Notas iniciais
Olá pessoal! :D Aqui estamos nós de novo com um capítulo novo! :3 Gostaríamos de agradecer àqueles que ainda acompanham a fic após tanto tempo, agradecer também àqueles que começaram agora! Obrigada!

Akashi’s POV on

Ao acordar pela manhã, percebi que seria o único de pé, andando como um zumbi pela casa. Como eles podem acordar tão tarde? Não consigo me imaginar levantando às onze horas da manhã, como por exemplo. Bem, acho que o cansaço dos acontecimentos nos começou a ter efeito sobre nós.

Olhei para o lado onde ficava outra cama do quarto a fim de ver como Ryouta estava. Tenho me preocupado mais com ele de uns tempos para cá. Cheguei perto de sua cama e notei que ele abraçava um travesseiro e babava em outro embaixo de sua cabeça. Era uma cena digna de uma foto.

Tirei a foto e decidi que precisava de um banho. No quarto em que nos alojamos tinha um banheiro para nossa felicidade.

***

Após o relaxante banho, sai para desbravar a casa, que até então, não havia tido tempo de conhecê-la. Quando chegamos era tarde da noite, dividimos os quartos e fomos dormir. Até aí, só havia notado que era enorme. Lembrava minha casa.

Droga, não queria ter me lembrado daquele lugar. Era uma casa grande, acredito que tão grande ou maior que esta, porém, também era um lugar frio e fechado. Silencioso.

Lembro-me dos dias em que passava sozinho no meu quarto estudando, ou apenas olhando as árvores verdes pela janela e imaginando se um dia minha casa teria árvores iguais aquelas e outra pessoa as analisando comigo.

Bem, lá estava eu tão absorto em memórias que nem percebi o quanto avançara pelo corredor. Já estava na beirada da escada. Seus degraus de madeira perfeitamente uniformes faziam uma curva até embaixo e paravam perto da porta que dava para uma área de lazer — nesta havia uma piscina suficientemente grande para talvez vinte e cinco pessoas bêbadas dançando para lá e para cá e um jardim bem cuidado com plantas devidamente podadas.

Voltando para a casa, o fim da escada dava para uma sala de estar. A primeira palavra que veio à minha cabeça foi: confortável. Os sofás e poltronas pareciam pedir para que você se deitasse ou se recostasse sobre eles. Na parede abaixo da escada havia uma cômoda e acima da mesma havia quadros e neles sorrisos estampados da família Kiyoshi.

Decidi ir até a cozinha. Meu estômago precisava de algo. Caminhei até o que achei que seria a porta da mesma e eu estava certo — como sempre. Eram duas portas que se abriam para uma pequena mesa, juntamente com um armário branco na parede, sobre uma grande bancada que se unia a pia e logo, encostava-se ao fogão, ao lado direito do cômodo, enquanto ao esquerdo, estavam duas grandes geladeiras ao lado de uma porta. Estava com tanta fome que deixei a curiosidade de seguir pela nova porta de lado. Abri a geladeira e lá não tinha nada — sim, nada. Como fui estúpido. Havíamos nos “mudado” para cá ontem à noite. Teria de sair se quisesse comer algo.

Voltei para a sala e me deitei no sofá. Acho que seria legal morar ali por algum tempo com eles.

De repente, senti uma mão em meu ombro. Olhei para cima e encontrei olhos dourados olhando para mim como se pedissem para deitar comigo.

— Posso...

— Sim... — o interrompi. — Você pode se deitar comigo.

Ele sorriu e se deitou. O abracei, porém, escutei um barulho na escada como se alguém estivesse fazendo o máximo de esforço para não ser notado, mas o piso rangesse para sua infelicidade. Era Hanamiya. Consegui ver de longe suas sobrancelhas fartas.

— Miya-chan, não adianta se esconder. — cantarolei para ele.

— Droga, desculpe estragar esse momento fofo de vocês. — ele disse rindo.

— Saia da minha vista e vá ter momentos fofos com Teppei... Ou não tão fofos pelo modo como gritava noite passada.

— Então, quer dizer que Kise dormiu de calça jeans pela primeira vez ou o clima entre vocês está frio porque está menstruado?

— Calça jeans? Não, Makocchi, eu estava com meu pijama. — Ryouta disse tão inocente que me deu até pena.

— Vou voltar para o meu quarto. — disse ele, virando as costas para nós.

Ficamos em silêncio até que Ryouta virou seu rosto para me olhar.

— Akacchi... — ele parecia um pouco desconcertado, com vergonha. — Você já pensou em... Em... N-namoro?

— Que? — confesso que fiquei surpreso com aquilo.

— Ora, não me faça repetir, está bem? — ele estava começando a ficar vermelho. Ficava muito fofo...

— Ahn... Na verdade, não. Nunca pensei em namoro.

— Ah... Entendo.

— Por quê? Você quer namorar? — perguntei com um pouco de medo da resposta.

— Ahn... Bem... Sim.

— E com quem você pretende namorar?

— Ora... Com você. — suas bochechas ficaram mais rosadas e começava a acreditar que as minhas também estavam.

Estava prestes a responder algo quando Shintarou começou a descer as escadas.

— Você está bem? São nove e dois da manhã. — disse, após olhar o relógio.

— Não lhe interessa meu estado.

— Gentil como sempre, hein, Shintarou.

— Apenas avise Takao que fui comprar um remédio para dor de cabeça, caso ele acorde.

Escutei o bater de portas e então me virei para Ryouta.

— Ryouta, depois terminaremos nossa conversa, tudo bem?

Depositei um selinho em seus lábios e fui em direção à porta.

— Aonde vai?

— Comprar comida. Volto em um instante.

***

Atravessando a porta, um alívio surgiu em meu peito. Namoro? Ele só podia estar brincando comigo...

Andei o mais rápido que pude até a padaria mais próxima e tentei não pensar no Ryouta.

Voltei e ao entrar notei que Makoto estava com Shiro no gramado. Coloquei as compras na cozinha e fui ao seu encontro.

— Não, não pode se sentar, não pode nem respirar do meu lado. —brincou ele, sem me encarar. — Está invadindo meu espaço.

Sentei ao seu lado em silêncio e acariciei Shiro.

— Problemas? — ele estava sério agora.

— Ryouta.

— Prossiga.

— Quer namorar comigo.

— O que? — ele riu.

— Não ria, é sério. — o empurrei, mas ele continuou rindo.

— Sério, não sei por que isso é um problema para você. Afinal, você gosta dele, não gosta?

— Bem... Gosto.

— Então, o que falta?

— E-eu não sei... Coragem talvez?

— Não... — ele me encarou incrédulo, contendo o riso e levando uma das mãos à boca. — Não acredito que estou escutando o absoluto falando sobre não ter coragem.

— Ah, fique quieto, seu merda. — estapeei seu braço e ele riu. — Você não teve que pedir o Teppei em namoro.

— Bem, isso é verdade, Maria, mas, não acho que tenha algo os impedindo. Sinceramente.

— Não acho que seja a hora ainda.

— Não acho que exista hora para isso. Basta às pessoas se gostarem.

Antes que pudesse responder algo, Takao desceu as escadas correndo.

— Procurando o amado? — Makoto perguntou. Tenho de confessar que eu e ele somos uma dupla um tanto insuportável.

O outro ignorou a provocação e perguntou se tínhamos o visto.

Como tinha me pedido Shintarou, avisei Takao de que o de cabelos verdes teria ido comprar um remédio para dor de cabeça.

— Vou indo. Ahn... Obrigado. — disse para Makoto.

— Tudo bem, Maria. Volte sempre que precisar de meus serviços. — ele sorriu.

***

Depois do almoço, percebi que não tinha prestado atenção no exterior da casa. Saí e me dei conta de que era, realmente, uma casa muito bonita. Havia muitas janelas, o que dava espaço para a entrada da luz. No centro, um vitral em tons verdes enfeitava a parede, que por sua vez, possuía uma pintura branca.

Construções nunca foram algo de que eu gostasse muito. Acho bonito, mas apenas isso. Gosto mais dos jardins. Por fora, mais plantas e flores traziam mais verde à vista. A natureza realmente me acalma.

Quando percebi que estava perdendo tempo demais naquilo, decidi que iria ler.

Subi as escadas calmamente e quando entrei em meu quarto e de Ryouta, o mesmo estava lá, deitado e, por incrível que pareça, lendo.

— Não sabia que conseguia ler. — estava perdido no que fazia que até tomou um susto quando disse.

— Akashicchi! Não faça mais isso! Me deu um susto e... Eu sei ler.

— Eu sei que sabe. — falava enquanto pegava meu livro no criado-mudo ao lado da minha cama. — Estava só brincando.

Iniciando minha leitura, percebi que o loiro me observava cuidadosamente.

— O que quer? — perguntei.

— Ahn... Nada.

Levantei-me e sentei ao seu lado. O mesmo fez o mesmo gesto.

— Olha Ryouta... E-eu... Eu gosto muito de você, porém, para mim, namoro é algo um tanto complicado para mim. Nunca tive uma namorada, muito menos um namorado. — o observei por um momento e ele estava com uma expressão séria, esperando por uma continuação. — Não acho que seria certo te pedir em namoro agora, por exemplo. Quero que se sinta muito feliz com a minha proposta.

— Akacchi... — ele segurou minha mão. — Prometo esperar o tempo que for preciso por você.

O sorriso em seus lábios só comprovou mais o que eu sentia. Estava apaixonado por Ryouta Kise. Essa era a verdade.

— Obrigado. — disse e o beijei.

Akashi’s POV off

Notas finais
Obrigada por ler! *-*