Notas iniciais
Aqui está mais um. Talvez esteja um pouco pequena.
Muita gente se preocupou com a Rachel, então prometo tentar não matar ela.

Ao acordar, vi a cama da Rachel arrumada e Nick ainda dormia. Arrumei minha cama, preparei uma roupa e fui tomar banho.

Assim que entrei na cozinha, vi Sarah comendo cereal, Rachel estava mexendo em algo no armário e Sam fazia algumas panquecas.

— Bom dia. – eu disse, com um pouco de desanimo.

— Bom dia Sant! – Sarah respondeu com um grande sorriso.

— Quer panquecas? – Sam perguntou, colocando algumas em um prato.

— Quero sim, obrigada.

Me sentei e comi algumas panquecas. Rachel estava calada, sentou em minha frente e começou a comer um sanduiche vegan.

— Dormiu bem, Rachel? – perguntei cinicamente.

— Dormi sim, obrigada. – ela respondeu com uma expressão cansada.

Fiquei um pouco preocupada. Terminei de comer, fui para o quarto e vi que Nick ainda estava dormindo, uma boa hora para acorda-la. Peguei meu travesseiro, pulei em cima dela e comecei a bater nela.

— Acorda Nick! Já são 9 horas e você ainda está dormindo? – eu gritei.

— Que merda! O que está fazendo Santana?

— Te acordando. Vamos, levante!

— Eu levantaria se você não estivesse em cima de mim.

Me sentei ao seu lado e ela se sentou, vimos Rachel entrar no quarto, parecia bastante cansada e estava um pouco pálida.

— Rachel, você está bem? – Nick perguntou.

— Estou sim, só estou um pouco cansada. Santana não sabe dormir sem falar. – ela respondeu esforçando um sorriso.

— Eu não falo enquanto durmo. – respondi emburrada.

— Fala sim, Santana. – Nick disse rindo. – Sorte a minha, em ter o sono pesado.

Rachel pegou algo em uma gaveta, sorriu para nós e saiu do quarto.

— Ela não está bem. – Nick disse.

— Eu sei.

— Santana, converse com ela.

— Sobre o que?

— O que vocês passaram no colegial. Talvez esse seja o problema.

Me levantei e sai do quarto, pensei que Rachel poderia estar na cozinha. Ao passar em frente ao banheiro, percebi a porta entreaberta, Rachel estava lá.

— Oh droga! – Rachel exclamou.

Aproximei-me mais da porta e percebi seu nariz sangrando, fiquei assustada, abri a porta e ela se assustou.

— Rachel, você está bem?

— Estou sim, é apenas um sangramento. – ela respondeu, tentando manter a calma.

— Rachel, isso não é apenas um sangramento. – me aproximei dela. – Está saindo sangue demais.

— Daqui a pouco melhora.

Peguei um pouco de papel higiênico na mão e coloquei no lugar do que ela segurava.

— Quer que eu te leve para um hospital?

— Não! – eu me assustei. – Não precisa, eu vou melhorar. Vá dizer a Sarah que eu desço logo, e que é para ela estar pronta.

— Vão sair?

— Sim. Vou levá-la para conhecer a Broadway.

— Rachel, ela é uma criança...

— Me apaixonei pela Broadway quando era uma criança.

Dei uma pequena risada, ela tentou o mesmo, me aproximei da porta e dei uma última olhada para ela. Rachel não estava bem, eu estava preocupada e queria ajudá-la, mas não sabia como e nem por que.

***

À tarde depois do almoço, vi Rachel e Sarah chegarem com sorrisos nos rostos, eu estava no sofá com meu iPhone ouvindo música. Tirei os fones e Sarah se aproximou.

— Como foi o “passeio”? – eu perguntei.

— Foi demais! – Sarah respondeu, batendo em minha mão no alto, em seguida subindo as escadas.

— O que foi isso? – Rachel sentava ao meu lado.

— Isso o que?

— O que vocês fizeram.

— Nunca cumprimentou ninguém assim?

— Já, mas geralmente fazem isso quando têm um plano, ou algo do tipo. O que vocês estão aprontando?

— Nada.

Na verdade, pedi para que Sarah perguntasse tudo sobre a Broadway, pois isso deixava Rachel feliz e ela precisava.

— O que está ouvindo?

— Nada que você goste.

— Você não sabe do que eu gosto. – ela disse com um sorriso debochado.

— Ok, agora você me pegou.

Rachel riu um pouco, fazendo-a tossir. Ela tapou sua boca com a mão, eu coloquei meus fones novamente, mas me assustei ao vê-la correr escada a cima, entrando no banheiro. Subi atrás dela, abri a porta e vi Rachel enxaguar sua boca com a água.

— Você está bem?

Ela virou bruscamente para mim assustada, sua boca estava vermelha.

— E-eu... – ela tentou dizer.

— Você quer conversar agora ou depois? – perguntei em um tom bastante sério, chamando sua atenção.

Rachel não respondeu, apenas voltou a enxaguar sua boca na pia. Fui para o quarto, Nick estava lendo um livro, me sentei em minha cama e fiquei pensando. ‘CLICK’

— Por que está preocupada? – ouvi Nick perguntar, colocando sua câmera de lado.

— Já disse para não fazer isso.

— Me desculpe, mas eu precisava. O que está acontecendo?

— Não sei. Rachel está tossindo sangue, isso é estranho. – Nick se aproximou e sentou ao meu lado. – De manhã seu nariz sangrava e ela parecia cansada.

— O que você vai fazer?

— Conversar com ela, saber o que está acontecendo.

— Acha que ela vai dizer?

— Ela tem que dizer. Estou preocupada, não posso ficar vendo ela desse jeito e não saber o que fazer.

Assim Rachel entrou no quarto com uma expressão de cansada, foi até seu criado mudo e pegou um potinho com comprimidos, em seguida colocando um na boca.

— Para que serve isso? – Nick perguntou, se levantando.

— São apenas vitaminas. – ela respondeu colocando no lugar.

— Agora sente-se aqui. – eu disse, dando um tapinha na cama.

Rachel se sentou, estava com a cabeça baixa, segurei sua mão e vi Nick sair do quarto.

— Rachel, o que você tem? – perguntei.

— Não é nada. Só estou um pouco cansada.

— Mas Rachel, seu nariz estava sangrando e...

— Santana, não se faça de preocupada. Você me humilhava no colegial e agora quer saber o que eu tenho?

— É diferente.

— Por quê? Porque ninguém vai saber que está preocupada comigo?

— Rachel...

— Cuide da sua vida, que eu cuido da minha.

Ela se levantou rapidamente, deitou em sua cama e afundou seu rosto no travesseiro.

***

Antes do jantar, fui até o quarto para ver como Rachel estava, ainda dormia. Abri a gaveta de seu criado mudo e peguei o potinho.

— “Imatinib”? Isso não é vitamina. – eu sussurrei.

Coloquei o potinho no lugar e voltei para a cozinha. Assim que todos terminaram, segurei o braço de Nick para esperar, todos saíram e ela me olhou preocupada.

— Você sabe para que serve Imatinib?

— Isso é um palavrão?

— Não. É o remédio que a Rachel está tomando. Sei que não é vitamina.

— Bem, eu não sei, mas posso procurar.

Fomos para o quarto, coloquei meu pijama e me deitei. Não consegui dormir, para o meu azar, já que no dia seguinte as aulas começariam.

Notas finais
Gostaram? Talvez ainda poste mais um hoje.