New York City
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Cena Santana inspirada no filme "Uma prova de amor".
Assim que o final de semana chegou novamente, levei Rachel para casa, era bom ela passar o final de semana com as pessoas que mais amava. Estávamos sentadas no sofá assistindo televisão quando Sarah entrou pela porta da entrada.
— Rachel! – ela gritou, jogando-se em cima da Rachel e a abraçando forte.
— Sarah, você está me esmagando... – Rachel balbuciou, empurrando Sarah lentamente.
Sarah sentou entre Rachel e eu, me empurrando para eu dar espaço.
— Essa casa fica chata sem você. – Sarah disse. – Santana, não para de falar de você. – ela sussurrou, mas na intenção de que eu ouvisse.
— Mesmo? – Rachel perguntou no mesmo tom.
— Sim, ela diz que quando você sair do hospital, vocês vão... – tampei sua boca rapidamente, deixando Rachel curiosa.
— Sarah, que tal irmos tomar sorvete? – perguntei, enquanto a soltava.
— Está bem, mas ainda vou dizer para ela o que você disse.
Sarah subiu as escadas correndo, Rachel olhou para mim, ainda estava curiosa.
— Do que Sarah estava falando?
— Nada. Sarah é uma intrometida.
Assim Sarah voltou com um chapéu de verão na mão.
— Rachel, coloque esse chapéu.
Rachel pegou o chapéu e o colocou na cabeça.
— Para que isso, Rachel? – perguntei.
— Não quero que me vejam assim, sabe? – ela respondeu abaixando a cabeça.
— Não sinta vergonha, amor. Ninguém tem nada haver com sua vida.
— Mas... vão ficar olhando para mim.
Sabia que ela não tiraria essa ideia da cabeça, beijei sua bochecha e sorri.
— Está bem. Me espere aqui, preciso ir ao banheiro.
Subi as escadas, entrei no banheiro e tranquei a porta. Me olhei no espelho por alguns segundos, percebi meus olhos se encherem de lágrimas, abri o armário do banheiro onde ficava o espelho, peguei a pequena tesoura que tinha ali, fechei o armário e me olhei novamente no espelho.
— Coragem Santana, coragem... – me incentivei.
Rachel me obrigava a fazer isso, estava amando tanto aquela mulher, fazia qualquer coisa para vê-la feliz, mesmo sofrendo, o que importava era ver um sorriso sincero em seu rosto. Peguei a primeira mexa do meu cabelo, direcionei a tesoura no lugar certo, prendi a respiração, fechei meus olhos e...
— Santana, você está bem? – ouvi Rachel perguntar do lado de fora.
— Eu... eu estou bem sim. – respondi, abrindo meus olhos.
— Sarah e eu vamos estar na cozinha. Não demore.
— Está bem.
Não ouvi mais nada, fechei meus olhos novamente, as lágrimas começaram a cair, realmente amava meu cabelo, mas amava Rachel ainda mais do que a mim mesma. Respirei fundo e cortei a primeira mexa.
***
— Santana Lopez! – Rachel gritou, assim que me viu. – O que você fez com seu cabelo?
— Cortei. – tentei dizer com tranquilidade.
— M-mas... seus cabelos eram tão lindos, Santana. – agora ela se aproximava, tentava tocar em minha cabeça, mas tinha um certo receio.
— Acho que assim ficou melhor. Não concorda? – respondi, passando minha mão em minha cabeça.
— Não. Por que fez isso?
— Eu... não queria te ver daquele jeito, com medo do que as pessoas iam pensar. Já passei por isso, sei que é ruim e difícil, mas eu enfrentei com a ajuda das pessoas certas, agora quero te ajudar, mas do jeito certo.
— Esse não é o jeito certo.
— Se eu pedisse para você tirar esse chapéu e me acompanhasse na rua, mesmo com todos olhando, você aceitaria?
— Não... – ela respondeu abaixando a cabeça.
Acariciei seu rosto, a abracei e sorri.
— Agora vamos chamar Sarah, você vai tirar esse chapéu ridículo e vamos para a sorveteria, sem ligar para o que os outros vão pensar, ok?
— Sim.
No mesmo instante, Sarah entrou na cozinha e começou a rir.
— Do que está rindo? – perguntei, me virando para ela.
— Você está engraçada, parece irmã da Rachel.
Achei que Rachel ia ficar chateada com o que Sarah disse, mas ela me surpreendeu ao começar a rir. Entramos no meu carro e fomos para a sorveteria, Rachel ficou encolhida ao meu lado com os olhares dos outros, mas logo percebeu que eu não ligava, e começou a esquecer que havia pessoas em volta.
***
— Santana, você é completamente louca. – Rachel disse, acariciando meu rosto.
— Sim, completamente louca por você. – respondi, em seguida lhe dando um leve beijo.
Estávamos deitadas em minha cama, já era noite e a casa toda já estava dormindo.
— Podemos dormir até tarde amanhã? – ela perguntou, fazendo biquinho.
— Claro.
A beijei novamente, mas agora com intensidade, coloquei minha mão em sua cintura e a puxei para mais perto, Rachel colocou a mão em um de meus seios e apertou, eu soltei um pequeno gemido, mas que ecoou o quarto todo, logo senti um travesseiro em minha cabeça.
— Que merda é essa? – eu gritei.
— Se controla, Santana! – Nick disse.
— Eu achei que você estava dormindo.
— Como vou dormir com vocês falando? Agora devolve meu travesseiro!
Peguei o travesseiro dela e joguei de volta, acertando sua cabeça, me deitei novamente e vi Rachel rindo.
— Me diz uma coisa, como você cortou seu cabelo?
— Com tesoura, e finalizei com um presto barba.
Rachel acariciou minha cabeça, sorriu e me beijou.
— Sarah tem razão, você está engraçada.
— Ah é! Bom saber, senhorita Rachel Berry. – respondi irônica.
Ela riu novamente, nos beijamos e comecei a acariciar seu rosto, até fazê-la dormir. Em seguida percebi que Rachel estava com a mão em um de meus seios por baixo da camisa, deve ter colocado depois que briguei com Nick, não liguei, apenas fechei os olhos sorrindo e dormi.
***
Acordei com vários beijos da Rachel em minha boca, não abri meus olhos, mas não consegui evitar meu sorriso.
— Bom dia, linda. – Rachel disse com uma voz doce.
— Ótimo dia... – respondi, ainda com os olhos fechados.
— Abre os olhos para mim.
Resmunguei e escondi meu rosto no travesseiro.
— Santana, olhe para mim...
Virei meu rosto para ela e lentamente abri meus olhos. Rachel tinha um lindo sorriso no rosto, respondi ao seu sorriso e a beijei.
— Achei que iríamos dormir até tarde hoje.
— E vamos. Só queria que você me visse antes de voltarmos a dormir.
— Você é muito romântica, Rachel.
— Eu sei.
Rachel aconchegou seu corpo ao meu, eu a abracei e fechei meus olhos.
— Santana? – ela sussurrou.
— Hum? – perguntei sem abrir os olhos.
— Já te disse que te amo?
— Acho que não. – respondi sorrindo.
— Então... Eu te amo, Santana.
— Eu também te amo, Rachel.
Não consegui dormir novamente, me levantei com cautela para não acordar Rachel, fui para a cozinha e tomei café da manhã.
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