Capítulo 15

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No instituto Saint's Lion, as aulas estavam recomeçando após o intervalo. Na sala do nono ano era aula de história e o professor, um velhinho de quase setenta anos, apresentava a turma seus novos dois alunos.

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Professor- Esses dois são Oceanne e Lekki Pastore, eles são primos e serão seus novos colegas a partir de agora. Espero que deem as boas-vindas à eles do modo apropriado. Tem alguém aqui que teria a gentileza de mostrar o terreno da escola para eles?

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O professor deu um olhar para os rostos pouco voluntariosos dos alunos, até que duas mãos se ergueram.

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Professor- Allan, Isadora. Sim, muito obrigado. Deixarei os novatos em suas mãos.

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Isadora- Pode contar conosco, professor.

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Lekki e Oceanne encararam a garota. Seus cabelos roxos estavam soltos ao lado do corpo e seus olhos azuis brilhantes eram calmos e amistosos, combinando com o sorriso amistoso de seu rosto. A garota tinha uma aura que transmitia paz e era poderosa. Foi só os dois olharem para ela que souberam estar na frente da nova encarnação de Athena.

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Angelina estava parada na porta do salão do grande mestre. Já deveria ter entrado fazia alguns minutos, mas quando fora bater na porta, uma voz a tinha impedido. Era Alene, a amazona de escorpião. A sagitariana encarou a figura que chegava correndo.

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Angelina- O que faz aqui, Alene?

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Alene- Eu... o Grande Mestre... convocação...

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A garota disse ofegante. Viera o caminho todo correndo para não se atrasar demais.

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Angelina- Você também? O que será que o Grande Mestre quer?

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Alene- Eu não sei, mas... É melhor entrarmos!

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A escorpiana declarou, acalmando sua respiração. Angelina assentiu e bateu na porta. Ouviram um "Entre" vindo do outro lado e adentraram o salão. Do outro lado, o Grande Mestre estava sentado em sua cadeira, com Hikishi em pé ao lado. Os dois pareciam estar discutindo sobre alguma coisa, até virem as amazonas se aproximarem.

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GM- Ah, vocês chegaram. Estão um pouco atrasadas.

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Angelina- Nos perdoe, Grande Mestre.

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GM- Tudo bem, não é nada sério. Temos assuntos mais importantes a tratar. Imaginam que vocês se lembram da reunião que tivemos ontem.

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As duas concordaram com a cabeça.

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GM- Ótimo. E vocês também já devem ter ouvido histórias das guerras passadas com seus mestres ou algum ancião.

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Elas assentiram novamente.

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GM- As duas entradas conhecidas para o reino de Poseidon ficavam uma no Norte, em Bluegaard e a outro dentro da prisão do Cabo Sunion. Infelizmente, na última guerra essas passagens foram, hã, bloqueadas.

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O ariano olhou de relance para o companheiro ao seu lado. Hikishi estava até agora calado e com um olhar severo no rosto. Tinha uma postura tensa e percebia-se claramente que ele não gostava do assunto em questão. Seu mau-humor só pareceu aumentar com a menção das passagens. Ele resmungou algo baixinho, e as amazonas pensaram ter ouvido um "Não havia outra escolha" e "Ela fez o melhor".

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As duas se entreolharam curiosas com o assunto, mas o Grande Mestre ignorou o que quer que fosse.

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GM- Agora, com Poseidon novamente na ativa, precisamos novamente de um meio de entrar em seus domínios e pará-lo.

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Alene- Mas Grande Mestre, isso não seria perigoso? Invadir o território do deus dos mares. Quer dizer, seria, hã...

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Hikishi- Insensato e imprudente. Sim, foi isso o que eu disse, mas o Grande Mestre está convencido que devemos aproveitar essa oportunidade para tentar vencer essa guerra rapidamente.

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Angelina- Aproveitar? O que você quer dizer?

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GM- Da última vez que Poseidon foi trancado, houve uma grande confusão e sua alma foi seriamente danificada por nossa deusa. Ele levará um tempo até conseguir se restabelecer e possuir apropriadamente seu novo hospedeiro. Foi por isso que ainda não lançou um ataque aberto contra Athena ou o Santuário.

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Angelina e Alene ficaram surpresas com a notícia.

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Angelina- Mas Grande Mestre, por que o senhor não contou isso durante a reunião dourada que tivemos? Todos estão agora em estado de alerta máximo...

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GM- Porque, se eu tivesse feito isso, tenho certeza que alguns cavaleiros relaxariam com os treinos e a vigilância. Por exemplo, vários aproveitariam a manhã para ficar dormindo até mais tarde ao invés de ir melhorar suas habilidades.

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Ao ouvir aquilo, a escorpiana quase se engasgou e desviou o olhar para um canto afastado do salão que lhe pareceu subitamente muito interessante.

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GM- Escondendo essa informação, a maioria se mantém alerta. Além disso, não é certo que o deus vá esperar ter todo seu poder para atacar. Ele pode fazê-lo antes para nos pegar desprevenidos.

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Angelina- Faz sentido. Mas então por que está nos contando isso agora, Mestre?

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GM- Porque essa informação é necessária para a missão de vocês.

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Alene- Missão?!

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GM- Sim. Com essa conversa, vocês já devem ter adivinhado qual é.

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Alene- Nós vamos invadir o território de Poseidon e tentar trancá-lo novamente? Só nós duas?

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Angelina- Grande Mestre, Poseidon também tem seu próprio exército. Não estou com medo nem nada, mas também não sou imprudente. Não conseguiríamos chegar à Poseidon antes dele se restabelecer.

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GM- Eu concordo. Mas não quero que vocês invadam o território.

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Alene- Não?

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GM- Não, a tarefa que tenho ainda é muito complicada, mas acho que vocês vão cumpri-la perfeitamente. A missão é encontrar uma entrada para o reino de Poseidon e quando conseguirem isso, quero que uma de vocês fiquem vigiando o movimento por ela enquanto outra voltará para o Santuário imediatamente informar a localização. A utilização do cosmo é totalmente permitida, mas tentam ser discretas. Alguma pergunta?

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Alene- Mas você ainda não sabe onde ela está, Grande Mestre? Não houve outras buscas antes?

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GM- É claro que sim, mas todas elas acabaram mostrando-se infrutíferas. Até agora só temos certeza de que ela está localizada em algum lugar ao redor do Santuário e de Rodório. Eu conto com as duas para conseguirmos a localização exata. Não queria destinar um missão dessas à amazonas de ouro, mas não temos mais tempo e eu soube que escorpião cresceu aqui e conhece muito bem as redondezas.

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Alene- Ah, sim... bastante.

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GM- Ótimo. E sagitário, conto contigo para não deixá-la se desconcentrar e fazer tudo dar certo.

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Angelina- Sim, Grande Mestre.

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A amazona fez uma reverência respeitosa, enquanto Alene corava um pouco. Ela era assim tão irresponsável? Hm, talvez. Era melhor começar a tentar agir mais como a amazona de ouro que era. Angelina, por exemplo, parecia tão respeitável e madura. Assim que deveria ser também, foi o que decidiu silenciosamente naquele momento.

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GM- Então estão dispensadas. Arrumem suas coisas e partam assim que puderem.

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Angelina e Alene- Sim, senhor!

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As duas deram outras reverências e partiram do salão do Grande Mestre. Os dois mais velhos ficaram vendo-as se retirarem e, assim que elas saíram de vista, Hikishi manifestou-se com ar sombrio.

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Hikishi- Espero que realmente saiba o que está fazendo, Kiki. Caso contrário, acaba de perder duas excelentes amazonas.

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GM- Pare de ser tão pessimista. Vai dar tudo certo, você verá, tenha mais confiança em mim, Hiki.

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Ele falou, usando o apelido carinhoso do leonino. Este revirou os olhos, pensando em quantos os anos não ouvira aquilo.

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Hikishi- Assim espero. Agora vou me retirar, Grande Mestre.

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Ele também se foi, deixando o ariano sozinho e pensativo.

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Kakeru e Sakura continuavam sentados lado a lado perto do rio, meditando. Desde a última pergunta da virginiana, eles não haviam trocado mais nenhuma palavra, mas não pareciam ser incomodar com o silêncio. Os dois estavam concentrados no que faziam quando ouviram um alto ruído de passos. Parecia até que uma multidão irada estava vindo até eles.

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O libriano não pareceu ser importar muito com aquilo, mas Sakura perdeu a concentração e acabou levantando-se. Ela procurou em volta o motivo do barulho e acabou identificando-o como uma multidão de aprendizes e cavaleiros vindo correndo em direção deles.

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A amazona olhou sem acreditar para eles. Era uma debandada em massa por acaso? Ou será que havia algum ataque próximo? De qualquer maneira, ela postou-se no caminho do grupo e ordenou que todos parassem.

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Sakura- Alguém aqui poderia me dizer o que está acontecendo aqui?

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Giovanni- Desculpe-me, amazona de Virgem. Estamos só cumprindo ordens do meu mestre, cavaleiro de Leão.

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A virginiana franziu a testa. Se não estava enganada, quem falara foi o aspirante à armadura de prata, Giovanni. Ele era um dos aprendizes mais antigos de Guilherme.

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Sakura- Do Guilherme? E o que ele disse para fazerem? Há algum problema acontecendo que eu deveria saber?

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Giovanni- Não, senhorita. Ele só pediu para que déssemos três volta pela floresta como parte do treinamento.

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Sakura- E ele pediu isso para todos?- A amazona indicou os vários outros cavaleiros e aprendizes.- Nunca soube que Leão treinava quase metade do Santuário.

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Guilherme- Ele não treina mesmo. Só os encontrou não fazendo nada e pediu que corressem conosco.

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Sakura levantou uma sobrancelha e ficou em silêncio. Já tinha entendido mais ou menos a situação e, sem falar mais nada, deu passagem para o grupo.

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Sakura- Então é melhor que continuem a corrida. O Guilherme não ficará nada contente se demorarem demais.

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Giovanni- Sim, senhorita.

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O aspirante fez um gesto para o grupo e eles continuaram. Alguns reclamavam e resmungavam bastante, mas todos seguiram no mesmo ritmo. Desistir e encarar a fúria do leonino, e agora também da virginiana, seria muito pior.

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Sakura ficou observando-os atravessar o rio e desaparecer pela floresta. Depois de não conseguir mais vê-los, ela virou-se, quase dando de cara com Kakeru.

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Sakura- O-o que? Algum problema, Kakeru?

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Kakeru- Não. Só pensei em ir para o coliseu. As coisas parecem ter se acalmado por lá, enquanto aqui deve voltar a ficar barulhento ainda. Quer ir também?

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O cavaleiro perguntou sem alterar sua expressão, embora seu olhar estivesse fixo na garota. Sakura piscou algumas vezes, mas conseguiu se recompor rapidamente.

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Sakura- Hum, sim. Claro que eu quero. Vamos lá.

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Ela começou a aminar em direção ao coliseu, sendo seguida, em silêncio, pelo cavaleiro de libra.

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O grupo de aprendizes e cavaleiros continuava sua marcha pela floresta sem mais interrupções. Eles já estavam na metade do caminho, na parte mais afastada do Santuário, quando foram interrompidos por uma explosão e uma árvore que saía voando e passou na frente deles, quase acertando os que iam lideravam a corrida. Todos olharam em volta, confusos, procurando a origem daquilo.

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Foi então que o cavaleiro de gêmeos apareceu do meio das árvores. Sua expressão inicial era sombria, mortal, mas foi tornando-se mais amistosa e confusa quando percebeu a presença de todos. Vários dos aprendizes, no entanto ficaram mais tensos com a presença do cavaleiro de Gêmeos.

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O problema era que, dentre todos os cavaleiros de ouro, ele era o que deixava todos os aspirantes e cavaleiro de bronze e prata mais apreensivos. Sempre mantendo distância com aquele jeito misterioso e olhar sério quase irritado. Mesmo que nesse momento ele parecesse mais confuso do que qualquer outra coisa.

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Yusuke- O que fazem por aqui?

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Giovanni- Estamos só realizando uma das três voltas que o mestre Guilherme pediu para darmos em volta da floresta como parte do treinamento, senhor.

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Novamente foi o aspirante mais velho foi quem se manifestou.

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Yusuke- Ele pediu o quê? Algumas vezes o Guilherme é inacreditável. Mas diga, o que foi que vocês fizeram para ele ficar tão irritado assim com todos?

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Giovanni- Ah, nós... Eles...

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O aspirante pareceu meio desconcertado com a pergunta, imaginando como ele sabia ou se por acaso ele lia mentes? O geminiano continuou parado, esperando uma resposta. Por isso, o outro apressou-se para se recompor.

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Giovanni- Estávamos assistindo uma luta do Alexander com a pupila. Alguns de nós estavam, hã, aproveitado para dar um descanso. Só que fizeram muito barulho e o mestre se irritou.

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Yusuke- Entendi. Se foi com o Alexander, talvez tenha sido melhor mesmo.- Ele murmurou consigo mesmo.- Mas vou falar com ele do mesmo modo. Vocês podem ir.

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Ele falou e já seguia pelo caminho contrário do grupo, sem esperar para saber se eles tinham mesmo continuado ou não.

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Murilo terminava a subida das doze casas sem muita vontade. Estava indo para sua primeira sessão de castigo, mas seu desejo era dar meia volta e voltar à luta com Guilherme ou qualquer outro. Só de pesar que teria que enfrentar poeira de séculos, já ficava arrepiado.. Ele bateu na porta, imaginando se o Grande Mestre não estava ausente ou muito ocupado para atendê-lo. Infelizmente, o rapaz ouviu um "Entre" vindo do outro lado da porta e, sem mais alternativas, adentrou o salão.

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O Grande Mestre estava sozinho sentado em sua cadeira e parecia meio perdido entre seus pensamentos.

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GM- Ah, Murilo. Chegou bem na hora para arrumar o depósito.

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Murilo- Bom dia, Grande Mestre. Está tudo bem? O senhor parece preocupado.

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GM- Não é nada demais. Só efeito de algum estresse antes da batalha. Acho que só ficarei mais tranquilo quando Athena estiver aqui.

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Murilo- Tenho certeza que isso acontecerá logo, senhor. Pode confiar no Narciso e nos outros.

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GM- Sim, eu sei. Mas você não está aqui para conversar comigo, não é? O quarto fica no final do corredor, à esquerda. O material de limpeza já está lá.

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Murilo- Ah, está bem. Com sua licença, Grande Mestre.

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O canceriano foi pelo caminho indicado pelo Grande Mestre, um pouco contrariado. Entrou no corredor lateral do salão do Grande Mestre e passou por todo o corredor. Quando abriu a porta do cômodo, pôde imediatamente ver a podeira e a bagunça que havia dentro, quase lhe fazendo espirrar.

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O cavaleiro acabou gemendo baixinho. Era aquilo que tinha de organizar? Murilo suspirou, pegando um espanador que estava parado na mesa em frente à porta. Melhor começar logo aquilo para terminar o mais rápido possível.

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Lekki e Oceanne ainda olhavam para Isadora, surpresos e parecendo estar em outra dimensão, quando a voz do professor chamou suas atenções.

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Professor- Senhores, vocês já podem sentar, tem duas cadeiras vazias ao fundo.

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Eles piscaram, voltando suas atenções novamente para o resto dos alunos que os encarava com uma mistura de indiferença e curiosidade. Eles se entreolharam por um momento, tomando uma decisão silenciosa.

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Oceanne- Sim professor, obrigada.

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Os dois se sentaram e a aula pôde começar. O resto do dia foi de aulas sem nada diferente para a maioria dos alunos, mas muito curiosas para quem nunca tinha ido à uma escola normal como Lekki e Oceanne. No entanto, estes não prestaram muita atenção pois estavam mais focados em observar disfarçadamente tudo o que Isadora fazia, além de manter vigilância para potenciais cosmos inimigos.

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Felizmente não aconteceu nada e logo o final das aulas chegou, juntamente com o horário do almoço. Todos os alunos rapidamente se levantaram, com a típica agitação, querendo chegar logo ao refeitório. Isadora e Allan também se levantaram, juntamente com Marco, e se dirigiram até onde Lekki e Oceanne estavam sentados.

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Isadora- Olá, Oceanne e Lekki, não é?

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Oceanne- Sim, se...

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A aquariana obrigou-se a parar de falar, antes que dissesse algo que não deveria. Fora ensinada que devia tratar respeitosamente Athena, mas naquela situação, não era uma ideia muito boa. O silêncio da amazona causou estranhamento nos outros três, mas felizmente Lekki interveio.

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Lekki- Vocês são I-isadora e Allan, não é? Mas acho que não te conheço...- Ele apontou para Marco, curioso.- Qual o seu nome?

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Marco- Eu sou Marco! Melhor amigo desses dois e, pelo visto, seu terceiro guia turístico!

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O garoto exclamou, parecendo, para Oceanne, ao mesmo tempo animado e irritado com isso, se é que era possível. Ele olhou de canto para Isadora, e a aquariana percebeu que os dois já tiham tido uma discussão sobre o assunto antes.

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Oceanne- Muito prazer. Mas o que está acontecendo? Por que todos se levantaram e foram embora?

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Allan- É que as aulas acabaram. Agora está no horário do almoço e todos foram para o refeitório. Nós também viemos levá-los para lá, é melhor nos apressarmos para ir logo.

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Marco- É, não quero me atrasar e receber outra bronca como no incidente com o Arthur. Como se aquilo tivesse sido nossa culpa!

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Oceanne- Arthur?

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A amazona e o cavaleiro pareciam muito confusos com toda aquela conversa.

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Isadora- Foi só uma coisa que aconteceu antes de você chegarem. Depois eu conto a história para vocês, mas o Marco tem razão, é melhor irmos.

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Lekki- Como quiser.

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Os dois aquarianos concordaram e eles saíram. O refeitório não ficava muito perto da sala onde tiveram aula, mas felizmente os dois conseguiram aprender o caminho para o lugar sem muitos problemas.. O clima no grupo era animado. Marco não parava de falar e contar alguma piada sem graça, causando riso em todos. Allan vez por outra repreendia os excessos do amigo, enquanto Isadora fazia comentários bem-humorados sobre o que quer que estivessem conversando. Já Lekki e Oceanne somente escutavam tudo em silêncio. Até que chegaram ao refeitório.

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O lugar era enorme, do tamanho coliseu do Santuário, e estava cheio de mesas, cadeiras e alunos. Em um canto, uma longa fila de estudantes em frente a bandejas de muitas comidas. Os dois observaram tudo aquilo estupefatos, até que foram distraídos por Marco que falava novamente.

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Marco- Até que isso aqui não está tão cheio. Algum professor deve ter atrasado. Bem, pior para eles.

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Allan- Marco! Não fale assim dos nossos colegas!

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Marco- Ah, tá, Allan. Eu... Ei, nunca vi aquele cara ali!

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Isadora- Também não me lembro dele. Mas ele é muito bonito!

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Oceanne e Lekki olharam na direção de quem eles estavam falando. Narciso estava parado no fim da fila, rodeado de garotas que conversavam animadas e riam. A aquariana sorriu, aliviada por encontrá-lo tão rápido. Precisava mesmo falar com ele a respeito de ter encontrado Athena, e agora ele veria por si próprio.

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Oceanne- Ciso!

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Ela chamou, deixando Lekki sozinho com os outros três e aproximando-se dele. As outras garotas a encararam, todas parecendo irritadas.

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— Quem é essa?

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— Como se atreve a falar com o Narciso desse jeito?

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— Que roupa é aquela que ela está vestindo?

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Comentários do tipo circularam pelo grupo, fazendo Oceanne recuar em alerta. Sempre que era ofendida, ficava na defensiva, mesmo que não fosse a melhor postura a se assumir no momento. Felizmente, o pisciano também a notou.

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Narciso- Oceanne! Eu queria saber onde você estava, você demorou.

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Ele andou até onde ela estava, deixando todas as outras garotas surpresas.

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— Narciso? Você a conhece?

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Narciso- Ah, sim. Eu não a apresentei, mas essa aqui é a minha... irmã mais velha. Oceanne, Pastore.

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A notícia deixou todas surpresas, mas antes que uma delas pudesse falar alguma coisa, a voz de Marco surgiu de trás dos dois.

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Marco- Eu não sabia que você tinha um irmão, Anne.

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Oceanne- Ah, Marco.

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Os dois se viraram e viram Marco, Lekki, Allan e Isadora se aproximando deles. Quando Narciso olhou para a garota, ficou sem palavras. Somente conseguiu sussurrar, em um tom que apenas Oceanne, ao seu lado, ouviu.

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Narciso- Ela... é ela...

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Oceanne- Sim.- Ela disse de volta, no mesmo tom. E mais alto, acrescentou.- Sim, esse é meu irmão, Narciso Pastore. Ciso, esses são Marco e Allan. E a garota se chama Isadora.

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Depois que todos se cumprimentaram, uma das outras garotas finalmente falou.

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— Narciso? Estamos indo para outro lugar, você vem com a gente?

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Ela não disse, mas era óbvio que não gostava do grupo ali reunido, apenas deu um olhar curioso para Lekki. O pisciano sorriu, gentil.

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Narciso- Desculpe, Nadja. Eu vou ficar com eles. Nos vemos depois na aula.

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A garota que falara, Nadja, o encarou surpresa. Depois fechou a cara e foi embora junto das outras.

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Marco- Ha, mandou bem, cara! Até que você é legal!

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Ele não pôde deixar de comentar e Narciso deu um sorriso encabulado. Ele olhou para os outros dois, que assentiram. Era agora que a verdadeira missão começaria.

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Continua...

Notas finais
Yo! Mais uma sexta, mais um capítulo! Estou ficando orgulhosa com meus cumprimentos de prazos! :-D
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Ah, e fico feliz de informar que a Mary-chan voltou! o/
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Agora, com as férias, acho que será mais fácil de manter o ritmo de um cap por sexta, mas sabem que eu não prometo nada! Todas as vezes que eu dei prazos, acabei descumprindo. Não vou querer acaber com a boa sorte agora! XD
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Agora, a história está se aproximando da ação... Muitas coisas ainda vão acontecer, inclusive o reaparecimento de um personagem no 16 ou 17! ;D
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E antes que eu me esqueça... Nós queríamos saber se vocês querem que haja também alguns flash back's da geração passada... É que no cap que vem tem uma boa oportunidade para colocar um (Acho que dá para perceber onde...), e queríamos a opinião de vocês! ;D
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Bom, então até o próximo cap! o/