New York?
10 Capítulo 9 - Louis tem a bunda maior!
Notas iniciais

P.O.V Greta
Ao chegar ao espaço onde a festa estava realmente acontecendo, um show de luzes neon me atingiu, junto ao ritmo de uma música eletrônica, não me preocupei muito com isso e fui dançar.
Ao me remexia ao ritmo da música, era bem animada, continuei dançando por um tempo, até que senti duas mãos rodearem minha cintura, sorri de lado, ainda dançando, rebolei um pouco, perto do membro do cara, pra provocar, senti lábios tocando meu pescoço, dando um pequeno beijo, logo em seguida de outros pelo pescoço, nos ainda dançávamos, até que o ser que eu estava dançando me virou pra ele e me beijou, um beijo urgente, de ambas as partes, ele beija bem cara, fechei meus olhos e me deixei levar, nem consegui ver direito o rosto do desconhecido.
Senti que estava andando, até encostar às costas numa parede, infelizmente, a falta de ar chegou, nos separamos, mas o ser voltou a beijar meu pescoço, subiu até perto da minha orelha, mordendo meu lóbulo e sussurrou:
– Vamo ali no banheiro comigo – Nesse momento eu olhei quem tava eu estava até á pouco beijando e...
– PUTA QUE O PARIU, O CAPETA, ME AMA ME COME E ME ESCRAVIZA PRA ACONTECER ESSAS PORRAS COMIGO – Gritei sem me preocupar, a música tava alta, mais a besta do Cam Sudway estava ali com o sorrisinho de canto.
– Isso foi um sim? – Não cara, sério isso? Você não ouviu o que eu disse? Aí meus jesuítas amados...
– Érr... Não – Tentei e consegui sair dos braços dele, sem contar que ainda estava me perguntando como eu fui beijar Cam Sudway, mas então, a besta ao quadrado segurou meu braço e me puxou de volta pra ele – Cam me solta, sério cara.
– Greta, qual é, você tava me beijando até agora pouco, por que não fica um pouco mais comigo? – Perguntou se aproximando até sussurrar no meu ouvido com a voz rouca, me causando um leve arrepio.
– Não me leve á mal, mas eu não sabia que era você, me solta logo Sudway – Falei já com raiva.
– Qual o problema? – Perguntou me segurando ainda mais forte
– No momento, você e esse punho do capeta, segurando a porra do meu pulso – Suspirei cansada dessa discussão – ME SOLTA LOGO CARALHO.
– Não.
– Então vai se fuder – Puxei meu braço mais uma vez
– Vem junto
– Ouvir falar que cães e gatos não se misturam
– Eu já sou um gato, por que não ser minha cadela?
– Por que não convida uma vadia por aí?
– Por que eu quero você
– Felizmente a vida não é justa e você não pode ter tudo que quer
– Ah posso... – Foi interrompido
– Não pode Cam, solta ela logo – Disse Diego atrás de mim.
– Quem me obriga?
– Não discuta, sabemos como isso dá errado – Suspirou como se dissesse aquilo pela quinquagésima vez.
– Morra Kellangan – Por fim o idiota me solto e eu tentei sair dali o mais rápido possível, mas o desgraça ainda seguro a merda do meu pulso, que já está meio dolorido.
– Que foi capeta – Olhei o Diego
– Não mereço nenhum obrigado? – Perguntou me olhando
– Ave Maria cheia de graça... Você sabe que eu podia ter me virado sozinha
– Não podia não – Provocou
– Diego, você sabe que eu tenho o chute bom – Olhei-o como se dissesse: E daqui a pouco você vai ser digno dele.
– Todos sabem – Gargalhou – Mais eu mereço um obrigado Greta, você sabe disso – O pior que ele tinha razão abaixei a minha cabeça.
– Obrigada... – Sussurrei ainda de cabeça baixa
– O que? Não ouvi – Respondeu divertido
– Obrigada – Falei um pouco mais alto
– Fala direito Greta – Levantou minha cabeça, de forma que me obrigava a olhar em seus olhos azuis.
– OBRIGADA CARALHO! SATISFEITO DEMÔNIO?! – Gritei dessa vez
– Agora sim – Sorrio convencido – Até mais baixinha
– Vai se fuder – Saí correndo e fui até o bar
Peguei algumas doses de uma bebida que eu não sabia o nome, mas tenho certeza que era Vodka com mais alguma coisa. Acho que ao total foram uns seis copos, terminei de beber e fui voltar pra pista, já meio alterada, não antes de tropeçar no pé de algum desgraçado e cair no peitoral de quem?
– Cuidado garota – Se você disse o ser que eu taquei uma pedra na cabeça e tentei matar, que o desafiou a me beijar, bom, você está certo e ganhou um chocotone. O jeito que eu caí me dava uma bela visão da bunda dele
– Cara, sua bunda é maior que a do Louis! – Exclamei
– Só que nunca – È ele também tava alterado
– Só que sim cara, só a bunda do Justin é maior que sua!
– Mais a bunda dele não é maior que a do Louis
– É sim, nunca percebeu? – Peguei meu celular e mostrei uma foto do Justin nu pra ele, ele estava de costas apontando pra uma ilha.
– Não, nunca que ele tem a bunda maior que a do Louis, nunca!
– Tem sim, cara.
– Não tem não.
– Tem sim.
– Não tem.
– Tem sim.
– Não tem.
*15 minutos depois*
– Okay, sério isso? Estamos discutindo quem tem a bunda maior? – Encerei percebendo que essa era uma das poucas conversas decentes que eu teria com Rafael.
– Viadagem – Começamos á rir
Continuamos rindo, que nem percebi, quando ele se aproximou e me beijou, okay, eu estou bêbeda mesmo, só assim pra beijar ele, e ele provalvelmente deve estar também... Bom assim espero!
Ele beija bem, sorri entre o beijo e entrelacei meus braços no pescoço dele, assim como suas mãos foram para minha cintura, o beijo começou calmo, e depois ficou um pouco mais intenso e feroz, tive a confirmação de quê ele estava alterado, sua boca tinha gosto de tequila, separei o beijo com um mordida/puxada no lábio inferior dele. Senti suas mãos, parando em minha bunda e apertando de leve, dando beijos no meu pescoço, está confirmado, Rafael Jhonson, tem a puta duma pegada.
Olhei pra trás dele e vi uma Layla com vontade de chorar, assim que reparou que eu olhava pra ela, saiu correndo, achei aquilo estranho e me separei do Rafael. Fazendo uma pergunta logo em seguida:
– Rafa, você e a Layla tem alguma coisa? – Arqueie uma sobrancelha
– Tínhamos... – Respondeu, ainda beijando meu pescoço.
– Idiota, depois me perguntam por que eu odeio cafajeste...! — O empurrei com tudo e fui atrás da Layla, demorei um pouco para acha lá, pois ela se escondeu muito bem e aquela festa estava lotada, em fim, pude localizá-la dentro de um quartinho, chorando, no terceiro andar.
– Layla? – Perguntei por ela
– Saí daqui – Respondeu chorosa, me aproximei dela.
– Eu não sabia de nada – Suspirei – Como você sabe, e todo mundo sabe, eu odeio o Rafael, mais o que alguns drinks não fazem? – Olhei-a chorando – Assim que vi você sair correndo, quis saber se vocês tinham alguma coisa e...
– Tivemos á um tempo atrás, mas eu ainda gosto dele sabe, ainda me prende o jeito dele, de quem não ta nem aí pra nada, cheio de brincadeiras, que sempre te faz rir quando precisa, não importa o que aconteça, está sempre com um sorriso no rosto – Me interrompeu, ela estava parando de chorar, mais algumas lágrimas silenciosas ainda estavam em sua bochecha.
– Posso te falar uma coisa?
– Pode
– Não me ache intrometida, apesar de ser um pouco... – Fiz pose pensativa arrancando uma gargalhada dela – Mas não vale a pena correr atrás dele, apesar desse jeito dele, ele ainda é um cafajeste, e a aparência dele confirma isso, não vale a pena correr atrás de quem não te dá valor, o deixa de lado, fica com outros garotos, pra ele perceber o que perdeu. Cafajeste só pega vadia, e quando não, e só pra deixar uma garota iludida ou ficar e depois dar um pé na bunda, conselho de quem já viveu muito por aí – Pisquei e ela sorri.
– Você tem razão, mas, eu... Eu nunca vou esquecer ele – Suspirou como se estivesse cansada de viver assim
– Querida, se fosse pra eu esquecer os garotos que eu já gostei nessa vida, olha, eu tava era com amnésia, pessoas que marcam nossa vida, que deixam uma marca ou ferida no coração, nunca esquecidas, apenas são passadas pra trás e vamos continuar a estrada – Sorri.
– É, obrigada!
– Layla, você é uma garota bonita, esse cabelo roxo te deixa perfeita, esse jeito de quem te vê te acha marrenta, mas não passa de uma garota normal, com gostos diferentes, cada um tem seu rumo pra seguir, ilusões, aventuras, tristezas, diversões e angustia estão nesse rumo, agora levanta daí, seque essas lágrimas, manda o Rafael se fuder e vai arrasar na pista menina!
– Opa, é pra já – Secou todas ás lágrimas que passeavam por seu rosto, me puxou pra um banheiro e retocou a maquiagem, aproveitei e fiz isso também – Valeu Porchet, você me ajudou hoje, e pode apostar, que agora, garoto só entra no meu coração se achar a chave – Ela rio e saiu descendo escada a baixo
– Ela só quer viajar... Ela só quer viajar, ela só que viajar daqui pra qualquer lugar... – Cantarolei pra mim mesma sorrindo.
Desci novamente, voltando á dançar, a noite ainda estava no começo, como dizem, á noite é uma criança, e pra mim essa noite vai ser boa.
Ah, e definitivamente, Louis tem a bunda maior!
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