New Rules
14 Haunting
Notas iniciais

— Estou cansada disso! – Marinette admitiu para os dos kwamis depois de um bom tempo em silêncio. Mestre Fu tinha insistido que ela ficasse com Mullo, pelo menos por enquanto. – Eu queria dizer a verdade pra ele, queria mesmo! Mas aí ele insinuou que eu estava traindo ele!
— Tenha calma, Marinette! – Tikki se aproximou – O Adrien disse a você que teve uma briga feia com o pai dele, isso ainda deve estar mexendo com ele. – a azulada levantou a cabeça.
— Será que... Não, não pode ser!
— O quê? – Mullo perguntou curioso.
— Será que o Adrien não descobriu que o pai dele é o Hawk Moth e por isso brigaram? – supôs.
— Mas ele não contaria isso pra você?
— Acho que sim. Mas é difícil dizer. – levantou e foi até a janela, encarando a paisagem – Se eu descobrisse que meu pai é o Hawk Moth... Eu não sei o que faria. Seria muito difícil contar.
— É uma situação complicada mesmo. No entanto, acha mesmo que ele pode ter descoberto isso?
— Não sei, só sei que o Adrien sempre aceitou as ordens do pai por mais que fossem absurdas. E pra ele ter brigado feio com o senhor Agreste, deve ter tido um motivo muito sério.
— Então não descarte isso.
— É, não vou. – Marinette sentou em frente a escrivaninha e ligou o computador, procurando colocar uma música ou algo para se distrair.
Antes que conseguisse encontrar algo, seu celular toca e Tikki voa até ele, que estava em cima da cama.
— É o Adrien. – a azulada gira a cadeira, encarando a kwami.
— Será que eu atendo?
— Vai ver ele quer pedir desculpas. – Mullo sugeriu e Marinette suspirou, se dando por vencida e indo até o aparelho.
— Alô?
— Olha, eu sei que eu fui um idiota e te desapontei muito. Depois precisamos conversar sobre isso e você pode me bater à vontade, mas agora eu preciso de você.— o loiro disse rapidamente, com desespero evidente na voz.
— O que aconteceu? Aonde você está?
— Em casa. Meu pai acionou o sistema de segurança e prendeu todos aqui. Estou esperando o Plagg terminar de comer e ter energia pra usar o Cataclysm e conseguir sair.
— Meu Deus! Alguém invadiu sua casa?
— Não. – Adrien ficou em silêncio – Espero que não surte com o que eu vou te contar, porque definitivamente não temos tempo para isso. — Marinette permanecia atenta e receosa – Meu pai é... Ele é o Hawk Moth.— disse e foi a vez da azulada ficar em silêncio. – Marinette?
— E-Eu... Eu sabia. – admitiu. Se Adrien estava contando a revelação que provavelmente era a mais difícil para ele, ela também contaria o que descobriu.
Ambos escondiam segredos que estavam quase os fazendo explodir, e essa era a hora perfeita para que finalmente os revelassem.
— Como assim? Quando descobriu?
— Hoje. Eu não estava cuidando a filha da amiga da minha mãe, eu fui em uma missão. Eu fui espionar o seu pai porque o Mestre Fu suspeitava dele e não quis dizer a você, pois isso te magoaria.
— Espera! Então você era a...
— Multimouse? Sim. – ouviu o suspiro do Adrien – Por favor não surta!
Se estivessem em uma situação normal, o Agreste certamente surtaria. Mas como disse, não tinham tempo para isso.
— Olha... Eu não... — suspirou pesadamente. Não era hora para isso – Confesso que eu estava preocupado por ter achado a Multimouse muito bonita e misteriosamente me sentir atraído por ela. Ainda bem que é você, porque me senti muito mal pensando nisso.— Marinette riu.
— Talvez seja pela questão de gato e rato. – ouviu a risada do loiro – Mas enfim, o que vamos fazer?
— Olha, o motivo do meu pai ter acionado o sistema, talvez não seja porque ele não quer que eu saia e sim porque ele não quer que ninguém entre. Gabriel deve estar tramando algo! – Adrien ouviu uma batida forte na porta.
— O que foi isso?
— Akuma? – deduziu. Logo a porta foi destruída e um enorme gorila azul passou pelo buraco que tinha feito. – É o Gorizilla! Plagg, claws out! Preciso ir!
— Adrien, esp... – ele desligou antes que ela terminasse – Ok, precisamos ajudar ele. Mullo, nos vemos depois. – o kwami assentiu e a azulada tirou o amuleto, guardou na caixa e colocou dentro da caixa do seu diário – Tikki, spots on!
Ladybug saiu o mais rápido que podia na direção da mansão Agreste. Marinette poderia estar exausta psicologicamente e fisicamente, mas nunca deixaria Adrien na mão.
***
— Excelente! – Gabriel sorriu. Seu traje agora possuía cores azuladas, o leque simbolizando a cauda do pavão estava em suas costas e os seus poderes agora eram muito maiores do que antes. Estava se sentindo revigorado – Agora, quem será minha próxima vítima? – questionou, pois embora tivesse usado os poderes do Miraculous do pavão em Gorila, ainda podia usar os do Miraculous da borboleta. Então, se concentrou nos sentimentos das pessoas em Paris e chegou até alguém muito conhecido – Ah, ciúmes! Um ótimo gatilho para o meu akuma! – envolveu a borboleta branca em sua mão, transformou em negra e enviou para fora até chegar em uma certa garota mentirosa. – Lila Rossi, nos encontramos novamente.
— É sempre um prazer, Hawk Moth!
— Não. Dessa vez, você fala com Feather Moth! – sorriu de lado – Mas apesar de eu ter mudado de identidade, ainda preciso que volte a ser a Volpina. Tenho uma missão especial para você. O que acha?
— Eu acho que é uma ótima ideia!
***
Ladybug estava à caminho da casa de Adrien e parou bruscamente ao se deparar com Chat Noir no topo da Torre Eiffel, brigando com... Ela?
A população de Paris estava tão atenta à cena que nem viu a verdadeira Ladybug parada no telhado do prédio em frente.
— Acabou para você, joaninha! – disse o loiro, fazendo Marinette estranhar seu jeito de falar. – Cataclysm!
— Isso é que veremos! – Chat Noir avançou, porém Ladybug desviou e o segurou, usando o Cataclysm no peito do próprio gato – Tchau, tchau gatinho! – o loiro se desfez em cinzas e Marinette arregalou os olhos, tão chocada quanto a população de Paris. Logo, a falsa Ladybug deu uma risada maléfica e sumiu.
Marinette estava prestes a ter um ataque quando viu um vulto laranja próximo ao topo da torre.
— Volpina! – disse entredentes e antes que fosse atrás, seu comunicador tocou a deixando aliviada – Chat Noir?
— Eu charme e garras. Será que você poderia me ajudar? – filmou o gorila que corria atrás dele pela rua – Consegui sair de casa usando o Cataclysm, mas em alguns minutos a minha transformação vai acabar e ele está mais forte do que nós lembrávamos.
Marinette alternou o olhar entre Volpina e Gorizilla.
— Okay, temos um problemão! A Volpina voltou e ela acabou de fazer uma ilusão comigo matando você em frete à Paris toda.
— Credo!
— É, eu sei. Vamos precisar de ajuda. Consegue segurar as pontas até que recrutar algumas pessoas?
— Vou tentar! – Chat Noir desligou, então Ladybug deu uma última olhada para Volpina e saiu se pendurando pelos prédios na direção da casa de Mestre Fu.
***
— Trataremos mais tarde, Volpina! – desfez a akumatização de Lila, precisava usá-la novamente mais tarde.
— Gabriel, porque está fazendo isso? – Nathalie tinha visto no noticiário os acontecimentos e foi até o esconderijo dele, questionar o amado que tinha prometido acabar com isso.
— É minha última tentativa, Nathalie. Se eu falhar, prometo que...
— Promete? Como prometeu que não faria mais isso, por mim? – a mulher tinha lágrimas nos seus olhos. Estava profundamente magoada com ele. – E se der certo? – ele não respondeu – De novo, você só pensa em você.
Feather Moth pegou uma borboleta, a envolveu em sua mão e a tornou negra. Em seguida, a enviou na direção de Nathalie, que arregalou os olhos quando ela pousou em sua pulseira.
— Catalyst, eu sou Feather Moth...
***
Ladybug entrou na casa de Alya pela janela, assustando a melhor amiga e o namorado que estavam abraçados assistindo o canal de notícias.
— Ladybug? A verdadeira?
— Não se preocupem, aquela na Torre Eiffel não era eu e aquele não era o Chat Noir! – explicou rapidamente – Tudo não passou de uma ilusão da Volpina. E é exatamente por isso que estou aqui. Não queria revelar suas identidades dessa maneira, mas preciso muito de vocês agora. – pegou as duas caixas dos Miraculous – Rena Rouge e Carapace, preciso de vocês dois juntos lutando lado a lado comigo. Aceitam essa missão? – o casal pegou as caixinhas e colocaram seus Miraculous, liberando os kwamis.
— Você é a Rena Rouge? – Nino encarou a namorada.
— É, claro. Quem mais seria? – sorriu convencida – Trixx, let’s pounce!
— Wow! E você, não está surpresa que eu seja o Carapace? — Alya riu.
— Nino meu amor, vai logo! – disse para o namorado.
— Wayzz, shell on!
— Ótimo! – Ladybug comemorou – Agora eu preciso que vocês vão ajudar o Chat Noir. – abriu o ioiô – Digitei a localização e mandei pelos seus comunicadores. Nos vemos depois.
— Tá bem!
Os dois saíram, então Marinette correu para o hotel da família Bourgeois para entregar o antepenúltimo Miraculous que carregava consigo.
Assim que chegou no terraço, percebeu que Chloé estava com o holofote com o símbolo da Queen Bee ligado, olhando para os lados, esperando a heroína trazer o Miraculous da abelha.
— Queen Bee, preciso de você lutando lado a lado comigo. Aceita essa missão? – estendeu a caixinha, pegando Chloé de surpresa.
— Obrigada Ladybug, mas já era hora! – a azulada olhou feio para a Bourgeois que sorriu envergonhada enquanto colocava seu Miraculous – Desculpinha! Pollen, back on!
— Pronto, agora eu preciso que você vá até a Torre Eiffel e procure pela Volpina. Se não a encontrar nos arredores, me ligue pelo comunicador.
— Certo. – Chloé bateu continência e Ladybug saiu com a intenção de entregar os dois últimos Miraculous.
***
— Tudo correndo perfeitamente como o planejado! – Gabriel sorriu – Vamos executar mais uma parte do plano. Assim, as pessoas de Paris não poderão mais gritar por ajuda! – envolveu outra borboleta com as mãos, transformando em um akuma e enviou até que chegasse em um rapaz triste por ter visto a garota que ama namorando outra pessoa – Luka Couffaine, eu sou Feather Moth e posso lhe dar o poder de ter aquilo que é seu. Mas eu só preciso de uma coisinha em troca.
— É tudo o que eu mais quero. O que você quer que eu faça?
— Preciso que me ajude a pegar os Miraculous da Ladybug e do Chat Noir. É a minha condição para que você possa conseguir as habilidades necessárias para ter a sua amada, Silencer.
— Acho justo. Vou ajudar no que você quiser e a Marinette poderá finalmente ser minha!
***
Marinette foi até a casa de Juleka, procurando por ninguém menos que ela e o seu irmão mais velho. Sabia que ambos não tinham a experiência como heróis que os outros três possuíam, mas precisava de pessoas no mínimo confiáveis.
— Cadê o Luka? – perguntou para a amiga, enquanto segurava as caixas com os Miraculous da cobra e do dragão.
Juleka começou a fazer gestos incompreensíveis, como se não pudesse falar, deixando a azulada com uma expressão confusa. Então, a Couffaine rapidamente pegou um papel e escreveu que seu irmão tinha sido akumatizado e roubou a voz das pessoas – incluindo a dela.
— Ah, não! – Ladybug lamentou. Tinha intenção de entregar o Miraculous da cobra para Luka e do dragão para Juleka, mas a amiga não poderia nem se transformar sem voz. – Obrigada pela informação. Vou achar ele e o trazer de volta, não se preocupe. – trocaram sorrisos e então Marinette saiu para tentar encontrar alguma outra pessoa para ser seu aliado, embora não pensasse em mais ninguém que morasse perto. Estava ficando sem tempo.
A garota nem queria ter levado o Miraculous da cobra e do dragão, mas Mestre Fu tinha insistido – o que era estranho vindo do Guardião que normalmente não queria colocar muitos Miraculous em circulação.
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