New Saints
18 Capítulo 17
Capítulo 17
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Depois de todos terem almoçado e se conhecido, Isadora, Allan e Marco começaram a mostrar todos os cantos do Saint's Lion para Oceanne e Lekki. Narciso acabou indo junto, mesmo tendo que primeiro se livrar de mais algumas de suas novas admiradoras. Eles precisaram de a tarde quase toda, mas no final já tinham percorrida toda a área comum do terreno da escola. O jardim, em especial, atraiu a atenção do pisciano, que ficou admirado com tamanha beleza.
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Eles então pararam para descansar junto de um banquinho no meio daquele tapete verde. Conversavam sobre vários assuntos levianos até que Isadora percebeu o quanto estava tarde e sugeriu que voltassem.
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Marco- Mas já?! Ah, não! Não tô nem um pouco a fim de voltar para aquele quarto chato. É tão sufocante!
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Allan- Mas não podemos ficar aqui fora depois que escurece. Quer levar outra bronca da diretora, Marco?
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O garoto fez uma careta com a ideia, mas pareceu ter uma ideia e deu um sorriso maroto para o grupo que ficou apreensivo.
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Marco- Só levamos bronca se nos pegarem.
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Oceanne- O que você quer dizer com isso?
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Marco encarou-a com olhar e um sorriso que dizia que ele iria aprontar alguma. Felizmente, no entanto, Isadora cortou-o o que quer que ele fosse responder.
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Isadora- Nada! Ele não queria dizer nada! O Marco tem umas ideias malucas de vez e quando, é só ignorar.
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Quando Isadora terminou de falar, os três cavaleiros piscaram, um pouco confusos. Allan deu um riso discreto, principalmente da cara contrariada de Marco.
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Allan- Agora, é melhor entrarmos. Não faça essa cara, Marco. Podemos fazer o que você quiser. Não podemos?
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Ele perguntou, em um tom conciliador. As regras do instituto poderiam proibi-los de ficar fora depois do por do sol, mas eles só precisavam ir para seus quartos depois das nove. Ainda teriam várias horas. Isadora concordou com a sugestão do amigo e os ouros três meio que deram de ombros. Era melhor mesmo ficar por perto da garota.
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Marco- Legal! Eu até sei onde vamos!
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Isadora- Mesmo? Deixa eu adivinhar. A academia?
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Ela perguntou com um meio suspiro, enquanto o grupo se dirigia para dentro do prédio. Marco concordou com ela, já novamente animado. Allan, ao contrário, pareceu um pouco desanimado.
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Allan- Tem certeza, Marco? Não acha que já foi lá demais essa semana?
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Marco- Não mesmo. Exercícios nunca são demais! Além disso a ideia foi sua Allan, não pode voltar atrás agora.
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Allan- Tudo bem, se é o que você quer...
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Narciso, Lekki e Oceanne acompanhavam a conversa, sentindo-se cada vez mais perdidos. Finalmente, o pisciano resolveu manifestar-se.
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Narciso- Hã, tem uma academia aqui?
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Marco- Ah, sim, com os melhores equipamentos. Sabe, parece que o fundador da academia era fã de exercícios e atividades físicas e deixou uma ordem para todos os diretores depois dele deixarem sempre a academia com o melhor equipamento possível!
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Isadora- Lá é legal. A diretora já disse que toda quinta nós temos aula de artes marciais?
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Oceanne- Não, nós temos?
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Isadora- Sim. Eles separam os garotos e garotas, claro. Mas juntam todas as idades. Eu sou péssima nisso, mas o Marco adora...
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Marco- Eu sou o melhor! Ninguém consegue me vencer numa luta!
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Isadora- Marco, por favor, não precisa ficar contando vantagem.
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O garoto fez uma careta, insistindo que era verdade. Lekki e Oceanne se entreolharam, tendo o mesmo pensamento. Allan seguia quieto, parecendo desconfortável. Narciso notou aquilo.
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Narciso- Allan? Está tudo bem?
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Ele perguntou em voz baixa, sem atrair a atenção de Isadora ou Marco que continuavam conversando. Lekki e Oceanne se viraram para os dois curiosos. Allan deu um pequeno sorriso, tentando tranqüiliza-los.
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Allan- Está, sim. Não precisam se preocupar. Eu só não gosto dessas coisas. São muito violentas. Preferia ficar na biblioteca com um bom livro.
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Narciso- Eu entendo. Tem mesmo muitas pessoas que não gostam dessas coisas.
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Marco- Ei, vocês três já praticaram alguma arte marcial antes?. O garoto perguntou, chamando a atenção de todos.
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Narciso- Ah, nós...- Ele hesitou um momento, antes de responder.- Nossa família sempre praticou, hum, um estilo próprio de luta.
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O pisciano tentava pensar em algo enquanto falava, mas até para ele aquilo não soou muito convincente. Felizmente, Marco parecia muito empolgado com a ideia para pensar se aquilo era ou não provável de ser verdade.
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Marco- Não brinca, vocês?! Sem ofensa, mas não parecem ser muito desse tipo.
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Oceanne- Não é preciso ser alto ou musculoso para saber lutar bem, Marco.
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Marco- Pode até ser, mas ainda assim... Não acredito.- Ele pareceu pensativo por um momento.- Ei, Lekki! Por que você não luta comigo?!
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Lekki- Eu!?!
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Marco- Claro! Você tem a minha idade e perece estar na mesma categoria de peso. É perfeito! Vamos, por favor, o Allan nunca quer treinar comigo e a Isa é uma garota! Essa é uma chance que eu não tenho todo dia!
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Marco pediu, de modo enfático. Oceanne não pôde conter um risinho. Naquela hora, Marco estava lhe lembrando muito sua irmã, Alenne quando queria alguma coisa. Faltava só ele juntar as mãos e piscar rapidamente os olhos. A ideia quase a fez ter um ataque de riso. Todos olharam para ela sem entender.
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Nesse tempo, Lekki conseguiu se recuperar da surpresa inicial da pergunta e responder de modo firme.
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Lekki- Desculpe, Marco. Mas eu não quero lutar com você.
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Marco- Hein? Mas por quê?
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Lekki- Eu não gosto de me meter em brigas. Desculpe.
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Marco- Ótimo, outro pacifista. Eu estou cercado de pessoas assim!
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Ele reclamou, em tom de brincadeira.
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Isadora- Você que é muito agitado, Marco. Tem o dobro da energia de um humano comum.
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Ela comentou e Marco abriu a boca para responder, mas nessa hora chegaram às portas da academia e sua mente se distraiu.
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Marco- Finalmente, chegamos! E está vazia, que ótimo!
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O garoto disse, empolgado. Narciso, Lekki e Oceanne olharam para o lugar, surpresos. O cômodo era simplesmente gigantesco, com o formato circular e de teto alto. Em um canto à esquerda deles, tinham sido montados vários tatames coloridos. Narciso contou que seriam doze ao todo.
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Do lado direito, estavam enfileirados inúmeros aparelhos de aspecto estranho. Oceanne ficou particularmente intrigada com eles. Por ter crescido no Santuário, onde tudo ainda era feito mais ou menos da mesma maneira que na Grécia Antiga, não estava acostumada com tanta tecnologia para fazer algo tão simples como se exercitar.
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No centro do aposento, sacos de areia ficavam fixos por longas correntes presas ao teto. Três cordas, um par de bancos longos e alguns armários completavam o espaço. Lekki olhou para os últimos, curioso para descobrir o que teria dentro deles.
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Marco- Impressionante, não?
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Ele perguntou aos três, com um sorriso meio convencido no rosto.
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Oceanne- Bastante.
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Lekki- Parece ser bem legal.
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Marco- Então você mudou de ideia, Lekki? Vai lutar comigo?
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Lekki- Hm, não. Desculpe.
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O garoto disse baixinho, sem jeito.
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Marco- Ah, mas eu quero um parceiro!
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Ele começou a fazer uma pequena birra.
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Narciso- Tudo bem, Marco. Então eu posso lutar com você.... O pisciano disse, em um tom conciliador. Marco olhou imediatamente para ele, já novamente animado.
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Marco- Mesmo? Então, vamos!
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O garoto puxou o outro pelo braço antes que este mudasse de ideia.
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Oceanne- Ciso? Você tem certeza que é uma boa ideia?
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Narciso- Sim, está tudo bem. Não se preocupe, Anne.
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Marco- É, ninguém vai sair machucado. Ainda vai ver o rostinho bonito do seu irmão quando eu terminar!
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Marco disse, confiante, e Oceanne teve resistir ao impulso de rolar os olhos.
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Oceanne- Não é com ele que estou preocupada.
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A aquariana sussurrou para si mesma, de modo que o outro não pudesse ouvir. Depois virou-se para Isadora, sorrindo.
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Oceanne- Hm, será que você poderia me mostrar aquelas máquinas estranhas ali no canto?
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Isadora- Ah, claro. Vamos lá.
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As duas afastaram-se, ao mesmo tempo que Marco e Narciso chegavam ao tatame mais próximo. Allan e Lekki ficaram sozinhos às portas da academia. Um olhou para o outro.
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Allan- Podemos ir para os bancos assistir, que tal?
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Lekki- Pode ser. Não queria fazer nada mesmo...
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E assim os dois se dirigiram ao centro do aposento.
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Marco- Está pronto?
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Ele perguntou, posicionado de um lado do círculo central do tatame com Narciso de frente para si.
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Narciso- Quando você quiser.
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O cavaleiro respondeu, concentrado. Teria de se manter assim para não machucar, quebrar nada ou atrair atenções indesejadas.
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Marco- Muito bem. Então em três, dois, um... Já!
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Marco foi para cima do pisciano, armando um soco de direita. Narciso desviou-se pouco antes de ser atingido, desequilibrando o outro. Aproveitando esse momento, o cavaleiro segurou o braço direito dele e jogou para o tatame, fazendo-o cair com as costas virada para o chão. Com Marco, atordoado, naquela posição foi muito fácil para Narciso imobiliza-lo.
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Narciso- Agora acabou.
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Ele disse, com um sorriso gentil no rosto. Aquilo tudo tinha acontecido quase rápido demais para o outro acompanhar. Marco ficou olhando sem acreditar para cima e não reagiu mesmo quando o outro se afastou. Depois de uns instantes, Narciso começou a preocupar-se, pensando se tinha exagerado na força.
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Narciso- Tudo bem, Marco?
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Marco- Isso. Foi. Demais!!
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O garoto exclamou, levantando-se em um pulo.
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Marco- Cara, você luta muito bem! Nunca vi nada assim!
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Narciso- Ah...
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O pisciano parecia um pouco sem graça.
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Marco- Você tem que me ensinar como esses lances maneiros!
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Narciso- Ah, eu, hm...
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Marco- Já sei! Vamos ter um revanche! Dessa vez vou me sair melhor com certeza! E eu também aprendo melhor na prática! Vamos!
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Marco exclamou, falando rápido, e no fim já estava posicionado para outra luta. Não dando muita escolha para o pisciano, que acabou também preparando-se.
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Allan- Seu primo é muito bom.
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Allan comentou. Ele e Lekki já tinham assistido a mais de uma dúzia de lutas entre Narciso e Marco. Todas terminando com uma vitória do pisciano nos primeiros minutos.
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Lekki- Sim... As pessoas não imaginam, mas o Ciso é muito bom lutador.
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Allan- M, bonito e forte. Boa combinação. Agora sei porque fez tanto sucesso com as garotas.
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Lekki- Acho que sim.
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O silêncio caiu novamente entre eles. Lekki desviou o olhar para onde estavam Oceanne e Isadora. A aquariana parecia estar finalmente conseguindo se equilibrar para correr em cima da esteira, depois dele já tê-la visto cair várias vezes. O cavaleiro sorriu vendo que a companheira de signo ainda tinha tudo sob controle. Então, olhou para as pequenas janelas espalhadas pelo aposento.
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Tinha a sensação de estarem sendo observados, mas quando examinou o lado de fora, nada viu. Poderia ter sido só impressão sua, mas de qualquer maneira era melhor manter-se vigilante.
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Passaram-se algumas horas, sem que nada de diferente acontecesse. Quando já estava tarde, eles decidiram que era hora de sair. Marco e Oceanne contavam com alguns hematomas, mas nenhum deles parecia ligar muito para eles.
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Marco- Puxa, passou-se muito tempo! Por que não poderíamos ficar mais?!
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Isadora- Já está muito tarde, Marco. Eu ainda quero tomar um banho demorado antes de ir dormir.
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A garota falou, deixando claro que o assunto estava encerrado. Eles seguiram em silêncio até o ponto em que os caminhos para os dormitórios se separavam.
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Isadora- Bom, até amanhã, garotos! Allan, não esqueça de fazer esse cabeça dura cuidar de seus machucados.
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Allan- É claro. Até, Isa.
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Marco- Hnf. Tchau, Isa.
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Narciso e Lekki- Tchau.
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A garota acenou e se virou para ir embora quando notou que Oceanne não tinha se mexido.
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Isadora- Você não vem?
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Oceanne- Daqui a pouco. Eu queria falar um pouco com o Ciso e o Lekki. Pode ir na frente.
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Isadora- Tudo bem, então. Tchau.
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Ela falou e foi embora. Marco e Allan também se despediram e partiram.
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Narciso- Muito bem. Acho que foi um primeiro dia promissor, não é?
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Oceanne- Sim. Athena é muito gentil. Mas parece mais com uma garota normal que uma deusa. Ela gosta de ler, olhar as estrelas, conversar com os amigos e coisas do tipo.
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Ela contou o que tinha ouvido de Isadora na academia.
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Oceanne- Ah, mas acho que ela também percebeu que está sendo vigiada. Ela me disse que ultimamente tem se sentido desconfortável nos jardins.
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Lekki- Vocês falaram de tudo isso naquele tempo?
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Oceanne- Sim. Sabe como é, papo de garotas.
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Oceanne deu um sorriso que deixou o outro aquariano ainda mais confuso.
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Lekki- Tudo bem... — Ele acabou falando, desistindo de tentar entender. E, após um curto instante de hesitação, acrescentou.- Eu, também senti a presença de alguém enquanto estávamos na academia. Foi só por um instante e quando eu fui conferir não vi nada, mas estava definitivamente lá. Acho que eles estão desconfiados.
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Narciso- Faz sentido. Eles sabem que estamos aqui, temos que agir com cuidado...
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Oceanne- Acho que seria melhor se cumpríssemos a missão o mais rápido possível. Quanto mais ficarmos aqui, mais arriscado seria...
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Narciso- Realmente, mas não vai ser simples. Você mesma disse. Isadora é uma simples garota, se viermos contando essa história de cavaleiros, deuses gregos e tudo o mais, ela não vai acreditar e vai...
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Oceanne- Achar que ficamos loucos, eu sei.
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Lekki- Mas não podemos fazer nada para, hm, acelerarmos?
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Narciso- Talvez, se agirmos imediatamente a partir de amanhã. Bem, com certeza não vamos mais poder ficar aqui algumas semanas. Eu diria que podemos levar Athena daqui em uma semana no máximo, dependendo do método que fizermos... Eu tenho uma ideia, é arriscado, mas acho que é nossa melhor opção, o que vocês acham?
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Oceanne- Você é o líder aqui, Ciso. Pode decidir o que vamos fazer.
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Lekki assentiu, concordando. O pisciano encarou os dois, vendo a determinação que emanava deles. Ele se sentiu mais confiante depois disso. Narciso deu uma olhada em volta do corredor em que estavam parados, para garantir que eles não seriam ouvidos por mais ninguém.
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Depois de se certificar de que não havia ninguém, o cavaleiro contou aos outros de seu plano. Ninguém disse nada até que ele terminasse, mas dava para ver que estavam surpresos com o que ele dizia. Assim que ele terminou de falar, Oceanne se manifestou.
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Oceanne- Você tem certeza, Ciso? Acha que vai dar certo?
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Narciso- Eu acho que sim.
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Lekki- Até a parte do Marco..?
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Narciso- Sim, eu acho que seria bom para todos.
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Oceanne- Então está tudo resolvido. É melhor irmos agora, antes que alguém venha nos dar uma bronca por estar fora da cama depois da hora.
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Ela parecia achar aquela ideia muito engraçada.
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Narciso- Vocês vão indo. Eu vou lá fora entregar um relatório do que descobrimos hoje.
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Oceanne- Entregar um relatório? Como?
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Oceanne e Lekki estranharam aquilo, mas Narciso sorriu, já esperando aquela reação.
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Narciso- Eu tenho meus métodos, não se preocupem.
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O pisciano falou e os outros dois acabaram concordando. Eles se despediram e cada um seguiu por seu caminho.
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A noite era clara, iluminada por uma infinidade de estrelas e uma lua quase cheia. Um vento refrescante soprava nos jardins, balançando a grama bem aparada. O clima estava muito agradável e perfeito para uma caminhada. Ao menos era isso que Isadora pensava.
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A garota tinha acabado de pular da janela de seu quarto e agora caminhava pelo lugar. Sabia que não devia estar fazendo aquilo e tudo o mais, mas alguma coisa lhe dizia para sair. Era como um instinto, algo novo e grandioso que era ao mesmo tempo assustador e aconchegante. Ela nem sabia descrever direito.
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Só continuava caminhando e rezava para que ninguém a visse. Depois de andar um pouco sem direção certa, só deixando seus lhe guiarem, Isadora chegou até a borda da floresta que margeava os limites do terreno do Instituto.
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Olhando com um pouco de atenção para as árvores, a garota conseguiu ver uma estranha e fina névoa dourada envolvendo-as. Ficou curiosa e muito fascinada com aquilo. Aproximou-se do local devagar e tentando não fazer barulho. Aquele mesmo instinto lhe dizia para fazer isso e, após encontrar aquela incrível névoa dourada seguindo-o, resolveu confiar nele mais uma vez.
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Não teve que andar muito mais. Logo que adentrou a floresta, pôde enxergar o vulto abaixado. Havia mais alguém ali. Por um momento, aquilo lhe deixou muito surpresa, ainda mais ao perceber que a névoa dourada parecia emanar daquela pessoa.
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Isadora aproximou-se ainda mais e percebeu de repente que conhecia a pessoa que estava ali. Era Narciso. Ele estava agachado um pequeno jardim de rosas, mexendo em alguma coisa. A garota foi com cuidado até a árvore mais próxima dele e escondeu-se atrás do tronco, para pode observar do melhor ângulo sem que o outro a notasse.
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Ela o viu cuidando de algumas rosas vermelhas com delicadeza. Narciso virou a planta, parecendo examina-la, então levantou-a acima do rosto a assoprou-a. As pétalas se desprenderam da flor e voaram para longe com o vento. O pisciano pareceu satisfeito com aquilo, mesmo que Isadora não visse sentido naquilo.
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A seguir, ele baixou o que sobrou da rosa até junto das outras. Por fim, ele levantou-se, ainda sem se virar, e estendeu a mão. Num instante, ela estava vazia e no outro, segurava uma rosa branca surgida aparentemente do nada. A garota soltou uma baixa exclamação de surpresa, antes que pudesse se conter.
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Então, ela sentiu alguma coisa passar perto de sua orelha esquerda e enterrar-se em um tronco atrás dela. Quando Isadora virou para ver, percebeu que se tratava da rosa branca que estivera na mão de Narciso até um segundo atrás. A garota nem havia visto o outro mexer o braço ou virar-se para atirar, mas lá estava a planta, enterrada vários centímetros na madeira sólida.
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Isadora voltou-se novamente para Narciso. Nessa altura, nem sabia mais como reagir para aquilo tudo. Quando olhou novamente para para o garoto, ele também a encarava, parecendo verdadeiramente surpreso.
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Narciso- Athena?!
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Continua...
Notas finais
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OK, sabemos que estamos um pouco atrasadas... Mas tivemos váriooos contratempos durante essas semanas, com as festas e tudo o mais...
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Bem, acho que podemos chamar isso de recesso de final de ano da fic, não é? :-D
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Em todo o caso, já devem ter percebido que nesse capítulo só apareceram o pessoal da Itália... Bem, decidimos que dessa forma ficaria um pouco mais organizado para nós assim...
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Agora, a próxima vez que eles aparecerem (daqui uns dois caps no máximo), já deve começar a ação... Dessa vez de verdade mesmo... XD
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Agora, para avisar... O próximo cap vai focar na Alenne e na Angel... E talvez também apareça o pessoal do santuário... Mas não prometemos nada! ;D
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Então, é isso! Espero que tenham gostado do capítulo! Até a próxima sexta! (Pelo menos, nós esperamos!) o/
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