New York City
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Então, está ai.. vou ver se posto mais um hoje.
Depois do jantar, Rachel foi direto para seu quarto, eu lavei tudo, até o que Rachel usou, eu sabia que ela não conseguiria ficar muito tempo em pé. Fui para o quarto e vi Rachel em seu pijama preparando-se para dormir.
— Já tomou seu remédio? – eu perguntei, me aproximando.
— Já sim. O efeito me dá sono, por isso vou deitar cedo.
— Quer que eu fique com você?
— Não precisa.
Coloquei minhas mãos em sua cintura e ela abraçou meu pescoço.
— Vou ficar preocupada.
— Santana, eu prometo não morrer essa noite. – ela disse rindo.
Isso me preocupou ainda mais, fiquei séria e ela percebeu.
— Hey! Eu falei brincando... não queria te assustar.
— Eu sei...
— Ok. Depois da besteira que fiz, deixo você ficar comigo.
Lhe dei um leve selinho, coloquei uma camiseta e fiquei de calcinha, nos deitamos e ela se aconchegou em meu abraço.
— Boa noite estrelinha. – eu disse brincando.
Rachel deu uma pequena risada e fechou os olhos. Fiquei em silêncio para que ela dormisse tranquila. Minutos depois, quando comecei a sentir sono, ouvi a respiração da Rachel pesar.
— Santana... – ela disse em um sussurro.
— Rachel? Estou aqui querida.
Ela começou a apertar minha mão, acariciei sua testa e percebi que ela suava.
— Rachel, acorda.
Fiquei assustada, pois ela tremia cada vez mais. A soltei, me sentei e a virei de frente para mim.
— Rachel, por favor, acorde!
Rapidamente ela olhou para mim, sua respiração pesada me assustava naquele momento.
— San-santana?
— Você está bem?
— Es-estou, m-mas...
— Você estava tremendo e dizia meu nome. Fiquei com medo de...
Ela sorriu, eu a abracei e a apertei.
— Santana, eu estou bem. Te prometi que não iria morrer essa noite.
— Pare com isso. – me deitei ao seu lado.
— Estou falando sério. Você está aqui e eu não vou te deixar.
— Então... por que estava tremendo e... – logo percebi. – Rachel Berry! A senhorita estava tendo um sonho comigo?
— So-sonho? Que sonho?
— Sonho tipo, sexual.
— Eu... – seu rosto começou a corar. – Eu estava feliz por você estar ao meu lado e...
— E resolveu ter um sonho comigo?
— Eu não resolvo nada, ele apenas aconteceu.
Eu a beijei intensamente, em seguida abraçando-a.
— Fico feliz com isso.
— O que? Que eu tenha um sonho “sexual”?
— Também. Mas por você ter sonhado comigo. Assim percebo que está bem.
Nós sorrimos, fechei meus olhos e ouvi Rachel cantarolar uma música, em minutos parando.
— Rachel?
— Hum? – ela perguntou sem abrir os olhos.
— Eu te amo.
— Eu também te amo, linda.
***
‘CLICK’. Acordei ouvindo esse som, abri meus olhos e senti o cheiro dos cabelos da Rachel em meu rosto.
— Vocês ficam lindas juntas. – ouvi Nick dizer.
‘CLICK’.
— O que está fazendo? – perguntei me sentando.
— Sarah pediu para que eu tirasse uma foto de vocês duas juntas. Já que você não gosta de tirar foto, achei melhor tirá-la assim, com as duas dormindo juntas.
— Para que Sarah quer uma foto de nós duas juntas? E por que você não pediu?
— Sarah disse que tem um álbum de fotos das pessoas que vieram para cá e pediu uma das duas juntas.
— Ok, mas e a segunda pergunta?
— Eu achei que você não iria deixar.
Me levantei, peguei meu celular e vi que ainda estava cedo.
— Está bem. – eu disse, me sentando novamente.
— Está bem...
— Eu deixo você tirar uma foto nossa.
— Não vai perguntar para a donzela?
— Rachel adora fama, lembra? Tenho certeza que ela vai aceitar.
Nick tirou mais uma foto minha e saiu do quarto rapidamente, me deitei ao lado da Rachel e a abracei. Senti ela se virar, eu sorri e ela bocejou.
— Bom dia. – eu disse.
— Uhum... bom dia.
— Está se sentindo bem?
— Estou. Acho que ter dormido com você ajudou.
— Então irei dormir com você todas as noites. Mas você tem que me prometer uma coisa.
— O que?
— Que não vai sonhar sexualmente comigo.
Seu rosto corou, eu ri e ela sorriu.
— Está bem.
Nos beijamos, coloquei minha mão em sua cintura e a puxei para mais perto.
— Nick quer tirar uma foto nossa.
— Por quê?
— Sarah pediu.
— Está bem, mas antes eu vou ter que tomar banho, colocar uma roupa linda, me maquiar, deixar meus cabelos lindos... Acho que vou usar aquele vestido rosa, o que acha? Ou o verde. Qual que combina com meus olhos? Acha que...
— Rachel. – eu a cortei. – Você fica linda de qualquer jeito. O importante é estarmos juntas, não é?
— Claro que é, meu amor... Mas eu preciso estar linda.
— Meu amor?
— Sim, você não é meu amor?
— Sou, mas...
— Mas o que? Se nos amamos, é assim que devemos nos chamar.
— Está bem, meu amor.
Nos beijamos novamente e em seguida nos levantamos. Assim que estávamos prontas, Nick ficou feliz, Rachel e eu nos abraçamos, Nick se posicionou e ‘CLICK’.
— Ficou lindo! – Nick gritou, chamando nossa atenção.
— Eu quero ver! – Rachel correu até Nick.
As duas ficaram olhando para a foto por um longo tempo e riam de tudo. Levei Rachel até NYADA e depois fui para Juilliard.
***
Ao voltar para casa no meu carro, ouvi meu celular tocar. O atendi e deixei no viva voz.
— Santana? – ouvi uma voz fina e assustada. – Sou eu, Sarah.
— Oi minha linda. Aconteceu alguma coisa?
— Aconteceu sim. Estão levando Rachel para o hospital...
Meu coração parou por um segundo, voltando a bater com rapidez.
— Sarah, me explique isso.
— Bem, você sabe que o ônibus me deixa em casa, certo? Então, cheguei em casa e fui até o banheiro, eu estava apertada para fazer xixi...
— Sarah, fale o que aconteceu com a Rachel. – eu a cortei.
— Eu não sei... Achei ela caída no chão do quarto, saía sangue de seu nariz. Eu fiquei assustada, peguei o telefone e liguei para a emergência.
— Fez certo. Você está em casa?
— Estou sim. Na verdade estão esperando alguém chegar para ficar comigo.
— Eu estou indo.
Cheguei em casa e vi Sarah sentada no chão da calçada e a porta estava aberta.
— Eles ainda estão ai?
— Sim.
Corri até a porta, Sarah me seguiu, vi Rachel deitada em uma maca com uma máscara de respiração em seu rosto.
— Ela não está respirando direito Santana. – Sarah disse. – Eles prometeram que iam fazer ela acordar.
— Ela vai, querida.
Abracei Sarah e vi os enfermeiros colocar a maca na ambulância. Sarah e eu entramos em meu carro, logo percebi que o estava acontecendo, Sarah segurou minha mão, olhei para ela e vi sua expressão de assustada.
— Santana, ela vai ficar bem? – suas lágrimas já caiam sem permissão.
— Claro que vai querida, claro que vai.
Eu a abracei afagando seus cabelos e segui a ambulância.
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