New Siege

3 Capítulo 3 - A Essência de Odin.


Notas iniciais
No capítulo anterior...
Em meio à comemoração por ter se tornado um Gatuno, Hanne convidou Heda para formarem uma guilda. Ele também conheceu Yuvia, uma habilidosa Arqueira, prima de Heda.

– Prazer em conhecê-lo, Hanne – sorri a Arqueira. – Chame apenas de Yuvia.

– Oi... prazer... – respondeu Hanne, meio atrapalhado pela surpresa de rever a jovem habilidosa da noite anterior.

– Não liga pra ele, prima – disse Heda. – Hanne é meio estranho assim às vezes, mas também é um bom rapaz. Ele é um ano mais novo que a gente, ainda vai amadurecer...

Yuvia deixou escapar uma leve risada e estendeu a mão para Hanne.

– Soube que você se tornou um Gatuno na tarde de ontem, meus parabéns! – disse Yuvia.

– Obrigado – sorriu de volta Hanne. – Então...Yuvia... veio à Morroc pra conhecer a esfinge?

– É, de certa forma sim – respondeu ela. – Na verdade eu estou à procura de um item raro, difícil de se encontrar, mesmo nos vendedores ambulantes. E ainda que achasse, o preço é deveras elevado, e não poderia arcar com esta despesa no momento...

– Item? Que item? – perguntou Heda, curiosa. – Me diz qual é, se eu tiver no meu carrinho, posso fazer um bom preço.

– É, aproveita que hoje parece ter baixado uma Valquíria nela que a deixou bem generosa – brincou Hanne.

– Besta – disse Heda, olhando o Gatuno pelo canto dos olhos.

Yuvia, que parecia se divertir com o comportamento dos dois, logo respondeu:

– Procuro por uma Essência de Odin do tipo Zerom.

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Desde tempos muito remotos, quando os deuses caminhavam na terra, acreditava-se que todos os seres vivos, por mais simples que fossem, possuíam uma alma. E toda a experiência acumulada ao longo de sua vida formava sua essência, que se mantinha presa à alma após a morte. Em casos raros, a essência se desprendia da alma e não seguia rumo ao mundo dos mortos. Essências de humanos vagavam entre os vivos na forma de fantasmas, enquanto as essências dos demais seres se materializavam em pérolas, formadas basicamente por memórias e conhecimento. Estas pérolas possuíam um brilho único, divino, que os antigos tinham como sinal das bençãos de Odin. Com o tempo, ficaram conhecidas como Essências de Odin.

Com o desenvolvimento da sociedade, descobriu-se que as Essências de Odin podiam ser manipuladas, sendo capazes de transmitir habilidades especiais se incorporadas a objetos como armas, armaduras, vestimentas e acessórios. A gama de habilidades eram muito grande, e variava conforme a criatura originária.

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– Tem bastante Zerom no primeiro nível da esfinge – disse Hanne. – Aquelas criaturas são lentas, mas seu ataque pode machucar um bocado se acertar em cheio. Eu e Heda já fomos lá algumas vezes e descemos até a porta do terceiro pavimento numa delas.

– A Zerom aumenta a destreza de quem a possui – lembrou Heda. – Não é à toa que cobram os olhos da cara por uma Essência dessas. É ótima pra todas as classes, principalmente aquelas que utilizam armas de longo alcance... Infelizmente, eu não tenho nenhuma em meu carrinho, prima. Lamento.

– Não faz mal – disse Yuvia. – Estou precisando mesmo treinar.

Hanne arqueou uma das sobrancelhas ao ouvir a resposta de Yuvia. Relembrava o desempenho da Arqueira na barraca de tiro ao alvo, na noite anterior.

– Podemos fazer o seguinte... – disse Heda, continuando. – Hoje o movimento tá meio fraco mesmo, posso fechar a loja e daí vamos todos para a esfinge caçar Zerons. O que acham?

– Eu acharia ótimo! – disse Yuvia com empolgação. – Ia ser bom ter companhia durante a caçada.

– Pois então tá decidido! – concluiu Hanne. – Melhor deixar bastante espaço no seu carrinho pra gente poder encher de itens, afinal, não sabemos quanto tempo vai levar até conseguirmos uma Zerom.

– Eu sempre faço isso! – disse Heda, mostrando a língua para o amigo.

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Alguns minutos mais tarde, Yuvia aguardava no portão oeste de Morroc. Um pequeno laço prendia seus cabelos em uma única trança, que se estendia por suas costas. Ao perceber a aproximação de Hanne, ela ajeitou as mechas de sua franja, que lhe caiam sobre os olhos, e acenou em cumprimento.

– Olá! – disse Yuvia com simpatia.

– Oi, Yuvia – respondeu Hanne. – Sabe, chega a ser estranho esse sentimento de, pela primeira vez, não ser o primeiro a chegar num ponto de encontro. Tem certeza que você e a Heda são parentes?

– Sim, nós somos – respondeu Yuvia, após uma breve risada. – Ambas nascemos em Payon, mas Heda se mudou pra Alberta com os pais quando a gente tinha cinco anos. Depois passamos a nos ver menos, mas como são cidades vizinhas, não era tão incomum uma visitar a outra.

– Entendo – disse Hanne, já ouvindo o som tradicional das rodas do carrinho estalando. – E foi só falar dela...

– Oi! Oi! Oi! Vocês... Marcaram hora com os monstros, por acaso? – resmungou Heda, parando o carrinho próximo à dupla e retirando dele duas pequenas garrafas. – Bebam isso quando chegarmos lá. Encomendei em Geffen, vai estimular os músculos de vocês e aumentar os reflexos temporariamente.

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Após agradecimentos e mais preparativos, o trio partiu rumo à esfinge. Atravessaram muitas dunas e enfrentaram tufões de areia até chegar ao exótico edifício, em perfeito estado, apesar de ter sido construído há centenas de anos em homenagem a um antigo herói local. Ficava bem no centro de um oásis – outro dos três espalhados pelo deserto de Sograt – onde havia uma lagoa gigantesca. Só se podia chegar à entrada da esfinge através de uma ponte de madeira, que Hanne, Yuvia e Heda atravessaram sem perder tempo. A Mercadora tomou um cuidado maior que os outros, pois a ponte era estreita e ruidosa, não lhe passava muita segurança e seu precioso carrinho continha itens igualmente valiosos.

Assim que entraram na esfinge, foram recepcionados por morcegos grandes e vermelhos, que emitiam um som estridente e contínuo.

– Tomem cuidado com os Drainliars – alertou Hanne, empunhando sua Damascus.

Hanne mal terminava de falar, quando viu cinco flechas passarem sobre seus ombros, e acertarem em cheio as criaturas aladas.

– Podem deixar que desses eu cuido – disse Yuvia. – Se forem como os morcegos das cavernas de Payon, eles podem transmitir doenças, melhor evitar um contato direto.

– Vou acender uma lanterna – avisou Heda, retirando o cubo metálico do carrinho e o acendendo com fósforos.

Agora, os três tinham noção da grandiosidade do lugar. As paredes de calcário possuíam símbolos por toda parte, e formavam caminhos sinuosos ao longo da esfinge, cujo teto não se podia ver. Hanne seguia à frente, carregando a lanterna entregue por Heda, que vinha logo atrás puxando seu carrinho com uma mão e segurando seu grande machado com a outra. Yuvia os seguia com atenção, dando cobertura com seu arco de prata contra qualquer Drainliar que ameassasse uma aproximação.

Mas o lugar não era habitado somente por morcegos. Os principais anfitriõeseram os Requiens e os Zerons, criaturas pequenas e com a pele escura e enrugada, que aparentavam ser tão velhas quanto a própria esfinge; tinham grilhões presos aos pés e carregavam nas costas blocos de calcário, unidos aos corpos com o passar dos séculos. Requiens carregavam blocos retangulares, de quase dois metros de altura, enquanto Zerons carregavam cubos menores, porém igualmente pesados.

– Olha ali o primeiro Zerom! – disse Hanne, dando um pique na direção da pequena criatura que se aproximava lentamente.

Com um golpe certeiro, o Gatuno facilmente derrubou o Zerom, mas não tiveram sorte em obter uma Essência.

Conforme avançavam, mais e mais criaturas eram vencidas pelo trio. Hanne abusava de sua velocidade e agilidade ao golpear os inimigos com sua Damascus Flamejante, que liberava faíscas e um brilho incandescente a cada investida; Heda não fazia por menos, muitas vezes partia as criaturas em duas com um único golpe de seu afiado machado; Yuvia continuava precisa nos disparos contra os Drainliars, que pareciam infestar o topo do lugar. Os três formavam um belo time.

– Olhem... – chamou a atenção Heda, ao ver as duas metades da criatura que acabara de golpear caídas no chão. – Aqui, Hanne, prima, uma Essência de Requiem!

Os dois se aproximaram de Heda e admiraram o pequeno objeto que brilhava entre as vísceras secas do Requiem abatido.

– Tem menos de uma hora que chegamos – disse Hanne. – Acho que estamos com sorte, vamos continuar que logo conseguimos a Essência de um desses tampinhas.

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A caçada no primeiro pavimento da esfinge foi bem proveitosa. Não sabiam há quanto tempo estavam lá, mas além da experiência adquirida em combate, já haviam conseguido duas Essências de Requiem e uma de Drainliar, vários minérios usados para o refinamento de armas, jóias preciosas como Peridotos e valiosos espólios do antigo Faraó. Mas o verdadeiro objetivo daquela caçada ainda não havia sido alcançado; precisavam avançar mais.

Desceram as escadas até o segundo pavimento da esfinge. A paisagem era semelhante a do primeiro pavimento, com corredores formando um labirinto – marca registrada das construções antigas do deserto de Sograt – e iluminação quase nula. As diferenças ficavam por conta do teto, de altura bem inferior a do primeiro nível, e da presença de uma quarta criatura...

– Cuidado, um Matyr! – alertou Hanne, se jogando para trás com um pulo e evitando, por pouco, receber uma mordida daquele estranho cão.

A princípio, nem Heda e nem Yuvia tinham percebido o que havia atacado o Gatuno. Então um par de olhos cintilantes se revelou na escuridão, seguido de vários outros. Agora elas também podiam ver aquelas criaturas magérrimas de pele cinzenta, cabeças triangulares e presas enormes, salivando sem parar.

– Cuidado, Hanne! – disse Heda. – Da última vez você se machucou um pouco nesses bichos.

– Pode deixar – respondeu Hanne, confiante. – Vou tomar cuidado, mas lembre-se que da última vez eu era um mero Aprendiz.

Sem hesitar, os Matyr’s diante do trio avançaram rosnando com fúria. Hanne se atirou no chão para desviar de um ataque e conseguiu rasgar a barriga de dois deles no processo. Percebendo que Heda já estava ocupada bloqueando ataques laterais com seu machado, Yuvia disparou rapidamente uma flecha para cada uma das três criaturas que tentavam surpreender sua prima pelo outro flanco.

– Obrigada! – disse Heda, ao mesmo tempo em que girava seu machado para decaptar dois Matyr’s de uma só vez.

– Vamos continuar avançando antes que mais desses bichos sejam atraídos pelo barulho e cheiro de sangue – sugeriu Hanne.

– Certo! – disseram Heda e Yuvia, quase em uníssono.

Seguiram desbravando a escuridão da esfinge, e entre um corredor e outro, paravam para derrotar os monstros que surgiam. Finalmente, a Arqueira avistou o que procurava ao ver mais um Zerom ser derrotado.

– Uma Essência! – disse Yuvia, se aproximando e examinando a pequena esfera brilhante. – É uma Essência de Zerom, nós conseguimos!

A alegria do trio foi extravasada em abraços efusivos, por iniciativa de Heda. Hanne já estava com fome e Yuvia quase sem flechas, então decidiram que já era hora de voltar para Morroc.

– Assim que chegarmos, vou fundir essa Zerom com minhas luvas – disse Yuvia empolgada. – Meus disparos vão ficar realmente precisos!

Heda fez um aceno positivo com a cabeça, sorrindo de satisfação. Hanne compartilhava do sentimento das garotas, mas o que sentia ia além de alegria comum. Apesar da escuridão, o sorriso da Arqueira iluminava o ambiente e o cativava de uma forma estranha ao próprio Gatuno. Mas resolveu não pensar mais nisso, guardou sua Damascus na bainha e virou, guiando suas amigas de volta ao primeiro pavimento da esfinge.

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Como toda noite, a taberna de Morroc estava cheia de fregueses. Mercenários, Arruaceiros, alguns Gatunos menos extrovertidos, e também visitantes de outras cidades; todos buscavam esquecer de seus problemas e afazeres diurnos, naqueles preciosos momentos de descontração. Em uma das mesas mais próximas ao balcão, o trio de aventureiros celebrava a missão bem sucedida poucas horas atrás.

– É, realmente foi bem mais fácil dessa vez – disse Hanne, erguendo um pouco o caneco, como se fizesse um brinde.

– Verdade – disse Heda. – Você se tornou bem mais forte, mas não podemos nos esquecer da minha prima querida, ela foi demais!

– Bondade sua! – disse Yuvia, encabulada. – Eu apenas dei cobertura, vocês é que formam uma bela dupla e se saíram muito bem!

– É, eu não sei o que seria de mim sem ela... – sorriu Hanne.

Heda corou um pouco ao cruzar olhares com o amigo.

– Mas tem uma coisa que ainda não discutimos – lembrou Yuvia, num tom mais sério.

– É? E o que seria? – perguntou Heda, dando mais uma mordida no espetinho de escorpião que degustava.

– Vocês me ajudaram a procurar a Zerom por horas a fio, precisamos avaliar direitinho o preço dela – explicou Yuvia. – Assim eu já fico sabendo qual a parte que devo à vocês, já que não vou me desfazer da Essência...

– Se esqueceu dos outros itens que conseguimos, prima? – perguntou Heda.

Hanne notou um brilho prata mais vivo nos olhos da Mercadora, podia jurar que enxergava símbolos de zenies dentro deles...

– Heda tá certa. Ela obteve um bom lucro na caçada, e eu também tô satisfeito, agora que já consegui o que desejava – disse o Gatuno ao repousar a mão sobre a adaga, presa na bainha em sua cintura. – A experiência de ter explorado aquele lugar sem problemas já é minha maior recompensa!

– Mas não é o justo – insistiu Yuvia. – Eu não sou especialista em preços, mas certamente uma Zerom vale muito mais que o triplo de todo o resto que conseguimos. Devo muito à vocês dois ainda!

– Bah, esquece isso! – sorriu Hanne, erguendo novamente o caneco. – Ao invés de ficar pensando em retribuir, se concentre em comemorar com a gente!

Yuvia baixou um pouco o olhar, ligeiramente corada. Fazia gestos tímidos com as mãos, unindo e separando os indicadores.

– Mas, eu preciso... – disse em voz baixa.

– Não adianta, Hanne – interrompeu a Mercadora. – Essa é a minha prima: teimosa que só! Desde pequena ela é assim, não consegue aceitar um favorzinho sequer sem ter que fazer algo em troca. Tem sempre que retribuir à altura.

Hanne franziu a testa, virando o resto da bebida de seu caneco. Soltou um breve suspiro e olhou novamente para Yuvia.

– Bom, já que é assim, eu tenho uma proposta...

Yuvia ergueu novamente o olhar esmeralda, encarando-o com curiosidade.

– Eu quero criar a minha própria guilda, a mais forte de toda Runa-Midgard! Mas por enquanto só convidei a Heda... – disse Hanne, continuando. – Sendo assim, eu te convido a também fazer parte dela. Seria muito mais importante que qualquer dinheiro ou item conseguir uma companheira forte e gentil, como você!

Yuvia ficou em silêncio por alguns instantes, tentando racionalizar aquele pedido. Em sua cabeça, teria que achar aquela oferta tão importante quanto o valor de um item raro como uma Essência de Zerom. Não queria, e nem suportaria, se sentir em dívida. Heda também se manteve quieta por uns momentos, refletia sobre a resposta que já tinha em mente, mas ainda não havia criado coragem para revelar.

– Eu aceito fazer parte da sua guilda – disse Yuvia. – Espero ser de alguma ajuda!

– Isso! – disse Hanne empolgado, erguendo os braços de punhos cerrados – Agora só falta você, Heda...

A Mercadora deu um sorriso simpático, na falta de uma resposta melhor.

– E quando iremos entregar o Emperium na capital, para oficializar a criação da guilda? – perguntou Yuvia, ainda sorridente.

– Erm... ele ainda não tem um – respondeu Heda, com a voz abafada pelo caneco no qual bebia.

– O mais importante é conseguir companheiros valiosos antes... – replicou Hanne, constrangido por se dar conta de que havia ignorado este pequeno detalhe. – Mas eu não entendo por que ter de entregar uma pedra de metal dourada em troca do direito de ter sua guilda reconhecida, tsc!

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O Emperium é um metal raro, de brilho dourado intenso. Segundo a lenda, Gungnir, a lança infalível de Odin, era feita de Emperium, e por isso o metal é um símbolo de poder e glória, sendo extremamente valorizado.

Como forma de manter o controle sobre o crescimento das guildas do reino, o Rei só reconhecia a existência daquelas cujo líder demonstrasse nobreza o suficiente para conseguir um Emperium. As únicas guildas que se viam livre dessa obrigação eram as guildas oficiais de cada cidade, mas isto só ocorria porque os líderes dessas guildas eram nomeados pelo Rei pessoalmente.

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– É uma lei, Hanne, nem mesmo sua determinação infinita pode contra – brincou Heda.

– Acho que, no final das contas, você precisa de algum dinheiro no momento... – disse Yuvia, com uma expressão enigmática.

– Não diga isso! – respondeu Hanne de imediato. – Eu realmente fui sincero quando disse que o dinheiro não era o mais importante...

– Não, eu não estou pensando em voltar atrás na minha resposta! – sorriu a Arqueira, enquanto retirava algo de sua aljava. – É que nós podemos conseguir o dinheiro para comprar o Emperium através disso.

– O que é isso? – perguntou Hanne, recebendo um folheto enrolado em mãos.

– Eu roubei da Guilda Oficial de Payon – disse Yuvia com ar de inocente. – É um folheto de recompensas, realizamos as missões que estão sendo oferecidas e recebemos um valor por cumpri-las. Geralmente são os Caçadores que pegam estas missões, mas esse folheto ficou largado lá, ninguém tinha se interessado por ele...

– É uma ótima idéia! – disse Heda. – Geralmente essas recompensas são bem altas. Esse pessoal rico, que tem preguiça de caçar itens, pagam pequenas fortunas por eles!

– Hum... Deixa ver se tem algo que valha a pena... – disse Hanne, vasculhando o folheto. – Essência de Poporing...

– Eu tenho sobrando no carrinho, posso emprestar uma pra vocês – ofereceu Heda.

– ...Essência de Esqueleto Soldado...

– Podemos ir na pirâmide caçar uma – sugeriu Yuvia.

– ...alguns quilos de Emveretarcon...

– Ai! Meu carrinho tava cheio desse minério, de quando fomos nos Zerons! – lamentou Heda, continuando. – Mas assim que cheguei um outro Mercador me ofereceu uma boa quantia, acabei vendendo todos...

– ...Corações imortais... – continuou Hanne.

– Também é na pirâmide. Acho que vai ser bem mais difícil que na esfinge, mas não é impossível... – disse Heda.

– Bom, tem umas outras coisas aqui, mas são missões dignas de um Aprendiz – disse Hanne, com desdém. – Vamos pegar essas missões na pirâmide. Topam, meninas?

– Por mim, partimos assim que o sol raiar – respondeu Yuvia de imediato.

– É, será divertido repetir a dose desta tarde... Podem contar comigo! – disse Heda, visivelmente entusiasmada. – E com meu carrinho de suprimentos também!

Notas finais
No próximo capítulo...
A arriscada caçada na pirâmide e uma situação de vida ou morte.
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Vou tentar manter a frequência de, pelo menos, 1 capítulo por semana. Portanto, continuem lendo, que eu prometo não abandonar essa fic! ^_^