New Year's Mission
1 Capítulo 1 - Oneshot
Notas iniciais
Quem está morrendo de sdds de Jeller?
Fiquem então com essa história que lembra bem a ambientação da série mas com aquele toque especial de ano novo, vida nova, coisas fofas que Martin Gero não nos dá hahahaha
Boa leitura, espero que gostem! Comentários são sempre bem vindo e eu amo saber o que acharam ❥
31 de dezembro: em algum prédio de NY.
— E estamos dentro pessoal, bom trabalho. — soa a voz de Patterson em nossos comunicadores nos confirmando que a missão havia sido concluída com sucesso. — O carro vai estar esperando vocês no ponto combinado.
— Ok, entendido.
Terminamos de apagar os últimos rastros da nossa presença no computador que agora estava sendo controlado por Patterson e saímos da central de controle a caminho novamente do baile de máscaras que havia sido nosso passaporte para entrar.
— Não me surpreende que o segurança tenha te deixado entrar na área restrita sem muito esforço. — murmura Kurt colocando de volta sua máscara; preta e com alguns arabescos na parte de cima, cobria praticamente toda a parte de cima do seu rosto, deixando apenas sua boca livre. Ainda bem.
— Eu fiz o que precisava fazer. — digo sem parar de andar, dando alguns passos de costas antes de me virar para ele. — É o trabalho.
— Trabalho eu tenho para ser seu marido em festas. — diz Kurt dando dois passos mais largos e me alcançando para me puxar para seus braços e me encostar na parede colocando seu corpo entre o meu e dois seguranças que entravam no corredor olhando para nós, ou para mim. Sorrio ao mesmo momento em que Kurt revira os olhos e aproxima sua boca da minha, pairando sobre ela levemente antes de me beijar. Evitávamos beijos durante o trabalho mas teremos que dizer que esse foi necessário e até parte dele. Uma parte deliciosa, intensa e macia, como sempre são os lábios do Kurt.
— Coloque. — diz ele pegando a minha máscara da minha mão, assim que tira sua boca da minha. Pego a máscara e limpo meus lábios antes de colocá-la. Diferente de Kurt, minha máscara era prata, cravejada com pedras e cristais assim como o meu vestido. Longo, e com uma fenda que deixava a lateral da minha coxa a mostra a medida que eu andava, a cor clara levemente prata, contrastando com a peruca que eu estava usando, da mesma cor do meu cabelo, apenas mais comprido, realçava ainda mais as curvas do meu corpo, que agora estavam mais acentuadas do que nunca.
— Pessoal, tudo bem? — pergunta Patterson em nossos comunicadores. — Fora os seguranças que acabaram de passar, apenas Kurt sendo ciumento, certo?
— Correto. — confirmo em voz baixa, em meio ao riso. Patterson nos conhecia como ninguém seja dentro ou fora de campo. — Estamos indo Patterson.
— Uma pena não termos tempo para uma dança ainda este ano. — digo analisando o salão e vendo os casais dançando com seus pares. Passando pela multidão a caminho da saída, roubo duas taças de champanhe da bandeja de um garçom jovem que me olhou de cima abaixo, o que fez Kurt, atrás de mim, fechar a cara para ele. Sorrio antes de me virar para Kurt e lhe entregar uma das taças. Ele a pega no mesmo instante e toma um gole, sem sequer esperar um brinde.
— Essa sua cara de ciumento não fica velha nunca. — digo sorrindo para ele. — Com o passar do tempo você ficou um irmão cada vez mais ciumento, quem diria. — chamo-o de irmão lembrando da missão disfarçados alguns anos atrás, em que estávamos brigados na época e eu disse à Oliver Kind que Kurt era meu irmão.
— Meu deus aquele dia. — murmura ele revirando os olhos ao lembrar da época em que saí algumas vezes com Oliver. — Eu prefiro a missão onde você foi minha esposa, aquela onde conhecemos o Rich.
— Meu deus, aquele dia. — digo repetindo a expressão dele e revirando os olhos, sabendo que em segundos a voz de Rich irá soar em nosso ouvidos.
— Ah sim, aquele dia foi épico, mal sabia eu que o meu casal que não era casal mas que depois se tornou um casal estaria assim hoje, fingindo ser um casal quando na verdade eles já são um casal. — diz ele em questão de segundos. — Estou emocionado.
— Rich. — Patterson o interrompe. — Pessoal, é quase ano novo então...
E antes mesmo que Patterson consiga terminar a frase, o telão começa exibir os números da contagem regressiva anunciando a chegada do novo ano.
10, 9, 8, 7, 6, 5…
Mas ao invés de ficarmos com todo mundo no salão, aproveitamos a distração de todos para sair no momento em que vemos alguns seguranças se agitando. O prédio era um dos mais altos da cidade, e só era possível sair rápido de helicóptero, o que estava fora de cogitação para nós, principalmente se tratando de uma missão fora dos registros, que era o caso desta em questão. Preparamos nossos cintos para descer pelo lado de trás do prédio ainda a tempo de ouvir a contagem chegar ao fim bem como os gritos logo em seguida.
— FELIZ ANO NOVO!
Nossa voz se mistura as vozes de todos no salão e também as vozes em nossos comunicadores do pessoal do escritório. Kurt enquanto verifica uma última vez nossos cintos, especialmente o meu e pega minha mão antes de descermos do prédio no equipamento mais moderno que Rich encomendou para nós. Seu novo hobby: encontrar equipamentos ala espiões.
— Feliz ano novo, meu amor! — diz ele assim que solta seu cinto e se vira para soltar o meu. Sorrio para ele enquanto ele solta a fivela do meu e enlaça minha cintura para me apoiar enquanto saio do cinto que se encaixava no meu quadril.
— Feliz ano novo, papai. — digo lhe dando um beijo forte e rápido nos lábios.
Kurt permanece parado por alguns instantes, seu olhar fixo olhando onde há segundos atrás estava a fivela que ele havia soltado, e eu tenho certeza que ele parou de respirar ao olhar para o prédio que havíamos acabado de descer. Rio levemente da reação que eu já esperava, afinal eu havia propositalmente escolhido contar depois da missão e não antes.
Fixo meus olhos nos dele para não perder nenhuma expressão deste momento, e vejo sua boca se abrir como quem estivesse pronto para protestar e iniciar uma briga com plena certeza de todos os argumentos, mas ele fecha em seguida, tirando a máscara que ainda cobria seu rosto, deixando a mostra os olhos marejados e um sorriso largo de orelha a orelha. Após alguns instantes de puro êxtase do momento, ele me toma em um abraço, me tirando no chão.
— Você não tem jeito.
— Eu estou bem. — garanto a ele deixando um beijo em seus lábios e sorrindo. — Nós estamos bem.
Kurt me coloca no chão mas ainda me mantem em seus braços e leva uma das mãos à minha barriga, maravilhado, exatamente como foi na primeira vez.
— Vamos, temos uma menininha em casa louca pra te contar a novidade.
— Ela já sabe? — exclama ele.
— Ela descobriu primeiro que eu na verdade. — digo para a cara interrogativa de Kurt. E antes que ele abra a boca para pronunciar as palavras que eu sei que sairiam de sua boca, "Como assim?", completo. — Ela entrou no banheiro enquanto eu esperava o resultado do teste.
— Lilly sendo Lilly.
— Eu tentei despistá-la dizendo que estava tudo bem mas ela percebeu que eu estava nervosa, lógico, e segurou minha mão.
Um sorriso se abre involuntariamente em meu rosto ao lembrar da cena de Lilly ficando na ponta dos pezinhos para alcançar a pia e pegar o teste de farmácia com delicadeza e firmeza e entre dos dedinhos com uma mão enquanto com a outra, segurava a palma da minha mão, ligeiramente trêmula, e ficamos esperando o resultado.
— Eu te amo. — diz ele com os olhos marejados, assim como os meus. — E amo nossa família.
— Eu também. — repito beijando-o novamente.
— Ok primeiramente: ohhh Jane, eu não acredito, eu to tão feliz! — a voz de Patterson soa em nossos ouvidos nos parabenizando. — E segundamente, JANE, VOCÊ ACABOU DE DESCER UM PRÉDIO, KURT VAI ME MATAR!
— “Isso”, — Kurt olha para mim fazendo um gesto com a mão como quem se refere ao que acabou de acontecer. — não vai acontecer de novo.
Segurando o riso, concordo com a cabeça já conseguindo ver todas as DR’s que teremos ao longo da gravidez. — Claro papai, vamos discutir isso.
— Isso não está em discussão.
— Claro. — digo pegando sua mão e deitando em seu ombro, a caminho do carro. Kurt revira os olhos para mim, sabendo que eu não ia ceder tão fácil; ele me puxa para seus braços, colocando a mão entre minha cintura e minha barriga, acariciando de leve com os dedos e entramos no carro com a mais absoluta certeza de que não só a missão havia sido concluída com sucesso, como o ano que havia acabado de se iniciar, seria uma missão maravilhosa.
Notas finais
FELIZ ANO NOVO PRA VOCÊS, ANO QUE VEM TEM MAIS! ❥
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