New World
1 Capítulo 1
Notas iniciais
“Apenas a verdade nos libertará”.
Todo capitulo terá um música >
https://www.youtube.com/watch?v=JeAWDp-nmEM
15 de abril, 2016
(11:50)
Estava dentro de ônibus indo para o trajeto normal da minha faculdade, quando viramos para chegar a grande avenida, um trânsito que jurei que estava em 4 km. Óbvio que chegaria atrasada.
— Droga! – Disse em voz alta, faltava apenas algumas quadras. Decidi ir a pé, sai do ônibus como muitas outras pessoas, e comecei a correr pela rua, tentei procurar os becos seria mais fácil usando atalhos, quando entrei na última rota, ouvi barulhos, gritos na verdade.
— Já avisamos vocês para ficarem longe do nosso território – gritou um cara negro alto e super musculoso para um cara deitado no chão, parecia ferido. Sangue escorria ao seu lado.
— Vai se arrepender disso, sabe muito bem quem sou – disse ele tentando se levantar. Parei na esquina, o que faço? Não posso me meter, mas não posso deixar uma pessoa morrer.
— Está avisado – disse o cara negro, parou e olhou diretamente para onde eu estava, me encostei mais ainda a parede e prendi minha respiração, não ouvi mais nada, e quando tive coragem de olhar, ele tinha sumido. E o outro ainda continuava no chão.
— Vai me ajudar? – Ele perguntou, era comigo?
— O que aconteceu aqui? – Disse analisando se era seguro sair, parecia que sim, fui até ele.
— Parece que eu levei uma surra – ele disse, e parecia sorrir?
— Vamos a um hospital, vou pedir ajuda – eu disse me afastando.
— Não, hospital não – ele gritou desesperado.
— Mas você precisa de ajuda! – Eu disse nervosa.
— Não posso ir para um hospital, só vá embora – ele disse agora conseguindo se sentar.
— Enlouqueceu? Não posso deixar você nesse estado, temos que chamar a polícia! – Eu gritei para ele, será que bateu a cabeça?
— Humanos – ele disse suspirando – só vá embora garota – ele continuou.
— Não, tenho que te ajudar – eu gritei para ele, ótimo um teimoso, grande médica eu seria, meu primeiro paciente e eu não sabia o que fazer.
— Olha preciso sair daqui, mais dele podem voltar – ele agora me encarava, olhos azuis, mas não qualquer azul, um azul que eu nunca tinha visto.
— Tem a casa de um amigo aqui perto, vamos para lá – eu disse indo até ele, segurando-o e ajudando a se levantar.
— Não deveria ficar perto de mim – ele disse, então eu o encarei.
— Não importa o que você diga, irei salvar sua vida – Disse firme, e seguimos andando pela rua.
12:20
— John está em casa? – Chamei pelo interfone, ele era o amigo mais próximo da faculdade.
— Estou abrindo – ele disse liberando a porta.
Com dificuldade caminhamos para dentro, e logo o avistei.
— Parece que alguém não foi a aula hoje – ele disse descendo as escadas e parou ao ver o cara do meu lado.
— John preciso de ajuda aqui, ele está ferido, não sei ao certo o que aconteceu – eu dizia apressada e nervosa.
— Garota, eu já disse que está tudo bem, só preciso me sentar – disse o cara mais nervoso ainda.
— Vamos sentar ele ali no sofá, o que está sentido? – John perguntou aflito.
— Nada – ele disse sério.
— John, ele levou uma surra eu ia chamar a polícia ou a ambulância, mas ele não deixou – eu expliquei, deixando minha mochila no chão.
— Não é necessário – o estranho gritou.
— Certo, vou pegar algumas coisas pra limpar da onde está vindo esse sangue ai – John disse mais rápido e subiu novamente.
— Era só ter me deixado lá garota – ele disse me encarando e parecia furioso.
— Não se deixa ninguém pra morrer – eu respondi, agora procurava algum detalhe importante nele, parecia ter uns 30 anos.
— Só tinha álcool deve servir, vamos limpar isso daí – John desceu indo para perto dele.
— Não fique perto de mim garoto – ele respondeu, e por um flash jurei que seus olhos estavam vermelhos, John parou na metade do caminho.
— Precisamos limpar antes que infeccione – ele tentou se aproximar.
— Já avisei uma vez, na segunda não irei me controlar – respondeu o homem agora alterado.
— Tudo bem John, deixa que eu assumo daqui – eu disse – Pode subir – tentei tranquilizar.
— Certo, me chame se precisar – ele disse largando as coisas em cima da mesa.
— Qual o seu problema? – eu perguntei assim que não vi mais John.
— Você! – ele gritou.
— Estou tentando te ajudar, vamos deixe eu olhar – falei agora me aproximando.
— Não, já está melhor – ele disse se afastando.
— Quero ver – e tentei puxar a camisa dele, e no minuto seguinte ele não estava mais lá.
Só posso ter enlouquecido!
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