New Year and Ghosts?
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Feliz Ano Novo Pessoal!!

" Mas nem sempre tudo que corre mal, termina mal, ás vezes é só o que se precisa para um novo começo! "
Tic, tac, tic, tac…os segundos passavam velozes, os minutos idem, as horas iam passando e nada de ela aparecer…!
Draco olhava a porta da Mansão Malfoy, vendo os convidados entrando os poucos que ainda se relacionavam com a família, não que ele transparecesse ansiedade e tensão.
Ele simplesmente demostrava a sua faceta séria e com leves sorrisos de vez em quando, para quem ele ainda apreciava, como seus amigos Blaise, Pansy, só Theodore ainda não havia chegado, mas ele cria que este viria com a esposa Daphne, mas porque raios os Greengrass não chegavam?
Ele estava fazendo de anfitrião, papel que ele odiava, mas tudo por sua mãe…ela realmente precisava de uma distracção á sua cabeça, já que seu pai havia voltado para Azkaban, agora sem Dementors o que era algo louvável, já que muitos reconheceram que era um modo de corrupção e tortura contra quem ali estava preso, havia modos mais efectivos de eles cumprirem pena.
Mas enfim, deixando esses detalhes infelizes para o lado, ele começara a bater o pé, sob o olhar algo satisfeito de sua mãe Narcisa, que disfarçava com gosto, o quão o seu filho estava impaciente e ela fingia que não notava.
Ver o seu filho assim, vivo era mais do que uma mãe podia desejar e podia agradecer a Mary, mãe de Astoria e a mesmíssima Astoria Greengrass por isso, ela podia ser meio doidinha, mas era boa moça.
Mas por algum motivo ela ainda não havia chegado e isso estava impacientando o seu Draquinho, onde ela estaria?
Draco voltara a olhar o relógio que tinha no pulso, a frase que ele dizia era bem peculiar “ Ela ainda não chegou, doninha…”, porque ele havia aceitado aquele presente de Natal do Blaise e de Theodore mesmo? E ainda mais ele sabendo que vinha das Geminialidades Weasley? Quando viu o nome do relógio ele devia ter ficado alerta, porque “Relógio Pensativo”, era de facto bem elucidativo, transmitia os seus pensamentos de modo divertido, como se ser chamado de doninha, fosse divertido, mas também foi configurado o relógio por George Weasley, que podia ele esperar?
Suspirara longamente, já desistindo daquele jantar, quando a vira chegar, com uma enorme carranca, ele contivera a muito custo a risada que queria sair, ela estava fortemente agarrada pelo braço de Daphne que a empurrava para dentro.
Ela não disfarçava em nada o quão desconfortável sentia-se em estar ali, olhando para as escadas, quando dera de caras directamente com ele, havia ficado bem vermelhinha.
Ele não resistira a dar o seu melhor sorriso de canto e com o tempo adquirira a capacidade de ler os lábios das pessoas, ela tinha dito algo como “ Doninha maldita, furão mal amado”, ele limitara-se a arquejar a sobrancelha, como ela sabia daqueles apelidos? É, claro que ela tinha que saber, contivera a contragosto, uma expressão de mau humor.
Logo, logo, todos os Greengrass tinham chegado perto dele e de sua mãe, para cumprimentar como era de praxe, em eventos de galã como aqueles, mesmo um dito jantar informal na alta sociedade bruxa significava sempre aqueles rituais, no seu ver desnecessários e sem dúvida, sufocantes, ele sentia que iria sufocar naquela gravata borboleta ridícula que sua mãe o havia forçado a usar, sentia-se como uma foca de circo apertada com aquele negócio no pescoço.
Sim, ele Draco Malfoy sabia o que era um circo…normalmente, ele escapulia-se para o mundo Trouxa, não que alguém precisasse saber.
Ele decidira deixar-se de seus pensamentos e fazer o seu papel.
— Sr. Greengrass, Sra. Greengrass, Daphne e…Astoria…
Todos o cumprimentaram, menos Astoria que parecia imenso com uma diaba mal humorada ao olhar para ele, mesmo naquele vestido longo colado e branco que ela trazia, na realidade bastaria colocar uma daquelas bandoletes trouxas com os corninhos de diabo, que ela ficaria de arrasar.
Oh, os pensamentos que isso, não lhe trouxera!
Ela fechara a cara, não porque tivesse lido seus pensamentos, será que ela havia lido seus pensamentos?
Não, provavelmente porque ele detivera-se a olhar para ela, e ela para ele, tempo demais, e até o pai dela começara a estranhar.
—Boa…noite, sra. Narcisa…- O notável despeito que ela demostrara não passara despercebido a ninguém, o único mistério, foi sem dúvida, o sorriso de Draco ter alargado.
Narcisa arquejara uma sobrancelha, mas acabara dando um leve assentimento de cabeça, retribuindo o cumprimento, mas ele não a ia deixar escapar-se.
—Boa noite, Astoria…- Ela dessa vez não podia esquivar-se, sem parecer mal educada, ela voltara para ele, ao que sorrira ainda mais, ela quase que perdia as estribeiras, quase …porque a elegância Greengrass não podia sair, não é mesmo?
—Boa noite, Malfoy…- Ela frisara o sobrenome e ele como bom moço passara por alto, como sempre.
—Sr. Greengrass…espero que não se importe que lhe tome o tempo de sua filha…Astoria, faria muito gosto que ela senta-se ao meu lado no jantar.
Ele notara o olhar de desespero que ela lançou ao pai, este estava ficando sem graça, mas o olhar sério e definitivo de sua esposa fez com que ele no fim pronuncia-se, num olhar de desculpas á filha.
—Claro que sim…faço muito gosto!
Ele ofertara o seu braço para ela o acompanhar, ela no entanto ainda encontrava-se estática e olhava a mãe com uma expressão que dizia claramente: “ O que a senhora tem contra mim?”.
Mary mantinha seu sorriso enigmático e ele não pode deixar de recuperar com estranheza que parecia haver um sorriso parecido em sua mãe.
Mas, decidira ignorar, era muita teoria da conspiração para aquela noite!
A curiosidade assorcebava os membros da família presentes desde a noite de Natal, principalmente de Mary e da Malfoy presentes, os filhos andavam estranhos e aquilo era sem duvida, uma curiosidade imensa saber o que havia acontecido com eles. Afinal, apesar de tudo, não era normal Astoria com vontade de esganar Draco, mas somente observavam as reacções de ambos.
Astoria viera na sua direcção, entrelaçando o seu braço com o dele, com mais força do que a necessária.
—Qual é a tua ideia?
—Nossa, já não sou o sr. Malfoy…
—Draco…
—Oh, já voltei a ser Draco…
Ele ouvia o ranger que seus dentes faziam, num claro autocontrole para ela não perder a paciência, mas ele não resistia a provoca-la, sorrindo tomara um caminho mais privativo, sob o olhar ainda mais curioso da família dele e dela que seguiram para o salão principal.
Ele levara-a para uma zona mais privativa, com menos pessoas e num caminho mais longo para chegar no salão principal. Ela parecia que ia entravando á medida que andava, como se temesse algo, menina esperta!
—Onde estamos indo?
—Oras, prefere falar sobre a nossa noite na frente de seus pais, sua irmã e minha mãe…tudo bem…
Ela segurara-o, antes que ele caminhasse na direcção da família deles novamente, puxando-o de encontro a ela com força demais, acabou que ficou encostada na parede e ele bem colado a ela, ao que ela engolira em seco, Draco acabou esboçando um largo sorriso.
—Oh, já quer repetir a dose?
—Céus, você é…exasperante…foi só para …mas o que há para falar…?
—Ora…- Ele alisara o seu cabelo castanho-escuro entre os seus dedos, sorrindo de modo bem sugestivo, ao que ela engolira bem em seco.- Acho que temos muito para falar…mandei flores, vieram de volta…mandei chocolates, mandaste a caixa vazia…
Ela ficara meio corada, arquejando a sobrancelha, numa clara tentativa de ser meio arrogante, mas sem muito sucesso, ele sempre notara que ela desde Hogwarts, não conseguia ser como as outras Slytherin, ela simplesmente não sabia ser superior aos outros, sendo que no máximo o que parecia era uma menina emburrada.
— Mandei cartas…foram devolvidas sem ler…o que posso entender disso, Astoria?
Ela tentava esquivar-se da parede, mas ele a mantinha prensada, as vantagens de ser mais alto que ela e mais forte, ao que ela parecia com um adorável caranguejo tentando com suas pinças, esquivar-se.
—Hm, hm…simplesmente o que quer dizer, melhor esquecermos que…que….houve aquela…aquela noite…
Draco alisara seu próprio queixo, fingindo pensar, mas o seu sorriso continuava bem demarcado em seu rosto.
—Mas, como posso esquecer…aquele calor todo, Astoria…quem diria…tens manobras que até a mim fez corar…
Fora ai, que ela ficara completamente vermelha.
—Shiuuu, se alguém te ouve…
—O que?
—Draco….
—QUE DORMISTE COMIGO…- Fora ai que ela tapara a boca dele, com suas mãos, as pessoas em volta olhavam curiosas, mas acabaram disfarçando, já que não dava para ver quem era naquele ângulo.
Ele aproveitara e dera um beijo nas mãos delas, ao que notara que ela arrepiara, isso fora imensamente bom para o seu ego e sem contar que lhe dava uma certeza absurdamente deliciosa, ele afectava-a.
—Céus, tu és insuportável…o que queres que te diga…? Eu estava bebendo demais….não estava pensando direito…
—Sei…- A descrença era forte em sua voz, ao que ela abrira e fechara a boca, sem saber que falar, ao que ele não podia resistir.- Mais um pouco e pareces um polvinho bem fofinho, abrindo a fechando a boca…
—Céus, como …
—Sou insuportável?
—Draco…
—Queres realmente esquecer aquela noite, Astoria? Será que foi mesmo só a bebida?
—Hmmm, foi sim…
—Sei, tudo bem…
Ele afastara-se e ela ficara meio desconcertada. Como assim? Ele ofertara novamente seu braço,igual um cavalheiro e Astoria olhava sem saber o que dizer, ou fazer, tentando calcular reparou ele, que plano ele estaria cozinhando!
Draco seguira com ela para o salão de jantar, o seu sorriso era um tanto enigmático, aquela noite para ele só havia começado e a pobre Astoria nem sonhava com que lhe esperava.
(…)
O Jantar parecia que demorava uma eternidade para ele, uma parte da noite havia sido interrompida com o Theodore tentando conversar com Daphne, haviam discutido os dois, mas já era normal! Tal como Pansy que enjoava que nem louca por causa da gravidez e Blaise tendo que cuidar dela, que estava de humor susceptível!
Quanto a Astoria, ele admirava-se, ela conseguira simplesmente engolir todo o jantar, ainda comia bolinhos, biscoitos e o que tivesse na mesa, como descontando a raiva toda para com ele na comida. Para onde ia aquela comida toda, era uma boa interrogação.
Ele tinha que controlar a sua vontade de rir, ao vê-la batendo o talher na mesa, como tentando controlar-se naqueles eventos que claramente a deixavam pouco a vontade e com alguma graça vira que ela havia preferido beber água, do que tocar em alguma bebida, algo que ele não podia deixar passar.
—Sem vontade de beber um pouco, Astoria?
Ela voltara a expressão para ele, primeiramente com cautela, como ninguém lhes prestava atenção, apresentou bem o dedo do meio para ele, ao que ele rira-se, sem que pudesse controlar, bem baixo, sendo que só quem estava perto notou.
—Que educação é essa…?
—A que você merece…
—Nossa, tudo isso é amor por mim? Fico lisonjeado…
—És incrível sem dúvida…Draco…
—Não te ficas atrás, Astoria…esse vestido fica-te a matar…só faltava a cauda de diaba para fazer conjunto com essa carinha linda…
—Se Avada não desse Azkaban…
—Estaria a sete palmos abaixo da Terra…?
—Não duvides…
—Preciso falar com você mais em privado…
—Nem que Merlin desça do céu com calcinha fio dental e vestido de Drag Queen…
Draco sorrira divertidamente, já erguendo-se sob o olhar esbugalhado de Astoria, via que ele ia batendo no copo de champanhe que bebia , como indo fazer um discurso, ao que ela forçara-o a sentar-se rapidamente.
—Que vais fazer?
—Oras, ia…
—Eu vou …para com isso…
—Não, simplesmente adoro atormentar-te, Asty…
—Para ti, Astoria…infeliz…
—Asty, tens que ser mais simpática…comigo…afinal não é todo mundo…
—Como assim, não é todo o Mundo? – Ela voltara o olhar para ele, entrecerrando os olhos assustadoramente, parecendo imenso com a sua antepassada Walburga, até lhe deu um arrepiozinho na espinha, mas nada que não pudesse controlar, sorrindo imenso.
—Que aguenta o teu ronco e consegue dormir…sério, você…
—Mais uma palavra e eu enfio esse garfo num sítio que você ira lamentar bastante…
—Ui, gosta de sadomasoquismo, que levada…
—DRACO…
Todos na mesa pararam as suas conversas, voltando o olhar na direcção do grito, ao que os Greengrass quase escondiam a cara com vergonha, na mui antiga e ancestral carpete dos Malfoy, Astoria pegara o seu copo de champanhe, da sua mãe e bebera, sorrindo meio nervosamente, enquanto ele mantinha a sua mais pura expressão de anjo.
—Eu…ahm…- Ela definitivamente não parecia dar-se bem em público.
Ele sorrira de modo bem disposto, encostando-se na poltrona atrás, a ver como ela desenvencilhar-se-ia, ao que ela olhara para ele, num claro pedido de ajuda, toda parecendo uma lagostinha bem apetitosa, entendeu a referência, né amigo? Sério, só podia ser do ano novo, essa alusão a frutos do mar!
—Ela pensou ter visto o fantasma de meu avô Abraxas, estava contando essa história e dizendo que ele aparece em noites festivas e a nossa querida Astoria Greengrass estava demostrando o seu entusiasmo ao aceitar o convite para ficar aqui e ficarmos observando se aparecerá o fantasma de meu avô…um brinde a Abraxas Malfoy…
Todos deram um leve sorriso, outros uns cochichos e risinhos abafados , erguendo o copo, Astoria continha a sua vontade de o esganar, não duvidava em nada ao olhar para o sorriso bem forçado que ela dava, os seus olhos estavam em labaredas, por precaução, depois do brinde, afastara os objectos cortantes e que pudessem machucar do seu alcance, ao que ela dera o seu melhor sorriso de psico, ao que ele retribuirá com o seu melhor sorriso de quem aceita o desafio.
A sua noite estava definitivamente em marcha.
(…)
Perto das onze horas da noite, todos encontravam-se no salão de festas dos Malfoy, tendo a sua disposição todo o tipo de Marisco e Champanhe.
Draco aproveitara para escapar da festa, para trocar de roupa, porque a Diaba subentenda-se, Astoria tinha conseguido despejar o conteúdo do seu champanhe em cima dele, de propósito, quando ele a puxara para dançar.
Depois da dança, ela encostara-se na família, tentando evadir-se dele o tempo todo, tanto melhor, havia estragado o seu Malkin, feito a medida para ele, isso o deixava bem puto da vida, afinal, ninguém mexe assim com o visual de Draco Malfoy.
A porta abrira, ele apressara-se em ir no seu banheiro privativo, mas quem é que invadia assim?
—Pode sair do banheiro, sua doninha albina…minha mãe disse que você tinha chamado…precisava falar para minha mãe?…E qual foi a sua ideia de dizer que eu ia ficar aqui…essa noite…?
Aquela voz furiosa e possessa, ele reconhecera quase de imediato, como assim, ele havia pedido a Mary Greengrass? Ele já estava com suspeitas que ela e sua mãe andavam querendo cozinhar ele e Astoria num negócio sombrio, mas isso ele investigaria depois.
Não deixaria passar essa chance, não é mesmo? Ele estava… autoanalisara-se, pensando se sairia assim, mas bem ela que invadiu sem bater pois, não?
—Sou somente Astoria Greengrass para você, uma colega de escola, chega de lembrar de que eu dormi com você…e você…- Quando ela voltara costas, dera com ele nuzinho como veio ao mundo e ela olhara de alto a baixo, analisando até o que não deveria, o que lhe encheu de claro, orgulho masculino, quando ela ficara sem palavras e sem jeito.- Está…nu…Dr-Draco…- Ela olhara para a calça que estava sob a cama, que ele iria trocar antes de ela invadir, ela tapara os olhos passando-as para ele.- vist-a-a algo…
Simplesmente, ele não conseguia deixar passar aquela.
—Certo, mas você está bem? Há que convir que as frutas e as verduras tão boas para serem recolhidas não? Se bem que você já andou por aqui na colheita, não é mesmo…
Ela simplesmente voltara costas, não lhe respondendo.
—Ahm…
Draco contivera uma risada, ao ver que quando ela mexera-se batera com o joelho na base de madeira da cama, contendo o gemido de dor que queria dar.
—Que estava falando mesmo?
—Po-posso me voltar?
—Sim…
—Draco…
—Te garanto pela vida do meu mini Draco…
Ela voltara-se nesse momento, vendo que ele de facto tinha vestido a calça e estava sem camisa, ele alongara o seu sorriso ao ver que o olhar dela não saia de seu peito, ele de facto malhava bastante para ficar com aquele visual.
—O que aconteceu na noite de Natal, Draco…não devia ter acontecido..
—Sério? Porque sinto que você pensa diferente…ou será que é por causa de minha fama, hm?
Ela fechara a expressão sombriamente naquele momento, ao que ele arquejara a sobrancelha de volta.
—Não tem nada a ver com isso…simplesmente, eu não sou bem o tipo que você procura…
—E como sabe que tipo procuro?
—Ah, vá…você é o Draco Malfoy, a maior galinha que Hogwarts já viu, você até as Patil da Grifinória pegou…
—É, indianas sabem do Kamasutra, sabia?
Ela de facto não queria, mas acabara rindo que nem perdida, ao que ele acompanhara o riso dela, achando bem graça na sua gargalhada.
—É?
Ele dera o seu melhor sorriso safado, olhando para ela sugestivamente, ela corara imenso nessa hora.
—Si..
—Não complete, sério…percebi que foi um erro mal saiu da minha boca…
—Astoria que você veio mesmo fazer aqui? No meu quarto, sozinha? Pensei que não quisesse falar comigo em privado!
—J-Já te diss-e…
Ele aproximara-se dela devagar, ao que ela recuava, acabando caída na cama atrás dela, ao que ele aproveitara a chance, ficando sob ela, com ambos os braços esticados ao lado da cabeça, ela engolia em seco.
—Porque não acredito em você…?
—Dr-Draco…
—Está livre de sair…
—Eu…
Mas Draco não deixara ela falar, dera-lhe um beijo estonteante que ela simplesmente dera por si retribuindo, com a mesma vontade e ele não podia negar a si mesmo, que desejava imensamente aquele beijo , aquele corpo e aquela mulher.
Lentamente, fora desfazendo-se de seu lindo vestido branco e ela em nada negava-se querendo mais.
E dessa vez, ele iria certificar-se que ela não encontrasse a desculpa da bebida para escapulir-se.
(…)
Ele quando acordara vira-se sozinho na cama, olhara em volta, pensando que ela tinha saído.
No entanto, acabara vendo-a na varanda, devidamente vestida, olhando no céu, ele ficara uns bons segundos observando a traseira dela e suas costas, de facto ela era belíssima…
Ele aproximara-se devagar, vendo que ela encarava os céus em expectativa. E lá em baixo, ouvia-se a contagem decrescente “ 3…2...1...”. Sentira a necessidade de falar .
—Astoria…Você se arrepende?
—Não…
—Pensei…
—Uma vez, você pode culpar a bebida…segunda vez, parece que seria -me enganar…
—Sempre tão franca?
—Sempre…
Ele ficara olhando, ela de perfil, vendo que ela não desviava o seu olhar do céu.
—O que está fazendo?
—Hm…vendo se o Doctor aparece na sua TARDIS e me leva com ele para ver as estrelas…- Ele olhara para ela, arquejando a sobrancelha, meio sem entender que ela tinha falado, ela rira-se. –Ah, você precisa de se inteirar do meu Mundo mesmo…seu abestado… estava observando a lua cheia hoje, ela está linda …
—Céus, como você é um doce sabia?
Ela esboçara o seu melhor sorriso sarcástico, piscando o olho para ele que sorrira, ambos olharam em silêncio para o céu em silêncio.
—Lembra de você ter perguntado sobre quais eram os meus desejos para o próximo ano?
Ela voltara-se para ele, assentindo com a cabeça, ele tocara a sua mão sob a varanda, ficara feliz de ver que ela não o afastara.
—E quais são?
—Um amor…inesperado!
—Crê que conseguiu o seu desejo…Draco?
—Seria capaz de atender meu desejo, Astoria?
—Talvez com o tempo, tenho certeza que sim…você me atrai, e eu gosto do seu humor…
—E eu gosto dos bons sentimentos que você me trás…
—Acho que será um bom começo para nós…de ano, não?
E lá em baixo, o grito fizera-se presente de “ FELIZ ANO NOVO” e nos céus, explodia em mil luzes e com formatos bem bonitos de rostos dos convidados, os fogos de artificio no céu.
—Tenho a certeza…que será, Astoria Greengrass…
—Ainda te odeio, Draco Malfoy…
Ele rira-se, aproximando-se dela, puxara-a para si, ao que ela enrolara seus braços em volta de seu pescoço.
—Não, não odeia…mas deixarei você fingir o contrário…
—Hm, Draco?
—Sim…
—Seu avô realmente costuma vir em épocas festivas?- O olhar de entusiasmo dela deixara-o a rir, ao que ele assentira afirmativamente, ela aos pulinhos puxara-o com ele, já puxando de sua varinha ao que ele acompanhara, dando um sorriso todo bobo.
Aquela noite de Ano Novo fora diferente de todas as outras que ele tivera, sendo sem dúvida a melhor, ainda mais com um novo amor e uma caça aos fantasmas.
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