ele amargava cada segundo.
Ele tentou passar a mão no cabelo de novo, só para descobrir que não o tinha mais. Deixou a mão cair desajeitadamente no colo. Olhou para a cidade. Uma coisa legal sobre Nova Iorque é que sempre há um relógio em algum lugar para você olhar. Não demorou muito até que seus olhos encontrassem um enorme relógio verde brilhando em um painel em um daqueles arranha-céus. Eram 22h48 agora. Acabaria logo.
***
Alguns dos adolescentes que casualmente fumavam maconha na pista de skate olharam quando os dois homens passaram por eles rindo alto.
— Eu não faço a menor ideia do que ele estava pensando. Mas foi hilário! — Louis gesticulava, imitando o cara que eles tinham acabado de ver no bar. Liam riu alto de novo.
— Ele tava muito bêbado!
— “Bêbado”? Não, ele tava completamente chapado. Aposto um dólar que ele agora está estirado no chão lá. — Louis apontou para trás com o dedão.
— E você viu a cara da garota, coitada?
— Bom, foi bem feito pra ela por ter escolhido ele em vez de você, cara.
— Nah! Ela nem era tão gostosa assim. Ele pode ficar com ela, se quiser.
— Eu não estou dizendo que você não merece mais! A Soph... Você-sabe-quem era muito mais gostosa.
Liam precisou se segurar para não socar a cara do amigo. Louis fingiu não perceber. Quando eles passaram pelo velho banco, ele olhou rapidamente para aquela pedra cheia de musgo, mais pelo hábito do que por esperança. Então, ele congelou ao ver as palavras brilhando em tinta preta. Tá zoando!
— Louis?
— Qu… Que dia é hoje?
— Quarta-feira?
— Não, do mês.
— 28, por quê?
— Merda. — Louis simplesmente se virou e começou a correr na direção da qual eles tinham vindo. Liam não teve sequer tempo para entender o que tinha acontecido, e Louis já havia sumido de vista.
***
Harry ficou de pé quando o relógio verde piscou e mudou para 23h50. Ele inspirou lentamente, calmamente observando a cidade lá embaixo. Então é isto. Ele sorriu, expirando também bem devagar.
***
Louis tropeçou em um casal que se beijava, mas nem parou para se desculpar. Não havia tempo. Ele ainda tinha que vencer outros dois quarteirões e torcer para que aquela falha ridícula do muro ainda estivesse lá. Ele mal conseguia respirar, suas pernas doíam, e ele ainda sentia que não estava indo rápido o suficiente. Ele nunca tinha sido um cara muito religioso, mas começou a rezar para Deus, para Buda e para todos os santos cujos nomes conseguia lembrar.
***
23h55. Tudo parecia tão claro para Harry agora. Sim. Ele era um desgraçado. Ele havia amargado todo santo dia, desde aquela noite. Demorou algum tempo para que percebesse. Mas quando ganhou seu primeiro milhão, ele já era o homem mais triste do mundo. Ele olhou da esquerda para a direita, lentamente contando os arranha-céu. Wall Street. A terra do sucesso. Sim, ele estava naquela lista, não estava? Os 100 Homens Mais Bem-sucedidos da América. Ele estava entre os 15 primeiros, não estava? Seu velho ficaria orgulho. Era uma pena que ele estivesse do outro lado do Atlântico. Em um túmulo.
O relógio piscou. 23h58. Harry fechou os olhos e abriu os braços, sentindo a brisa gélida no rosto. Ele não sentia mais frio. Tudo ficaria bem em breve. Ele se sentia estranhamente calmo, mas seu coração começou a bater mais rápido, como se soubesse que logo pararia de trabalhar. Sim, Harry pensou. Seu coração estava comemorando as férias que chegavam. Finalmente alguns dias fora do trabalho.
***
Louis agradeceu mentalmente à diretoria daquela escola por ser tão inacreditavelmente incompetente. O muro continuava igualzinho ao que era na sua época, e ele o escalou e pulou com a mesma rapidez de sempre. Deus! Eles não tinham nem mesmo instalado uma cerca elétrica ou um sistema de alarme! Melhor escola da cidade, definitivamente!
Ele não se deu o tempo de reparar no que mais não tinha mudado. Ele se apressou em direção à sua “entrada secreta” (que na verdade era só uma janela quebrada num velho armário de zelador) e correu até as escadas. Para que uma escola precisava de quatro andares? Ele se lembrava do quanto odiava ter que subir até o quarto andar no último ano, carregando aquela mochila pesada. Ok, a mochila dele não era tão pesada assim, já que ele não fazia realmente nenhum dever, nem carregava nenhum livro, mas ainda assim. Algumas pessoas carregavam mochilas pesadas. Por exemplo...
— HARRY!
Harry quase perdeu o equilíbrio quando o grito o assustou. Ele se virou rapidamente, apenas para cair nos braços de Louis. Harry sentiu como se estivesse sonhando. Só então percebeu as lágrimas escorrendo por seu rosto, enquanto Louis o puxava para longe da beirada e de volta à segurança. Louis o segurou com força contra o peito e não parecia que ia soltá-lo.
— Louis?
Louis se afastou levemente de Harry apenas para olhar para ele. Ele segurou o rosto dele com as mãos, como se tentasse verificar que ele era real.
— Harry, você...? O que você ia...? — Ele riu nervosamente. — O que você fez com o seu cabelo? — Ele brincou com os cachinhos do Harry, ou com o que restou deles. — Eu vi você na TV outro dia, você tinha deixado crescer, o que você...? — Louis também tinha começado a chorar.
Harry o abraçou com força. Louis soluçou, esfregando as mãos nos ombros e nas costas do Harry. Ele simplesmente não conseguia acreditar. Mas definitivamente era ele. Ele reconheceria aquele perfume em qualquer lugar. Muitas coisas a respeito de Harry Styles haviam mudado, mas sua colônia preferida não tinha sido uma delas.
— Louis, eu sinto muito. Você... Você estava certo o tempo inteiro, você... Eu... Eu sei que você tem sua vida agora, eu... Eu sei que você provavelmente seguiu em frente e... Eu só... Você... Eu… — Ele se afastou para olhar nos olhos do homem de sua vida, como devia ter feito anos atrás. — Eu te amo!
Louis sabia que ele devia estar com raiva. Ele devia gritar, ele devia mandar Harry se ferrar e dizer que ele nunca mais queria ver ele e sua cara-de-pau de novo. Mas não. Em vez disso, ele puxou Harry pelo colarinho daquela camiseta de rock ridícula e o beijou. Harry imediatamente retribuiu o beijo, pondo as mãos na cintura de Louis e se inclinando para a frente para ajudar, já que Louis tinha que ficar na ponta dos pés para alcançá-lo. E por um momento, eram apenas os dois. Nada mais importava.
Quando seus lábios se separaram, Louis pôs os braços nos ombros de Harry e se apoiou nele para se aproximar e sussurrar em seu ouvido:
— Eu te disse.
Harry sentiu o arrepio descendo por sua espinha e as borboletas enlouquecendo em seu estômago, exatamente como costumava acontecer na época de escola. Ele sorriu, aquele sorriso idiota que diz eu-estou-tão-apaixonado e que só Louis conseguia tirar dele.
— Então... Você só, tipo, decidiu deixar tudo para trás e voltar ao início? — Louis perguntou, olhando Harry de alto a baixo, checando suas roupas.
— Ou direto para o final. — Harry apontou para trás com o dedão, indicando a beira do prédio.
Louis fingiu verificar o que ele estava apontando.
— Entendi.
— Na verdade, depende de um cara.
— Um cara? — Louis olhou para as unhas, fingindo desinteresse, mas incapaz de esconder o sorriso que dançava no canto de seus lábios.
Harry também sorriu.
— É. Um cara. Há muito tempo atrás, eu vim para este mesmo terraço com um cara. Na época, eu sabia que ele era o homem da minha vida...
— O homem da sua vida?
— É, foi o que eu disse.
— Só confirmando.
— Então... Eu sabia que ele era o homem da minha vida, mas eu fui estúpido o suficiente para acreditar que havia coisas mais importantes por aí.
— Uau. Parece que você era realmente idiota naquela época.
Harry tentou conter o sorriso. Seu namorado sarcástico ainda vivia.
— O mais idiota de todos. Mas eu aprendi a lição.
— Que lição, carinha da escola?
As borboletas enlouqueceram de novo. Carinha da escola. Era assim que Louis costumava apresentá-lo aos outros. Seu código secreto.
— Se encontrares alguém que ames neste mundo, deves-te agarrar a ele com tudo que tens. Não te esqueças nunca de que a vida é feita de vai-e-véns.*
Louis olhou para ele com uma expressão de quem estava ao mesmo tempo surpreso e ligeiramente preocupado com a saúde mental de Harry.
— Então agora você é o carinha da poesia, hein?
— Na verdade, eu tirei isso de uma música. Mas acho que a ideia é essa.
Louis riu. Harry estava desesperado para beijá-lo de novo.
— Você não mudou mesmo! Lembra quando você fazia todos os seus “poemas” para a aula de Inglês com colagens de letras das músicas do Nirvana, e a Sra. Robinson pensava que você era um gênio?
Harry riu junto. Bons tempos! Quando eles pararam de rir, ele voltou a olhar para o Louis, se sentindo tímido de repente.
— Então... ahnm... Você... Você acha que o meu namorado me perdoaria? Se eu encontrasse ele de novo?
Louis não pôde esconder o amor em seus olhos quando eles se fixaram nos de Harry. Ele sabia que esse dia chegaria. Foi por isso que ele nunca teve outro, durante todos aqueles anos. Foi por isso que ele esperou, apenas assistindo Harry à distância enquanto ele era bem-sucedido e fazia todos os seus sonhos se tornarem realidade. Ele sabia que eles pertenciam um ao outro. Era o destino deles.
— Só se você beijar ele de novo.
Harry sorriu, puxando Louis para seus braços e erguendo-o do chão, disposto a fazer o que fosse necessário para ser perdoado.
Notas finais
** “The Big Apple” ou simplesmente “The Apple” é um dos muitos apelidos da cidade de Nova Iorque.
***Nessa parte, no original, Harry usa duas frases da música “New York Minute”, na qual a fanfic é inspirada. Para fazer sentido no contexto ali, eu fiz uma tradução não muito literal dela. A frase original é: “If you find somebody to love in this world you better hang on tooth and nail and take care of your own: one day they're here; next day they're gone”. E a tradução literal seria: “Se você encontrar alguém para amar neste mundo, é melhor se agarrar e ele com unhas e dentes e cuidar do que é seu: um dia ele está aqui; no outro dia, ele se foi”.
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